• Richardson Garcia

INFAME - Capitulo 1

#Iago

Fala galera sou Iago, tenho meus 17 anos, e moro na cidade de Florianópolis em Santa Catarina.

Irei contar uma parte complicada, mas interessante de minha vida, mesmo com dezessete anos, tenho bagagem para escrever isso a vocês...

Tudo começou a mudar no começo do ano de 2018, pois 2017 foi o pior ano de minha vida.

Estudo no Colégio Estadual Santa Catarina, faz quatro anos, e como estava no terceiro ano do ensino médio, já era reta final, graças a Deus.

Nesse primeiro dia de aula, era rever os amigos e conferir se ainda continuávamos nas mesmas turmas, estudando juntos.

Como de costume dei carona para o meu melhor amigo o Raul, que mora na mesma rua de casa. Chegando e estacionando a moto ao lado de dentro do colégio, ele já grita ainda sob a garupa;

- Gael... E ai seu nerd. – Fala ele indo cumprimentar nosso amigo.

- Oi Raul... Iago.

- Fala mano. – Falo cumprimentando ele.

Gael é um japa, magro branco igual a neve, olhos “puxados”, como todo asiático é muito inteligente, ele quem é responsável pelos trabalhos em grupos e tals.

Pelos corredores do colégio, todos conferindo suas salas e escolhendo a melhor cadeira, todos naquele tesão do começo do ano.

- Todos em seus lugares, vai, vai... A meu senhor, Iago e Raul juntos de novo? – Fala a professora Sonia.

Mais conhecida como tia Sonia, a melhor de todas. O Raul vai a frente e a abraça dizendo;

- Nosso último ano juntos professora, não iria deixar passar em branco. E a taça da interclasse esse ano é nossa.

- Sei, vai se sentar, acho que a diretora Ester não sabe que estão juntos, só pode... Milena, aqui para a frente... você também Larissa, se não nem começo... Vem, Vem.

Pessoal Milena é minha “ficante”, e Larissa a de Raul, por isso a tia Sonia, já cobrou que se afastem;

- Bom dia professora.... Vem aqui Henry. – Fala a Diretora entrando na sala. – Este é Henry Castro Montalvan, era aluno do Colégio Objetivo e estudara conosco este ano.

- Seja Bem-vindo Henry, pode se sentar, fique à vontade. – Fala a tia Sonia.

- Que porra é essa cara? – Falo para o Raul.

Ele não responde só fica rindo. Galera esse cara é da minha altura, todo fortinho, estava de camiseta rosa, tênis rosa e bermuda cinza, com um Apple Watch no pulso, era a desgraça de um playboy.

- Raul E Iago, de novo juntos? Vou olhar na secretaria se está certo em...

- Vamos se comportar Diretora. – Fala o Raul.

- Bem Henry, quer se apresentar? – Pergunta a tia Sonia.

- Acho que não é preciso professora. – Ele responde, com uma voz rouca.

- Todos conhecemos o filho do pedreiro professora. – Falo olhando para ele.

Todos caem na risada, ela repreende;

- Por favor, não começa Iago.

- Quem é esse cara? – Pergunta Raul.

- É filho do dono da Montalvan, lembram estão falidos! – Fala o Gael se abaixando para ninguém ouvir o comentário.

- Rapaz, mas para o cara vir para a escola pública, a coisa ta feia em. Não tem a empresa da mãe ainda? – Pergunta o Raul.

- Só podem assumir depois que ele ter dezoito anos. – Responde o Gael.

- Fica na sua Raul. Quando Deus cobra cara, ele não tem piedade.

- Ei, relaxa irmão. - Diz ele segurando e apertando meu ombro.

Pessoal não tivemos todas as aulas, mas graças a Deus, a última era educação física.

O professor nos levou para a quadra, chegamos deixando as mochilas de canto e já pegando as bolas.

Como Eu já estava jogando com o Raul, ele chutou e a bola sai de quadra, busquei e passo pelo Henry falando com o professor;

- Não tem vestiário? Vamos jogar de uniforme? – Pergunta ele bravo.

- Por isso é a última aula, você vai fedendo para casa. Bem-vindo ao inferno irmão. – Falo passando por ele.

Henry só me olha e o professor o chama;

- Vem logo Henry, deixa a mochila de lado.

Galera, jogamos uma partida rápida, pois as meninas queriam brincar de queimada, mas em uma das jogadas, eu derrubei o Henry, foi um tombo e tanto, o cara caiu feio;

- Está bem Henry? – Fala o professor indo para o lado dele.

- Tira a mão de mim. – Fala ele se levantando.

Veio com tudo para cima de mim, eu iria pedir desculpas, mas ele me empurra forte;

- Foi mal mano.

Ele me empurrou e o Raul partiu para cima, o professor teve que entrar e separar eles;

- Eu pedi desculpas play boy. – Falo para ele.

- Vai se foder. – Fala ele apontando o dedo do meio para mim.

Cara que vontade de pegar ele, mas a Milena estava me segurando;

- Já chega, os dois. Se não vou dar advertência para os dois Estão me ouvindo. – Grita o professor.

Voltamos a jogar, bem eu estava na minha posição de atacante, o Henry de Centroavante, o Gael no meio campo e o Raul no gol.

Em uma das jogadas, o Gael me passa a bola, mas como eu domino ela sem jeito, a perco. Ela toca o chão e sobe o Henry a domina e galera o cara faz um gol de bicicleta no Raul.

Sim um gol contra, mas não importa, foi muito lindo, ficamos parados, todo mundo olhando, nem Raul fez nada. Henry pega sua camisa e mochila atrás do gol e sai da quadra, pois a sirene havia tocado.

- Vocês viram aquilo? – Pergunta o professor.

- É a gente viu professor. – Raul fala incrédulo, como todos nos.

De volta para casa o Raul não iria embora comigo, peguei a moto e fui almoçar, pois, ainda trabalharia nesse dia.

Acreditem se quiser, sou atendente da marca “Prada” no Shopping Floripa, aqui na cidade. Depois de almoçar, e me trocar fui para o trabalho.

Eu sou menor aprendiz ainda, como meu contrato está para finalizar, me deram a oportunidade para fazer o treinamento de vendedor.

Quero que adivinhem quem esteve na loja esse dia? Sim, aquele projeto de desgraça.

Primeiro entrou uma garota, uma patricinha muito linda, me aproximei para atender ela e na conversa ela comenta;

- Traz este número 35... ah está e está. – Fala ela por uns sapatos.

Como eu não atendo garotas, minha colega continuou o atendimento, eu fui ao caixa e voltei, e um cara estava olhando umas camisas;

- Posso ajudar senhor? – Pergunto me aproximando.

- Não to de boa. - Fala ele com um milk-shake nas mãos.

Me afasto e fiquei vidrado na garota e de repente entra o Henry;

- Mano você perdeu o Martin confundiu a moça da loja aqui do lado... – Ele entra rindo mais um garoto moreno.

Falando com o garoto do milk-shake.

Quando me vê fecha a cara;

- Qual é Henry? – Fala o garoto para ele, que ficou me encarando.

- Está com a mesma cara de hoje cedo quando marquei na sua frente? – Fala ele de braços cruzados para mim.

- Ta falando o que mano? – Questiona seu amigo.

- Com a mesma cara que me mamou foi? – Falo pegando na minha “mala”.

Ele dá uma risada e o seu amigo, que parecia mais um segurança ameaça;

- Ô favela! Você sabe com quem está falando? – Fala o amigo dele se aproximando.

- Algum problema? – Fala minha gerente.

- Sim, este garoto aqui sem educação, tem alguém com um nível de escolaridade mais alto para me atender nessa joça? – Ele diz para ela.

- Sim, claro senhor, vai para dentro Iago.

Ai eu mato ele.

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