• Richardson Garcia

INFAME - Capitulo 37

#Henry

Depois de ter uma das melhores noites da minha vida, eu dormi como um anjo junto a Gael.

Na manhã seguinte, eu e ele tomamos café na rua mesmo, para não chegar atrasado no último dia de provas, e praticamente último dia de aula.

Eu passei na casa do Iago, para dar carona a ele;

- Nossa não estudei ontem à noite, como vou fazer a prova de hoje... – Gael comenta folheando seu caderno.

- Não estudou por uma boa causa. – Falo colocando a mão em sua coxa.

- Se eu tirar nota vermelha, essa causa não será tão boa.

- Ei, relaxa tá. Bom dia Iago. – Falo quando ele entra no carro.

- E aí, mano, bom dia, bom dia Gael. Foi mal ai. – Iago diz ao bater à porta.

Vejo pelo retrovisor ele estar diferente, agitado;

- Tudo bem contigo mano? – Pergunto saindo com o carro.

- Meu tio, me estressa. – Ele fala colocando o cinto.

- É deve ter sido foda, pois você está vermelho Iago. – Gael comenta olhando ele no banco de trás.

- Discutimos, ele não quer que eu encontre meu pai, agora nem posso conversar com ele.

- Mas porque mano? – Pergunto.

- Ele fala, fala, fala e eu não entendo nada mano, nada.

- Conversa com seu Pai Iago. – Gael comenta.

Ele ainda resmungou algo, mas como tínhamos chegado, e estávamos saindo, nem prestei atenção. O dia estava frio, eu estava de jaqueta e Gael com um suéter, muito massa.

Abri a porta atrás pegando minha mochila e dei a volta no carro, indo ao lado de Gael e passando o braço pelo seu pescoço, entramos “abraçados”, no colégio, a Milena veio cumprimentando e ficando ao lado de Iago, e Raul sai da sala comentando e rindo;

- Agora pronto? Vão andar de casal é? – Ele fala, tentando tirar uma comigo e Gael.

- Vai ter que arrumar alguém para você também mano. – Falo pegando na mão de Gael e entrelaçando os dedos.

- Ah não brinca? Levou o ano todo para assumirem, rsrs. – Raul fala rindo.

Entramos na sala de mãos dadas, todo mundo estava olhando, a tia Sonia, tirou os óculos ficou olhando a gente se sentar, e volta o óculos redondo para o rosto falando;

- Está feliz em senhor Montalvan? – Ela fala tirando sorriso dos meninos.

- Tive uma ótima noite Tia Sonia. – Falo fazendo ela rir.

Poxa o Gael ficou vermelho, escondendo o rosto com o capuz de sua blusa, mas eu não poderia deixar de compartilhar minha alegria, foi um momento hilário.

A professora entregou as primeiras provas e já entregou a do dia, sentamos separadamente para ela aplicar.

Nesse dia eu e Iago terminamos juntos, saímos conversando e ele questiona;

- Está um caos, o Ronan disse que você vai lá hoje.

- Sim, não tenho escolha, se o Helder não comparecer não sei o que fazer mano. Iago já cogitei a ideia de vender a empresa.

- Mano, pensa no seu irmão, na boa.

- Estou pensando, só nele.

- E em Gael. – Ele fala rindo.

- Também, sinceramente? Uma das poucas coisas boas desse ano, foi ele.

- Ah que fofinho vocês dois.

- Cala a boca. – Falo empurrando ele.

- Iago disse que está procurando um lugar para morar? É verdade mano? – Raul questiona chegando perto.

- Sim, mano porquê?

- Meu pai... É corretor, pode ajudar você, se quiser falo com ele. – Raul fala guardando seu caderno na mochila.

- Mano, por favor, fala com ele, se houver ali no centro eu agradeço, muito mesmo.

- Falo com ele e te ligo, pode ser?

- Fechado.

Cheguei no carro colocando a mochila no banco de trás e Gael chega com o celular, pouco assustado;

- Henry olha isso. – Fala ele mostrando a tela do celular.

Era uma notícia, que o Rafael Alcântara acabava de ser preso, de início fiquei assustado, mas lendo e compreendendo melhor, falo para os meninos;

- Precisamos ir, quero falar com o Ronan sobre isso. – Falo entrando no carro.

Bem na casa do Iago foi muito rápido, ele se trocou de roupa, eu também, somente tirei o uniforme e fui para a empresa, Ronan me esperava na Montalvan.

Logo que cheguei e entramos, o Ronan estava na sala da minha mãe, eu entrei e ele estava no telefone, eu liguei o computador, com aquele frio na barriga e ele rodando de um lado para o outro;

- Vamos, estão esperando. – Fala ele deixando o celular.

De onde estava já ouvia as conversas altas da sala de reuniões.

Nossa quando entrei, e todo me viram, veio uma avalanche de perguntas, de insultos caramba. Fiquei olhando aquela cena por alguns segundos, sinceramente pensei em sumir;

- SILENCIO! – Grita o Ronan.

Uns ainda resmungando, outros arrumando os ternos e se sentando;

- Esperamos que tenha uma boa razão para essa reunião. – Fala Marcos Araújo, pai de Martin.

- Eu tenho. – Falo o encarando.

Galera Deus mandou o Helder, naquele momento, eu nunca respirei tão tranquilo na minha vida, ao ver ele seguindo pelo corredor;

- Apresento a vocês o mais novo Presidente da Montalvan Projetos, Helder Assunção. – Fala o Ronan.

Helder entra desconfiado, mas com pose. Entra já cumprimentando todos e tomando seu lugar;

- Obrigado cara. – Falo pegando em sua mão.

Eu me levantei e ele ficou, e foi metralhado com perguntas, nesse momento eu sai da sala de reuniões, voltei um pouco no corredor, e peguei uma agua, quando escuto uma conversa com vozes alteradas, e não eram da sala de reuniões, eu passo fechando a sala onde todos estavam e sigo até a recepção.

Elias estava na recepção, barrado por alguns seguranças, e a Lídia meio que tentando colocar ele para fora “educadamente”.

- (...) Tirem a mão de mim, não estão me ouvindo, eu mando em vocês, meu nome está la fora. – Gritava ele para o segurança.

Quando eu passo pela porta ele me olha, desconta, toda e qualquer raiva dentro do seu peito;

- Está feliz? Cavando o buraco do seu próprio pai?

- Você não é meu pai.

- Eu criei você, eu que tive que aturar suas birras de adolescente mimado, eu, está ouvindo.

- Não sabe nem que dia eu nasci, o que está falando.... Coloque ele para fora. – Falo para os seguranças.

- Se Continuar com aquele processo Henry, vai colocar seu irmão na sarjeta, está me ouvindo, o Henrique vai morar na rua. Você parece seu pai, sabia, fala de mim, mas é igual a ele, só pensa em dinheiro, não quer saber dos outros, só pensa em você...

- Não deixem ele chegar tão perto outra vez ok. – Falo para a recepção.

Bem, quando estou passando pelas salas vejo o Iago, ele estava em um setor, acho que o TI da empresa. Entro e ele digitando em uma planilha comenta;

- Dia difícil?

- Sim, mano.... Ouviu? – Pergunto me referindo o que acabara de presenciar.

- Todos ouvimos Henry. – Ele fala olhando a sala com 3 técnicos.

Puxo a cadeira e sento ao seu lado;

- Que está fazendo? – Pergunto, me apoiando com minha mão no rosto.

- Conferindo um computador do RH, parece que foi infectado, como está a reunião?

- Seu tio apareceu. – Falo abrindo um sorriso.

- Sério, que bom cara... Ele também está precisando, acho que foi a Alessandra, bom também para você né?

- Sim, menos um fardo. Ei vou lá ver se já terminaram ok.

Bem saindo da sala todos estavam passando por mim com caras fechadas, é estava feito.

Entro na sala e o Ronan está oferecendo uma agua para o Helder, que estava soado;

- Nunca fiquei tão nervoso. – Ele comenta abrindo o colarinho da camisa.

- Você mandou muito bem. – Ronan comenta.

Eu aumento a temperatura do ar para ele e me sento;

- Ronan precisamos conversar. – Falo olhando para ele.

- Sim, precisamos. Eu, você e Helder.

- Diga.

- Vamos colocar em documento, tudo que quer e que não quer que Helder faça, ele irá assinar, e vou projetar um contrato, para assim ele estar ciente do que é para ser feito.

- Beleza, vamos fazer isso, mas quero dizer outra coisa, preciso de um trabalho aqui dentro, seja qual for, preciso de remuneração para resolver a questão do Henrique o mais rápido possível.

- Vou providenciar isso.

- Crie uma conta, ou nomeie a existente para o nome dele, deixe tudo em nome dele. E como está o processo do Elias?

Ronan anota o que eu digo e continua;

- Certo.... Vai demorar, hoje Rafael foi preso, por um processo que eu nem sabia, essa noite irei estudar o que está ocorrendo, mas no noticiário houve citação sobre Elias, mas depois lhe falo certeza ok.

- Tudo bem, vamos pontuar o que disse logo.

Passei a tarde toda com eles, na verdade sai da empresa já à noitinha, conseguimos resolver muitas coisas o que iria me poupar um bom trabalho depois.

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