• @richardsongaarcia

INFAME - Capitulo 38

Sai despedindo dos vigilantes que já haviam chegado, fui sozinho para o estacionamento, que havia somente o meu carro. Foi uma cena de filme, quando entrei, e coloquei o cinto de segurança ouço bater na janela do passageiro.

Confesso que me assustei nesse momento;

- Que isso, quem é você? Ta maluco? – Falo abaixando o vidro.

E para minha surpresa eu lembrava quem era, só não me recordava do seu nome;

- Sou eu, você me conhece, o Luiz. – Ele fala com as mãos na porta.

- Certo, o que você quer?

- O Iago, ele está ai dentro? – Ele pergunta.

A todo momento o Luiz olhava ao redor, preocupado;

- Não o expediente dele já se encerrou escuta o porquê que o senhor... – Antes de eu terminar de falar ele sai correndo, coisa mais estranha. – Ei, espera aí. – Falo descendo do carro.

Quando percebo um dos vigilantes passa correndo, como ele é bem fortinho não demora muito e diminui seu ritmo, retornando. Eu fico com braços na cintura sem entender nada;

- Ele fez algo com o senhor “Seu Henry?” – Pergunta ele voltando ofegante.

- Não.

- Esse doido fica rondando aqui nas últimas semanas, já chamamos a polícia, mas depois da terceira vez eles estão ignorando a gente. Achamos que é só um mendigo.

- É ele não se veste mal para um mendigo.

#Gael

Meus pais convidaram o Henry para um jantar aqui em casa depois que souberam do “namoro”.

Foi algo simples, só para nós mesmo, um jantar, o vinho que ele e meu pai apreciam tanto, e estranhamente combinaram até nos negócios.

Depois do jantar, estávamos terminando mais uma garrafa de vinho sentados no chão da varanda quando um dos assuntos deixam as coisas meio estranhas entre a gente;

- Decidi não ingressar na faculdade no próximo ano, vou cuidar do Henrique e me estruturar primeiro. – Henry comenta com minha mãe.

- Eu particularmente não acho isso correto Henry, os estudos vem em primeiro lugar, mas no seu caso filho, lhe dou completa razão, faça isso mesmo, cuide da sua família, é algo que indiferentemente você leva por toda a vida.

- Gael já está com as coisas preparadas para a faculdade no ano que vem né filho. – Comenta meu pai.

Me sobe um frio na barriga e Henry embarca no assunto;

- Não falamos sobre isso, vai cursar o que mesmo em Gael. – Ele pergunta.

- Medicina. – Falo sem entusiasmo.

- Não vai ser somente Medicina, será em uma das melhores universidades do Canadá, né filho. – Fala meu pai já bêbado.

Pessoal o Henry me olhou de um jeito;

- Vai sair do pais Gael? – Pergunta ele.

- Não conversaram antes? – Minha mãe questiona.

Eu somente gesticulo com o rosto, dizendo e afirmando que não.

- Bento me ajuda com a louça por favor. – Minha mãe diz se levantando.

Ela percebeu o clima, até um cachorro perceberia com o olhar do Henry para mim. Ele fica olhando meus pais saírem, e então questiona;

- Quando iria me contar?

- Não decidi totalmente ainda, é coisa da cabeça do meu pai, não minha.

- Você vai sair do pais? Vai estudar no Canada?

- Sim, Henry.

- Então pronto, você pensou. – Ele fala se ajeitando no sofá.

Eu me aproximo e seguro na mão dele;

- Pretendia sair, antes de conhecer você, antes de termos o que temos.

- Gael não é certo você deixar seus sonhos por causa de mim. Na boa? Não se preocupe eu vou ficar bem.

- Henry, ainda falta muita coisa para acontecer, tem muitas coisas para se resolverem, você não disse que irá ficar esse ano sem estudar? Então, só o processo do visto de estudante levará seis meses, não é algo rápido. Não vou viajar na semana que vem.

- Hoje falei para o Iago que você foi uma das melhores coisas que me aconteceram nesse ano.

Ai que fofo. Me aproximei mais dele e o abracei, deixando ele todo confortável em meu peito.

- Começo a trabalhar amanhã na empresa. – Ele fala ainda no abraço.

- Ansioso?

- Sim, e bom que poderei acompanhar de perto o Helder e Ronan.

#Iago

Manhã seguinte eu estava tomando café, e meu tio entra na cozinha se espreguiçando;

- Bom dia. – Diz ele me olhando.

- Sua gravata está errada – Falo tomando um pouco de café.

- Não uso ela desde a formatura.... Que mudança não é mesmo, vou ser administrador agora. – Ele fala ajeitando ela.

- 2018 foi um ano de altos e baixos, muito alto e muito baixo.

- Cadê o Henry? – Ele pergunta olhando a hora.

- Dormiu na casa do namorado.

- Rapaz, ele então está firme com o garoto?

- Sim, até eu se curtisse queria namorar o Gael, o cara é foda tio.

- Huuum, rsrs. Meu Deus Iago você comprou esse tanto de coisa? – Meu tio pergunta olhando a dispensa.

- Foi o Henry, tenho nada a ver com isso ai.

- O que tem eu aí? – Henry fala entrando.

- Que você fez compra para o ano... olha tem coisa que nem sei o nome. – Meu tio fala pegando um vidro de...

- Isso é Geleia Helder... – Henry fala sorrindo. – E não sei como agradecer o que estão fazendo por mim.... Hoje vou olhar um apartamento com o Raul, acho que conseguiu como eu queria, ele me mandou as fotos, olha mano. – Henry fala sentando do meu lado me entregando o celular.

Não era imenso, mas para ele solteiro e começar com o irmão, estava bom;

- Não parece um apartamento de um rico! – Falo tirando com a cara dele.

Henry pega um pedaço de pão de joga no meu café;

- Filho da mãe. – Falo tirando ele do copo.

- Vou me trocar, para irmos. – Ele diz indo para o quarto.

Pessoal Henry se trocou e saímos logo em seguida, meu tio que atrasou um pouco nós, e no caminho a conversa no carro, eles estavam falando sobre o trabalho de Henry;

- Você pode ficar de setor em setor, assim acompanha tudo que acontece. – Meu tio comenta.

- Falei com o Ronan, Helder, irei ficar no departamento de desenho técnico, assim, consigo estudar também uma profissão, entende.

- Sim, uma ótima ideia.

Na empresa houve uma reunião de todos os funcionários, todos os setores, foi uma apresentação formal do meu tio o Helder, como presidente da Montalvan. O Henry ficou na sua “sombra”, não foi anunciado nem nada, porém todos sabiam quem ele era ali dentro. Depois de um “Meet” coletivo, houve um breve café da manhã para os funcionários e depois seguimos para os setores, onde cada um pertencia.

#Henry

Um dos setores mais interessantes que possuímos, Desenhos Técnicos, fui com o Ronan que me acompanhou até o departamento, onde haviam três funcionários.

No caminho ele comenta nos corredores;

- Posso até te apresentar, mas você vai precisar se impor, afinal é o verdadeiro presidente, o Helder está só de representante. Não pode ser rude, mas não pode ser amigo.

- Eu entendo Ronan, valeu mano.

Entramos na sala, que havia uma iluminação diferente de todas as outras, e umas mesas e computadores com telas bem grandes. Entrei e todos já olharam;

- Bom dia. – Falo chegando e cumprimentando eles, de um por um.

- Bom dia. – Responderam juntos.

- Bem, acho que todos vocês me conhecem, sabe quem eu sou. Irei trabalhar com vocês, auxiliar na verdade, não quero que encarem isso como uma avaliação ou algo do tipo, estou empenhado, para trabalhar. De verdade. Quer somar assim como vocês. Poderia muito bem-estar na sala da gerencia de pernas para cima, tranquilamente, mas escolhi estar aqui, a frente da empresa, com vocês. Peço que reconheçam isso, essa atitude. – Falo olhando de um por um.

- Reconhecemos, se veio de bom coração e disposto a apreender, está no departamento certo Henry... Senhor! Como posso te chamar? – Roberto questiona.

- Me chame de Henry Roberto, fique à vontade. E obrigado pelas palavras.

Nesse primeiro dia, eu ajudei na organização de uns desenhos que estavam sob uma das mesas, e somente a parte da tarde tive uma pequena aula, nos softwares que eles utilizam.

Falei com o Roberto o responsável do setor para sair uma hora mais cedo, eu tinha marcado com o Raul, de conhecer o apartamento, e fui prontamente atendido.

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