• Richardson Garcia

INFAME - Capitulo 30

Eu rapidamente desliguei o celular. Olhando a tela do celular fico olhando meu histórico de mensagens e Henrique pergunta;

- Vamos morar na rua agora Henry? – Ele fala me olhando.

- Não, calma. – Falo voltando meu cinto.

Aproveitando que o Elias estava na casa da Geralda eu fui para a casa do Iago.

Graças a Deus ele nos acolheu rapidamente, coloquei o carro para dentro, e o Iago arrumou uma cama para o Henrique, eu fiz ele dormir, pois ainda estava muito preocupado.

Quando ele pegou no sono, voltei a cozinha e me sentei na mesa, com o Iago;

- Arrumei um colchão para você na sala, deita e vê se consegue descansar, amanhã você decide o que fazer, está de cabeça cheia agora, e assim não vai pensar coisa boa. – Contra fatos não há argumentos.

Bebi uma agua e deitei, o Iago passa por mim dizendo;

- Se precisar de algo só me chamar.

- Beleza... Mano... – Falo meio que me apoiando nos cotovelos. – Falei com o Gael.

- E aí? – Ele pergunta se aproximando.

- A gente brigou de novo... Na verdade eu pisei na bola de novo com ele.

- Henry assim fica difícil de te acobertar, tu não dá uma dentro mano.

- Vou falar com ele, preciso pedir desculpas, ele não tem culpa.

- Claro que não, mas calma, uma coisa de cada vez, beleza.- Valeu mano.

- Sorte sua que a Milena foi para casa, se não iria ouvir um monte, boa noite, rsrs.

- Boa noite.

Na verdade fiquei deitado e logo quando comecei a lembrar da minha noite fiz foi é chorar por horas, com o travesseiro abafando o choro, ali naquele colchão, minha cabeça não pensava nada com nada, e pior tinha meu irmão.

#Iago

Eu acordei cedo, e fui me arrumar para ir a aula, durante a noite eu ouvi o Henry andar pela casa, ir ao banheiro, e cozinha, quando sai do meu quarto ele estava dormindo, acho que conseguiu pegar no sono agora pela manhã.

Eu estava na cozinha esquentando um copo de leite, tentando fazer o mínimo de barulho possível, e ouço alguém mexer no protão de casa, juro a vocês, pensei que era a polícia atrás dos meninos.

Abri a porta tremendo de medo, e vejo meu tio entrando com algumas malas;

- Xiiiiiiiu! – Falo fazendo gesto de silencio para ele com a mão na boca.

Ele ergue os ombros e balança a cabeça sem entender nada. Não o deixei entrar, eu fui até meu tio Helder e conversei, contei tudo, tudo mesmo, esperando ele me ajudar;

- Meu filho vai para a aula, você tem prova, quando chegar a gente conversa, pode deixar comigo, vou falar com seu amigo quando ele acordar.

- Obrigado viu. – Falo abraçando ele.

Eu tinha prova e era muito importante, sim, eu sei que Henry também, mas nada se comparava a sua situação atual.

Quando cheguei na escola, e estava estacionando a moto, vejo que havia um carro de polícia na esquina e outro na porta do colégio, fiquei na minha entrei, e vejo alguns policiais conversando na sala da direção. Entrei na sala de aula, me fazendo de idiota, e que não sabia de nada;

- Que está acontecendo mano? – Pergunto ao Raul, colocando minha mochila na cadeira.

- Não sei mano. – Diz ele abrindo o caderno.

O professor entra e manda que organizamos para a prova, logo depois da chamada, a Tia Sonia pede licença, entra olhando na turma, e um policial fica logo atrás na porta, então ela questiona;

- Alguém viu o Henry essa manhã? – Ela pergunta olhando para a turma.

Todo mundo diz que não, e ela continua;

- Pessoal o Henry e seu irmão, Henrique estão sumidos desde a noite de ontem, se alguém tiver qualquer notícia, qualquer uma por favor me procure ou a diretora, pois a família está muito preocupada.

Nesse momento eu fiquei paralisado, me senti um criminoso, escondendo os meninos. Galera acreditam que o Gael se levantou e foi falar com a polícia, afinal ele não sabia de nada, e foi a última pessoa que falou com o Henry. Eu quase morri de medo de ele falar algo, de mim, na boa, mesmo sem saber, mas vai entender.

Enquanto isso, mandei mensagem para o Henry contando de tudo, ele disse que estava conversando com meu tio.

Pessoal fizemos a prova, e depois como de costume nossa turma se reuniu para falar das respostas, e todo mundo mega assustado;

- Gente será o que aconteceu com o Henry, to com medo. – Fala a Milena.

- Calma amor, ele deve estar bem. – Falo abraçando ela.

- Como sabe? Ninguém sabe de nada dele. – Ela retruca.

- Falei com os policiais, parece que foi uma briga em casa, mas eles não falam muito. – Diz o Gael. – Ele não visualiza as mensagens e o telefone sempre desligado. – Gael fala mostrando o celular.

- Se alguém souber de algo, avisa no grupo tudo bem, tenho que ir agora. – Falo para a galera.

- Espera vou contigo. – Milena diz segurando em minha blusa.

- Amor vou na Somar Floripa, passar o dia hoje lá. – Falo tentando escapar.

- Então, está bem... Me manda mensagem ok.

- Deixa comigo. – Falo beijando ela.

Eu vou seguindo até minha moto, e vejo o Gael seguindo para o portão;

- Mano, chega ai. – Digo pegando o capacete. - Como foi a prova?

- Tranquila.

- Rsrs, filho da mãe, quase deixei tudo sem responder, rsrs. – Falo tirando uma risada dele. – Escuta, falou com o Henry ontem? – Pergunto.

Afinal estava no carro com eles, o Gael pisca algumas vezes, fica desconfortável e diz;

- Não quero falar sobre isso tudo bem Iago. – Ele diz com as mãos juntas, tipo estralando os dedos.

- Desculpa tá mano, não queria ser intrometido. – Falo estendendo a mão.

- Relaxa, tudo bem. – Ele diz me “cumprimentando”.

Me despedi dele e fui embora, o mais rápido que consegui, afinal de contas, meu tio não era um dos maiores fãs do Henry, e o Henry não é das melhores pessoas para seguir, “ordens”. Eita garoto de personalidade forte.

Como terminei a prova por volta de oito e meia, cheguei eles ainda estavam tomando café, porem enquanto estacionada a moto, percebo um carro e uma voz diferente ao entrar em casa.

Ao abrir a porta da cozinha, meu tio estava de pé na frente da pia, Henry sentado na mesa, com vários papeis espalhados e um cara, vestido todo formal, de terno e tudo, havia também algumas xicaras de café na mesa, na sala sentada no sofá a Alessandra, com o Henrique, e a televisão ligada, em desenhos eu acho;

- Chegou cedo, Iago esse é o Ronan irmão da Alessandra, é advogado. – Fala meu tio nos apresentando.

- Oi, prazer, Iago. – Falo pegando em sua mão.

O que vão acompanhar agora é a conversa dos dois, pois eu fiquei ali, somente calado “assistindo”;

- (...) É uma procuração registrada em cartório, você pode rasgar ela e acabou. Caso ela fosse registrada perante um Juiz, necessitaria de um processo de anulação, no cartório não precisa. – Explica o Ronan olhando o papel.

- Ele pensou que eu não iria descobrir nunca, por isso não se deu ao trabalho. – Fala o Henry rasgando o papel.

- Este é o testamento original Henry?

- Sim, porem Ronan, o que foi me apresentado pelos advogados dele, foi um documento digitado e com alterações, afinal de contas esse me dizia e deixava claro, que Elias não era meu pai. – Henry fala em um tom de voz mais baixo por causa do Henrique.

- Porque esperou ter dezoito anos para então assinar essa papelada, e estar ciente do conteúdo desse documento? – Questiona o Ronan lendo o papel.

O Henry olha para a gente, e o Ronan para de ler, olhando para ele, frente a frente;

- Não superei a morte da minha mãe, ela e meu irmão eram tudo que eu tinha, e agora eu sou tudo que ele tem, não queria ver esse papel de forma alguma, até os acontecimentos, desde o acidente eu sabia que essa hora iria chegar.

- Sua escolha de esperar que causou isso... Olhe não estou tirando culpa do Elias, mas você pouparia muita dor de cabeça. Mas vamos lá, segunda coisa. Seu irmão.

- Ele é prioridade Ronan.

- Certo! Vou ser claro e objetivo, você não pode ficar com seu irmão.

Eita porra, esse Ronan é o bicho mesmo, o cara não alisa, é um “tapa” atrás do outro, gente eu fiquei até pensando que o Henry iria mandar ele ir a merda!

- Você tem capacidade civil, mas para um juiz lhe conceder a guarda dele, primeiro seria necessário provar moradia e renda fixa, como, estudos sociais e psicológicos, sendo o que prevalece na visão dos presentes na audiência. Seus argumentos não sustentam uma ação de guarda.

- Ronan, não posso deixar meu irmão com ele. Isso é sério.

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