• Richardson Garcia

INFAME - Capitulo 6

#Iago

Graças a Deus era minha folga, então poderia sair da escola e ir para casa, tranquilamente, dormir a tarde inteira;

- Vou ajudar minha irmã, e te aviso, passo na sua casa a tarde. – Fala a Milena me beijando.

- Até então gata. – Falo beijando sua boca. – Sobe aí Raul.

Chamo ele que estava atracado com a Larissa.

Nesse dia o deixei em sua casa e fui embora, pessoal, quando abri o portão para entrar com a moto, o som estava muito alto, tocando funk. Entrei em casa e o Helder meu tio estava com a cozinha cheia de agua e sabão;

- Que isso? – Grito com ele.

- Oi?

- Que isso? Esse som nessa altura?

- Não estou te ouvindo!

Eu tive que gesticular, com ele, para entender;

- Ah, o som, estou dando faxina, que bom que chegou, mano seu quarto está uma zona.

- Tio lá sempre está uma zona.

Troquei de roupas e dei uma arrumada em meu quarto, depois fui ajudar ele, mas pediu para preparar o almoço, que estava terminando já.

- (...) o Raul ficou louco, pois gosta mais do time do Santa Catarina do que do Flamengo, rsrsrs.

- Sim, está muito animado.

- Normal... Acha que conseguem a taça esse ano?

- Espero que sim, tio, faz 4 anos e nada, não é possível.

- Ei te falar, vou passar o fim de semana em Balneário Camboriu com a Fernanda, escuta...

- Ah que isso em, será que agora vai? – Falo interrompendo e tirando uma com ele.

- Fica na sua moleque! Escuta. Mano papo reto contigo, a mãe da Milena esteve aqui, e falou um monte na minha cabeça...

- A mãe dela? Por que? - pergunto preocupado.

- Uai Iago a menina dorme aqui dia sim, dia não, olha eu não acho ruim, você sabe, por mim, fica com ela com a amiga dela, com o Raul to nem aí. Mas você não está namorando, nem falou com o pai da garota, toma uma atitude mano.

- Ta falando para eu pedir ela em namoro?

- Ou caga ou desocupa a moita Iago, se não quer namorar a mina, deixa ela, mas não vou deixar você trazer ela mais aqui, enquanto não resolver isso.

- Ah tio, Helder, ta brincando?

- To falando sério meu filho, seja homem e dê um jeito nisso.

- Beleza. – Respondo meio confuso.

- Ei, Ei. Só estou falando para tomar uma atitude, na boa não é para o seu mal, vai ser melhor assim.

- Tranquilo tio... O senhor está certo. Volta que dia em?

- Vamos só visitar a mãe dela, depois de amanhã, fica de boa?

- Sim, vou fazer uns extras esse fim de semana.

- Ótimo, e se chamar gente aqui em casa, fica longe do meu quarto.

- Haha’ eu não tinha culpa da Fernanda achar as revistas naquele dia.

- Estavam bem escondidas, o viado do Raul que encontrou.

- Tio, hoje em dia usamos o XVideos, ninguém tem revistas mais em casa.

- Eu gosto a moda antiga, porque algum problema?

- Hahaha’ Sério, o senhor não existe.

- A louça é com você, se vira aí. – Fala ele jogando o prato na pia.

#Henry

- (...) Todo santo dia, eu chego chamo ele, e diz: “Ai Geralda, estou com dor de cabeça, dor nas pernas, dor de barriga, gripado, com febre”. Henry eu não sei onde ele arruma tanta dor, todo dia é uma diferente.

Fala a Geralda entregando meu irmão, estávamos na cozinha, ela lavando as louças e nós comendo um brigadeiro que ela preparou, ele rindo, todo gostoso de ela ter entregado ele;

- Vergonha tem não né rapaz, você conta isso para a mamãe? – Pergunto olhando para ele.

- De onde ela está, vê a gente Henry.

- Sim, ela vê. Mas quando você realmente estiver doente em Henrique? Como vamos fazer? Vou te levantar a força, e colocar para ir a aula. – Fala ela, fazendo ele pensar.

- Ei, seu trapaceiro, vai tomar banho, que daqui a pouco estamos saindo.

- O papai deixou o carro?

- Sim, vai sobe e toma seu banho, que estou indo também. – Falo descendo ele da cadeira.

Henrique enche uma colher de chocolate e sobe se lambuzando;

- Qual nome do filme mesmo? – Pergunta a Geralda.

- Animais Fantásticos, são daquela coleção de livros que eu tenho no quarto.

- Ah daquele bruxo, vi uma propaganda na TV.

- Eu não iria levar ele hoje, mas meu pai sumiu.

- Parece que estão apressados, para ele cumprir a pena em liberdade.

- Geralda, só preciso que esperem mais um mês, e pronto, com dezoito anos, eles podem prender ele. – Falo deixando ela incrédula.

A coitada chega a deixar uma panela cair no chão;

- Ai, não fala assim Henry! Se ele for preso, vocês dois vão para a adoção, você e seu irmão...

- Meu irmão não (...).

- Henry escuta, não deseje isso, nem agora nem depois, não quero ver você ser separado do seu irmão, e muito menos o seu pai a cadeia. Por mais que você não goste dele, ele está tentando, e não é fácil meu filho.

- Geralda, faz dezessete anos, que ele nunca entrou no meu quarto e disse boa noite. Eu te conheço faz doze anos, e todo dia você entra no meu quarto e me coloca o cobertor. Você sabe muito melhor do que eu, não preciso ficar falando.

- Eu sei querido..., mas te peço uma coisa, olhe o que ele está fazendo, por favor? Tenta ver o lado dele agora. – Fala ela beijando minha testa. – Agora sobe, que o filme é oito e meia, agora é oito e quinze, nem pronto está ainda.

- Rsrs, como sabe a hora do filme? Sendo que nem sabia o nome?

- Ouvi você falar no telefone, vai logo. – Fala ela guardando o restante do chocolate.

Eu iria assistir esse filme na semana que vem, pois tinha que estudar, mas o Henrique também queria assistir na estreia, então aproveitei a oportunidade.

No shopping estávamos subindo pela escada rolante, e ouço alguém me chamando;

- Henry! Ei, Henry? – Era a Milena logo atrás.

Ela estava com o Gael, no final, eu desço e aguardo eles, me aproximo cumprimentando;

- Oi, Milena, e ai Gael? – Falo pegando na mão dele, e beijando o rosto dela.

- Oi, veio para o filme? – Perguntam eles olhando o Henrique.

Ele estava com uma varinha, dos “Bruxos” do filme;

- Sim, esse é o meu irmão o Henrique. Milena, e Gael. – Falo apresentando eles.

- Quem você é em rapaz? – Pergunta o Gael.

- Sou o Newt, e você?

- Haha, Credence. – Fala ele tirando um sorriso de Henrique. – Não sabia que era fã de Harry Potter Henry?

- Nós dois somos né mano. – Falo cutucando o Henrique. – Mas prefiro que não espalhem muito, agora faço parte do time e tenho que manter uma reputação. – Falo sem graça.

- Relaxa, craque. – Fala a Milena tirando uma com minha cara.

Na fila dos ingressos meu celular chama, era meu pai;

- Henry cadê o carro? Cheguei agora e tenho que...

- Trouxe o Henrique no cinema já que você sumiu, de novo.

- Ai esqueci dessa coisa.

- Coisa? É seu filho, pelo menos finge ser pai. – Falo desligando o celular.

Bem pessoal assistimos o filme, que durou na faixa de umas duas horas, ao sair e se direcionando para a saída, os meninos falando do filme;

- Vamos para casa, está morrendo de sono né. – Falo empurrando o meu irmão.

O coitado escorrega e cai no chão, foi coisa boba, mas ele é esperto;

- Ai Henry... Não consigo andar mais, vem aqui. – Fala ele fazendo drama.

- Levanta logo Henrique.

- Ai, ai, ai, vai ter que me carregar Henry.

- Para de ser folgado, menino.

Gente ele é muito folgado, eu segurei seu braço e sai puxando eu pelo shooping, os meninos rindo, de darem gaitadas;

- Filma aí mano. – Falo entregando meu celular para o Gael.

Gente meu irmão, estava rindo tanto da situação, mas tanto que estava sem ar.

Na escada rolante peguei ele no colo, apoiando ele no ombro, realmente estava cansado;

- Vocês vão de que? Para casa. – Pergunto.

- Vamos pedir um UBER, mas vamos para a casa do Iago, ele está fazendo uma resenha lá para o time. – Fala a Milena. – Não te chamou?

- Não, ele não vai com a minha cara. – Respondo.

- Mas você é do time, pode ir. – Responde o Gael.

- Sim, vamos.

- Tenho que deixar o pequeno em casa...

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