• @rgpatrickoficial

Laços - Capitulo 19

#Artur

- (...) Briga, dá para acreditar Alexia.

- Adolescente amigo, relaxa.

- Não sei, mas o que faço com Wilker, está fora de controle.

- Está com o Dimitri agora?

- Sim.

Saímos do elevador e seguindo no corredor de cirurgias, até ao quadro de horários;

- Vou para casa mais cedo hoje. – Ela comenta.

- Inveja de você amiga.

- E Nicole, Artur?

- O tratamento está meio que ajudando e muito, ela não teve mais crises, em casa anda meio... como posso dizer, apagada, mais na dela. E para ajudar tem um namoradinho novo, estou fazendo Marcos acreditar que ele está fazendo bem para ela.

- É uma via de mão dupla Artur, pode ajudar como atrapalhar...

- Ouvi ela e Daniel conversando esses dias, parece que a ex do garoto estuda com ela, ai já viu né amiga.

- Vou conversar com ela depois.

- Eu agradeço.

“- Doutor Schimmyth, favor comparecer na emergência... Doutor Schimm...”

- Vou nessa, estou trabalhando mais na emergência do que fazendo cirurgias...

- Nossa nem me fala, eu não sou da emergência, mas também não saio de lá.

Vou andando e falando de costas a ela;

- Odeio gente incompetente que não consegue trabalhar direito.

- Está falando dos seus internos?

- Haha’ não, mas também se encaixam. – Entro no elevador.

No andar, quando o elevador abriu meus internos na porta, nem pude sair;

- Que isso. Sai da minha frente. – Falo avançando.

- Doutor, temos uma criança com quadros de insuficiência cardíaca... – Flavio entrega o portuário.

Eu olhei rapidamente;

- Não é paciente meu... O quadro se apresenta a anos.

- A família está transferindo ele. – A Roberta comenta.

Antes de chegar no paciente, a família dele que me aborda, a mãe e o pai;

- Olha doutor, é um prazer finalmente conhece-lo. – Ambos pegam em minha mão.

- Agradeço, mas em que posso ajudar?

- Nosso filho, sofre de Insuficiência Cardíaca, e está na fila para transplante. Fizemos o tratamento completo e acompanhamento com o médico da família. Mas ele mesmo pediu para que trocássemos, e procuramos o senhor.

- Ok, vamos ver esse garotão. – Falo seguindo com o prontuário.

Que ainda estava lendo. Entrei no quarto e ele estava no soro e com aparelho para auxiliar na respiração;

- Olá Luigi, sou doutor Schimmyth, mas você pode me chamar de Artur, tudo bem? – Fico ao lado da cama.

Meu Deus.

Essa criança abriu um sorriso de uma forma ao me ver. Ele estava com dificuldade para falar, por causa do aparelho também;

- Calma, quero que fique tranquilo, tudo bem, não fala esforços agora.

- A falta de energia, sensações de cansaço sempre estiveram presentes, as vezes tosses com catarro mesmo sem estar gripado. Dificuldade para dormir à noite. Mas a falta de ar nunca havia atrapalhado ele. – A mãe diz.

- Todos os sintomas que a senhora comentou são de certa forma, normais no quadro dele. Alguém na família tem histórico de doença cardíaca?

- Minha mãe. – Diz o pai.

- Certo.

- Flavio e Roberta, quero Ecocardiograma, radiografia de tórax, e ECG. Vou fazer o possível para entender e estar por dentro de como ele está, se precisar vamos fazer mais exames, até esse acompanhamento para o transplante.

- Obrigado doutor. – A mãe pega em minha mão.

- Vamos cuidar de você da melhor forma possível. – Aproximo dele.

Luigi leva a mão no respirador afastando, com dificuldade, ele queria falar algo;

- Disse para ficar tranquilo, não precisa falar agora. – Ajudo ele a tirar.

- Daniel disse que o senhor era a pessoa certa.

Ele fala, e eu fico sem entender completamente. Volto o respirador e seu pai fala;

- Daniel é um excelente amigo. Deve ser muito orgulhoso do seu filho doutor.

Sangue de Jesus tem poder. Eu estava com o melhor amigo do meu filho como paciente.

- Ele é um anjo na vida da nossa família. Bem me deem licença, por favor... vocês dois comigo. – Chamo os internos.

- Sim doutor.

Saio fechando a porta e assinando o prontuário;

- Vão cuidar desse garoto como da vida de vocês, quero que mudem de turnos, e não deixem ele sozinho, quando um sair o outro fica. Quero essa bateria de exames para AGORA, vão.

- Claro doutor.

#Marcos

Matheus trabalhou somente meio turno hoje, estava voltando a rota, ao trabalho, e sua vida.

- (...) Eu não voltaria para duas horas de ronda, rsrs.

- Marcos não aguento mais ficar em casa, e não tenho amigos aqui ainda, fica mais difícil ainda, não tem nada para fazer, lugar algum para ir.

- Você é novo, tem algumas boates, e shoppings... – Falo saindo com o carro.

- Marcos, estamos mais atualizados, hoje se usa aplicativos, rsrs.

- Aff, Grindr, Scruff, tem outro né?

- Hornet, mas uso o Instagram e Tinder.

- Ah o Tinder! Mas o instagram não é para fotos?

- Também.... Ei vira aqui, vou pegar algo para comer, não almocei hoje. – Ele diz em uma pastelaria.

Matheus comprou dois pasteis e comeu no balcão mesmo, eu somente um refrigerante.

Voltando para o carro, quando estava entrando passa um carro de luxo, e no banco do passageiro um garoto dançando com uma pistola “.40”.

O Matheus me olhou, e seguimos, parando dois carros atrás, ficamos olhando de longe, e o som deles bem alto.

O semáforo fechou, eles estavam cercados pela frente, e aos lados, não havia como iniciar uma fuga;

- Vamos.

Desço do carro já com a arma em punho, eu me aproximo e o Matheus fica do lado para qualquer gracinha que tentarem;

- Mãos na cabeça, desliga e saia do carro. – Falo ao motorista, por segurança eu estava longe do veículo.

Não esboçaram surpresa, e nem medo, havia quatro caras no carro, bem vestidos, roupas de marcas, colares e relógios, pilotavam uma Range Rover.

O piloto desligou o som, e o semáforo abriu, eu jurava que eles iriam embora, então ele abre a porta;

- Mãos na cabeça. – Dou um grito de atenção.

Ele abre a porta do veículo e coloca um dos pés no chão, na sua panturrilha uma tatuagem.

15 3 3.

Para leigos e não entendedores é a marca do PCC, 15 pela letra “P” ser a Decima quinta do alfabeto, assim como 3 o “C”.

Eu olho a tatuagem e percebo entre o banco e a porta uma metralhadora soviética, a AK-47.

Possivelmente eu estava de frente com um dos mandantes, ou alguém muito, muito alto dentro da facção.

Imediatamente, tiro o dedo do gatilho, e mostro as palmas da mão, dando passos para trás. O cara sorriu, e percebo um dente de ouro em seu sorriso.

Ele entra no carro e sai normalmente, eu soei na hora, coração disparou.

Procedimento: Prendê-lo e atuar. Talvez uma perseguição.

Mas tenho família, não tinha valor algum meu esforço, outra coisa, poder de fogo, ele tem cem vezes mais.

Ao invés de passar um rádio a central, liguei para meu Capitão, com meu celular pessoal;

- Que foi aquilo? – Matheus se aproxima.

- Vamos, de volta para a corporação. – Volto ao carro.

Quase quatro horas com a corregedoria, meu Deus. Esses casos são passados a instancias maiores, e querem que você repita inúmeras vezes a diferentes pessoas.

Ao sair o típico, pedido de confidencialidade, eles pedem isso, porque não conhecem meu marido.

Por falar em Artur, ajudaria ele a fazer o jantar hoje, queria assar um frango e tals, mas atrasei tudo.

Quando cheguei, ele estava no quarto, com vários livros de medicina, pensei estar puto comigo.

Abro a porta, ele olha e comenta;

- Demorou hoje?

- Problemas amor, só problemas.

- Nem me fale.

Beijei sua nuca, olhando os livros;

- Que é tão importante? Você não costuma pegar esses livros americanos?

- Estou estudando sobre Ressincronização Cardíaca, para um paciente.

- Nossa dá medo de imaginar só pelo nome.

Tiro a mochila, e as coisas, o Artur vira contando seu dia;

- Amor, estou tratando o Luigi, lembra dele?

- Ai meu Deus, nome é familiar.

- O novo amigo do Daniel no colégio.

- Sim do Daniel! O que ele tem?

- Insuficiência Cardíaca.

- Você pode tratar né?

- Sim, e não. Ele está na fila do transplante, isso pode demorar semanas, meses, anos. Estou estudando medidas alternativas para um tratamento ou para ele viver bem até lá.

Sentei na cama frente a ele;

- Isso é bom, e você vai conseguir ajudar.

- Espero que sim. – Artur não diz muito animado.

- Que cara é essa Artur?

- Wilker novamente!

- Que foi?

- Marcos, ele brigou no colégio. Wilker quebrou o nariz do Ícaro.

- Meu Deus, porque fez isso?

- Não quis dizer, e pior, Dimitri estava com ele, veio e falou um monte na minha cabeça, dia péssimo amor, péssimo.

Abracei ele o segurando alguns segundos;

- Vou te dar uma notícia boa então, acho que consegui minhas férias junto a do colégio dos meninos, falta você.

- Aí gente, agora tu joga isso no meu colo né?

- Eu já resolvi, rsrs. – Falo rindo.

- Vai tomar um banho, pedi uma comida japonesa para a gente.

- Desculpa pelo jantar.

- Tudo bem.

Levantei e a mochila vira, a arma cai na cama, NOSSA!

- Marcos. – Ele aponta.

- Fui obrigado a vir armado hoje, por segurança.

- Que história é essa?

Contei o que houve para ele, conversamos um pouco. E quem disse deu tempo de eu tomar um banho.

Desci para pegar a comida, e depois chamei os meninos, Nicole e Daniel desceram, o Artur também estava descendo, bato na porta do quarto do Wiker;

- Entra.

- Compramos comida japonesa, vem jantar.

- Não, valeu.

Desci e os meninos estavam se servindo, e Artur havia comprado para Wilker separado, o que ele gostava de comer. Peguei, com talheres e um suco, subi as escadas, abro a porta sem bater e deixo na mesa do computador, não disse nada só deixei e sai.

- (...) Ele vai ficar bem filho, fica tranquilo, não me contou que ele tinha esse problema Daniel?

- Ele não gosta muito de falar sobre.

- O que disse a ele em? – Pergunto me sentando.

- O que o senhor fala, que Artur... Pari Artur. – Ele olha de lado, rsrs. – ... é o melhor medico do estado.

Artur abraçou forte ele;

- Nicole sabe alguma coisa da briga de hoje? – Artur pergunta a ela.

- Se for o que eu estou pensando, não posso falar Artur.

- Nicole. – Falo serio com ela.

- Desculpa pai, o que posso dizer é que o meu irmão está passando por uma barra.

- Não quis me contar nada, você me fala isso, eu fico preocupado. – Ele diz a ela.

- Ele vai falar, calma Artur... Pai o psicólogo quer uma consulta com vocês dois, acho que para essa semana.

- Oi? – Falo todo surpreso.

- Sim. – Ela confirma.

Até o Artur fica intrigado.

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