• @rgpatrickoficial

Laços - Capitulo 10

#Daniel

- Um filme com a letra O.

- O Rei Leão.

- Não Nicole!

- Mas começa com O.

- Alimento?

- Ovo, rsrs.

- Que estão fazendo? - Pai Artur chega na cozinha.

- Eu e Daniel estamos brincando de Adedonha, enquanto termino esse suco de laranja.

- Deixa eu ver. - Ele chega do meu lado.

- Pai posso ter um celular? - Pergunto.

- Boa pergunta Daniel, rsrs. Mas porque isso agora?

- O meu amigo o Luigi ganhou um, e aqui em casa todo mundo também. E tenho que esperar o senhor chegar do serviço para jogar.

- Aham sei. Isso não é um bom argumento.

- Argumento? Como assim? - Pergunto.

- Tipo: Wilker ganhou um carro e a Nicole ingressos para um show da banda favorita dela. - Ela fala.

Artur olha ela de lado;

- Viu.

- Sim é um excelente argumento. Só que Wilker não tem o carro.

- Vamos jantar? - Marcos chega todo feliz. - Uh Adedonha?

- Pai posso ter um celular? - Pergunto a ele.

- Bem.... Porque isso agora filho? Já tem o vídeo game.

- Meu irmão ganhou um carro, e minha irmã ingressos para um show do Now United.

A cara do meu pai, foi muito engraçada, ele parou do lado do balcão olhando fixo para mim;

- Quem te ensinou a falar assim Daniel?

Todo mundo começa a rir, ele sem entender, eu aponto o lápis para Nicole.

- Vou dar seu telefone para ele. - Marcos diz tirando risos dela. - Vou falar com seu pai depois e te falamos tudo bem.

- Tudo.

Sentamos para jantar, o Wilker ainda não tinha voltado para casa, estava só nos quatro a mesa.

Nicole explicando sobre a consulta de hoje, e como foi, e então meu Pai Artur pergunta;

- E você.... Como foi na aula hoje?

- Boa, a professora de português mandou a gente fazer um poema romântico, mas eu não sei por onde começar.

- Eu posso te ajudar. - Minha irmã fala.

- Pai vocês viveram uma história de romance? Dessas de filme? - Eu pergunto.

- Sim, tipo isso. - Artur pega na mão de Marcos. - Não inicia feliz ela na verdade tem um lado muito triste, mas o resultado é esse. - Ele gesticula se referindo a nós.

- Começou em uma missão da corporação, apreensão de uma quadrilha de tráfico, uma das maiores da capital. Infelizmente me lembro como se fosse ontem. - Marcos começa a contar.

Afasto meu prato, e Nicole pega uma mousse que ela tinha feito e serve a gente;

- Estava com o Sávio, meu ex parceiro. Trabalhávamos a anos juntos, e nessa missão, iríamos capturar um dos "soldados" do crime. Quando chegamos no local toda a divisão foi pega de surpresa, era uma emboscada. Havia grupos de policiais na cidade toda, espalhada, agindo ao mesmo tempo, para eles não terem tempo de contra-atacar. Só me lembro de sair do carro, eu fui atingido, e Sávio também.

- Foi no meu primeiro dia como responsável da ala de cirurgias. - Artur responde.

- Prendeu eles pai? - Pergunto.

- Não, nesse dia não conseguimos terminar o que começamos.

- Eu estava na emergência quando chegaram, não houve tempo para uma ambulância no local. Foram levados ao hospital pela polícia, entraram desesperados, seu pai, Sávio e outro policial, mas ele não chegou a tempo, faleceu no caminho.

- Alysson, foi o pior dia para a Polícia Militar de Goiás. - Marcos diz.

Minha mousse intacta, de olhos e ouvidos vidrados na história deles;

- Foram levados direto a cirurgias, um em uma sala ao lado da outra. Sávio estava pior, eu tinha outra equipe cuidando de seu pai, ele foi baleado próximo ao estômago, lesões sérias...

- E Sávio?

- Ele não resistiu, faleceu no início da cirurgia, reanimamos, medicação, mas era tarde. O melhor amigo do seu pai se foi nas minhas mãos. Quando anunciei a hora do óbito, entram na sala, pedindo ajuda, seu pai havia piorado.

- E aí?

- Entrei junto a outra equipe, quando assumi, e vi os ferimentos e sabia que não iria sobreviver. - Ele segura a mão do Marcos, apertando. - Perdi seu pai duas vezes na mesa de cirurgia. Mas sabem o quanto ele é teimoso. Naquele dia praticamente presenciei um milagre. Com uma recuperação lenta, ele ficou muito tempo no hospital.

- Fiquei muito mal nos primeiros dias, muito. Recebi bastante visitas de colegas do trabalho e da equipe do hospital, entre elas esse bonitão aqui.

- Conversávamos todas as noites, eu chegava no meu plantão, atendia meus pacientes e ia para o quarto do seu pai.

- Eram horas e horas.

- Depois eu descobri que ele mentiu por uns quatro dias ao corpo de enfermeiras dizendo sentir dores, que não existia. Eu recebia ligações em casa que ele estava mal.

- No dia que recebi alta, convidei ele para um café...

- E aí? – Falo entusiasmado.

- Aí, vocês vão subir, escovar os dentes e se preparar para dormir, que é história para outro dia. – Artur se levanta pegando os pratos.

- Ah pai.

Ajudamos a desfazer a mesa, eu iria subindo para escovar os dentes, e então Nicole diz;

- Artur do céu! Veja isso. – Ela mostra o celular.

Ele arregala os olhos, e meio que muda de cor, ficando pálido;

- Eu vou matar o Wilker.

- Que foi? – Marcos pergunta secando as mãos.

- O idiota postou um Nude no Instagram.

Marcos aproxima olhando;

- Uau! Não quero que veja isso Nicole.

- Vou acabar com ele, dessa noite não passa. – Artur pega o celular ligando.

- Logo o Instagram exclui, as pessoas denunciam. – Nicole diz.

- Denuncia aí, pode denunciar, você também Marcos, me ajuda. – Artur empurra ele.

17 visualizações
Assine para ser o primeiro a receber os capítulos 

Siga a gente:

©2015 por Armário Erótico Todos Direitos Reservados. Criado orgulhosamente com Richardson Garcia