• @rgpatrickoficial

INFAME - Capitulo 32

Eu pedindo silencio, e tentando gesticular, houve um momento que até o Ronan estava brigando;

- EIIII CALEM A BOCA! – Eu grito batendo com as duas mãos na mesa. – Sentem-se por favor.

Todo mundo volta aos seus lugares, com umas caras, que vocês não tem ideia;

- Não iremos aceitar um garoto mimado gerenciar uma companhia desta. – Fala aquele senhor perto da porta.

- Acha que realmente eu quero? Olha para minha casa, acha que eu consigo? Não queria nem estar aqui. Acabei de descobrir que meu pai, não realmente meu pai, que falsificou documentos para tirar dinheiro desta empresa, que iria par o mesmo lugar de onde a sua primeira foi, para o buraco, e vocês iriam juntos. Não estou pedindo que fiquem com pena de mim, muito menos tocados com minha história.

- Isso aqui é vida real filho, famílias dependem do que fazemos aqui, nós dependemos disso aqui, e você também. – Diz alguém no meio deles.

Eu não identifiquei quem;

- Peço tempo, uma ou duas semanas no máximo, irei fazer o possível, para resolver isso, mas agora a Montalvan precisa de vocês. – Falo me levantando.

- Ei, não pode só dizer isso e sair assim.

- Como tempo? Não temos tempo.

Deixei eles falando e sai da sala, meu Deus, meu Deus, eu não conseguia respirar de tão nervoso que estava. Fui até o início do corredor pegar uma agua, e vejo a sala da minha mãe.

O Ronan ficou na sala, eu então segui até lá, abri a porta, e a primeira coisa que eu vi foi uma foto minha e do Henrique ao lado direito da porta. Ela se sentava na mesa e ficava olhando para a gente, a foto era imensa.

Lembro que eu estava muito bravo no dia de tirar ela, e sai com uma cara de “emburrado”, o Henrique tentando me fazer sorrir, ela dizia ser o melhor retrato que tinha de nós, eu sempre mal-humorado e meu irmão o palhaço da casa.

Porra as coisas eram tão mais fáceis com ela por perto, sabem o que eu queria, um segundo sequer só para falar a ela o quanto eu a amava, o quanto ela faz falta.

Me sentei na sua cadeira, fiquei ali olhando a foto, como ela fazia. Ronan se aproxima e na porta ele diz;

- Pronto? Vamos?

- Só mais dois minutos.

- Tudo bem. – Diz ele saindo e puxando a porta.

Nossa me bateu uma vontade enorme de estar junto com ela, nesse momento.

Como tinha coisas muito importantes para resolver ainda, então acompanhei o Ronan para abertura dos processos de guarda, e ações contra o que Elias havia feito, mas ainda falta, restava uma coisa, só depois que conseguir fazer iria estar “tranquilo”.

Cheguei a tarde na casa do Iago e contei tudo que havia acontecido e tals, conversamos enquanto comíamos algo;

- Preciso arrumar um lugar para ficar cara, não rola abusar da sua boa vontade, mano. – Falo tomando suco.

De frente para ele na cozinha;

- Não estou te mandando ir embora. Fica aqui até o fim da semana, quando acaba as provas, com o fim do ano você olha isso, até então o Ronan vai te atualizando o que acontece.

- Valeu, está sendo um irmão cara! – Falo pegando em sua mão.

- Por nada. – Ele sorri. – Ei vai onde? – Iago pergunta quando me levanto, e lavo o copo.

- Na casa do Gael, preciso falar com ele.

- Beleza.

Eu passei uma agua no corpo rápida, e fui ao carro pegar uma camisa, um short junto uma cueca, quando estava saindo da rua da casa de Iago meu celular chama;

- Oi!

- Henry, Ronan aqui... Acabei de sair da Montalvan, todos os processos ligados ao escritório dos Alcântara foram removidos.

- Que ótimo ouvir isso.

- Olha praticamente tudo era eles quem cuidavam, precisamos conversar depois sobre isso, tudo bem.

- Certo Ronan, obrigado.

- Vou para casa descansar o dia foi difícil.

- Haha’ eu que o diga, vai lá.

Gael morava muito longe da casa de Iago, muito mesmo, era como atravessar a ilha.

No caminho voltei a ficar nervoso, mão soando, perna tremendo, um frio na barriga, pois literalmente não sabia o que fazer, uma coisa eu tinha em mente, pedir desculpas.

Quando cheguei e estacionei o carro, olhei para sacada de seu quarto, procurando ver ele, então aproximo e toco a campainha.

Sua mãe abre, a Dona Marli;

- Henry? Oi filho, tudo bem? – Diz ela me abraçando.

Eu sem jeito e com vergonha a abraço agradecendo o carinho;

- Estou bem e a senhora?

- Ótima, veio falar com o Gael?

- Sim, ele está?

- La em cima.... Olha pode ir subindo, eu vou sair, mas logo mais estou em casa tudo bem filho.

- Tudo sim, obrigado Marli.

- Por anda querido.

Meu Deus ela fechou a porta e eu fiquei olhando aquele tamanho de casa, sem poder fugir, aquela escadaria imensa;

- Gael? – Chamo para ver se ele me ouve.

E nada, então sigo subindo as escadas, lentamente, todo desconfiado.

No corredor dos quartos em cima, ouço uma música e ele cantarolando, um abrir e fechar de portas de correr de guarda roupas.

Quando chego na porta do seu quarto, sinto um cheiro de “Banho”, leve odor de lavanda, ele havia acabado de sair do banho. O vapor estava exalando na porta do banheiro, e o espelho estava embasado.

Gael estava de costas para mim, passando desodorante, de cabelo aparentemente molhado, short e regata cinza;

- Toc, Toc. –Falo seguindo com batidas na porta.

#Gael

- Ai que susto Henry. – Digo com a mão no peito.

- Foi mal, sua mãe mandou eu subir.

- Tudo bem. – Falo passando a toalha em meu rosto.

Pois estava chorando debaixo do chuveiro, havia acabado de falar com o Iago, ele me contou tudo até então, eu me senti um lixo. Sabem o porquê?

Me preocupando comigo, e meus sentimentos, enquanto o Henry estava passando por uma barra FODA, eu aqui olhando e me preocupando com o meu “nariz”.

Ele com aqueles shorts de surfista que ele curte, de camiseta branca, relógio, chave, celular e carteira na mão esquerda. Henry os deixa na mesa do computador ao seu lado direito e eu digo;

- Conversei com o Iago, ele me contou o que houve.

- Por isso não fui na aula hoje. – Ele fala puxando a cadeira do computador.

- Como o Henrique está? – Falo me sentando na cama, na sua frente.

- Muito assustado. Gael tive que deixar ele na casa do Elias. – Henry fala de cabeça baixa.

Ele falou cabisbaixo, enrolando os dedos com o cordão da bermuda;

- Tem algo que eu possa fazer, para ajudar? – Pergunto sem graça.

- Na verdade sendo meu amigo, já é o bastante. – Ele fala se arrumando na cadeira.

- Sou seu amigo, sempre.

- Valeu. – Henry fala com um sorriso.

- Mas o que você fez foi muito errado, como pode ser tão burro em? Henry pegar o seu irmão e sair daquele jeito, ele tem seis anos, não pode ficar passando por esse tipo de coisa.

- Eu fiz o que achei certo Gael. – Ele diz revirando os olhos.

- Certo? Henry o certo? Você arrumou uma confusão, envolvendo seu irmão, poderia ser menos dramático.

- Está parecendo minha mãe falando.

- Sou seu amigo e tenho direito de falar. Esse tipo de coisa não se pode faz assim... Olha eu não sei como você está, mas que foi errado foi...

- Não deveria ter saído com o Henrique.

- Não! Você é teimoso como uma porta, meu Deus. – Falo e ele sorri novamente.

- Onde está a graça?

- Falou como ela de novo. – Ele diz sorrindo mais.

Eu não me aguento e começo a rir também;

- Eu vim aqui te pedir desculpas. – Ele fala apoiando os cotovelos nos joelhos, me olhando.

Eu respiro e digo;

- Não deve desculpas, eu sim, por ter sido tão ignorante e não ver seu lado, só o meu, me desculpe por não ser o amigo que você pensou que eu seria.

- Você é perfeito Gael, é muito mais que amigo.

- Rsrs, valeu. – Falo me levantando.

- Vai sair? – Ele pergunta se encostando na cadeira.

- Sim, vou na casa da Milena. – Falo colocando a carteira no bolso, e pegando meu relógio.

Percebo que ele se levanta da cadeira, falando;

- Será que ela pode esperar? – Ele fala com a voz mais próxima.

- Porque? – Pergunto me virando.

Henry se aproxima, nesse momento eu tremia todo, todo mesmo. Ele passou a mão tirando uma mecha do meu cabelo de perto do olho.

Pessoal o Henry aproxima seu rosto para me beijar, rsrsrs. Eu afasto olhando para ele, que fica vermelho, me afastei para me “desviar”.

- Henry que está fazendo? – Falo olhando para ele.

Henry sorri, muito sem graça e fala;

- Gael eu estou tentando. – Ele fala se aproximando de novo.

- Não funciona assim. – Falo colocando a mão nele, para tentar impedir.

- Funciona assim... Sim! – Henry diz, praticamente me segurando.

Abaixou meu braço e se aproximou, a ponto de pressionar seu corpo contra o meu, fazendo eu ficar entre ele e a cortina da sacada.

De olho fechado seu rosto ficou colado no meu, um encaixado no outro, senti sua respiração leve, e quente próximo minha boca. Henry solta minha mão e segura minha cintura. O clima se instalou, e tomou de conta de todo o quarto.

Senti sua boca na minha, seus lábios secos tocar os meus, coloquei meus dedos em seu rosto e então sinto levemente sua língua na minha, devagar até sua língua invadir por completo minha boca.

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