• Richardson Garcia

INFAME - Capitulo 7

#Milena

Acompanhamos o Henry até sua casa, ele iria deixar o irmão e depois para a casa do Iago.

No caminho o pequeno dormiu, e a gente comentando do filme, parecia três nerds;

- Iago perguntando onde estamos. – Falo olhando as mensagens.

- Já chegando. – Responde o Gael.

Entramos no condomínio onde o Henry mora, e pessoal, é uma casa daquelas de novelas, muito grande e iluminada, com coqueiros na porta, muito linda;

- Você mora aqui? – Pergunto quando ele desliga o carro.

- Sim.

- É muito linda sua casa Henry. – Novamente eu e minha boca.

- Valeu. Me ajuda mano? – Fala ele para o Gael.

- Pode deixar, eu levo ele. – Gael diz pegando o Henrique.

Entramos, e por dentro havia algumas luzes apagadas, como se estivessem todos dormindo;

- Tem alguém em casa? – Pergunto.

- Meu pai e a Geralda, a baba do Henrique, mas estão dormindo. – Ele responde baixo.

Subimos as escadas e por dentro era maior que por fora, seguimos um corredor grande até o quarto do Henrique, que era do tamanho da minha casa, o pequeno tinha um banheiro só para ele.

Henry entra em seu quarto, e pega um dinheiro na escrivaninha e saímos.

- Compramos alguma bebida? – Pergunta ele no carro.

- Acho que não. – Respondi.

- Chegando lá decidimos. – Fala o Gael.

#Iago

Resenha, para mim é reunir uns amigos mais próximos e conversar, beber e pronto. O pessoal do Santa Catarina, mais especifico da minha sala não sabem esse significado, pois era uma festa, tinha gente que eu não conhecia, música alta, bebidas, a casa estava daquele jeito.

- Até agora não chegaram mano? – Pergunta Raul novamente.

- Não, e adivinha, ela está com o Henry. – Falo mostrando os stories do Instagram dela.

- Eita, mas relaxa, se ela está chegando troca ideia, de boa com ela.

- Beleza.

Fui procurar um baralho para os meninos, e a Larissa me chama no meu quarto;

- Milena e Gael chegaram Iago.

- Já vou.

Ao voltar, entrando na sala, ela estava acompanhada do Gael e do Henry, quando ela me olhou, já sabia que eu estava puto.

Milena vem, me beija, e eu ainda olhando o Henry;

- Nos encontramos no cinema, aí o Henry deu uma carona para a gente. – Fala ela.

- Beleza mano? – Fala ele esticando a mão com uma bebida que havia comprado.

Eu olho para o Gael, para a Larissa que estava atrás e digo;

- Beleza. – Pego a bebida e continuo. – Tem cerveja na geladeira, e o Raul fez uma caipirinha, está muito boa, fala com ele que... – Eu nem terminei de falar.

O Raul chega pulando, todo louco;

- GALERA, agora o time está completo, graças a esses caras, que vocês podem comemorar hoje. – Fala ele gritando, abraçando o Henry e Gael.

Saio abraçado com a Milena, para guardar a bebida e entregar o baralho para os meninos.

Não julguem a festa pelas bebidas, sim tinha pessoas menores de idade, mas éramos eu, o Henry e a Milena, o resto tudo com dezoito ou mais.

#Henry

Eu fiquei meio, deslocado quando cheguei, mas o Raul me levou para ser seu parceiro no Truco, o problema era que eu não sabia jogar.

Passei vergonha gente, mas achei muito massa o jogo, ainda não tinha acompanhado do início ao fim, fiquei bebendo e assistindo eles, o Raul é claro me trocou por outro né, para não perder mais.

Estava nesse momento tocando funk, e algumas das meninas dançando a nossa direita, como eu estava sentado vendo o jogo, e em um banco alto, as vezes olhava elas, para ver se tinha alguma interessada.

Até ver a Larissa rebolando e me olhando, cara, fiquei mal, mas olhei as vezes, e ela estava dando um mole danado.

Dançava muito gostosa mesmo, com uma calça que dividia sua bunda, parece até estar de fio dental, ou sem calcinha.

Confesso olhar bastante. Mas o Raul estava do meu lado, então, me toquei e disfarcei.

A casa do Iago era pequena, e claro que não coube todo mundo, e ficamos nos fundos, onde tinha uma pequena arvore, ele espalhou luzes, o som e as bebidas, para não fazermos bagunça dentro da casa.

Em uma das vezes que fui pegar outra cerveja pergunto ele onde fica o banheiro.

Ele estava jogando alguma coisa como “Strip Poker”, estava de camisa e cueca box preta. Algumas meninas de blusinha e casinha, mas eles já tinham acabado a brincadeira;

- Ei mano, onde tem banheiro aqui? – Pergunto a ele enquanto se vestia.

- Chega ai, te mostro... Vai querer cerveja Isadora? – Pergunta ele a uma das garotas.

- Isso.

Iago não estava educado, e sim, meio alterado. Acompanhei ele, que mostra no corredor;

- A porta a direita, beleza.

- Valeu.

Depois de usar o banheiro, percebo meu celular descarregando, perguntei a Deus e o mundo na festa ninguém tinha o carregador.

Fui até o carro, que estava a duas casas atrás pegar meu carregador.

Galera eu ouço um sorriso, era a Larissa.

- Oi gato. – Diz ela vindo em minha direção.

- Iria embora sem despedir? – Pergunta ela.

- Não, vou só pegar meu carregador. – Falo abrindo o carro.

Peguei ele e coloquei no bolso. Galera ela estava pouco atrás, e só me olhando, fecho a porta e pergunto;

- Que foi?

- Nada, é que você está tão lindo hoje. – Diz ela sorrindo.

Larissa afasta, dá uns passos atrás e levanta sua blusa, mostrando seus peitos, eu me aproximei baixando sua blusa;

- Ta doida, aqui na rua alguém pode te ver.

Ela me beija, me segurando. Claro que eu cedi, e dei uma pegada forte nela. Larissa sem perder tempo colocou sua mão dentro da minha cueca, porra, que era aquilo.

Mas passa alguém na rua, tipo vindo em nossa direção na calçada, como saiu da casa do Iago, nos afastamos, e eu disfarcei estar de pau duro.

O pessoal passou nos cumprimentou, e parou para falar com ela, mano fiquei muito sem graça, falei oi e entrei novamente. Era muita tentação.

Quando entrei novamente, vou caminhando para a porta, mas tem uns caras brincando com bebidas e derramando uns nos outros, meu Deus.

Dei meia volta e passei ao lado da casa, um lugar mais escuro e discreto, e CARALHO.

Ao pisar vejo o Gael se atracando com outro cara, mas dando umas pegadas violentas um no outro, fiquei parado um pouco, sem ação. Ele me olha também sem dizer nada, o cara que ele estava ficou mais sem graça.

Eu somente me virei e sai, que merda era essa. Só faltava lésbicas nessa escola. Sinceramente? Fiquei com nojo, e decepcionado, pois o único cara que eu trocava ideia, é viado.

#Iago

Depois das duas da madrugada eu coloquei som em uma caixinha de som, aquelas JBL, pois tinha poucas pessoas e não rolava manter o som tão alto.

Os meninos fumando narguilé, eu sentado no sofá com a Milena, conversando sobre a mãe dela ter ido em casa e tals.

Porem eu estava trocando as músicas no meu celular, e em uma das vezes que fui pular a música ela pegou o celular para buscar uma de sua preferência;

- Que isso Iago? – Pergunta ela mostrando as conversas do Whatsapp.

- Que foi? – Respondo sem entender.

- Iago você anda enviando mensagens para o seu pai? – Diz ela, brava.

- Milena, hoje não, por favor. – Falo pegando o celular.

- Hoje sim, me dá isso aqui.

Porra ela pega o celular e sai para meu quarto, já previa briga;

- Olha isso! A gente já conversou Iago. “Pai, ganhamos hoje, poderia ter visto o jogo, iria gostar”. “Pai estou inseguro em pedir a Milena em namoro”. Iago ele não responde tem mais de 8 meses, e me fala? Já conversamos sobre isso.

- Me deixa porra, eu gosto de falar com ele.

- Ele não te responde Iago, como é uma conversa? Eu te pedi para você ignorar igual ele faz, esquece esse cara, ele não merece um filho como você.

- Milena me entrega esse celular.

Ela muito puta joga ele na cama;

- Isso me assusta sabia, ele visualiza e não te responde, nunca respondeu.

- Eu não sei, deve ser a mulher dele, sei lá. Mas me fala, qual é o problema? Ele não responde a mim, não é você.

- Eu fico mal Iago, por você, eu gosto de você, isso dói em mim, mesmo você achando que não.

- Milena vamos mudar de assunto, na boa, eu to pedindo.

- Bloqueia e exclui o número dele.

- Eu não vou fazer isso.

- Se não fizer eu vou embora.

- Pode ir.

- Iago. Eu vou embora.

- Pode ir embora caralho, por acaso sua mãe já morreu? Você ficou sem ninguém nessa desgraça de vida? Em me fala Milena? – Eu explodo e grito com ela.

Meus olhos encheram de lagrimas, e a merda do álcool só ajudou. Ela veio e me abraçou, eu dei uns passos para traz;

- Desculpa, me desculpa, é que você nunca fala dela.

- Eu só quero conversar, só isso, ele não fala nada, toda vez, ele olha, e não responde.

- Ei, esquece ele, você não merece ele, por favor, esquece, eu estou pedindo Iago.

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