• Richardson Garcia

INFAME - Capitulo 2

#Henry

O meu amigo Martin me deixou em casa, depois de sairmos do shopping, ele até entra, para pegar sua caixa JBL;

- Vou subir e pegar lá em cima, calma aí beleza. - Falo subindo as escadas.

- Tranquilo.

Peguei ela e o seu carregador e desço as escadas;

- Peguei uma cerveja, sabia onde estava. - Diz ele levantando a garrafa tipo brinde.

- De boa. Aqui valeu em mano.

- Fechado, que bom que ficaram com a casa né mano? – Comenta Martin.

- Sim, ela era da minha mãe, então, tivemos sorte pelo menos nisso mano.

- E o pequeno Henrique? – Ele pergunta se sentando.

- Meu irmão, não sentiu muito, ainda está no colégio dele e sente falta dela, assim como eu.

- Mas quando assumir a empresa você volta para o Objetivo Henry.

- Mano, não quero falar sobre a empresa, meu pai está afundado em dividas, não vai rolar.

- Sabe que pode contar comigo, sempre que precisar né mano. – Martin fala pegando minha mão, tipo sob ela.

- Sim cara, eu agradeço.

Estávamos conversando enquanto eu a ligava para testar e mostrar para ele;

- Pega ai. – Fala Martin com a garrafa.

Eu bebo um gole e a devolvo para ele.

Martin é o moreno claro, de cabelo alisado, sorriso muito foda, todo fortinho e tals.

Estávamos os dois, sentados e com os pés na mesa de centro, quando consigo tocar uma música na caixa;

- É esse iPhone que não queria sincronizar, está tudo cer... – Antes de eu terminar de falar.

A porta se abre o meu irmão entra com a Geralda;

- Olha quem chegou? Eu! – Fala ele correndo e pulando no sofá.

Meu irmão subiu para tomar um banho, e trocamos algumas ideias rápidas antes de ele ir;

- Mas ela não comenta nada cara? – Pergunto sobre Heloise.

- Não, cara, depois que terminaram, ela não fala muito de você. Ainda gosta dela?

- Demais mano, não tem ideia.

- Parte para outra Henry, esquece.

- Porque ta falando assim? Ela partiu para outra?

- Não mano, mas só estou te dando um conselho sabe.

- Valeu.

- Olha vou nessa, está tarde, beleza.

- Relaxa, vai lá.

Pouco mais tarde, estava na cozinha com o Henrique meu irmão, eu estava na mesa falando no whatsapp com o Kaique e ele fazendo seu dever de casa;

- Faaaaaaz Henry! Por favoooooooor. – Henrique me enchendo.

- Mano você vai passar mal com tanto chocolate, não vou fazer não.

- Por favor Henry. A mamãe fazia para mim.

- Ai está bom Henrique, mas calado, meu Deus.

- Ebaaaa!

Ele estava me enchendo para fazer brigadeiro de panela para ele tinha umas 4 horas, rsrs, como o Kaique estava demorando para responder, peguei as coisas e comecei a fazer o tal doce;

“- Mano estou ficando louco, você faz muita falta no time. – Responde ele.

- Eu sinto falta de jogar mano, acredita que nem vestiário o Santa Catarina tem rsrs.

- Ta falando sério?

- Sim, mano.

- Que merda cara.

- Kaique percebeu alguma coisa diferente no Heloise?

- Como assim?

- Sei lá, percebeu algo?

- Depois que ela terminou com você, não ficou e trocou ideia com ninguem, porque a pergunta?

- Não, nada demais. ”

Despedi dele, pois tinha acabado o brigadeiro de Henrique;

- Deixa esfriar aqui, vou jogar no meu quarto, beleza. – Falo saindo da cozinha.

Mas dei de cara com meu pai;

- E ai, como foi o primeiro dia de aula? – Pergunta ele entrando na cozinha.

- O que acha? Naquele tipo de escola alguma coisa boa pode acontecer?

- Henry sabe que precisamos cortar gastos e o Colégio Objetivo é muito caro, e seu...

- Cortou gastos no prédio que caiu também? – Falo alto subindo as escadas, foi para ele ouvir mesmo.

- Henry Castro, desça aqui agora! Henry...

- Deixa ele pai. – Ouço meu irmão comentar.

Bem passei a noite jogando, até por volta de uma duas da madrugada, eu e os meninos curtimos muito o “Free Fire”.

Na aula do dia seguinte, tive uma alegria, aquele bando de trogloditas, não estavam na sala nem Raul, nem Iago.

Em uma das aulas sentamos em duplas, eu com uma tal de Larissa, uma morena muito linda, que estava de olho em mim desde o dia anterior, ela estava dando mole.

Na troca de ideias com ela, durante o pequeno trabalho que fazíamos;

- Onde está o restante da turma, os meninos o Gael? – Pergunto mostrando as mesas vazias.

- O time tem um jogo hoje, os meninos levam muito a sério a Interclasses de escolas aqui de Floripa.

- Ah, legal, em dia de jogos eles podem faltar aula? – Pergunto.

- Sim gato, é como uma atividade extracurricular para eles, para o time.

- Hum, isso é interessante.

- Ei tem instagram? Deixa eu te seguir. – Fala ela pegando meu celular.

O desbloqueio com a digital, e Larissa abre o instagram, seguindo seu perfil, depois volta ao meu FEED e vê minhas fotos;

- Ah meu Deus, você conheceu o Justin Bieber? – Fala ela quase gritando.

- Não. Fui em um show dele em São Paulo, a foto foi rápida demais, o tempo de clicar enquanto ele passava próximo, nem consegui dizer nada.

Essa foi minha explicação, e realmente o que aconteceu, mas Larissa disse na sala que eu conhecia ele, mostrou a foto para todo mundo.

Nesse dia quando já havia anoitecido, eu estava passando pela Lagoa da Conceição aqui em Florianópolis, indo até a casa da minha ex, a Heloise, mas ela liga desmarcando, dizendo estar saindo com a mãe.

Eu estacionei e parei o carro bem de frente para a lagoa, fiquei quieto um pouco, e recebo umas onze notificações no instagram era a Larissa, havia curtindo uma porrada de fotos minhas, então mandei um direct para ela.

Sabia que ela estava afim de algo, ela mandou a localização para ir até sua casa, ir trocarmos umas ideias, aproveitando eu estar de carro e na “rua”.

Tirei a camisa e o short, peguei uma garrafa de agua que havia deixado no carro e molhei pouco meu cabelo, e deixei minha cueca úmida.

Quando cheguei na localização ela estava ao lado de fora, sentada a beira do portão.

- Desce ai. – Fala ela.

- Acho melhor ficarmos aqui. – Falo olhando para baixo.

Ela se aproxima e olha;

- Estava na praia?

- Na Lagoa da Conceição com uns amigos, te falei, entra ai.

Trocamos umas ideias rápidas, e eu olhando para ver se tinha movimento na rua, e nada, um pouco escura, para deixar as coisas melhores ainda, então comecei a beijar a Larissa.

Dei umas pegadas muito boas nela e coloquei sua mão sob minha cueca, a garota solta um;

- Vamos para o banco de trás, aqui está desconfortável.

“Haha’ olha o trem querendo”. Cara ela se sentou no meu colo e rebolava gostoso demais, eu percebia ela estar toda molhada, segurava com força sua bunda e massageava.

Quando tirei meu cassete e tentei penetrar nela, questionou da camisinha, então procurei como um louco, e adivinhem? Sim o idiota não trouxe.

- Não?

- Não gata, não trouxe.

- Não tem problema.

Larissa fala me masturbando e descendo para me chupar, caramba, eu só apoiei e as costas no banco e deixei ela fazer o que sabia. Cara eu gozei com ela me chupando, tem ideia disso, rsrs.

Bem na aula do dia seguinte ela ficava me olhando a todo momento, e eu tentando disfarçar, mas ficava excitado só de pensar na noite anterior.

A professora Sonia entra na sala empurrando algo com uma TV e um DVD, era uma estrutura que possibilitava a levar de sala em sala;

- Iago me ajuda aqui. – Fala ela deixando os fios e cabos no chão.

- Vamos assistir o que professora? – Questiona uma das garotas.

- O menino do pijama listrado. É um trabalho na verdade... aí Iago liga ela, que eu deixei o DVD na minha bolsa. – Diz ela saindo da sala.

Estava conversando com o Gael, o único da turma com inteligência na sala, quando o Iago liga a TV, até então eu estava nem prestando atenção até perceber no canal ligado;

“- Estamos aqui em frente ao tribunal de Florianópolis, onde em instantes irá começar a primeira parte do julgamento da construtora Montalvan. Depois de todos os processos levar a empresa para o buraco, essa etapa perante o juiz será sobre os laudos, que serão apresentados pelos peritos. Se condenado o Presidente Elias Castro Montalvan pode ter seu pedido de prisão emitido pelo juiz e será julgado, como culpado pela morte dos dois funcionários no acidente do Hotel Boulevard (...)”.

A imagem estava muito ruim, e todos só prestaram a atenção quando o meu nome foi sitado, aí foi um silencio total e todo mundo da sala me olhando.

- Sabemos que tudo isso é novo para você Henry, mas escute filho, se precisar de algo, que nós possamos fazer, não tenha vergonha, pode pedir, estamos aqui para ajudar, tudo bem? – Fala a Professora Sonia abaixando o volume da TV.

Eu não respondo verbalmente, e sim, gesticulo positivamente com o rosto.

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