• @richardsongaarcia

INFAME - Capitulo 12

#Iago

Semana de trabalhos já havia começado, e aquelas apresentações em grupo, de frente para a sala, que todos nos odiamos.

Esta semana depois da desordem dos últimos dias, o Henry chega na sala, todo feliz e tranquilo, se senta, puxando a cadeira para ao lado do Gael.

- Olha lá, ele fica pedindo confusão mano. – Falo mostrando para Raul.

- Mas ele é muito folgado.

O Gael chega na sala, olha a cena e sem entender questiona;

- Porque está aqui? – Fala ele colocando a mochila.

- Pensei que depois de ontem, estivesse tudo bem, e que...

- Não, Henry Não está.

- Vaza logo de perto dele playboy. – Grita o Raul.

Henry olha para a gente e afasta a mesa;

- Ele não tem vergonha. – Comento.

- Bom dia turma... Como estão? Preparados quem vai apresentar hoje, estudaram?

- Deixa para a próxima semana tia Sônia. – Pede a Milena.

- Deixa de ser preguiçosa menina... Olha aqui já que está falando seu grupo começa, podem vir.

Milena se levanta e Larissa, junto a Gael;

- Professora eu estava no grupo com o Henry, mas estudei e vou apresentar com as meninas tudo bem. – Fala ele indo para a frente.

- Tudo bem. – Fala a Tia Sonia concordando.

Eles começaram a apresentação, e eu junto a Raul estudando, pois éramos os próximos, odeio esse tipo de trabalho, mas como estava valendo uma boa nota, não poderia escolher.

As meninas terminam, e ela nem chama, eu e ele já levanta indo à frente da sala;

- Bem todo mundo já sabe nosso nome, Iago e Raul, e nós vamos falar sobre a Revolução Francesa, se tiverem duvidas deixem para o final que discutimos todos juntos... Raul. – Falo passando a palavra.

Todo mundo ama a apresentação de trabalho feita pelo Raul, pois ele tem vergonha e se enrola todo, a gente aproveita para tirar uma com a cara dele, rsrs.

Quando terminamos, somente a Tia Sonia fez uma pergunta, e já nos liberou.

- Bem como o Gael trocou de grupo, vou fazer o que...

- Professora, eu vou apresentar. – Fala o Henry a interrompendo.

- Sozinho Henry?

- Sim, eu estudei.

- Tudo bem então... Pode ir.

Toda a sala, com uma cara de bosta para ele, eu mesmo nem prestei atenção, mas o cara apresentou tudo sozinho, sem ajuda de ninguém.

No fim a professora e umas 3 pessoas bateram palma e ele se sentou, pensando já estar de bom tamanho, a tia Sonia puxa saco ainda do “play”. Que foi a apresentação mais completa, que não faltou isso, não faltou aquilo, que a gente poderia se inspirar, Etc.

#Henry

Fim da aula, logo quando sai do colégio, iria andando para casa, mas quase enfartei ao passar pelo portão e ver meu pai de frente o colégio.

E acreditem, ele não é nada discreto;

- Ta fazendo o que aqui? – Falo chegando no carro.

Gente ele abriu a porta para eu entrar;

- Pai, pelo amor de Deus, isso aqui não é o Objetivo, não precisa se amostrar. – Falo entrando.

- Mas estão todos olhando. – Fala ele dando meia volta no veículo.

- Pai, vamos logo. – Falo até disfarçando no banco.

E sim, todo mundo estava olhando, ele me parou no meio do portão, todo mundo que sai olhava para ele.

- Só vim pegar meu filho na escola, não tem nada demais nisso! – Ele fala sendo irônico.

- Tenho dezessete anos, e nunca me buscou no colégio... – Nesse momento, me assustei. – Aconteceu alguma coisa? – Falo preocupado.

- Não! Preciso que vá no escritório dos Alcântara comigo.

- Porque?

- Não dá para explicar, você saberá em breve. Como foi a aula?

- Pior impossível.

- Isso está acabando Henry, logo, logo.

- Quero trocar de colégio pai. – Falo encostado no banco olhando o céu.

- Te mudar agora, iria te prejudicar, não são provas agora?

- Pai, me troca de colégio, sabe que estudar não é problema, eu recupero isso, não tem problema.

- Vou ver um mais rápido aqui para você.

Chegamos no escritório, e subimos para o andar onde o Rafael fica, o Pai do Kaique.

- Boa Tarde Sr. Montalvan, olá querido. – Fala a secretaria, estendendo a mão para mim.

- Olá, boa tarde. – Falo a cumprimentando.

- Boa Tarde Ingrid, Rafael por favor.

- Pode entrar... Ele o aguarda. – Fala ela abrindo a porta da sala.

Rafael estava falando ao telefone, e na cadeira a frente de sua mesa o Kaique;

- Olha quem está aqui! Fala Henry, joia mano. – Diz ele se levantando e me cumprimentando. – Elias, tudo bem?

Kaique fala pegando na mão de meu pai;

- Estou bem, mano, e o Martim...

- Está dando trabalho como sempre.

O pai dele ainda no telefone, eu troquei uma ideia rápida com ele, meu pai se sentou na mesa a esquerda, que parecia de reunião, pelo tamanho;

- Cara você conhece o filho dos Mori Almeida? – Pergunto a ele.

- Cara nunca vi ele, e sei pouco do garoto, só que ele não estuda no Objetivo, e que não vive em Floripa.

- Mano você não sabe nada, depois a gente conversa. – Falo interrompendo.

Pois o Rafael me cumprimenta deixando o celular;

- Bom te ver Henry, bem?

- Ótimo e o senhor?

- Senhor não rapaz, você... Elias, como vai?

- Bem, trouxe o pequeno para resolvemos aquela questão do...

- Calma! – Rafael fala para o meu pai não terminar de falar. – Kaique nos deixe a sós.

Nos trocamos olhares e ele fala;

- Pai, é o Henry. – Ele diz.

- Kaique espere com a Ingrid, por favor. – Ele levanta e sai sem entender.

Juro eu também, não entender nada;

- Henry, pode sentar aqui por favor? – Ele fala puxando uma cadeira na grande mesa.

Abre uma pasta e tira um documento timbrado, foi olhar e já sabia o que era, havia a assinatura de minha mãe;

- Pai. NÃO. Não, já falamos sobre isso. – Falo empurrando a cadeira.

Me levanto e o Rafael fica com cara de paisagem sem entender nada;

- Henry por favor. – Meu pai fala sem graça.

- Não quero saber, nada.

- Henry, você precisa. – Fala o Rafael.

- Meu filho, em poucas semanas você faz dezoito anos, precisa estar ciente do que tem no testamento da sua mãe.

- Quando completar a idade Henry, você assume o controle da empresa dela, e precisa manter ela até seu irmão completar a idade certa. – Rafael fala tentando amenizar a situação.

- Eu não vou fazer isso, porque é tão difícil de entenderem.

- Você não tem escolha, essa é a esperança de não irmos morar na rua Henry, é a garantia do seu irmão continuar vivendo a vida que tem, e você voltar a ter tudo que tinha antes do acidente. – Repreende meu pai.

- Rsrs’, engraçado, eu falei a mesma coisa para o Henrique, e sabe o que ele me disse? As coisas não podem ser como antes, a mamãe morreu, ninguém pode mudar isso. – Falo saindo da sala.

- Henry! – Chama meu pai.

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