• @rgpatrickoficial

INFAME - Capitulo 31

- Eu entendo, olhe, existe uma possibilidade. – Diz Ronan olhando para mim e meu tio. – Mas...

- Mas?

- Elias teria que ser preso.

- Mas existe crime no que te contei? – Pergunta Henry.

- Ele cometeu um crime, Elias e o advogado o Rafael falsificaram um documento. Testamento são documentos públicos a pena vai de um ano a cinco anos, e é inafiançável. Com ele preso, o processo de guarda iria encaminhar mais rápido.

- Ele precisa ser preso primeiro?

- Não, vamos entrar com uma ação imediata, para que você consiga a guarda provisória. Mas Henry, nada disso irá adiantar, caso, não tenha a casa ou a renda.

- Beleza Ronan.

- O que vai querer fazer agora? – Pergunta o Ronan.

- Rsrs, eu gostei dele Helder. – Henry fala para o meu tio, pela atitude do advogado.

- Ronan começou agora, precisa de casos para sua carteira, né mano? – Fala meu tio batendo nas costas do Ronan.

- Preciso fazer algo ainda, pode ser após o almoço? – Pergunta o Henry.

- Claro, passo aqui e começamos.

- Ótimo.

- Henry, conversa com seu irmão. – Fala o Ronan se levantando.

- Obrigado.

Galera meu tio levou o Ronan até fora de casa, e o Henry virou a xicara de café, se levantando;

- Posso falar com ele no seu quarto? – Fala ele seguindo para a sala.

- Vai lá.

Henry chama Henrique e sai pelo corredor;

- Escuta filho, tenho que ir levar a Alessandra na casa dos pais dela, e volto para o almoço, você prepara ai?

- Sim, tudo bem... Ei por causa desta correria toda, não perguntei, como foi lá? Vai conseguir? – Pergunto abrindo a geladeira.

- Não, é mais difícil que pensei, vou ter que arrumar algo no meu ramo aqui em Floripa mesmo, mas depois a gente conversa sobre isso, tudo bem?

- Ei, obrigado tio mesmo, muito. – Falo abraçando ele.

- Tranquilo, por nada... Sempre que precisar é só dizer, você sabe.

Como eles saíram, eu fiquei preparei as coisas para o almoço, e os dois ficaram conversando, por um bom tempo.

Quando o Henry saiu, ele veio limpando as lagrimas do rosto;

- Precisa de ajuda? - Ele fala chegando do meu lado.

- Não to de boa, relaxa cara.

- Vou ter que entregar ele para aquele homem, deixar meu irmão com aquele homem acredita! – Fala Henry voltando a ficar emocionado.

- Mano, vai dar certo, o Ronan vai ajudar, isso vai acabar mais rápido que você imagina. – Falo segurando em seu ombro.

#Henry

Minha vida, a de meu irmão que tem somente 6 anos de idade está de ponta cabeça, pior que isso, eu teria que fazer escolhas para ambos, essa é a pior parte.

Depois do almoço, fui com o Ronan e Henrique no meu carro, por causa do horário eu sabia que meu pai não estava em casa.

Quando chegamos a Geralda abriu a porta e veio correndo abraçar a gente, ela estava muito preocupada, como eu não tinha muito tempo, subi para pegar roupas e coisas minhas mesmo, documentos enfim. Enquanto ela me ajudava, eu contei tudo que estava acontecendo e que iria acontecer;

- Eu não posso cuidar dele agora, mas te imploro Geralda não sai de perto do meu irmão, eu te imploro. – Falo com a mochila nas costas frente a ela em meu quarto.

- Rsrs, meu filho, nunca irei deixar vocês. – Ela diz me abraçando.

- Ei te amo como minha mãe sabia. – Falo dentro do seu abraço.

Ela não responde, somente chora. Descemos as escadas e eu de mãos dadas com o Henrique, na porta peguei minhas mochilas entreguei para o Ronan;

- Coloca no carro por favor?

- Sim deixa comigo.

Me ajoelhei frente ao Henrique, tirei uma mecha de seu cabelo do rosto, abracei ele que já estava querendo chorar;

- Eu quero ir Henry, quero ir com você.

- Henrique agora não dá, vou ter que resolver as coisas primeiro e depois venho te buscar, mas olha a Geralda não vai sair de perto de você, e eu venho sempre te visitar, tudo bem?

- O papai está bravo com a gente, ele não vai deixar você vir aqui Henry.

- Lembra que a mamãe disse que aconteça o que acontecer eu vou cuidar de você, sempre, sempre. Vem aqui.

Abracei ele e o beijei, depois Geralda e me despedi. Caramba!

Entrei no carro limpando as lagrimas e colocando o cinto, liguei a chave e o Ronan questiona;

- Para onde agora?

- A empresa, vou colocar aquele filho da mãe onde ele merece. – Falo saindo com o carro.

Eu já sabia que seria uma das coisas mais difíceis afinal de contas eu não sabia absolutamente nada. Só lembro de minha mãe ficar reclamando das pessoas que trabalhavam com ela, que era como se lutasse com um leão por dia, e nesse caso meu pai estava à frente dos “leões”.

Eu me recusava a ir naquele lugar, por tudo lembrar ela, tudo. A última vez que estive na Montalvan foi no dia de sua morte, eu que entrei e a chamei, eu que apressei ela, pois iriamos viajar, depois de muito, muito tempo iriamos tirar “férias” juntos, a família toda reunida. Tinha até me esquecido o quão linda era, sua fachada.

Pessoal estacionar o carro, eu desliguei e tirei o cinto, Ronan desceu, mas eu fiquei em choque, ele me olhou e diz próximo a porta;

- Tudo bem?

- Não sei se vou conseguir. – Falo olhando para baixo, nos pedais.

- Henry, pensa no seu irmão, faz por ele. – Ronan diz pegando em meu braço.

- Certo.

Desci e entramos, ele estava com a pasta, e já foi me entregando alguns dos papeis, logo que me aproximo da recepção vejo a Lídia, a recepcionista, muito antiga ela, trabalha a muito tempo conosco;

- Henry? Henry Montalvan? Ah quanto tempo que não te vejo filho, nossa está um garotão. – Diz ela vindo me abraçar.

- Muito tempo mesmo Lídia, escuta meu pai está aí? – Falo apontando para o corredor da administração.

- Sim, mas acho que está em reunião. Quer que eu confirmo para você? – Diz ela pegando o telefone.

- Não precisa, escuta preciso dos seguranças, quantos estão no prédio hoje?

- Acho que dois, se não me engano.

- Peça que venham até a sala dele por favor. – Falo seguindo no corredor.

Galera Deus me ajudou, pois estavam na sala, todo mundo. A sala de reuniões fica no meio do pavimento administrativo, com um espelho d’agua ao redor da grande sala de paredes de vidro, muito linda mesmo. Lá dentro uma imensa mesa de doze cadeiras e um painel gigantesco, estavam todos que eu queria.

Quando cheguei no fim do corredor percebo os seguranças se aproximando, na sala, meu pai estava de pé, com sua visão vendo o movimento nos corredores ele me olhou nos olhos. Galera Elias estava pálido ao me ver ali dentro.

Eu não tinha percebido, mas o Rafael estava presente, só o vi quando se levantou.

Entrei na sala e algumas pessoas ainda conversando;

- Estamos em reunião, você não pode chegar invadindo assim. – Fala um senhor mais próximo a porta.

- Posso... Até que posso. – Falo olhando para ele. – Não vai me apresentar? – Pergunto olhando o Elias.

Ele engole seco, olha para os empresários e diz;

- Pessoal esse é Henry, meu filho, e de Caroline.

- Lembro de você garoto, já esteve aqui na empresa. – Fala um dos homens na mesa.

- Primeira coisa, não sou seu filho. Segunda! Quero você fora da Montalvan agora!

- Não pode colocar ele para fora assim Henry. Existe leis e documentos que você assinou e tem que cumprir com eles pois...

- Cala a boca Rafael, é desde documento que está dizendo? Pode ficar com ele. – Falo jogando a procuração sobre a mesa, no caso o que restou dela, pois havia rasgado.

- Você não tem direito e ...

- Ele tem, é o herdeiro, e sócio majoritário da Montalvan, até onde eu entendo, Presidente desta empresa... – Fala o Ronan.

Com essa fala dele todo mundo começou a falar e falar;

- Isso é um absurdo.

- O garoto nem tem idade, não sabe de nada.

- Cadê o Henrique? – Pergunta o Elias.

- Em casa com a Geralda. Mas relaxa você vai ficar com a casa, meu irmão tem que ter onde morar.

- Ele não pode fazer isso Elias, podemos recorrer e processar ele porque...

- Recorrer de um testamento fraudado? Falsificar um documento público? Acho melhor fazerem o que ele disse, e rápido. – Fala Ronan.

Elias e Rafael saem da sala. Galera todo mundo se revoltou, se levantaram e começaram a falar alto e mais alto, discutindo entre sim, e comigo.

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