• Richardson Garcia

INFAME - Capitulo 33

Caramba o Henry apertava minha cintura e forçava contra a porta da sacada;

- Ei tem um vidro aqui atrás. – Falo segurando ele.

Henry sorri e passa a mão na minha perna, cara ele me ergueu e subiu, praticamente me carregando.

Virou e se apoiou de joelho na cama me deitando lentamente, ai sim.

Henry me deu uma pegada que cheguei a virar os olhos, e me confundir nas respirações, sério estar nas mãos dele, daquela forma era impagável.

Ele beijava meu pescoço, e passava a língua brincando com minha orelha, sua mão esquerda estava segurando a minha acima da minha cabeça, e a outra minha coxa.

Mano tem ideia de estar beijando o Henry na minha cama, vocês têm ideia disso.

Ele se afasta entre minhas pernas e tira a camisa, nessa hora me assustei, pensei, pronto, ele vai querer transar aqui e agora. Henry pega minha mão e desce em seu peitoral até o início de sua bermuda, ele faz isso olhando minha reação, de idiota né, pois fiquei meio que boquiaberto.

Ele voltou a me beijar e com a posição minha mão “entrou” dentro de sua bermuda, sim dentro da cueca, eu peguei no membro dele, tirando um suspiro forte de Henry, junto a um sorriso.

O mais engraçado foi ouvir a garagem se abrir, e a porta de casa em ao mesmo tempo, Henry deu um pulo para trás se afastando de cima de mim, ele colocou a camisa;

- Gael! – Chama minha mãe subindo as escadas.

Sua sandália fazia muito barulho então, escutamos ela chegar.

Quando minha mãe chegou na porta do quarto, o Henry estava sentado no chão encostado na cama, por causa do volume no seu short.

Eu arrumando meu cabelo todo desarrumado;

- Filho, você não pediu nem um suco para vocês.... Quer comer algo Henry? – Pergunta ela da porta.

- Não Marli, muito obrigado. – Ele fala olhando para trás.

- Se querer algo me fala, estou no fim do corredor.

- Obrigado.

Eu sentei do lado dele no chão, começamos a rir, de gargalhada da situação de ela quase nos pegar.

- Você beija muito.... Sua boca é muito gostosa. – Fala Henry me olhando.

- Obriga... – Antes de eu terminar de falar ele me beija, caindo no chão.

Como a cama estava cobrindo a gente ele voltou a me beijar, mordendo meus lábios;

- Henry, para, eles vão entrar aqui.

Ele rindo se afasta de novo;

- Muito, muito tempo.... Na verdade, foi a boca mais gostosa que beijei.

- Fala isso para todas que já beijou?

- Você é o terceiro. – Ele fala sem “vergonha”.

Eu empurrei ele o derrubando, e ficou rindo. Eu revirei os olhos rejeitando ele, que me abraça, beijando meu pescoço no chão.

Estávamos rolando no tapete do meu quarto, quando ouvi um coçar de garganta, eu quase tive um infarto;

- Pai? – Falo olhando.

Ele de pé na porta, e eu olho e logo depois Henry;

- Vai jantar conosco Henry? – Ele pergunta.

Eu queria sumir nesse momento, juro para vocês;

- Sim, eu gostaria “Seu” Bento. – Ele fala muito sem graça.

Meu pai sai normalmente, e eu coloquei a mão na testa, vermelho, o Henry estava soando;

- Olha isso, rsrs. – Diz ele mostrando pingar suor do seu rosto.

- Nunca passei por isso na vida, você vem aqui a primeira vez e olha no que deu. – Falo jogando a toalha para ele se secar.

- Você gostou.

- Quem disse. – Pergunto ironizando.

Ele aponta para minha cueca, sim tinha um volume, eu sorri e peguei meu celular;

- Vai jantar aqui mesmo? – Pergunto.

- Sim, seu pai me convidou.

- Pensei que era só pela ocasião.

- Ele pensa que estou te comendo, o mínimo que possa fazer é jantar aqui.

- Henry cria vergonha, não estamos ficando, não aconteceu nada.

- Diz isso para ele, acho que não é o que ele está pensando.

- Vem, vamos descer. – Falo puxando ele.

Para quebrar um pouco daquele clima, desci com o Henry, ficamos conversando sozinhos na sala, e depois no jantar, ele não teve escolha e entrou no assunto, contou o que tinha acontecido para meus pais, que prontamente se dispuseram a ajudar.

- (...) Acionistas são como urubus Henry, eles só esperam você cair para comer sua carcaça, o que quero dizer com isso é que coloque alguém para te representar o mais rápido possível, alguém de pulso firme, depois posso te passar alguns nomes de confiança, acho que posso te ajudar nisto.

- Obrigado Bento.

- O que pretende fazer agora filho? – Pergunta minha mãe.

- Dona Marli, preciso terminar as provas, são muito importantes, e para eu não perder o ano todo. Depois tenho que conseguir um lugar para morar, mas creio que não será um problema, pela empresa trabalhar com imóveis, preciso trazer meu irmão para perto o mais rápido possível.

Pessoal eles ficaram conversando muito sabe, até demais, demais ao ponto de meu pai dizer o seguinte;

- Fico feliz de Gael ter arrumado alguém como você, agora que está aqui, jantando com a gente, posso falar que não tive uma boa primeira impressão sua. Mas estou vendo que posso confiar! – Meu pai fala se emocionando.

Cara eu queria matar ele, o Henry sorrindo, se achando o tal;

- Como assim, arrumado alguém? Gael não disse nada. – Questiona minha mãe.

- Estamos juntos Marli, se conhecendo melhor na verdade. –Fala o Henry pegando em minha mão sob a mesa.

Isso saiu da boca dele, todas as palavras, uma seguida a outra, eu fiquei em choque olhando para ele;

- Ah, mas isso pede uma comemoração, vai pegar aquele vinho Bento, o que deixei na adega. Vai, vai. –Diz minha mãe apressando meu pai.

- Se conhecendo? Ficou maluco? – Pergunto me aproximando, e dizendo baixo para o Henry.

- Sim, Gael, estamos se conhecendo melhor meu bem. – Henry diz me dando um selinho.

Ai meu senhor. Meu pai trouxe o vinho, abriu, fez até planos com o Henry. Com a bebida os dois subiram logo, eu fui levar o Henry até o portão e ele havia percebido que eu não tinha gostado da sua atitude;

- Ficou bravo por ter falado que estamos juntos?

- Claro, como fala isso para os meus pais, eles vão criar expectativas, e ficar fazendo planos e tudo mais.

- Mas Gael você que quis descer e ficar com eles, jantar junto, estava me apresentando para sua família.

- Meu pai acha que estávamos transando Henry, calma tá.

- Mas não pode ser tão grave assim. – Ele diz sorrindo.

- Meu último namoro eles estavam olhando apartamento para comprar Henry, e durou menos de dois meses. – Falo apertando sua mão.

- Eita porra! Eu não sabia. Mas será que eles têm propriedade aqui em Jureré? Curte a vizinhança.

- Para de brincar, estou falando sério. – Falo com a cara fechada.

Ele me abraça forte dizendo;

- Obrigado viu, estava precisando de uma noite assim, agradece seus pais por mim.

- Tudo bem, falo com eles, até amanhã.

- Até Gael.

Ele passou pela calçada entrando no carro e saindo, eu me virei entrando em casa e sem saber realmente o que havia acontecido, fui subindo as escadas com as pernas tremulas, cara eu beijei a boca do Henry, o Henry! Vocês têm ideia do que é isso.

Escovei os dentes arrumei minha cama para deitar, e vejo no canto da cama sua jaqueta, um blusão de moletom que ele sempre anda junto.

Tirei minha camisa e vesti ele, sentindo e deitando com aquela blusa só para sentir o cheiro, o perfume de Henry.

Bem, como estávamos na semana de provas, quando cheguei no Santa Catarina na manhã seguinte, me senti como se todo mundo soubesse o que havia acontecido ontem, uma sensação muito estranha.

Entrei na sala e a Milena já estava com o Iago, eu fui me sentando e dizendo;

- Amiga você não acredita! – Falo deixando ela louca de curiosidade.

- O que Gael? – Ela fala já se levantando.

Nessa hora o Henry me dá uma encoxada, meio que sem querer, pois, eu andei para trás sem olhar, na verdade me assustei;

- Opa. – Ele fala, quando piso em seu pé. – Eu gosto que venha com calma. – Fala ele com aquela voz rouca de “acabei de acordar”.

- Fica na sua Henry. – Falo afastando ele.

- (...) Mano rola um Fut hoje depois da prova? – Grita o Iago nos fundos da sala.

O que chamou atenção de Henry e ele seguiu até os meninos, fui puxando a Milena pelo braço até sua mesa e sentei;

- Ai, conta, conta, estou muito curiosa. – Ela fala se aproximando.

- A gente ficou ontem. – Falo super “excitado”.

- A gente quem, o Martin?

- Não, sua burra. Com o... – Falo gesticulando e balançando a cabeça para o “Henry”.

Gente ela abriu a boca, de um tamanho e olhou para ele, eu fiquei vermelho. Ele sorriu para ela, e sacudiu a cabeça com aquela boca;

- Não acredito. Não acredito sua puta. – Ela fala batendo em mim. – Ai amigo que lindo, que estão namorando.

- Ei, calma tá, parece minha mãe, a gente... – Eu estava falando quando a Larissa senta na mesa dela, e se aproxima, afinal eu e Milena estávamos falando bem baixo.

- Qual é a fofoca? Quero saber. – Ela fala se aproximando.

- Gael e Henry estão namorando. – Milena fala super animada.

- Falso! Fura olho. – Larissa fala empurrando os materiais da mesa da Milena em cima de mim.

Como o estojo dela caiu e os lápis e canetas espalharam todos olharam, Milena olhou para mim assustado e sem entender nada, assim como eu, que fiquei boquiaberto.

- Larissa entre que vou conferir os trabalhos para aplicar a prova. – Fala a tia Sonia entrando.

- Depois a gente conversa. – Falo saindo da mesa da Milena.

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