• @richardsongaarcia

INFAME - Capitulo 35

Peguei um copo e me servi de suco sentando ao lado de Helder de frente para Ronan, que me olha já comentando;

- Sabe o que vou dizer né? – Ele fala protegendo a boca com sua mão, por estar terminando de mastigar.

- Sim.

- Preciso de um nome, urgente para o conselho Henry.

- Eu já tenho um... o Helder. – Falo olhando para ele.

Foi uma daquelas cenas típicas de filme que ele se engasga, porem com toda a inocência;

- Eu o que menino, sou dentista, tem caries na empresa é? Rsrs. – Ele fala brincando.

- Você tem curso de administração tio, e foi gerente daquela fabrica por muito tempo. – Iago comenta se sentando a mesa.

- Gente, gente. Eu era gerente e cuidava de poucos funcionários, e não de uma companhia, não é a mesma coisa.

- Helder estou falando sério, Iago comentou que está precisando, e posso dizer que você é de minha confiança. – Falo batendo em suas costas.

- E não estaria sozinho, Henry vai estar junto com você, eu e a Alessandra não será contra. – Ronan comenta. – Helder seria uma boa escolha.

- Olha eu agradeço, muito Henry, mas não, minha resposta é não.

- Você nem pensou... faz assim, conversa com a Alessandra e me diz o que acha tudo bem.

- Rápido. – Brinca o Ronan. – Outra coisa, a intimação chegou para o Rafael, o Elias deve receber a dele em breve, se prepare viu.

- Pode deixar, vou comer rápido e ir visitar meu irmão.

- As contas da empresa e tudo que estava sendo direcionado para Elias foram retirados, eu preciso de uma empresa de auditoria para passar um pente fino em tudo que ele fez. – Ronan fala isso e começa a rir.

A gente ficou calado meio que sem entender, e Helder comenta;

- Que foi agora?

- Helder, estou falando de negócios, com um garoto de 18 anos. É meu primeiro serviço, tem ideia disso? Rsrs.

Ronan fala meio que emocionado, e abrindo nossos olhos, ele estava certo.

Nesta tarde, eu havia marcado com a Geralda de ir ver o Henrique, logo que ele chegasse do colégio.

Em casa eu fui abrindo a porta e ele correndo, que abraço, que cheiro de criança, meu Deus. Fui beijar ele e Henrique fecha a cara, cruzando os braços;

- Você me disse que iria vir aqui ontem, eu fiquei esperando.

- Me perdoa, me perdoa. Fui na casa do Gael lembra dele? E acabei enrolando.

- Geralda fez brigadeiro de colher, vem... veeeem.... – Ele fala me puxando.

Cheguei na cozinha abraçando ela, que estava toda alegre de me ver bem, ao menos foi seu comentário.

Eu, Henrique sentados no balcão, e Geralda do outro lado comendo e conversando;

- (...) Muito, muito, muito. – Henrique fala.

- Muito meu filho, seu irmão mudou demais. Henry aquela escola pública te ajudou demais, e você também foi acordando para a vida.

- A gente Geralda, eu na verdade, somos criados e instruídos a esse mundinho aqui, sem saber que tem pessoas lá fora.

- Fico muito feliz de ouvir você falando assim. – Ela diz fazendo carinho em meu rosto.

- Eu sai dessa bolha em que vivia, e vou tirar meu irmão dela. Mas antes preciso resolver essa questão da empresa e terminar a semana de provas.

#Gael

- (...) Eu falei que iria ficar sem camisa, e fiquei.

Falo enquanto esperávamos um sorvete no Shopping;

- Amigo você é louco, agora que conseguiu, não pode ficar batendo de frente.

- Não é assim Milena, você fala como se eu não importasse com ele. Henry gosta disso, mandar, do jeito dele, mas gosta. E se eu fazer tudo que ele quer, será só mais um, como qualquer uma que ele pegou e fez o que ele queria.

- É pensando por esse lado.

- Não é bater de frente, e nem desafiar. É mostrar meu ponto de vista, que eu tenho opinião, e personalidade assim como ele.

- Nossa, me desculpa, não está mais aqui quem falou, rsrs.

Ela fala rindo, saindo comigo, enquanto caminhávamos;

- Já falou para o Henry da faculdade?

- Não, depois conversamos, ele está com a cabeça cheia.

- E hoje será que rola, vocês dois?

- Amiga, para.

- Você não disse que seus pais estão fora.

- Sim, mas não falei com ele.

- Fala logo seu bobo, que hora Henry marcou?

- Agora está atrasado.

- Deixa esse filme e leva ele para casa logo. Rsrs.

- Aí Milena, você não existe.... Cadê sua mãe em? Já deveria ter chegado.

- Olha lá, ela, meu Deus, que bolsa é essa? MÃE.- Ela fala gritando. – Amigo calma aí, vou chamar ela, não me viu.

Ela saiu no corredor, e eu me sentei naqueles bancos ao lado de um vaso de planta, coloquei uma das pernas no banco e peguei meu celular para enviar mensagem para o Henry.

Quando percebo alguém se sentando na minha frente;

- Oi. – Fala o Martin.

Eu olhei, ele de camiseta preta, uma camisa que eu dei de presente, ele ali sentado, me olhando;

- Oi!.

- Tudo bem?

- Sim, e você?

- Estou bem, podemos conversar?

- Olha Martin se for sobre nós...

- Não entendi Gael, você dizer que não querer mais, e eu? Minha opinião não conta?

- Martin, não é assim.

- Quer que eu fale para meus pais? Se for isso eu assumo Gael.

- Martin, você tem que fazer isso por você e não por mim, olha eu estou.... Estou conhecendo outra pessoa. – Falo me sentando direito.

- Está gostando desse cara?

- Sim.

- Gosta mais dele do que de mim Gael? Se lembra do que já te falei? – Ele fala colocando a mão em meu joelho.

Nesse momento sinto o cheiro do perfume do Henry, porem foi algo tão rápido e sinto sua mão passar por meus cabelos e nuca;

- Marcamos de frente para a Cacau Show. – Diz ele do meu lado.

- Vim com a Milena, ela quis encontrar a mãe dela. – Falo me levantando.

- Vamos? – Henry fala como se ignorasse o Martin.

Sinceramente ele não estava com uma cara boa, e falou meio que bravo comigo.

Eu fui para gesticular um “tchau” para o Martin, e ele segura meu braço;

- Calma aí, não terminamos de conversar. – Ele fala me segurando.

Como o Henry andou passos a minha frente, não percebeu, somente quando eu disse;

- Martin aqui não. – Falo subtendendo a ele para não procurar briga.

- Você estava falando dele? – Martin pergunta se levantando.

- Qual é mano? – Henry volta.

Eu previ briga então meio que segurei sua mão;

- É Martin é ele. – Falo para ver se eles nos deixassem em paz.

- Ta zoando comigo? Gael você me trocou por ele? – Martin fala.

O Henry me olhou passando o olhar ao redor e respira passando a língua nos lábios inferiores, com uma cara muito brava;

- Escuta aqui. Nunca houve “Você”. – Henry faz aspas com uma das mãos, a outra eu segurava. – Sempre foi EU, desde o início, sempre, eu e o Gael, entendeu? Então vai caçar sua turma beleza! – Henry fala saindo me puxando.

Mano não sei o que houve com o Martin aquela noite, ele estava pedindo;

- Não falei com você Henry, e sim com o Gael. Fica aí se achando só porque está com o poder da empresa né mano. Eu te conheço, é do tipo fútil que se acha o tal, Gael não é cara para você, ficar com ele não vai te ajudar a sair desse buraco que você e sua família vive.

- Rsrsrs! Escuta aqui, ainda está falando de você? Pelo que conheço, você se aproximou de mim, sua família aproximou da minha, acha que não sei da doação feita de 9% de ações da Montalvan para a igreja da sua mãe? Você e o Kaique não foram idiotas, quando eu estava bem, se aproveitaram. Mas relaxa, essa sua vida fofa está no final, relaxa. E diferente de você, tenho pessoas que gostam de mim.

- Gael espera. – Martin segura minha blusa.

A cena foi uma loucura, o Henry o empurrou somente com uma das mãos, com a força o Martin tropeçou de costas em um dos vasos ao lado do banco e caiu no chão;

- Henry NÃO. – Falo para ele não continuar. – Vamos! – Digo puxando ele pela mão.

- Eu estou tentando Gael, mas você viu, ele quem começou, não eu.

- Sim eu vi, mas vamos... – Falo entrando no elevador.

- Não vamos ver o filme? – Henry questiona segurando a porta.

- Vamos embora, não dá para ficar aqui em paz. – Falo muito puto.

Nesse momento, ele olhou e percebeu que eu estava bem grilado, e passa a mão em minha nuca, me abraçando;

- Não Henry! – Falo sem saco para ele.

- Ei, ei, ei. Me desculpa beleza, me desculpa. Eu estou tentando Gael. – Henry fala segurando meu rosto e me beijando.

Seguimos pelo estacionamento estranhamente com ele segurando minha mão, com os dedos entrelaçados;

- A última vez que passamos aqui se lembra o que aconteceu? – Pergunta Henry.

- Sim, nunca vou esquecer, fiquei muito assustado.

- Foi uma das melhores noites que tive. – Ele fala apertando minha mão.

- Rsrs, a minha também. – Digo beijando ele.

Pessoal no caminho conversando sobre o dia a dia, e eu pensando e com as pernas tremulas de acontecer essa noite de “ficarmos”.

Quando chegou em casa, o Henry já percebe ao olhar na garagem;

- Está sozinho? – Pergunta ele desligando o carro.

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