• Richardson Garcia

Eles e Eu - Capitulo 9 - Terceira Temporada

- Chama ele! Quero fala com ele.

- Seu pai?

- Theo.

Pensei na merda que isso daria, mas fui chama-lo.

Theo estava de cabeça baixa e Oscar me olhando quando sai;

- Ele quer ver você. – Falei.

Oscar se levantou e veio;

- Você não, Theo. – Theo me olha assustado e Oscar fica puto.

Ele se levanta e entra calado;

- Vai colocar meu filho contra mim, também?

- Ele quem pediu, não foi eu.

Theo ficou ao lado dele sentado e conversando, fiquei olhando e Theo começou a chorar, Oscar chegou a se levantar, eu fiquei assustadíssimo.

Theo saiu com os olhos inchados, e foi para o banheiro, Oscar então entra em seguida.

Dezesseis dias depois para Tyler receber alta, só foi liberado depois de estar 100% Bem. Imaginem eu, pois então, trabalhei todos esses dias, querendo ou não. Preferi ficar no hospital com ele, do que só em casa.

Por falar em casa, reformei todo o quarto dele e meu escritório, tudo para deixar o apartamento mais seguro, até então Tyler ficava na casa de sua avó e não lá em casa, não tanto tempo sem algo para fazer, como foi a razão do acidente.

Segundo dia em casa, recebi uma ligação de Theo, ele queria ir visitar o Tyler, disse que estava em casa e tals.

Bailey estava fazendo um bolo, eu e Tyler estávamos arrumando suas roupas que Bailey lavou, colocando de volta no seu guarda-roupas.

A campainha tocou, e ela pediu para que eu atendesse, pois estava com as mão ocupadas;

- Já vou Bailey. – Tyler correu na frente.

Eu estava indo e ouvi ele;

- Ah Theo. AHH, não acredito é pra mim?

Pessoal o desgraçado do Theo deu uma bola de futebol para Tyler, ele deu um chute nessa bola que foi direto na janela da sacada, bateu no vidro, eu pensei que iria quebrar, quando olhei ele já estava no colo de Theo, apertando o maxilar com os dentes, morrendo de medo;

- O que foi isso? – Disse Bailey vindo assustada.

- Isso, foi o Theo e o Tyler. Preciso falar porque não temos uma bola meu filho! – Falei meio gritando.

O telefone de Theo chamou, e pela primeira vez ele saiu para atender, falou no corredor;

- Meu filho, pelo menos tira o papel de embrulho, e se chutar essa bola aqui dentro vou chutar você atrás dela, rsrs.

Ele saiu rindo, e pegando a bola, ouço Theo meio que gritar no telefone.

Ele estava bem descontraído, de boné, camisa de botão com manga curta florida, short e tênis. Eu cheguei no corredor ele estava com a cabeça para cima respirando fundo;

- Ei mano, tudo bem? – Pergunto saindo do apartamento.

- Não, Roberta! Tenho que ir Dylan, fala pra o Tyler... – Antes de ele terminar de falar, Tyler vem correndo com a bola.

Abraça o Theo e agradece;

- Obrigado Theo, meu pai nunca comprou uma bola para mim.

- Será porque né? – Digo rindo, e preocupado com Theo.

- Ele é muito mal, que acha de ir morar comigo! – Brinca Theo.

- Porque você não vem morar comigo e com o papai?

- Rsrsrs, ai Tyler, você tem boas perguntas. Eu tenho que ir! – Responde Theo extremamente sem graça. E colocando Tyler no chão.

- Mas a gente nem jogou ainda. Me prometeu ensinar gol de bicicleta. – Fala ele todo fofo, com a “cara de pedir”, segurando a bola com as duas mãos.

- Não posso te ensinar gol de bicicleta agora, temos que esperar sua recuperação estar completa.

- Mas então vamos? – Pede novamente Tyler.

Ele convenceu Theo, os dois desceram para a quadra do prédio, era quatro da tarde, o sol ainda estava alto e eles foram. Terminei de guardar as roupas, passando na cozinha;

- Vou descer na quadra Bailey, qualquer coisa, ligue lá. – Falei pegando o celular no balcão.

Naquele dia em que Theo jantou em casa e acabamos beijando, ele tirou a camisa, e tals, estava com um corpo bem bonito, mas acho que ele pegou pesado estes dias...

Na quadra, Tyler e ele estavam sem camisa, mas Theo suado e correndo, brincando com o pequeno.

Cheguei a respirar, e me comportar, fiquei excitado vendo ele com aquele short deixando a cueca a mostra, nunca gostei tanto de cuecas “Tommy Hilfiger” quanto aquele dia, rsrs.

Eles estavam rindo de gritar, Tyler correndo como uma barata tonta e Theo fazendo ele de bobo;

- Theo, deixa ele pegar a bola, para de ser mal cara. – Falei bravo.

- Agora que peguei... Olha... Esse menino é brasileiro... Te enganaram... Na Enfermaria... – Fala ele todo ofegante e correndo.

- Maternidade e não enfermaria.

- No hospital, rsrs. – Responde ele. – Vem... Vem, pode vir vocês dois. – Me ameaça Theo, fazendo graça com a bola próximo a mim.

- Vem Pai, me ajuda. – Tyler me puxa.

Minha sorte foi não ter ninguém vendo, pois foi uma vergonha, eu sou horrível né, Theo e Tyler me fizeram de bobo isso sim, eu só atrapalhei.

Quando consegui pegar a bola o viado do Theo me segura;

- Pega Tyler, pega, RAPIDO.

Caímos no chão, ralei o cotovelo, e com o tombo amassei as “bolas” de Theo;

- Caralh... – Ia xingando Theo, quando olhei para ele para não falar isso perto do Tyler. – Caramba! Dylan não sabe brincar não cara, huuuum, aiiiii!

- O senhor machucou o Theo, olha. – Fala ele apontando o dedo.

Mostrei meu cotovelo, meio que fiz para eu ver, Tyler arregala os olhos e se aproxima falando;

- Ahh Pai, ta machucado.

- Não foi nada, bem feito Theo, bem feito.

Eu com essa idade toda, eles ainda me convenceram cair na piscina, foi mesmo só para quebrar o calor. Eu estava saindo e tinha três garotas tomando banho de sol olhando de rabo de olho.

- Mal sabe elas. – Fala Theo saindo. – Molhei meu celular, olha.

- Eita! Vamos subir, te empresto umas roupas.

Fui com Tyler no colo e Theo com a bola, Tyler com a cabeça no meu ombro olhando para Theo disse;

- Meu pai Oscar não joga bola comigo.

Eu fiquei sem graça de dizer algo, então Theo responde;

- Por isso tem o seu pai Dylan, ele joga bola, e faz muita bagunça com você, ele me conta tudo.

- Meu pai Oscar gosta de ficar no telefone, vendo tv, ele não gosta de brincar.

- Vem aqui garoto... – Theo deixou a bola cair no elevador e pega Tyler. – Estou morando aqui perto, sempre que quiser ir na minha casa, ou sair, pede seu pai para me ligar, vamos jogar muita bola juntos.

Fiquei com o coração doendo, mas não disse nada. Theo tomou banho no banheiro de Tyler, eu passei uma agua no corpo, e havia trocado de roupas quando ele entra no quarto de toalha;

- Me arruma aquelas roupas? – Pergunta ele fechando a porta.

- E Tyler?

- Acabou de entrar na banheira, com uma caixa de brinquedos. – Responde rindo.

- Como ele conseguiu pegar os brinquedos? Estão no...

- Eu peguei. – Reponde ele.

- As roupas estão ai, vou la antes que ele passe a noite na banheira.

Falei deixando as portas do guarda roupas aberta, Theo segura no meu braço e diz;

- Deixa o garoto brincar, assim posso falar com você. – Disse segurando meu braço.

Eu estava ao lado dele, Theo se vira dizendo;

- Desde aquele dia no hospital, venho sonhando com você, todo o dia, todas as noites. – Disse Theo com a testa encostada na minha, com o corpo bem próximo, sua respiração estava próxima a minha.

- Você se tornou alguém foda Dylan, ajuda as pessoas, dedica sua vida para isso, e briga por tudo pelo seu filho, Tyler é uma dadiva.... Eu só tentei fugir de você, de nós... – Eu olhava para ele, uma lagrima desceu do seu rosto nesse momento. – Enganando a mim e outras pessoas.

- É só escolher certo agora, estou aqui Theo. – Falei segurando a toalha do seu corpo, trazendo para perto de mim.

Quando meu peito encostou no dele, percebi o quanto seu coração batia rápido. Muito rápido mesmo.

Ele me pressiona na parede beijando, forte mesmo, segurei em seu cabelo enquanto ele beijava meu pescoço. Olhem ele só poderia estar muito tempo sem sexo para me pegar daquele jeito.

Subi e travei as pernas nele, Theo se virou e caímos na cama.

Ele me virou, e começou a sarrar em mim, cara que delicia, Theo segurava meu cabelo, mordendo minhas costas e passando a barba por fazer em meu pescoço, eu me contorcia todo;

- Caralho, que saudade desse corpo... Tu é muito foda cara! – Diz ele em meu ouvido.

- PAI. – Grita Tyler, logo depois de acabar a luz.

Theo sorri, ainda em cima de mim;

- Papai está aqui Tyler, fique ai, já estou indo.

Me virei ainda beijando ele. Me levantei e sai, fui até o banheiro e tirei ele da agua, sequei-o e coloquei sua roupa.

Tyler guardava os brinquedos, logo que sai do quarto dele, Theo me segura, beijando no escuro;

- Vou nessa, a gente se fala... Porra.  – Fala ele olhando a chamada no seu celular. – Tyler, vou nessa. – Diz ele entrando no quarto do pequeno.

Bailey estava enrolada na cozinha procurando velas, foi eu entrar no cômodo e a energia voltar.

- Ah que bom, eu ia perder a cobertura do bolo. – Diz ela toda atrapalhada.

Me aproximei cheirando ele;

- Nossa o cheiro do bolo está ótimo. De laranja?

- Sim.

- Dylan, Bailey, vou nessa, até mais. – Diz Theo passando pela cozinha.

- Sua camisa está do lado avesso, falei.

Ele olha e tira ela se trocando e saindo;

- Hum! – Diz Bailey me olhando, com o pano de prato nas costas.

- Hum, o que posso saber?

- Vi o senhor olhando ele...

- Não tem nada haver.

- Tyler já contou tudo. – Diz ela cobrindo o bolo.

- Mas gente, vou cortar a língua dessa peste. TYLER. – Gritei indo atrás dele.

A campainha chamou enquanto eu estava no quarto, ao sair Brad estava na sala, com Bailey;

- Eu disse, ai ele. – Fala ela saindo. – Com licença.

- Brad, que surpresa! – Falo aproximando e cumprimentando.

- Surpresa? E nosso jantar? – Fala ele ao pegar na minha mão.

- Senhor a cozinha está tudo pronta, já vou nessa. – Despede Bailey.

Fiquei em choque com todo mundo dando “tapas” assim;

- Um de cada vez, Bailey, até mais então... Brad estou com Tyler, me esqueci geral, mas como está pronto, tenho que levar ele, se não se importar. – Falo rindo.

- Claro, relaxa.

- Ótimo. Tyler!

Separei algo para ele vestir, Brad ajudou a Tyler se vestir. Me arrumei no quarto, pensando em Theo, era o que rodava minha mente, que tarde.

Bem, estávamos no restaurante de um amigo, eu, sentado de frente para Brad com Tyler ao meu lado, olhando o cardápio, eu e Brad pedimos, eu estava esperando Tyler pedir, a garçonete anotou e ficou olhando ele, que se escondia atrás do cardápio;

- Ele está apreendendo a ler. – Falei para ela ter paciência.

- Pai! Olha aqui. – Diz ele abaixando o cardápio, com o dedinho em um prato. – “Galeto assado” só $32 dólares, está muito barato. – Comecei a rir e respondi.

- Fala isso porque não vai pagar a conta.... Meu filho a garçonete está lhe aguardando.

Ele fez o pedido dele, e pedi um vinho, para ir conversando enquanto aguardava, a parte complicada era o papo nosso sempre se voltava para o trabalho. Sempre a mesma coisa. Brad é bonito, até demais, se parece muito comigo, rsrsrs, loiro olhos claros, descendente de Alemão.

- PAI, olha! – Fala Tyler gritando, e apontando o dedo.

Gente esse grito dele, chamou a atenção do restaurante inteiro, e de Theo, sim ele havia entrado com Roberta, ela estava com um vestido muito lindo.

Eu quase entrei na taça de vinho, e claro eles vieram nos cumprimentar;

- Tyler, vou passar uma atadura na sua boca e te deixar amarrado debaixo da mesa. Meu filho o que conversamos sobre gritar? – Falei segurando em seu braço, isso foi uma bronca.

- Oi campeão. – Fala Theo, cumprimentando Tyler.

E claro, eu e Brad, Roberta o mesmo, até Tyler falar o seguinte;

- Posso sentar com o Theo?

- Ai meu Deus, hoje você está impossível. Tyler vai ficar aqui, dê um descanso para Theo. Desculpe. – Falei para Theo.

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