• @richardsongaarcia

INFAME - Capitulo 3

#Iago

Na minha casa, o Raul não saia do assunto, estávamos reunidos, eu ele e o Gael para fazer o trabalho da tia Sonia, Larissa e Milena no sofá conversando, elas já haviam terminado a sua parte do trabalho e ele me enchendo falando do Henry;

- Mano você tem que aceitar.

- Caralho Raul já falei por mim tudo bem, mas eu não jogo com ele cara.

- O cara é muito bom, você viu mano.

- Tem que concordar Iago, ele joga muito. – Fala o Gael, interrompendo o que ele escrevia.

- Você também, mano, Gael tu sempre fica do meu lado?

- Desculpa Iago, mas o Raul está certo.

- Não é pelo que aconteceu, eu não confio nele, não dá para se aproximar de gente como ele... - Falo sentando perto do Raul. – Vou fazer isso por você cara, mas depois não diga que eu não avisei. – Falo estendendo a mão.

Ele me puxa e abraça;

- Valeu mano, a gente vai ganhar a interclasse deste ano, tu vai ver.

- É eu espero.

- Já que estão comemorando trouxe um suco de morango. – Fala meu tio com uma jarra e copos.

- Tem uma vodka aí tio? Para misturar e deixar no grau? – Brinca o Raul.

- Liga para sua mãe trazer Raul, quando ela vir... rsrs. Ta me achando com cara de BarMan? – Responde ele tirando o Raul.

Ele ficou sem graça e caímos na risada, com meu tio tirando uma com a cara dele, rsrs.

Eu moro somente com meu tio Helder, ele é “Porra Louca”, vai nas festas comigo, está sempre perto quando preciso, como agora, estou morando junto com ele. Helder tem vinte e seis anos, e terminou a pouco a faculdade de Odontologia, então ainda está se estruturando como Dentista na cidade;

- E o que vocês acham que vai fazer o playboy querer entrar para o time? – Pergunto pegando um copo.

- Ele está louco para entrar, não viu aquele dia? Fez gol contra só para se amostrar para mim, vou falar com ele depois.

- Só acho que você está meio precipitado, mas se está falando. – Comento.

Amizade leva você a fazer cada coisa, que é melhor não pensar direito e sim, ir ignorando em sua maioria.

No dia seguinte na aula, o Raul esperou o intervalo para falar com o Henry, mano que arrependimento de ter dado aquele aval.

Todo mundo saindo da sala para lanchar e ele diz;

- Henry, segura aí cara. – Fala o Raul.

Eu estava na minha mesa, e o Gael na dele, sim, queria assistir isso de camarote;

- Sabe meu nome? – O cara fala, tirando uma com o Raul.

Eu já acho graça e começo a rir;

- Sabe que sou o capitão do time da escola... falei com os meninos e queríamos que você fizesse parte do ataque com o Iago, precisamos da taça esse ano, sempre ficamos em segundo lugar.

- Fazer parte desse time de futebol? E jogar junto com o Iago, que oportunidade mais foda mano. – Fala ele tirando uma com nossa cara.

- Eu avisei que ele é pau no cu de berço, e de sangue. – Falo rindo com Gael.

- Chega Iago! Mano estou falando sério, pode ter certeza que se não estivéssemos precisando não iriamos falar com você cara.

Ele olha e desvia o olhar para mim;

- Tudo bem, eu participo.... Mas se ele me pedir. – Henry fala apontando o dedo para mim.

- Iago. – Fala o Raul me chamando.

Eu levanto, me aproximo do Henry, bem perto mesmo;

- Vai sonhando. – Falo esbarrando e saindo da sala.

Ta zoando que eu vá ficar implorando para ele jogar comigo, ainda mais ele, vai nessa.

Raul ficou furioso comigo, mas eu não iria ceder, sou muito cabeça dura.

Ele estava ainda mais pirado, pois em uma semana teríamos nosso primeiro jogo oficial, e o time estava bom, mas não o suficiente.

#Henry

É meu pai não foi preso, os laudos juntamente com os jurados culparam o engenheiro responsável pelo acidente, foi o que trouxe um ar de tranquilidade momentânea para nossa casa.

Bem voltando a história, pessoal eu não tenho muito o costume de sair com o Henrique o meu irmão, isso que faz poucas vezes é meu pai, mas algo que prometi a mim e a ele, era visitar o cemitério, ao menos uma vez por mês, desde que perdemos a mamãe.

E não foi diferente, bem cedinho em uma manhã de sábado, saímos, e compramos umas flores, ele gosta de levar sempre um pequeno vaso de flores de plástico, sempre compra o mesmo.

No caminho do estacionamento até o portão meu irmão comenta;

- É muito ruim mudar de escola Henry?

- Sim, mano, pior coisa do mundo...

- Hum. – Responde ele cabisbaixo.

- Porque a pergunta?

- Papai não está pagando meu colégio, ontem eu vi ele falando com a diretora, acho que vou estudar no Santa Catarina também.

O pequeno comenta meio triste, poxa me senti culpado;

- Ei, escuta... – Falo abaixando e falando com ele. – As coisas vão voltar como eram antes, fique tranquilo. E na escola, eu protejo você.

- As coisas não podem voltar como eram Henry, você está errado.

- Como assim Henrique?

- A Mamãe, ela não pode voltar.

- Ei! Qual é o nosso combinado? Nunca visitar ela tristes, não é mesmo?

- Sim.

- Então vamos.

Até com meu irmão eu ando fazendo merda! Entramos no cemitério, e seguimos até sua lapide.

Trocamos as flores, eu peguei as velhas e levei para jogar fora, quando volto o Henrique está sentadinho, olhando a pequena foto dela, e dizendo;

- (...) papai anda estressado, mas disse que tudo vai se acertar, de pouquinho em pouquinho. Meu irmão não está gostando do colégio novo mamãe, ele sempre chega bravo e triste em casa, eu acho que vou estudar lá também... Não queria ficar longe do Pedro, ele leva lanche pra mim todo dia, rsrs. Ah e o meu irmão está fazendo brigadeiro para mim também, é bom porque ele não sabe a receita e coloca o dobro de chocolate, rsrsrs.

Sinceramente, nada para comentar sobre suas palavras! Eu me aproximo e sento perto dele;

- Vamos?

- Você não disse nada para ela. – Henrique me fala repreendendo.

- Sinto sua falta, muito, muito mesmo.

- Eu também.

Pessoal este sábado aconteceria nas Dunas da Joaquina um evento que ocorre todo ano na cidade, é um tipo de luau, com música eletrônica, eu confirmei claro que iria, por poder ver a Heloise, minha ex, é eu ainda tinha uma queda na garota.

De camisa preta e florida de botões, short de praia cor lisa, cabelo bem massa e havia cortado, meu pai havia liberado o carro no dia.

Deixei o carro no estacionamento e fui enviando mensagens para os meninos, procurando eles, já conseguia ouvir a música de longe.

Entrando no evento, vejo o Martin, vindo de bermuda sem camisa, e com um copo nas mãos;

- Fala mano! – Diz ele levantando uma das mãos.

- E ai... Cadê a galera? – Pergunto cumprimentando ele.

- Chega ai.

Segui com ele, que estavam em um camarote, perto do bar, todos bebendo e sentados.

Ao chegar vejo os meninos, e minhas amigas, mas fui direto em Heloise;

- Olá, tudo bem? – Falo beijando seu rosto.

- Oi, Henry, bem e você? – Diz ela.

Ficamos de papo, logo uma das meninas chama ela e saem;

- Mano, sai dessa, na boa, já faz um tempo cara. – Fala o Martin no meu ouvido.

Pois o som estava muito alto.

- É isso mesmo Martin, vem Henry, pega uma cerveja, vamos dar umas voltas e encontrar umas cocotas para beijar. – Fala o Kaique me abraçando e saindo junto.

Seguimos no meio da galera, curtindo o som, todos sem calcados, andando naquela areia, aquele clima maravilhoso.

Seguimos em um ponto da praia, que ficamos olhando as garotas dançando funk, quando Larissa me cumprimenta;

- Oi Henry, tudo bem gatinho? – Fala ela me beijando no rosto.

Cara ela estava gostosa demais, muito mesmo, banquinha e de biquíni azul marinho, um top com um decote muito massa;

- Estou ótimo, melhor agora vendo você.

- Não vai apresentar a princesa Henry? – Pergunta o Kaique.

- Kaique essa é a Larissa, estuda comigo no Santa Catarina.

- Olha que lá não é dos piores lugares eu vejo. – Comenta ele.

Mas o “tempo fecha” na praia, Raul chega segurando na cintura dela;

- Poxa amor, com quase quatro quilômetros de praia tu vem me encontrar esse pau no cu! – Comenta ele beijando e abraçando ela.

E claro, que chega o Gael e o Iago que estava acompanhado da Milena. Eu já previ a merda acontecer;

- Vai ficar calado Henry? Viu do que o “trombadinha” te chamou? – Raul chama minha atenção.

Confesso ter dado uma pane na mente nessa hora, sem saber o que fazer, ou falar;

- Porque o chapéu irmão? – Pergunto para Raul.

- Para os playboys idiotas ficar perguntando.

- Ah entendi, pensei que era para identificar a favela de onde você vem.

Ele estava preparado, e veio para cima, com tudo, mas como a turma estava grande, acho que rolou uns murros, mas separamos mega rápido, afinal nem tínhamos começado a festa, e seriamos colocados para fora pela segurança.

Pessoal então voltei para o camarote peguei uma bebida e sai, a Heloisa também não estava. Acabei dançando com o Martin, perto de umas gurias, até conseguirmos os contatos delas e uns amassos rápidos, foi muito legal, eram turistas, muito lindas as garotas.

Com o pôr do sol, acenderam umas tochas e luzes para a galera, eu e o Martin estávamos tão loucos que entramos no mar com roupa e tudo;

- Cara que agua gelada! – Falo saindo segurando a garrafa no alto.

- Eu não estou sentindo nada mano, estou muito louco. – Fala ele de “quatro”, na areia.

- Vem, vou no carro tirar essa roupa e a gente procura os meninos para entrar com a gente. – Falo puxando ele.

Nós corremos, os dois loucos para o carro. No estacionamento escuro e não havia ninguém, afinal a festa estava boa demais, para alguém querer ir embora.

Eu tirei minha roupa, coloquei um short de praia mesmo, que sempre tenho de reserva, e o Martin colocou um short meu, normal.

Peguei uma garrafa de agua na porta e molhei o rosto;

- Que ta fazendo? – Pergunta ele.

- Tirando esse gosto de agua salgada, meu olho está ardendo. – Falo me molhando.

- Também quero. – Fala ele se aproximando.

Eu viro a garrafa em seu rosto, a agua desce e ele me olha, passa a mão.

Saímos do estacionamento retornando para a festa, já com outros assuntos e conversas totalmente diferentes;

- Tem que parar de ir atrás dela mano, Heloisa está em outra, e você também tem que estar Henry.

- Martin eu gosto demais dela mano, não tem ideia.

- Quando vai perceber em cara? Ela te largou depois que descobriu estar pobre, e com tudo aquilo.

- Mano, eu não acredito nisso, serio mesmo.

Não, eu nego até a morte esses comentários, confesso não saber o porquê do termino, mas algo me diz que tem algo ai.

Bem pegamos mais bebidas, e dançamos um pouco mais, no meio da galera bem animada, até encontrei novamente o Raul e os meninos.

Mas o que não esperava era ver a Heloise, ficando com um cara.

Eu parei e fiquei olhando, para ter certeza, do que estava vendo;

- Martin segura. – Falo entregando a garrafa.

E partindo com tudo para cima deles;

- NÃO HENRY, espera, não vai lá mano. – Fala ele me segurando.

Pessoal eu cheguei tão puto, que puxei ela jogando ela metros atrás, Kaique brotou do chão para me segurar, e soquei sua cara com tanta força, que senti sua dor.

Ele caiu, e o Martin me segura, Kaique levanta o cara que estava sangrando e eu vou para cima dele novamente, agora chutando seu peito, o fazendo cair. Tive que dar uma cotovelada em Martin para me soltar;

- Filho da puta, levanta, caralho. – Gritava enquanto estava grudado com ele.

Eu levei uns murros, e até um tapa, mas não sentia isso, era dominado tudo pela raiva.

Mas galera, em um momento me ergueram tão rápido e com tanta força que assustei, eram os seguranças;

- Olha o que você fez idiota. – Grita Heloisa protegendo o cara.

Ele ainda veio para cima de mim, mas estavam segurando ele também. Os meninos ficaram muito bravos comigo, mas eu nem relevei.

Adivinhem o meu fim de noite? Claro que fui expulso da festa, nem tive tempo de falar com os meus amigos.

Eu fui para casa, cheguei por volta de nove e meia da noite, a Geralda estava com as luzes da cozinha acesa, como eu entrei pela garagem ela já olha assustada;

- Que isso menino, Henry se envolveu em outra briga? – Fala ela limpando as mãos no avental.

- Não, não Geralda, to bem.

- Vem aqui, deixa eu ver. – Diz ela levantando meu rosto. – Ai meu filho, senta aqui, vou pegar um gelo.

Ela fala puxando a cadeira;

- Cadê o Elias e o Henrique?

- Saíram, o seu irmão tinha uma festa de um colega da escola, seu pai o levou. Aqui segura sem fazer força.

Geralda é nossa “Mãe”, ela que faz tudo para o Henrique e para mim desde pequenos, tem família na cidade, mas fica a maior parte do tempo aqui em casa.

0 visualização
Assine para ser o primeiro a receber os capítulos 

Siga a gente:

©2015 por Armário Erótico Todos Direitos Reservados. Criado orgulhosamente com Richardson Garcia