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INFAME Capitulo 8

#Elias

Na manhã de sábado, estava tomando café junto com meu filho o Henrique, quando recebo um e-mail.

Era uma negociação da venda de um projeto que negociei fazia meses, e obtive resposta hoje.

Peguei o número e marcamos um jantar na casa deles, como sabiam da história toda, foram muito educados, e claro para passar aquela boa impressão e chegar a “venda”, eu iria levar os meninos.

- Cadê seu irmão? – Pergunto Henrique.

- No quarto dele.

- Chegaram tarde assim do cinema? - Pergunto.

- Não.

- Henry chegou essa madrugada, estava na festa, na casa de uns amigos da nova escola.

- Amigos? O Henry fez amigos na escola nova?

- Sim, senhor.

- Geralda na quinta-feira temos um jantar, muito importante, anote aí na agenda.

Falo me limpando e levantando, subo as escadas e entro no quarto do Henry;

- Meu filho! Acorda. – Falo abrindo a cortina. – Preciso falar com você.

Ele se revira na cama, resmungando;

- Geralda, deixa... – Henry tenta dizer algo.

- Henry acorda, preciso falar com você! – Falo puxando seu cobertor.

Ele olha a claridade, protege os olhos e resmunga novamente;

- Não pode me enviar uma mensagem? Sempre faz assim. – Fala ele colocando a cabeça no travesseiro.

- Quinta-Feira tem um jantar na casa dos Mori Almeida, você e seu irmão vão me acompanhar.

- Beleza.

- Henry. – Falo chamando sua atenção novamente. – É importante, não marque nada, está me ouvindo?

- Já falei beleza, poxa.

Sai do quarto e ele grita de lá;

- Fecha a porta.

#Henry

Nesse sábado à tarde eu iria em um coquetel na casa da família de Martin.

Sinceramente nem lembro o que meu pai veio me dizer essa manhã, achei que ele estava falando desse evento chato, e só depois descobri que não.

De toda a forma, fui ao Coquetel, pelo meu amigo o Martin, e todo o colégio e pessoas influentes, do meio onde eu vivia estariam reunidas.

De camisa social branca, e calça jeans, usando um sapato formal, pela ocasião, cheguei junto a Kaique. Pessoal a cada pessoa que passava e cumprimentava, eram as mesmas perguntas, e seu pai? E a empresa?

O pessoal da “minha idade”, estavam reunidos bem no meio, onde estava um sofá, abaixo do lustre imenso da sala;

- Oi, Oi, Oi... Heloise. – Falo cumprimentando todos.

Trocamos umas ideias rápidas, e os meninos tocaram no assunto do futebol, até porque quase que o time do Objetivo inteiro estava reunido;

- (...) Colocamos o Samuel na sua posição, mas eu mudei todo o time, trouxe o Martin para o Gol e estou cuidado do meio campo, assim sua falta não será tão sentida entende. – Comenta o Kaique.

Ele estava sentado ao lado do Samuel, eu no braço do sofá, ao lado de Heloise e Martin;

- Inteligente, o Samuca cuida bem do ataque, cuidado com esse gol. – Falo tirando uma com a cara do Martin.

Todos dão uma risada e o Martim pergunta;

- Vai jogar no time do Santa Catarina? - Isso sim, tira gargalhadas da galera.

E eu nem falei nada, acompanhei os sorrisos;

- Larga de ser idiota Martin, o Henry? Henry Montalvan protegendo um bando de favelados na quadra? É só você mesmo, para achar isso. – Fala o Samuel de pé.

Ele gesticulava apontando o dedo para mim;

 - Ele faria dupla com o Iago, aí eu boto fé no ataque da escolinha. – Comenta o Kaique.

Ai todo mundo rindo e eu soando;

- Falam assim porque não estudam lá, tem sorte para a porra, seus paus no cu. – Falo tentando mudar de assunto.

- Cara não te mostrei o carro que meu pai me deu, cola ai... Você também não viu né Samuel, chega ai. – Fala Martin me chamando.

Acompanhamos ele até a garagem, que ficava dois andares abaixo, no elevador, eu questiono;

- Heloise está ficando com alguém? Vocês sabem? – Pergunto.

- Não! – Os dois respondem na mesma hora, sem hesitar.

- Beleza, vou dar ideia nela, que acha Martin? – Digo cutucando em seu braço.

- Acho melhor não Henry, ouvi ela comentar ontem estar de TPM, chegou a dar mal resposta no Nolan.

- Eita.

A porta do elevador se abre, e com a luz de presença, elas se acendem.

Mano! Mano! O cara ganhou um Audi R8, tem ideia disso!

- Zero km, meu pai chegou com ele e eu chorei mano, olha isso. – Fala Martin abrindo a porta. – Senta aí, olha o conforto desse carro mano.

Chego a ficar triste de lembrar deste dia.

Quando voltamos, ainda conversando sobre o carro, meu pai envia mensagens, lembrando do tal jantar, foi ai que me liguei, que nem era de hoje. Aproveitei a situação, e questiono os meninos;

- Mano sabe que família é essa, Mori Almeida? – Pergunto para o Martin.

- Você não conhece os Mori Almeida? – Questiona a Heloise, incrédula.

- Não gente. – Respondo com todo mundo me olhando.

- São somente a maior rede hoteleira desse pais, nossa Henry, como você mora em Florianópolis e não os conhece?

- Gente nem sabia que eram tão grandes assim.

- Porque a pergunta?

- Não, nada, só, vi uma notícia com esse nome e o guardei.

- Diz ai Montalvan vai fazer seu aniversário esse ano? – Pergunta Kaique.

- Claro que sim, são 18 anos de pura saúde, acha que não vou fazer a festa do ano? – Falo com tom de zoação para ele.

- Sua família não está quebrada? – Fala a Heloise.

Todo mundo fica em silencio, aguardando minha resposta;

- Estamos quebrados, não mortos. – Respondo piscando para ela.

Os meninos deixam escapar uma risada, mas coloquei ela no seu lugar.

Os meninos estavam falando do jogo no grupo do Whatsapp, e eu fiquei acompanhando e trocando ideias com eles, pois o assunto aqui não estava lá essas coisas.

Raul chama todo mundo para ir à casa de Iago, pois ainda tinha bebidas, e conversamos sobre o jogo, e beber. Acham que eu fiz o que?

- Galera tenho que ir, meu pai está vindo me pegar! – Falo levantando e começando a despedir.

O Kaique me acompanhou até fora, no caminho ele diz;

- Mano falei com o professor, mas não deixou você estar matriculado no Santa Catarina jogar no nosso time, eu tentei. – Kaique fala segurando em meu ombro.

Olha poucas vezes ele mentiu para mim, como naquele dia;

- Tranquilo. – Falo tirando sua mão.

Ele entrou, e eu fui para a casa dos meninos.

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