• @rgpatrickoficial

Laços - Capitulo 11

#Wilker

Meu celular chamando, sem parar, como estava entrando em casa, nem atendi.

Foi abrir a porta e meu pai grita;

- Não atende o telefone?

- Acabei de chegar.

- Apaga aquilo que postou agora!

- O que?

- Não se faça de idiota. – Ele vem e fecha a porta. – Estou falando daquela foto pelado.

- Não é pelado, é de cueca.

- Olha a tranquilidade que ele fala, vontade de dar na sua cara garoto. Me dê seu celular. – Ele estica a mão.

- Não.

- Já foi apagado. – Nicole diz.

- Aff, foi rápido demais. – Pego o celular olhando.

- Que eu faço com você? Wilker que você tem na cabeça de postar uma foto assim?

- Foi para desmentir a Isabela.

- Se expondo ao ridículo?

- Pai não é assim também.

- É assim, sim!

- Foi só uma foto! E já foi apagada.

- Tinha quase cem curtidas até apagarem.

- Serio, eu não vi.

Ele puto olha para o Marcos;

- Eu desisto dele, serio...

- Pai, eu só fiz isso para me vingar dela, pronto já acabou.

- As coisas não funcionam assim Wilker. Eu não falar mais nada, cansei de brigar com você, está impossível.

Deixei ele esfriar a cabeça para depois conversarmos, preparei meu prato, e sentei jantando, olhando os grupos, da sala, do colégio e do Basquete.

Não respondi ninguém, somente olhando os comentários.

Na manhã seguinte, pela ansiedade de ir para a aula, acordei mais cedo que o normal. Ao descer Marcos e Daniel estavam na cozinha.

Me servi de café, e sentei comendo, e Nicole desce com Artur.

Eu pego o lixo da casa, e vou levar para fora, como todos os dias.

A lixeira aqui do condomínio fica no final da rua, isso era umas cinco casas, ao voltar, um carro de polícia passa por mim, não achei estranho, pois além de Marcos havia mais dois policiais morando aqui. A questão do comentário é que o cara ficava olhando demais, tipo encarando mesmo.

Ele parou frente em casa, eu entrando, escuto o bater da porta, olhei e ele diz;

- Bom dia! – Um cara novo, e bem forte, com barba e olhos claros.

- Bom dia.

- Pode dizer a Marcos que o Matheus chegou?

- Beleza.

Entrei, e falei na cozinha com todos reunidos;

- Marcos o Matheus está aí te esperando.

- Mas já. – Ele fala abrindo a janela.

Ele pega a mochila na sala, e meu pai fala;

- Amor, pensei que iria amanhã.... Tenho que estar no hospital daqui a dez minutos. E os meninos?

- Eu levo. – Me candidato.

- Não. – Artur responde.

- Amor, deixa ele. Wilker pega meu carro, e cuidado com seus irmãos. – Marcos coloca a chave em minha mão.

Ele beija meu pai e sai correndo, Artur já me olha de lado;

- Não preciso falar nada. Se ele fazer graça, os dois me contam, que vou no colégio te buscar como na terceira serie Wilker.

- Que houve na terceira série? – Daniel pergunta.

- Busquei ele com um cinto no colégio. E que fique de aviso.

Os dois começam a rir e grito;

- Vamos, hoje eu que mando!

Chegar hoje no colégio, foi melhor que ganhar qualquer jogo.

Nicole fresca demais, pediu para descer do carro na esquina, e Daniel acompanhou ela, eu não! Estacionei de frente o colégio.

Já desci com olhares das meninas, sorrisos e piscadas.

Entramos e quando eu estava no meu armário vejo o Hugo conversando com o Ícaro. Aparentemente não era uma conversa tranquila.

Fechei o armário, segurando meu caderno, pois qualquer coisa já acertava ele. Ao me aproximar, Ícaro só olha saindo;

- Qual é?

- Cara me enchendo o saco.

- Esse Ícaro anda muito folgado cara.

- Oi Wilker.

- Olá.

- Haha’ deu certo, a foto deu certo. – Hugo me cutuca.

- Sim, haha’ to amando isso.

Bem depois das primeiras aulas, eu fiquei o intervalo longe dos meninos, pois tinha reunião de representantes de sala.

Como eu sai pouco depois que começou a quarta aula, os corredores estava meio vazio, poucos alunos nas portas das salas.

Quando cheguei no nosso andar, tinha um tumulto, lembro de ver a cor da camisa de frio do Hugo no chão.

Me aproximei rápido, e ele estava atracado com o Ícaro, e ninguém conseguia afastar os dois;

- Ajuda Mauricio. – Grito chegando junto.

Já puxo o Hugo, ficando em sua frente o protegendo, e de frente pro Icaro;

- Vem cai dentro.

Mauricio segurava ele, e o professor chegou, puto, separando e muito bravo;

- Que foi cara? – Pergunto ao Hugo, que estava com um olho roxo.

- Fala para ele Hugo, fala! – Ícaro gritava.

- Cala a Boca, ou não vai ser só advertência a vocês e sim suspensão. – Grita o professor.

Saio puxando o Hugo, e o professor chama;

- Hugo, para a enfermaria!

- Sim, senhor.

Vou descendo as escadas junto com ele e o professor, que não parava de reclamar.

Chegamos na enfermaria e ele entrou sozinho;

- Que aconteceu lá em cima Wilker? – Professor me pergunta.

- Não sei, ele não disse nada, quando cheguei já estava a maior treta, sei tanto quanto o senhor.

- Certo, vai para aula então.

- Vou esperar o Hugo.

- Wilker, vai para sala, desse jeito não completa metade das presenças que precisa para aprovação no fim do ano.

- Sim, professor.

Acreditam que a quinta aula terminou e ele não voltou, e não disse nada.

Quando eu estava saindo, perguntei os meninos do time, que estavam em uma roda, sobre o Hugo, e também aguardando meus irmãos;

- (...) Não vi ele não Wilker, desde a briga.

- Mano, o cara sumiu.

Atravessei a rua, pois a turma do Daniel já estava saindo, e entrei, peguei ele e subimos;

- Vamos onde?

- Buscar a Nicole, já era para ela ter saído.

Na porta da sala, conversando com umas garotas, ela estava sem ligar para a hora. Me aproximo, e abraço ela pelas costas, passando o braço em seu ombro, pois ela estava de costas.

- Aí que susto.

- Esqueceu que hoje eu que vou te levar? Olá meninas.

- Oi Wilker. – Elas dizem quase que em um coral.

- Vamos sim, até meninas, tchau Vivi.

Descendo as escadas ela questiona;

- Ficou sabendo da briga hoje no seu piso?

- Sim, Hugo e Ícaro.

- Oi?

- Sim.

- Que houve?

- Ninguém sabe.

- Talvez eles não se gostam. – Daniel diz.

- Eu não gosto dele Daniel, e queria poder fazer que Hugo fez, rsrs.

- Não fala isso para o garoto! Ignora ele Daniel.

Saimos, e eu coloquei o cinto no Daniel, a Nicole estava no banco da frente e diz;

- Gente o Hugo está machucado em.

- Sim, olho roxo, e sabe-se lá o que mais.

- Não, estou vendo ele, e está... – Eu olho por cima do veículo e ele estava seguindo.

- Fica aqui.

Vou seguindo e chamo ele, mas não olha, então seguro em seu braço, por causa do seu dia, Hugo olha todo bravo;

- Que isso!

- Mano, você sumiu.

- Estava na enfermaria.

- Está melhor?

- Sim.

- Hugo que houve?

- Não quero falar agora beleza.

- Ele fez alguma coisa com você cara?

- Wilker, relaxa, vai para casa, depois a gente se fala. – Ele diz segurando meu ombro.

- Me liga mais tarde, falou.

- Tranquilo.

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