• Richardson Garcia

INFAME - Capitulo 25

#Henry

Meu pai não deixou eu ir para o jogo no ônibus do colégio, diz ele que teria bagunça demais.

Pessoal cheguei pouco mais cedo no sábado, eu desci do carro já falando com eles;

- Henrique vai com o pai e arruma um lugar para vocês, vou para o vestiário com os meninos. – Falo bagunçando seu cabelo.

- Taaa, para Henry. – Diz ele se afastando.

- Cuidado. – Fala meu pai.

- Relaxa.

Eu entrei e passei por trás do estádio e os meninos estavam descendo do ônibus;

- Fala pessoal. – Digo aos meninos descendo do ônibus.

- Como está? – Questiona o Iago.

- Estou melhor, a dor na cintura melhorou bastante. Vamos entrar.

Seguimos entrando, e todos estavam desanimados, mas tentando mostrar outra coisa, afinal eu que estava debilitado não é mesmo!

Nessa manhã o Gael não havia me cumprimentado, eu então procurei ele entre os meninos, e fui até o banco em que ele estava se trocando;

- Ei! Tudo bem? – Falo sentando do seu lado.

- Sim, e você?

- Beleza. – Falo empurrando sua chuteira. – Não falou comigo antes.

- Desculpa, estou meio confuso, e preocupado com o jogo.

- A polícia irá notificar a família do Kaique, logo o chamaram para um depoimento.

- E seu pai?

- Na verdade eu não sei! Ele não tomou atitude em relação aos Alcântara, é como se estivesse sendo subordinado por eles.

- Relaxa, tudo vai se resolver.

Eu me levantei e todo mundo se calou quando ouvimos a multidão do estádio da cidade gritando.

Fui até o treinador e conversei rápido, ele estava com umas ideias e trocamos rápidas ideias.

- Vamos, preparem galera vamos entrar. – Fala ele seguindo.

Eu sentei no banco de reservas, e realmente o estádio estava bem cheio, afinal era a final dos jogos estudantis do ano, e o Colégio Santa Catarina estava em peso na arquibancada;

- Ei cabeção! Ei cabeção de azul? – Gritava meu irmão da arquibancada logo atrás de mim.

Eu olhando e fazendo careta para ele, que sorria gostosamente.

Os times estraram em quadra, em fileira, o time estava pouco pressionado por causa da arquibancada.

Escutamos o hino nacional, e se posicionaram, então o juiz apitou;

- Vamos, Vamos Gael, Vaaaai. – Grita o treinador.

Eu estava suando, várias e várias vezes, me levantei do banco gritando. Até o primeiro Gol do Santa Catarina, o Iago marcou e saiu gritando como um louco, abraçando os meninos.

Caramba, fiquei tão feliz, mas só gritando mesmo, e vibrando com o Henrique que estava vermelho de tanto gritar.

No passe seguinte foi o Kaique pegar a bola, o Gael na defesa o derruba, mas foi um belo tombo, aparentemente não foi por querer e sim por descuido. Ele caiu e rolou por vários metros, o Juiz marcou Pênalti, mas não era o suficiente.

De longe, onde eu estava o que eu vi foi, Kaique partir para cima de Gael, e o Martin e o Iago, separar e segurar ele.

Não preciso narrar a seguinte jogada, pois Kaique empatou o jogo.

E finalmente o fim do primeiro tempo,

Me levantei para voltar ao vestiário, seguindo o treinador na frente, os meninos todos soados e seguindo logo atrás;

- Da próxima vez olha por onde defende! Parece até que não sabe jogar. – Fala o Kaique.

Aparentemente para o Gael que passava do seu lado;

- Você é que muito mole, eu só encostei em você. – Responde ele todo soado.

- Qual é, ta me tirando? – Kaique fala procurando confusão.

- Mano relaxa, vai caçar confusão aqui. – Martin o segura.

Galera o Kaique se virou contra ele, e a confusão começou;

- Qual é, ta defendendo ele em Martin? Ta comendo? – Fala ele tirando a mão do amigo de seu ombro.

- Qual é você Kaique, esta puto só de olhar pra você, relaxa ai donzela.

Porra, eles se empurraram até o treinador deles entrar no meio, puxando e brigando com os dois.

#Iago

Eu tomei uma ducha rápida, juntos com os meninos, o treinador conversando com todo mundo, e apressando a gente, para o próximo tempo.

Logo me sequei e vesti outro short e a chuteira, enquanto eu amarrava os cardaços começou uma gritaria no corredor, como se fosse discussão, todos olhamos uns para os outros e eu sai, com o Gael e Raul.

Prestem atenção nesta cena que eu tive o privilégio de ver.

O Rafael Alcântara estava segurando no braço do Kaique no corredor dos vestiários, de frente para o Henry, o cara estava roxo de tanta raiva, era aparente;

- (...) Kaique Alcântara, já te falei o que vai acontecer, agora pede. – Gritava ele com o garoto.

- Não. – Kaique dizia olhando nos olhos do Henry.

- Não criei filho meu para virar bandido, é sua última chance, pede desculpas pelo que fez?

Ele dizia segurando o braço do filho, o treinador e todo mundo olhando assustado;

- “Seu” Rafael vai machucar o garoto. – Dizia o treinador do Kaique.

- É para machucar mesmo.... Vai falar ou não Kaique? – Pergunta novamente.

Kaique somente gesticula que não com a cabeça;

- Relaxa Rafael, pessoas como seu filho são tão pobres que a única coisa que possui é dinheiro. – Fala o Henry.

Rafael sai com o garoto quase que carregado, mano os dois times viram a cena, todo mundo que estava ali, ficamos perplexos e confesso que felizes.

O time retorna para o vestiário, pois ainda tínhamos um jogo para ganhar, o tal Martin se aproxima de Henry e diz;

- Mano eu não tive nada a ver com isso, só quero que saiba. – Martin fala tocando o Henry.

- Sei que estava junto com o Kaique, também vai pagar pelo que fez Martin, o que é seu está guardado. – Fala Henry se virando de costas para o cara.

- Henry eu não fiz nada mano, nem sabia que ele iria fazer isso.

- Ele está falando a verdade Henry. – Diz baixo o Gael.

Puta que me pariu! Henry olhou para ele de um jeito, cara! Nunca vi ele assim;

- O que disse Gael? – Pergunta ele sem entender, de sobrancelhas erguidas.

- Martin ta falando a verdade, ele não fez nada Henry.

- Porque está defendendo ele Gael? – Pergunta o Henry.

- Estávamos trocando mensagens enquanto eu esperava você ir pegar o carro naquela noite. – Gael diz gesticulando com o celular.

- É o Martin o cara que está ficando? – Ele fala apontando o dedo.

Gael gesticula que sim com a cabeça.

- Mano do céu isso aqui está parecendo o “Domingão do Faustão”. – Fala o Raul cruzando os braços.

- Esse cara é um traidor filho da puta Gael, você não conhece o tipo dele, mano não to acreditando. Ta ouvindo isso Iago? – Ele pergunta me olhando.

- Ué o que tem a ver, o cara falou que não sabia mano. – Digo tentando tirar o meu da reta.

- Ele está mentindo. É um mentiroso. – Henry fala com a mão na testa.

- Confia nele Gael? – Pergunta o Raul.

Ele só responde que sim com a cabeça;

- Vamos logo, querem ganhar ou não? – Grita o treinador de fora do vestiário conosco.

Raul levanta os ombros para o Henry e entra, e eu seguindo o Henry fala;

- Iago!

- Mano ele confia no cara.

- E vai acreditar?

- Henry se nós que somos amigos dele, não acreditar, quem vai mano? – Respondo entrando.

Para o Henry o Gael estava “confraternizando” com o inimigo. O cara ficou pilhado nisso.

Entramos no vestiário só para pegar o uniforme, pois perdemos tempo para caralho.

Ao retornar para a quadra o juiz apitou substituição, o Kaique não continuaria jogando, então melhor para a gente.

Gael marcou o seu gol, e logo eu o meu segundo, o Samuel marcou para o Colégio Objetivo, mas já era tarde demais, o apito soou o fim do jogo.

O Colégio Estadual Santa Catarina é Campeão das Interclasses de 2018.

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