• @rgpatrickoficial

INFAME - Capitulo 39

Pessoal o Raul leu minha mente, caramba, conseguimos um apartamento excelente, cada cômodo que eu passava os olhos brilhavam.

Logo na entrava a sala, com um sofá bem grande e branco, uma pequena mesa de centro e um painel para a TV, logo mais a frente tinha uma mesa e depois a varanda, com um espaço excelente, depois os corredores para os quartos, dois com uma suíte, a cozinha com espaço essencial.

- Mano, é esse, preciso nem olhar os outros. – Falo sentando na mesa.

- Meu pai está subindo, ele segurou esse na verdade, é foda Henry, o ultimo desse prédio o dono está saindo do pais e resolveu vender.

O pai dele entra no apartamento nesse momento, e me faz outro tour, mostrando pontos que eu havia deixado passar, e caramba, eu me apaixonei;

- Seguinte todos os moveis que estão, vem com o imóvel, claro que falta bastante coisas, mas o melhor é o preço.

- Nossa espera, deixa eu sentar. – Falo brincando.

- Seiscentos e cinquenta.... Dependendo a forma de pagamento consigo arredondar para os seiscentos!

- Ta o preço é bom, mas preciso falar com meu advogado, acho que o Raul te explicou como está minha situação. Não posso fazer uma retirada tão grande assim, vai ser parcelado, vou pedir para ele falar com o senhor, pode ser?

- Claro, mas olhe será que consegue até amanhã? O proprietário tem um primo que está louco com ele também, eu disse que você estava calculando a entrada já.

- Sim, mas preciso falar com ele.... Desde já eu agradeço muito.

Pessoal se passou dois dias de negociação de Ronan e o contador da Montalvan com eles, para tentar alguma coisa sobre o apartamento, eu realmente não tinha esse dinheiro e nem de onde tirar não de imediato, então fiquei na espera de uma resposta deles, até então.

Assistindo o famoso “Bird Box”, com o Gael, Milena e Iago na casa dele, estávamos conversando enquanto a outra pipoca não ficava pronta e eles comentam;

- Uma festa sim Iago, nossa turma não vai formar, e aproveitar que vamos se juntar amanhã, eu e o Gael estamos organizando que acha? – Ela pergunta a Iago.

- Beber, eu acho sempre bom. – Iago responde sorrindo.

- Quem vê você falando assim, até acredita que você bebe demais sabe. – Falo empurrando ele.

- Ai, ai, ai. Falou o cachaceiro, não pode nem ver uma cerveja que está tropeçando.

- Cala a boca. – Falo derrubando ele e a Milena do sofá.

- Aqui está quentinha. – Fala o Gael chegando com a pipoca.

- Um deixa eu ver. – Falo colocando a mão no seu saco.

- Henry, mas gente... – Ele fala desviando.

Gael odeia que pego na bunda dele, ou faço graça na frente dos outros ele fica sem graça.

Bem em relação ao filme, recomendamos, rsrs. É uma metáfora muito legal de se assistir.

Na manhã seguinte, como os meninos dormiram com a gente, seguimos todos para o colégio juntos, era par sabermos os resultados do ano.

Foi chegando e indo para as salas, conversando com os meninos e amigos antigos, a Milena aproveitou para fazer uma lista das pessoas que iria na festa, ela e o Gael organizaram e deixaram tudo explicado para cada um. Até a tia Sonia entrar.

Todo mundo gritando, assoviando e ela se achando;

- Gente senta ai... Senta ai Henry, Iago!

- Vai sentir saudades de falar isso para a gente né tia. – Diz o Iago.

- Vou meu filho, esse ano, vocês foram minha melhor turma.

- E a senhora a melhor professora.... Aprendemos muito, todo mundo agradece por seu amor no que faz tia Sonia, a senhora é FODA. – Falo puxando palmas.

A coitada começou a chorar, tirou os óculos e limpou as lagrimas tadinha. As meninas deram uns presentes para ela, e então veio a hora da verdade;

- Larissa: Aprovada.

Gael: Aprovado.

Milena: Aprovada.

Raul: Aprovado.

Henry; Aprovado.

Iago: Reprovado.

- O QUE? – Ele grita levantando da cadeira, o pobre coitado chegou a soar.

- To brincando, é que eu não poderia deixar passar, está. Aprovado, mas olha foi por pouco viu, o conselho não queria, eu tive que brigar e muito. – Ela fala rindo.

Ele se levanta e a beija, abraçando ela e acompanhando a leitura dos últimos que restava.

Nesse meio termo fiquei sem bateria no celular, e deixei ele carregando na tomada perto da professora, e então estava longe e nem percebi as ligações.

Isso demorou umas duas horas, quando estávamos nos despedimos eu fui pegar meu celular, e haviam 13 ligações da Geralda e tinha mensagens do Ronan também, então liguei para ela afinal de contas, se tratava do meu irmão;

- Oi.. Geralda me...

- Henry filho, onde está você?

- Na escola, porque, que foi Geralda? – Pergunto por ela estar ofegante.

- Henry seu pai... O Elias foi preso!

- Ah meu Deus, onde você está? Cadê meu irmão?

- Estamos na delegacia, esperando o juizado de menores para levar ele.

- Eu estou indo aí, não deixa levar o Henrique está me ouvindo Geralda?

- Sim, vem rápido filho.

Desliguei o telefone tremendo;

- Gael pega minha mochila... Rápido. – Falo saindo da sala.

- Aconteceu algo mano? – Pergunta o Iago, percebendo minha angustia.

- Elias foi preso. Tenho que ir na delegacia agora... Atende Ronan. – Falo com o telefone na mão.

- Vamos eu dirijo. – Diz Gael pegando a chave do carro.

- Você sabe dirigir? – Pergunto.

- Entra logo.

- Ronan, o Henrique... – Eu nem terminei de falar e ele me interrompe.

- Preciso de você aqui na delegacia, estou com a Geralda e o seu irmão, vai demorar?

- Não, falta cinco minutos... Vai Gael.

- Estou indo Henry, calma... calma....

- Estou chegando, passando em frente ao shopping agora.

Eu desliguei o celular e fiquei até tremendo pensando no que resolver com tudo isso.

O Gael não chegou a parar o carro, eu desci entrando, eles estavam todos muito assustados, meu irmão estava sentado em uma cadeira com a Geralda, e um policial olhando eles de longe, o Ronan de pé no balcão.

Eu abaixei abraçando ele, que estava com medo;

- Henry levaram o papai de novo.

- Calma... Calma tá, vamos resolver isso, logo, logo. Você está bem?

- Ta, tá. – Falo ainda abraçado nele.

Seguro a mão da Geralda, que estava meio assustada com tudo isso.

- Posso falar com você? – O Ronan se aproxima de nós.

Eu me levanto e ele me leva para fora;

- Henry vão levar o seu irmão...

- Como é?

- O Conselho Tutelar vai levar ele para um abrigo temporário, não posso fazer nada.

- Ronan não posso deixar meu irmão ir para um lugar desse.

- Não temos o que fazer. O mandato de Elias está vinculado a uma lavagem de dinheiro, um processo dele e de Rafael, uma bagunça, depois te explico.

- E meu irmão? Ronan estamos resolvendo o apartamento não posso deixar ele ficar aqui.

- Não posso fazer nada, e nem interferir, não tenho nenhum caminho para seguir. Vão levar ele, você pode visita-lo todo dia. Mas assim que eles saírem vamos para o Fórum, irei fazer o possível Henry, vamos conseguir.

Eu não me importava mais com suas palavras, quando vi o carro do conselho chegar, comecei a chorar, eu não fui o irmão forte que prometi ao meu irmão. Eu não fui o filho que minha mãe pediu que eu fosse.

Entrei e a Geralda ao ver que eu estava chorando, se ajoelhou na frente do Henrique;

- Filho, vão te levar e deixar junto com um monte de crianças agora, você vai ficar longe da Gê e do seu irmão, mas isso vai ser rápido... – Ela estava falando e eu me aproximei.

- Não quero ir, quer ficar com meu irmão. – Ele fala com a mão na boca.

- Escuta Henrique, agora você tem que ser forte, lembra que a mamãe sempre pediu para você e eu serem fortes, essa é a hora, não vai demorar muito, logo, logo iramos estar juntos, mas agora você precisa ir. – Falo segurando em sua mão.

O pessoal do conselho chega no balcão, pega uns papeis e assinam, ao ver o estado do Henrique uma das moças se aproxima, ela se abaixa para falar com ele, e mesmo assustado e com medo ele a escuta.

Pensei que ele iria fazer o maior barraco, mas de imediato ele foi com ela, mas disse, que queria me ver o mais rápido possível.

Ficamos mais um bom tempo, entendo a situação do Elias, se havia algo para fazer, mas as coisas estavam mais complicadas para seu lado do que imaginávamos.

Quando estávamos saindo;

- Vou ainda voltar na empresa, preciso pegar umas papeladas la, e depois vou para casa. Ei fiquem calmos, vamos estar com o Henrique o mais rápido possível, irei fazer tudo que está ao meu alcance.

- Obrigado Ronan, irei na casa do Henrique pegar as coisas da Geralda e levar ela para descansar, deve estar cansada né? – Falo abraçando ela.

- Sim, filho, muito mesmo.

Entramos no carro, e ela foi contando sobre como aconteceu e tals, até chegarmos no condomínio. Ela foi pegar suas coisas, eu subi e fechei os quartos deles, tranquei tudo e fui até a cozinha, a Geralda estava chorando;

- Geralda, que foi? Tudo bem? – Falo chegando próximo.

Ela não falou, somente mostrou que estava fazendo o brigadeiro de colher que Henrique gosta tanto, nossa meu coração apertou naquele momento e o nó da garganta subiu.

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