• @richardsongaarcia

Eles e Eu - Capitulo 8 - Terceira Temporada

- Sra. Rodrigues, eu que estava falando que não tínhamos dinheiro, ele sempre me pede muita coisa, essa é uma das respostas, mas o acampamento é que realmente ele não vai, estamos enfrentando uns problema com o pai dele e não posso deixar que se afaste.

- Ah meu Deus que vergonha! Me desculpe é que ele sempre fala tanto...

- Relaxe! Fique tranquila eu que agradeço a atenção. Ah só uma coisa, ninguém está autorizado a pegar ele no colégio além de mim e a baba. Ninguém.

- Sim senhor.

Sai ainda rindo, e ele preocupado;

- Que foi pai?

- Disse que não temos grana! Tyler!

- Ela perguntou e eu disse, “sem dinheiro, sem dinheiro”.

- Vamos logo antes que comece a chover!

Em casa eu estava arrumando meu quarto, e Tyler entra;

- Ei, leve esses livros para o escritório e deixa na mesa, que depois deixo você assistir ao filme do homem aranha, vou pro banho.

Falei mostrando uma pilha de livros no canto.

Ao sair do banho, depois que me troquei, olhei e os livros ainda estavam no canto;

- Tyler!

Chamei e ele não respondeu, sai e ele estava brincando no chão da sala;

- Tyler eu estou te chamando.

- Oi pai.

- Os livros, você não guardou.

- Mas, mas eu não concordei. - Com essas palavras a pestinha me respondeu.

- Menino você não concorda comigo, me respeita isso sim.

Falei fazendo cócegas, e colocando ele para correr. O telefone de casa chama, era Theo;

- Residência dos Duncan!

- Dylan, Theo! Eles vão dar início no processo.

- Mas aquele acordo era absurdo Theo.

- Eu concordo! Tenho que ter uma resposta sua, vai querer que te represente no tribunal?

- Sim, prefiro que sim.

- Seguinte, triplique os olhos em Tyler, eles podem tentar vídeos, fotos, qualquer coisa sobre ele que te comprometa.

- Meu filho nunca iria me comprometer.

- Sei que não, mas Óscar não é confiável, fique de olho, eles não podem ter qualquer vantagem sobre você.

- Pode deixar.

Próximo plantão, estava saindo de uma cirurgia, e meu celular chamando sem parar, só que peguei uma emergência e estava uma loucura;

- Dr. Duncan, telefone na recepção para o senhor. - Disse a recepcionista.

- Não posso atender.

E o meu celular voltou a tocar.

- Jimmy bom tê-lo de volta.

Falei cumprimentando ele, mas o App dele chamou era emergência, depois o de Brad e Dra. Andreas, achei muito estranho, olhei a pilha do meu e estava normal;

- Sabe o que aconteceu? - Pergunto a Andreas.

- Não senhor, chamado para emergência.

Na correria para a emergência, acompanhei eles, era onde o familiar de minha paciente estava, aguardando, fui retira-lo de lá, o celular novamente, era Bailey;

- Oi! Desculpe é que aqui esta... - Eu havia acabado de entrar na emergência a correria.

 Bailey entrava com a jaqueta de moletom de Tyler nas mãos, o celular no ouvido ela tremendo.

As portas se abriram, entra Tyler em uma maca, rodeado por paramédicos;

- Houve um acidente. - Disse ela.

- Os Quatro membros estão moveis. – Disse Bennett.

Me aproximei rapidamente;

- As pupilas estão reagindo e dilatando. Não há problemas neurológicos. – Falei respirando fundo.

- Ótimo, vamos colocá-lo num monitor. Cadê a série de raio X dos traumas? Eu quero um do antebraço esquerdo. Está inchado e com hematomas. – Disse Bennett.

Ele chorava muito, estava desesperado;

- Calma meu filho, papai está aqui, Tyler, se acalma meu filho.

- Pai... PAI. – Ele tentava segurar minha mão, mas não podia se mover, estava totalmente imóvel.

- Ele estava debaixo de uma estante. – Diz o socorrista.

 - A estante inteira deve ter caído em cima dele, com todos aqueles livros médicos. – Diz Bailey. – Ele tentou subir na prateleira e puxou ela. Eu o ouvi gritando e sai correndo.

- Estou tentando escutar o coração, PAREM DE FALAR. – Gritei, com o estetoscópio no peito de Tyler.

- Dylan, me deixa fazer isso. – Diz Jimmy se aproximando.

- Não, não. Deixa.

- Dr. Duncan. – Repreende Bennett.

- Murmúrio reduzido no pulmão esquerdo e rigidez abdominal. – Fala Jimmy.

- O que significa? – Pergunta Bailey.

- Significa que pode haver lesões internar. Libere a tomografia e traga um aparelho de ultrassom. RAPIDO MINHA GENTE, SE MECHENDO, VAI, VAI, VAI.

Gritou Bennett entrando com ele para as salas de traumas.

Os primeiros diagnósticos eram: fraturas múltiplas na costela, fizemos um pneumotórax. Estávamos preocupados de que possa ter lesado o coração. Subimos para a bateria de exames, radiologia, tomografia de cabeça, peito e abdome.

Na tomografia eu mesmo coloquei ele, teve que ser medicado e topado para os exames. Jimmy, estava na sala atrás com Brad e Dra. Andreas, aguardando os resultados;

- O que é isso? Essa sombra? Cadê o coração? – Pergunta Brad.

- Seu estomago está no peito. – Responde Andreas.

- Hérnia Diafragmática. O intestino está no tórax. – Responde Jimmy.

Entro na sala, então respondendo eles;

- Que indica hérnia do diafragma. É uma rotura do diafragma. Que é o menor de seus problemas, já que a força do trauma lesou sua aorta torácica. E estão vendi isso? Na cavidade do peito ao lado do estomago? É o colón. E em volta do colón há fluidos. Que pode significar que o colón rompeu-se. E que há matéria fecal flutuando que pode infectar o reparo aórtico. E essa complicação pode ser fatal.  – Jimmy meio que me abraça de lado. – O que estão esperando? Chame Bennet. Levem ele para a cirurgia, avisem todos. RAPIDO.

Trinta minutos, o tempo que levaram para colocar ele na cirurgia, mas eu fiquei de fora, não me deixaram entrar, protocolos do hospital, estavam todos lá dentro, e quem me dava noticias? Dra. Andreas;

- Consertaram o buraco do diafragma. E o Dr. Jimmy vai examinar o mediastino. – Diz ela.

- Ela vai consertar com suturas ou com enxerto protético? – Pergunto.

- Isso eu não sei.

- Não sabe?

- Ela não disse.

Entrei na sala;

- Dr. Duncan. – Chama Andreas.

- Dr. Duncan? Está de brincadeira comigo? – Fala Bennett.

- Eu preciso ficar com meu filho.

- Dylan. – Diz Jimmy me repreendendo.

- Eu não tenho qualquer intenção de atrapalhar. Não posso ficar lá fora. Não posso. Preciso ficar com meu filho. – Falei amarrando a máscara.

- E nos precisamos, Dr. Duncan não ter o pai do paciente nos vigiando realizar a cirurgia do seu próprio filho. Dra. Andreas, por favor, leve o Dr. Duncan de volta para fora. – Fala Jimmy.

- Não, ninguém vai levar o Dr. Duncan a lugar nenhum. Não toque em mim Andreas. Você pode continuar. – Falo apontando para Jimmy.

- Não iramos prosseguir até que saia desta sala. Agora, quer que eu fique aqui falando com você, ou quer que eu tente salvar a vida do seu filho?

- Dylan! – Grita Bennett.

- Eu só quero segurar a mão do meu filho. Só segurar a sua mão, por favor.

 - Eu seguro a mão dele, caso queira doutor. – Fala Brad. – A doutora Andreas segura esse retrator, certo?

- Claro.

- Eu seguro a mão do Tyler, doutor Duncan, se por você tudo bem. – Fala ele tirando a luva e se afastando. – Eu seguro a mão dele.

- Segura. Segura. Vai. Vai. – Falei me afastando.

- Tudo bem pessoal, de volta ao trabalho.

Ainda ao lado de fora, aguardei algumas horas até que saíram;

- A rotura foi no estomago, não no colón. Ambos foram consertados, portanto a cirurgia foi um sucesso. Mas ainda há muito fluido na cavidade do peito. Logo, a essa altura não temos como saber-se ele poderá respirar por si mesmo. – Diz Bennett.

- Eu sei disso. Pensa que não sei disso? – Falo sentado no banco.

- Vamos leva-lo para a CTI pediátrica. Vamos ficar de olho nele. – Diz Jimmy.

- Posso ver meu filho agora?

Fui para o quarto, ficar com ele, Bailey entra e eu comento;

- Ele nem foi batizado. Fiquei adiando, achando que ia achar tempo para isso. E agora...

- Calma senhor, vai achar um tempo. Quando o Tyler melhorar, e estiver bem, vocês acharam o tempo.

Era uma dor fora do normal, ver ele ali parado deitado, entubado, sem falar, gritar, fazer sua bagunça, ou algo do tipo.

E para piorar, tinha mais... Sai do quarto peguei uma agua e vejo Theo pedindo informações;

- Dylan... Como está? Fui levar a papelada seu vizinho falou. – Fala ele se aproximando segurando meu braço.

- Está mal, estamos aguardando ele reagir a cirurgia.

Ele pediu para vê-lo e depois de passar um tempo, me chamou ao lado de fora;

- Tem que avisar ele. – Diz Theo.

- Oscar?

- Sim, não se esqueça, “vantagem”, foi um acidente Dylan você não tem culpa. Avise ele, Oscar tem direito.

Eu não tive escolha, liguei para Oscar, falei que Tyler havia sofrido um acidente e quando ele perguntou se nosso filho estava bem, não consegui responder.

Foi questão de pouco tempo para ele chegar, já era madrugada, eu e Theo estávamos ao lado de fora conversando, Bailey havia ido para casa, Brad estava com Tyler, ah uns metros de nós, víamos eles pelo vidro;

- Onde ele está? Cadê o Tyler? – Entra gritando Oscar, até pálido.

Levei ele até o pequeno e disse;

- Brad, explique ao pai do paciente como ele está! – Falei me virando.

- Paciente? É seu filho, e ainda tem coragem de falar assim, não tem respeito. – Diz Oscar.

- Tyler não morreu, e tenho respeito por ele, diferente de você. Brad. – Me virei e sai.

Brad explicou e saiu deixando ele a sós. Eu e Theo estávamos sentados nas cadeiras das enfermeiras, que ficavam atrás do balcão, eu estava revendo os prontuários e de olho em Tyler.

- (...) Bem melhor, já está cozinhando, e cheia de alegria. Graças a Deus e você ela está voltando a vida normal... – Diz Theo sobre Roberta.

- Ela é muito linda, tem o sorriso tímido e lerdo como o seu. – Falei escrevendo nas folhas.

- Lerdo, Dylan, não sou lerdo.

- Ah é, eu te conheço Theo, você é e muito. Mas eai, o casamento, como estão os preparativos? – Pergunto tentando quebrar aquele clima que estava se formando.

- Estamos no meio dos preparativos, é muita coisa.... Para pensar, duvidas, e decidir... E fazer. – Diz ele com um sorriso de dúvida e falso.

- Esse não é seu tipo, duvida de que? E pensar? – Perguntei deixando a caneta.

Me virei para ele com uma das sobrancelhas para cima. Theo coloca sua mão no meu rosto, faz um carinho com o polegar na minha bochecha, tão delicado que fecho os olhos, como flutuar ele me beija, sem pegada, sem força, só os lábios, a língua, e sua mão no meu rosto;

- DYLAN, DYLAN, SOCORRO, ALGUEM! Tyler está engasgando. – Grita Oscar batendo forte no vidro, quase quebrando.

Sai correndo, Brad chega, junto por estar perto;

- Graças a Deus, Obrigado meu Deus. – Falo chegando perto dele.

Oscar ficar puto, sem entender, claro Theo fica assustando também, Brad me ajuda, enquanto mais enfermeiros chegam;

- Como graças a Deus, ele está engasgando, isso é ruim? Não é? – Pergunta Oscar.

- Ele está rejeitando o tubo, quer dizer que já consegue respirar sozinho. – Responde Brad.

- Calma querido, calma, Tyler, papai está aqui, calma.

Retiramos o tubo, e esperamos ele se acalmar;

- Brad, vamos! Quero as salas de Tomografia e Radiografia, rápido. – Falei saindo com a maca de Tyler.

- Vão onde? – Pergunta Oscar.

- Tirar leite, tirar leite Oscar. Fica aí e não dê trabalho. - Falei ironizando, estava sem paciência.

Subimos para os exames, e desta vez tudo certo. Logo que descemos, Jimmy estava no quarto, para ver o estado de Tyler.

Tivemos que sair todos, o dia já estava amanhecendo, enquanto eu estava ao lado de Oscar olhando eles lá dentro. Theo volta com dois cafés, me entrega um e senta ao meu lado. Claro que não demorou muito para Oscar abrir a boca;

- Estão juntos novamente? – Ele pergunta sem olhar para o lado.

Juro, que dei um sorriso, e depois respondi;

- Não.

- O que faz aqui Theo? – Pergunta ele então.

- Acompanhando Tyler melhorar e ir para casa, estou preocupado com ele, e garantir que não use nada disto no tribunal. – Responde Theo, colocando o café de lado no banco e escrevendo algo no celular.

Oscar olha assustado para nós;

- Você é o advogado dele? – Pergunta apontando para mim.

Theo responde balançando a cabeça e Jimmy chama;

- Dr. Duncan! Tyler quer vê-lo. – Diz ele na porta.

- Posso ir também? – Pergunta Oscar.

- Um de cada vez, por favor.

Cara me veio uma alegria, entrei e Brad, foi saindo;

- Vou deixar vocês a sós. – Disse ele saindo.

Ele estava fraco, mas falando e tentando tirar o aparelho de sua mão;

- Ei, ei, ei. Não pode tirar meu filho... – Falei colocando a mão sobre a dele.

- Pai, eu to com fome.

- Quer comer o que Tyler.

- Sorvete!

- Ouhn meu filho, não pode comer sorvete no hospital.

- Mas eu quero... Pai é o Theo? – Pergunta ele olhando e apontando o dedo.

- Sim, seu pai também está lá fora.

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