• @rgpatrickoficial

INFAME - Capitulo 24

Bem antes da aula começar eu sentei com o Time e contei o que sabia e como aconteceu, até a tia Sonia entrar na sala;

- Bom dia meninos.... Sentem em seus lugares por favor.

- Tia tem alguma notícia do Henry? – Pergunta a Larissa.

- Sim. – Ela fala tirando óculos. – A diretora ligou para o pai do Henry, e estão nesse momento fazendo outra bateria de exames, ele ainda não acordou, e durante a madrugada foi levado para a UTI, houve pancadas na cabeça, foi o que ele conseguiu dizer, pediu para que rezássemos para o Henry.

Ela falou triste, pausadamente e com a mão posta a mesa olhando baixo.

- Escutem, quero que orem por Henry, e que se alguém conseguir notícias enviem no grupo da sala. Gael, Iago e Raul se puderem vão no hospital dar uma força a família, posso contar com vocês? – Fala ela olhando para a gente.

- Sim professora. Nós vamos.

#Henry

- Bip. Bip. Bip...

Eu escutava junto com meus batimentos, abri os olhos, que estavam secos, uma dor de cabeça forte, muito forte veio, aquelas que ficam mais “atrás da cabeça, próximo a nuca”.

Na televisão ao lado direito estava passando “Naruto”, nas minhas pernas um peso, como se houvesse alguém deitado no lado esquerdo.

Cara foi o som mais lindo que ouvi na vida, era o sorriso do meu irmão, eu tentei chamar ele, mas estava com a voz tão ruim, ele deu uma olhada para cima e arregalou os olhos. Henrique estava deitado na cama comigo.

Eu comecei a chorar, muito, mas muito mesmo, não conseguia falar direito, era como se estivesse sem voz, cansado.

Ele em abraçou tão feliz;

- Henry! – Fala ele abafado debaixo do meu braço.

Eu segurava meu irmão com a força que eu tinha, sentindo aquele cheirinho que só ele tem;

- Eu fiquei com medo, muito, muito, medo, Henry.

- Perdão, perdão Henrique, nunca mais vou ficar longe, nunca mais. – Falo ainda apertando ele.

A Geralda vem correndo e entra no quarto até branca de susto;

- ELE ACORDOU Elias! – Grita ela entrando no quarto.

Fiquei com tanto, mas tanto medo de morrer, meu irmão, eu não poderia deixar ele de jeito nenhum.

Quando meu pai e a Geralda entraram ainda fiquei um bom tempo abraçado com o meu irmão, ele não queria sair de cima.

Logo dei um beijo e abraço bem gostoso em Geralda e em meu pai.

Então tentei me sentar, fiz forças com o braço, mas senti uma dor insuportável abaixo do peito direito;

- Não, não, não Henry, fica quieto, não pode se levantar. – Fala meu pai me segurando.

- Que aconteceu? – Pergunto abaixando o lençol.

Galera havia um hematoma roxo do tamanho da minha mão onde senti a dor.

O médico entra e fala, tudo que havia acontecido no hospital, por todos os procedimentos que eu havia falado. Enquanto ele falava, eu vi ao lado de fora do vidro o Gael e o Iago;

- O Gael... pai fala para eles entrarem. – Falo apontando o dedo.

- Não podemos Henry, só familiares e.... – Fala o médico com a mão em minha perna.

- Eles estão a menos de dez metros, porque a frescura, pai, Geral podem sair, pedem eles para vir aqui, é sério. – Falo impondo mais a voz.

O Médico então gesticula que sim com a cabeça, e pede para não me estressar, os meninos então entram.

Tímidos e assustados, o Iago vem e pega em minha mão, cobrindo com a outra;

- Assustou a gente mano, muito mesmo, nunca mais faz isso. – Fala ele.

- É nunca mais, eu estou desde ontem sem dormir, nunca mais cabeção. – Fala o Henrique.

- Fica na sua. – Falo empurrando ele, que estava sendo irônico.

Gael se aproximou, pegou em minha mão, seus olhos cheios de lagrimas, eu então puxei e ele me abraçou;

- Foi mal. – Falo no seu ouvido.

- Você não tem culpa. – Ele diz limpando a lagrima.

- Iago, o Kaique me pegou, foi ele. – Falo olhando para ele.

- Tem certeza? – Questiona ele. – Henry eu mato aquele playboy mano, tem certeza disso?

- Sim. – Confirmo.

- Ei, vocês dois deixem que a polícia resolve isso. – Fala o Gael.

Até porque o policial estava na porta do quarto olhando, e aguardando para entrar;

- Ele tem razão, foi falar com ele, e depois a gente conversa, beleza Iago?

- Beleza. – Fala ele.

Logo um policial bate na porta, e eu contei tudo.

Kaique chegou me acertando com um murro e eu já cai, depois disso foram vários golpes, de todos os lados, eu falei tudo, tudo que me recordava.

- Se lembra de detalhes da roupa que o garoto estava? – Questiona o policial.

- Calça preta, e blusão de frio cinza, de boné branco.

- Ta certo! Bate exatamente com o que consegui das imagens de segurança do shopping.

- As câmeras pegaram o lugar que estava o carro?

- Não, mas sim na saída onde ele passou com mais três, da mesma estatura.

- O que fará agora?

- Iremos ouvir ele, e seu pai vai comigo agora para entrar com a papelada do BO, e o advogado de vocês também irá conosco. Fique tranquilo, ele irá pagar.

- Espero, espero mesmo.

#Gael

Por causa dos dias no hospital o Henry estava com uma aparência “diferente”, uma barba por fazer, que lhe deu um charme, não concordo que tenha somado com sua beleza, e sim um ponto negativo, mas divide opiniões.

O Henry teve alta na tarde de sexta-feira, mas estava bem debilitado ainda, com hematomas em várias partes do corpo, como já falamos a vocês.

Era obvio que não iria jogar, e que iriamos perder o jogo de amanhã.

Mas o Henry pediu a todo o time que fosse a sua casa essa noite, por volta de nove horas, foi quando estávamos todos reunidos.

O time todo na sala de sua casa, uns sentados no sofá, outros nos degraus da escada, alguns no chão perto do Henry, que estava sentado em uma cadeira da copa com o braço enfaixado, sem camisa com um curativo grande na cintura;

- Sabemos que o jogo é amanhã, e está obvio que não vou poder ajudar vocês, eu juro que queria, eu juro que seria o maior prazer ver a cara daqueles caras quando nosso time ganhar. Mas não posso.

- Nós vamos ganhar por você Mano, vamos jogar como se fosse o último jogo de nossas vidas. – Diz o Raul segurando no ombro do Henry.

- Eu sei mano e não duvido disso. Chamei todo mundo aqui, para dizer que eu vou estar lá, e que esses caras vão pagar pelo que me fizeram, mas no campo é o seguinte (...).

Henry contou mais, ponto fraco de cada jogador que ele conhecia do Objetivo, e como deveríamos jogar, nós na verdade jogamos uma partida, isso com conversas e papos de como poderíamos ser “assertivos” nesse curto período que tínhamos.

Depois desta conversa, a maioria dos meninos foram embora, eu peguei minha mochila, e estava despedindo dos meninos, Iago e Raul;

- Fica Gael, vamos jantar com a gente. – Pede o Henry segurando minha mão.

- Não, tenho um compromisso, estou atrasado na verdade. – Falo tentando me afastar.

- Vai deixar seus amigos para sair com o namorado Gael? – Ele fala.

- Deixa de drama Henry, fiquei com vocês o dia todo.

- Com o Henry né, porque eu e o Iago acabamos de chegar. = Fala o Raul brincando.

- Ai meu Deus, parem de drama, vou nessa, até. – Falo saindo.

Eu não sei se ficou evidente nestes últimos dias, mas o Henry, estava aparentemente com muita curiosidade para saber com quem eu estava. Bem eu não falei por causa da situação que estávamos, e na verdade estava esperando que ficasse mais “amena”, porem só piorava as coisas.

Fui de UBER até a academia, logo que cheguei tinham poucas pessoas, eu fui até a recepção e falei com minha colega;

- Bruna o Martin está por aí? – Pergunto olhando os aparelhos.

- Sim, ele estava na esteira agora Gael, entra aí. – Fala ela liberando a entrada.

Eu passo pela catraca e no corredor grande entre os aparelhos, vou andando e procurando ele, até ver um conhecido, eu chego perto e só falo;

- Oi e ai, joia? Viu o Martin?

O garoto retira os fones quando eu falo seu nome e responde;

- No vestiário.

- Obrigado.

Entro ouvindo o barulho de chuveiro pingando;

- Martin? – Chamo pouco baixo.

- Oi! Nossa já chegou? – Fala ele.

Martin estava de toalha de frente ao espelho penteando seu cabelo, veio e me deu um selinho;

- Vai demorar? – Pergunto com a mão no seu abdômen.

- Não, só me vestir, gostou? – Ele fala pegando minha mão e colocando-a em sua barriga.

- Vai logo, rsrs.

Acho que não comentei do Martin antes, mas ele é um moreno, de alargador nas duas orelhas, sem tatuagens, corpo “limpo”, com um sorriso muito lindo, caramba, é uma boca, muito linda.

Por causa de sua família, só ficamos, decidimos e concordamos em não ser nada além disso, até porque os dois “lados” tem a perder;

- Vamos... E o Henry como está? – Pergunta ele enquanto saiamos.

- Já em casa, está melhor.

- Ele joga amanhã? – Pergunta o Martin.

Percebi em sua atitude que ele estava jogando verde;

- Martin ele quase entrou em coma, ficou desacordado por horas, deslocou o braço e quebrou uma costela, acha que ele iria jogar como? – Pergunto entrando no carro.

- Ei, me desculpa, eu só perguntei. Você ainda acha que eu estou envolvido, não é? – Pergunta ele fechando a porta.

- Você está com o Kaique o dia todo, e eles se odeiam, eu não sei, me diz você.

- Eu não tive nada a ver com isso, está claro.

- Beleza.

Martin não sabia que eu sabia que foi o Kaique, mas infelizmente eu já confiava nele.

No caminho até o PUB que iriamos, ele passa em sua casa, no caminho todo com a mão em minha coxa, conversando sobre seu dia.

- Vai demorar aqui? – Pergunto ao parar de frente sua casa.

- Não, vamos lá.

Entramos, ele deixou as coisas em seu quarto e trocou de roupas, na verdade ele tirou a roupa e veio tentando algo.

Nos deitamos se beijando, e o Martin avançando, e avançando, com mãos dentro da minha calça e beijando meu pescoço;

- Ei... Para... Martin não to afim. – Falo segurando ele.

- Porque não?

- Estou pedindo, não estou afim.

- Gael tem mais de semana que a gente não fica, o que está acontecendo?

- Nada, só não estou afim... Foi mal. – Falo levantando.

- Não de boa, mas você está estranho. – Ele fala deitado me olhando.

- Eu sei que o Kaique bateu no Henry, com a ajuda de mais três caras. – Falo de braços cruzados olhando para ele.

Martin arregala os olhos, ele aparentemente não sabia;

- Tem certeza do que está falando?

- Henry viu ele.

- E acha que eu estava junto?

- Você estava?

- Gael eu nem sabia que foi ele que havia feito isso, eu te juro, não tive nada a ver com isso. Tenho provas, nós estávamos conversando durante toda a noite, enquanto estava com ele no Shopping, sabe disso.

- O Kaique conseguiu, a taça será de vocês, dê os parabéns para ele e para seu time. – Falo pegando minhas coisas para ir embora.

- Gael espera... Espera. – Fala o Martin correndo atrás de mim de cueca pelo corredor.

- Me solta Martin, me deixa. – Falo tentando me soltar.

Ele pega em meu braço e me segura firme contra a porta;

- Olha para mim... Gael olha para mim, no fundo dos meus olhos como você gosta. Eu não tive nada a ver com isso, sabe que eu não tenho coragem de fazer isso. Henry não gosta de mim, mas eu gosto dele, e você sabe disso. – Martin dizia isso me segurando com força contra a grande porta de madeira.

- Quer que eu acredite em você? Depois de tudo que fizeram?

- Sim, eu quero que acredite em mim, só em mim Gael.

- E porque eu iria?

- Porque eu estou gostando de você, eu estou gostando de verdade de você Gael.

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