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INFAME - Capitulo 19

#Henry

Eu acordo, sentindo um cheiro muito bom de bacon frito, mas era maravilhoso, abro os olhos e vejo que meu irmão não está no sofá.

Me espreguiço e percebo que o Gael ainda estava dormindo, então escuto conversas do Henrique.

Me levanto olhando o sol que estava naquelas imensas janelas, e vou seguindo até a cozinha, lá estava uma senhora conversando com meu irmão, que estava comendo no balcão;

- Oi, bom dia Henry... Ele é meu irmão Cida. – Fala ele apontando com algo para mim.

- Oi, Bom dia... Bom dia, prazer Henry. – Falo tentando arrumar o cabelo.

- Bom dia Henry, me chamo Cida, sou governanta da casa. Olhe no banheiro social no andar de cima tem algumas escovas, pode usar, estou fazendo o café de vocês. – Diz ela atrás do fogão.

- Obrigado. – Falo saindo.

Subi as escadas me direcionando até o tal banheiro, escovei os dentes, lavei meu rosto, e tentei arrumar meu cabelo, ao sair, dei de cara com o Gael, quase morri de susto;

- Ai Henry, que susto. – Fala ele todo sonolento.

- Que cabelo é esse menino, rsrs.

Ele sai apontando o dedo médio para mim. Desci e me sentei, junto ao meu irmão;

- Olha Henry, ela fez bacon com ovos, igual a Geralda. – Fala ele.

- Vou contar para ela, que está pedindo seu café preferido para os outros. – Falo brincando com ele.

- É que ele pediu muito. – Ela fala.

- Minha amiga, se for fazer tudo que ele pede, não sai da cozinha, é magro de ruim esse aqui.

- Bom dia. Bom Dia. Bom Dia! – Fala Gael chegando e se sentando do meu lado.

Pessoal tomamos café, e depois quando estávamos arrumando a sala, eu vejo como o mar estava massa para surfar;

- Mano vamos lá, só para tirar umas fotos? Pode ser? – Falo pegando o celular.

- Sim, calma aí, vou pegar o meu.

Coisa de metros, da casa dele, descemos até a areia e fizemos alguns stories e fotos. Coloquei o pé na agua para ver como estava, pois, aquele sol, aquele mar estava muito convidativo, mas não entrei.

#Iago

Tomando café da manhã junto ao meu tio e a Alessandra, e contando da entrevista que marquei para a segunda-feira;

- (...) Já ouvi falar dessa empresa, quem arrumou mesmo? – Pergunta ele.

- Henry, o cara que te falei! – Respondo tomando café.

- É uma excelente empresa, minha prima trabalha com eles faz dez anos já. – Comenta a Alessandra.

- Sim, ai quando sair aviso como foi tio!

- Beleza, vai dar certo meu filho.... Olha, aqui estão as coisas, compramos para mais de um mês. – Fala ele levantando e abrindo o armário.

- Tio será só um mês, vou ficar bem, relaxa.

- É que nunca fiquei longe tanto tempo desde a sua mãe.

- Eu vou ficar bem.

Ele vem e me abraça, a Alessandra abre um sorriso e ele comenta;

- Te amo muito viu meu sobrinho! – Ele fala me abraçando.

- Ei, calma, você nem viajou ainda.

- Mas já estou com saudades.

- Eu também vou ficar.

- Iago nada de festas em a última meu Deus, uns quatro vizinhos me mandaram mensagem.

- Mentira, você viu os stories, porque eu convidei os vizinhos tudo.

- Rapaz, eu to dizendo.

- Vocês parecem irmãos brigando, meu Deus. – Alessandra fala lavando o copo na pia. – Vou colocar esse lixo la fora depender do Helder isso aqui cria bicho. – Fala ela saindo.

- Isso é tarefa do Iago, não minha.

- Eu tiro todas as vezes tá, nem vem.

Meu celular chamou, era a Milena, eu iria pegar ela para passar o dia comigo, fui no quarto e peguei junto ao carregador e a Alessandra me chama, meio que gritando;

- Iago. – Chama ela da cozinha.

- Oi. – Falo desembaraçando os cabos do carregador.

- Seu pai está ai de fora. – Alessandra fala apontando para a porta.

- O Luiz? Tem certeza? – Fala o Helder saindo.

Eu o segue, para fora, pois fiquei em choque;

- Não tem ninguém aqui Amor. – Fala meu tio.

- Ele estava aqui de fora, falei que iria chamar, ele perguntou cadê o Iago, e eu perguntei quem ele era, e disse, sou o pai dele, eu pedi para ele esperar. – Ela fala na calçada.

Meu tio olhando do meio da rua, olhando para os lados;

- Ele deve que foi embora. – Diz ele vindo.

Fiquei meio, ou melhor muito assustado;

- Tem quase um ano que meu pai não me procura, porque agora e do nada? – Falo olhando no celular.

- Vou ligar para ele, calma Iago, não deve ser nada. – Meu tio fala entrando em casa.

Entramos e ficamos na cozinha ao redor dele, com o telefone no ouvido.

- Não atende, não dá nada, olha eu vou ligar depois, mas fica tranquilo, se fosse importante ele esperava.

- Beleza.

- Tenho que arrumar as coisas agora.

Durante a tarde, trouxe a Milena, e depois do almoço ela pegou no sono, eu estava falando com o Raul e ele veio até minha casa.

Chegou buzinando, eu peguei meu capacete e sai;

- Ou, para com isso a Milena está dormindo. – Falo saindo.

- Ué mas quer ir onde? – Pergunta ele ligando a moto novamente.

- Na casa do meu pai! – Falo sentando em sua garupa.

- Tem certeza?

- Vamos, aproveita que meu tio está na casa da Alessandra.

Saímos eu e o Raul, como eu sabia onde ele morava, e o meu amigo entrou comigo nessa loucura, seguimos para o bairro que ficava a mais ou menos uns cinco quilômetros do meu.

Como o clima estava com sol, ele estacionou na rua, e seguimos disfarçados até debaixo de uma arvore próxima, havia algumas crianças brincando na rua;

- Vai lá Raul. – Falo pegando seu capacete.

- Vai onde? O pai é seu, ta louco. – Fala ele segurando.

- Mano, quebra essa.

- Ah e eu vou falar o que em? Me fala.

- Vai logo cara, eu fico te devendo essa.

- Eu mato você Iago.

Ele segue até o portão, e eu fico sentado quieto, disfarçando.

Raul bateu palmas e nada, então ele gritou “Ô de Casa”, e nada, até um dos garotos que estava jogando bola na rua se aproxima dele dizendo;

- Não tem ninguém aí não moço. – Fala o garotinho.

- Luiz mora aqui né?

- Sim, mas ele saiu logo cedo.

- Sabe para onde ele foi?

- Não, meu pai meu pai não falou nada. – Quando ele diz isso o Raul me olha.

- Vem aqui rapaz. – Ele diz chamando o menino.

Eles se aproximam de mim e eu falo;

- Oi, me chamo Iago, e você? – Falo abaixando e cumprimentando ele.

- Leo.

- Leo quando seu pai chegar fala que o Iago esteve aqui, ele foi na minha casa hoje de manhã e eu não estava.

- Eu falo sim, você conhece ele do trabalho?

- Sim, trabalho com ele.

- Eu falo.

- Obrigado viu.

- Aqui, compra um picolé para você e seus amigos. – Fala o Raul entregando dez reais para o pequeno.

Ele saiu e o Raul pega o capacete, colocando diz;

- Me senti um investigador da polícia agora.

- É muito perigoso por acaso né?

- Cara você tem um irmão, olha que massa.

- Sim, muito.

- E se o seu pai ir mesmo na sua casa em?

- Não sei, não sei de nada Raul.

Quando chegamos a Milena estava uma fera, ela estava ligando para o meu tio Helder já;

- Onde vocês foram Iago? Me deixou aqui preocupada.

- Na casa do meu pai.

Ela só passou a mão no cabelo e disse;

- E você acompanhou ele nessa Raul?

- Ele é teimoso como o Henry, você sabe, eu não tive como dizer não.

- Ótima comparação.

- Ei, não exageram.

- Se eu não conhecesse vocês dois acharia que eram irmãos, o que eu já falei sobre seu Pai Iago?

- Não vamos brigar hoje Milena, não na frente do Raul.

A briga foi inevitável, Milena aproveitou o Raul que a levou para casa, caramba.

Fiquei o fim de semana todo preocupado e esperando o contato do meu pai, e nada, sem contar que depois de sair da aula na segunda tinha a tal entrevista que o Henry havia conseguido para mim.

Segunda-feira exatos cinco dias para o jogo final, a tensão estava naquele colégio, misturado com ansiedade.

Eu quando cheguei e estacionei a moto, fiquei aguardando a Milena que estava vindo na esquina, se aproxima, eu a abraço e beijo sua testa;

- Amor desculpa, desculpa mesmo.

- Tabom Iago, não adianta eu dizer nada, você vai fazer de novo, não é?

- Sim.

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