• @rgpatrickoficial

INFAME - Capitulo 5

#Elias

Estava saindo da empresa, para pegar o Henrique no colégio e Rafael o advogado da empresa me liga;

- Elias, pode passar no escritório agora? Consegui a papelada que você queria.

- Beleza, estou chegando ai, jaja.

O escritório do Rafael Alcântara era que estava cuidando de todos os processos da Construtora, nesse momento difícil, foram os únicos que não me deram as costas.

Como eu já era conhecido lá dentro, cheguei falando com sua secretaria que somente confirma;

- Ele já está aguardando o Senhor Montalvan.

- Obrigado Ingrid. – Falo entrando.

- Que bom que veio, sente-se. – Fala o Rafael abrindo uma pasta parda.

Ele pega os papeis e vai selecionando;

- Eu li, e procurei leis, e clausulas por mais de semanas, Elias, é claro, a empresa é dos meninos. E só poderá ser regida por eles. Quando atingir a maioridade. Até então, os acionistas gerenciam.

- São menores de idade Rafael. E aqueles empresários são sangue sugas. Henrique tem 6 anos, tem ideia disso? Se eu for esperar até lá estou morando na rua.

- Já conversamos, o Henry tem que assinar uma procuração deixando você como responsável.

- Ei sei que já conversamos, e se ele descobrir que não sou o pai dele Rafael, me fala quando ele souber disto, vai passar o futuro dele e do irmão assim de mão beijada?

- Temos que pensar Elias, ele tem que assinar, não tem escolha.

- A nossa única saída é essa empresa da Stella, caso contrário, eu estou perdido, e você sabe Rafael, está junto comigo.

- Vamos alterar o documento. – Fala ele se sentando.

- Alterar? Ta falando de fraudar o Testamento?

- Sim.

- Você resolve isso. Me diga como anda os processos dos engenheiros?

- Estou fazendo o possível, para desmembrar e deixá-los com total responsabilidade, mas vou ser bem sincero meu amigo, prepare para uma indenização para o governo, é a única coisa que não vou conseguir segurar.

- Rafael você sabe muito bem que temos que segurar isso, ao máximo. A Montalvan estava de acordo com a legislação, foi culpa daquele engenheiro seu primo, sei lá.

- Vou fazer o possível.... Vou falar com ele amanhã e te aviso também.

- Beleza.

#Iago

Eu sai da loja a tarde e fui ao cinema no shopping com a Milena e sua mãe. No fim da noite ela não deixou a filha dormir na minha casa, despedi delas e segui para o estacionamento, os funcionários deixavam seus veículos bem no final, quando passo pela porta vejo o Henry.

Ele estava de pé de frente a um carro que estava saindo, como se estivesse se despedindo, ao me ver chama;

- Ei, mano!

Sinceramente? Nem olhei, continuei andando;

- Iago! – Grita ele novamente.

Eu parei, olhei para ele;

- Está falando comigo? – Falo gesticulando com as mãos.

- Só tem você aqui!

Já começou a arrogância, virei e continuei andando;

- Ei calma ai cara!

Ele fala segurando em meu ombro;

- Qual é Henry, sai fora! – Falo tirando sua mão.

E pela distância percebo em seu habito ter bebido;

- Você bebeu? – Pergunto.

- Foi duas taças de vinho, no jantar. Ei fiquei sabendo que o próximo jogo do Santa Catarina é contra o Objetivo! Verdade?

- Sim.

- Vocês precisam ganhar, não é?

Desviei o olhar, respirei fundo, e disse;

- Se não ganharmos estamos eliminados, precisamos da vitória para continuar na competição.

- Eu posso ajudar!

- Haha’ Você? Ah mano, sai fora, ta querendo saber o que em? Você não fala comigo, porque isso agora? Quer ideia para contar para os seus amigos plays?

- Eu sei como eles jogam, posso contar e vocês prepararem o time para jogar e...

- Fala com o Raul beleza, tenho que ir.

Falo saindo, galera eu andei dois passos e ele puxou minha jaqueta com muita força;

- Estou falando com você caralho, tentando ser educado irmão!

- Educado? – Pergunto olhando para sua mão que me segurava. – Me solta, e a próxima vez que fazer isso eu quebro seu braço.

Falo apontando o dedo na sua cara;

- Porque me odeia tanto em Iago? – Ele pergunta tentando mudar o foco.

- Eu não odeio você, odeio sua família e...

- Ahh! – Henry me interrompe, com os braços aberto diz. - Já sei. Quem da sua família trabalhava na empresa?

- Minha mãe. – Eu me armei depois de responder, iria socar muito ele, com essa arrogância, se falasse dela.

- Olha acidentes acontecem, até empresas grandes fecham as portas...

- Ela morreu no acidente Henry.

Como já sabia, ele ficaria calado, não tinha o que dizer, me virei e sai, deixando ele, com sua arrogância e ignorância.

#Gael

Pessoal na semana do jogo, o Raul estava ficando paranoico, mudou todo o time, e ficava fazendo a gente repetir as jogadas, sempre e sempre, a mesma coisa;

-(...) Chuta Gael! Corta, corta, corta! – Nesse momento eu tropeço e caio no chão. – Vamos cara, levanta, de novo, de novo!

- Poxa Raul, calma ai, estou cansado, estamos fazendo isso tem quase uma hora. – Falo me levantando.

- Ele tem razão Raul, dá um tempo ai!- Fala o Iago se aproximando com uma garrafa de agua.

- Temos que estar preparados, não quero ser eliminado por aquele bando de playboys, ainda mais agora.

Fala ele enquanto íamos em direção as aguas na lateral da quadra.

Ele estava conversando e explicando a estratégia, quando o Henry vem em direção ao campo, ficamos calados olhando.

Ele vem de short e tênis, tirando sua camisa, (ele faz muito isso). Pega o uniforme do time e veste, entrando na quadra;

- A proposta de fazer parte do time ainda está de pé? – Ele pergunta para o Iago que estava de braços cruzados.

Juro que pensei que iria saírem na porrada aqueles dois;

- Está sim. – Responde o Raul.

Sem nenhuma palavra de mais ninguém pessoal, todos calados retornaram ao campo, somente Raul comenta;

- Vamos manter aquela alteração e jogar uma partida. – Ele fala tirando outras bolas da quadra.

Depois da partida, eu estava recolhendo as bolas, e vejo uma cena um pouco rara ultimamente, o Henry conversando com o Iago;

- (...) Minha mãe também morreu. – Diz Henry.

- É eu sei.

- Aquele dia não falei por mal, me desculpa mano, e até ent...

Eles ficaram na quadra, foram os últimos a sair.

Na hora do lanche, estava sentado no pátio, com a Milena e Larissa, minhas amigas, e comentando sobre o jogo;

- (...) nunca vi o time jogar daquele jeito, vamos ganhar, vocês vão ver. – Falo pegando meu celular.

- Iago não brigou dessa vez? – Pergunta Milena.

- Não, ninguém falou nada, o Raul pediu segredo viu Larissa, da participação do Henry, para não dar esperanças, e acontecer como no primeiro jogo.

- Pode deixar. – Comenta ela.

- Gael! Ele segue você? – Pergunta a Milena olhando meu celular.

Eu estava no Instagram, e apareceu publicações de Henry;

- Sim, não segue vocês?

- Não. – Ela fala pegando meu celular. – Nem você né Larissa?

- Sim amiga, ele não segue você, pode ser pelo Iago, eles não se dão muito bem.

- Pode ser. Gente e estas fotos... Olha isso amiga. Essa boca, essas pernas, eu não posso, gosto do Iago, eu gosto do Iago, eu amo o Iago. – Ela fala repetindo tirando risadas de nós.

- Pode falar Milena, ele é o mais lindo desse colégio, não tem para ninguém. – Diz Larissa.

- Ei, e o Raul? – Pergunto, tirando uma com a cara dela.

- Gael! Se o Raul tivesse esse sorriso eu já era mãe, essas mãos, olha ali gente. – Fala ela mostrando ele no corredor. – Pensa amiga você com um cara daquele na cama? Eu chego a arrepiar, olha Gael.

- Rsrsrs, vou sair daqui vocês duas são loucas.

- Amigo, você é o segundo mais lindo daqui relaxa. – Ela fala tirando com minha cara.

Saio apontando o dedo do meio para elas.

#Colégio Objetivo

- Ei Kaique pega aí. – Falo jogando um refrigerante para ele.

- Cuidado Martin. – Fala a Heloise que estava no colo dele.

Me aproximei sentando na mesa que estavam comendo;

- Tão falando de que? – Pergunto abrindo minha lata de refri.

- Henry, para variar. – Comenta o Samuel do meu lado.

Ele estava digitando no celular, e comendo algo;

- Não é exatamente do Henry... é que meu pai falou que está fazendo o possível para o pai dele não ir para a cadeia. – Responde o Kaique.

- Mas o juiz não o condenou? – Pergunto.

- Sim, mas o escritório do meu pai entrou com uma ação contra a sentença.

- Estranho o escritório do seu pai estar tão empenhado na defesa do Elias.

- Ta falando do que em Martin?

- Que até parece que estão devendo também! Não acha estranho ele colocar sete dos melhores advogados para a defesa do Elias, se ele está falido?

- Meu pai e o escritório não tem nada a ver com isso. Estão trabalhando junto por causa da empresa da Stella.

- Ouvi dizer que ela havia deixado para os filhos. – Comenta o Samuel.

- Todos sabemos, que a empresa é dos meninos, a dúvida é se o Elias vai conseguir manter ou torrar todo o dinheiro, como já fez. – Fala o Kaique.

- Ei, já deu por hoje? Temos um jogo importante e nem treinamos ainda. – Fala o Samuel.

- Estes dois só pensam, respiram, e falam do Henry! É o único assunto quando estão juntos. – Fala a Heloise se levantando.

- Olha quem fala, a gente não dormiu com ele, quando a empresa de seu pai apareceu no Fantástico! – Falo tirando uma com a cara dela.

- Henry era muito acima de vocês, sempre o invejaram...

- Não terminamos com ele porque ficou pobre né! – Fala o Samuel.

- Ei, já chega, vocês hoje estão bem afiados não é? Vamos para a quadra, pois temos que humilhar aquele time de merdas. – Fala o Kaique chamando a gente.

No corredor a caminho do estádio Samuel questiona;

- Henry vai jogar no Santa Catarina?

- Conversei com ele, e disse que não. – Responde o Kaique. – Tem que se preocupar com aquele ataque, esse tal de Iago joga bem demais.

- Tem aquele goleiro também, o do chapéu. – Fala o Samuel.

- Aquilo é “Café com Leite”, como o viadinho lá, o japonês. Chama o time aí no grupo Martin.

- Beleza.

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