• Richardson Garcia

Eles e Eu - Capitulo 7 - Terceira Temporada

Fui até os quartos, Brad me encontra no caminho;

- São os exames da paciente...

- Da tomografia, aqui estão.

Entrei no quarto, Theo estava de pé ao lado dela, a moça acordada, e muito assustada;

- Olá, sou Dr. Duncan, mas podem me chamar de Dylan... – Falei cumprimentando eles.

Peguei os exames e ela pergunta;

- Doutor eu nunca tive uma crise convulsiva antes. O que houve? – Pergunta ela olhando para mim e Theo.

- Bem Roberta, esta é sua tomografia, está vendo aqui está mancha escura... É um tumor. – Percebi eles apertando as mãos, neste momento. – A boa notícia é que podemos operar.

- Então, vai abrir um buraco na minha cabeça? – Pergunta ela tremendo.

Brad me interrompe, como forma de me proteger, e diz;

- O Dr. Duncan vai fazer o que chamamos de craniotomia. Vai abrir um buraco pequeno e em seguida, com um computador, vai guiar uma sonda pelo seu cérebro. É o menos invasivo possível.

- Ah meu Deus como isso foi acontecer, eu...

Antes que ela terminasse de falar, teve uma crise convulsiva, o pior foi Theo assistir aquilo, ela se debatia e tremia todo o corpo.

- Está tendo uma convulsão. – Falei segurando ela.

Brad se aproxima empurrando Theo, e gritando;

- Precisamos de ajuda aqui!

Não havia nada o que fazer, era segurar e aguardar passar, para o paciente não se machucar.

Saímos do quarto depois;

- Brad, prepare a sala de cirurgia, quero toda a equipe.

- Dylan! – Chama o Theo.

- Theo escuta...

- Me diga como amigo, e não como médico da minha noiva, por favor Dylan.

Olhei para Brad e disse;

- Vá e prepare a sala de cirurgia. Theo seguinte... – Segurei no braço dele e puxei até o canto. – Toda cirurgia há riscos, mas irei fazer o possível, fique tranquilo.

- Por favor... Por mim Dylan, por mim... – Para completar ele me abraça.

Realmente ele gostava dela, muito mesmo, Theo estava muito preocupado.

Isso era mais pressão para minha cirurgia...

- Posso ter um pouco de aspiração aqui, por favor? – Peço a Brad, que auxiliava na cirurgia. – Bom. Muito bom. Certo. Devo poder chegar no tumor agora. – éramos acompanhados pelas câmeras em uma TV em nossa frente.

Quando tivemos problemas, as telas desligaram...

- Acabou a eletricidade? – Pergunto.

- Não, os outros monitores estão bem. – Responde a enfermeira. – Deve ser o computador estereotáctico. Nada está parado. – Diz ela.

- Está brincando comigo? Estou no cérebro da mulher. O sistema de navegação parado?

- Devemos pedir outra máquina senhor? – Pergunta ela.

- Se eu retirar a sonda, não será a sua máquina que vai para. Ligue para a companhia e mande alguém imediatamente.

- O técnico está em outra cidade. – Diz ela deixando o telefone.

- Avisou que estou dentro de um cérebro?

- Sim, mas ele está a cinco horas daqui. Não pode tirar a sonda e partir para uma craniotomia completa? – Pergunta ela.

- Não. Responde a ela o porque Brad.

- A sonda está nos tumores. Retirar sem o sistema de navegação poderia danificar o tecido cerebral. E não pode deixar a sonda dentro muito tempo sem que haja um edema.

- Brad quero que você vá até a enfermaria e que faça um anuncio geral, diga que precisamos de técnico em computadores na SO três. Vá logo e se lave ao voltar.

- Sim senhor.

Ele sai desesperado;

- Dr. Duncan! – Chama uma enfermeira que auxiliava.

- Pois não.

- Fiz três períodos em informática antes de mudar para enfermagem. Não sei o que está errado, mas se for algo razoavelmente básico, eu...

- Eu me sentiria melhor se sua voz não estivesse tremula. – Disse eu.

- Minha voz treme quando estou nervosa. Mas não quer dizer que não possa conserta-lo.

- Alguém se sente mais capacitado que a moça? – Pergunto na sala. – Tudo bem, não custa tentar. Vá em frente.

- Agradeço o voto de confiança.

Ela pegou o gabinete abriu e começou a dar uma olhada, eu tinha que ficar imóvel, as mãos então nem preciso dizer não é mesmo.

Brad volta sem ajuda, fiquei extremante tenso nesse momento;

- Dr. Duncan pronto, vou ligar. – Diz e enfermeira se levantando.

Ela liga a tela pisca algumas vezes e volta. Todos na sala bateram palmas para ela. Cirurgia ocorreu tudo bem, porem demoramos quase sete horas. Não consegui mandar notícias para Theo, por causa dos problemas que tivemos.

- Ocorreu tudo bem, ela está sendo levada para o quarto, logo, libero para vê-la. – Falei a Theo.

Ele se levanta e me abraça;

- Obrigado Dylan, obrigado mesmo.

- Já está bom, tenho que ir. Não foi nada. – Disse saindo.

Que dia, bem na verdade meus últimos dias estavam demais. Fui para casa, a única coisa que queria era meu filho e minha cama.

Na quadra do meu prédio, fui entrando e o porteiro me chama;

- Dr. Duncan, olá, aquele senhor está te esperando ah algumas horas.

O rapaz se levanta e nem deixa ele falar, já vem chegando com uma maleta de papeis;

- Olá Dr. Duncan, sou Joey advogado da família Torres. Venho informar o senhor sobre a abertura de um processo de guarda e pensão de Tyler Duncan Torres.

Eu comecei a rir, juro, não acreditava que;

- Estão me processando? Rsrsrsrs. Ai era só o que faltava para meu dia, e o que você quer homem? – Pergunto, já descontraído.

- Doutor.

- Sim. – Respondo.

- Não! Eu, me chame de doutor, como disse sou advogado da...

- Chega! Veio até minha casa dizer que está me processando, quer o eu mais? Uma xicara de café? Acabei de sair de um plantão de quase 54 horas. Desembucha.

- Marcamos reunião com um juiz de paz, antes que oficializar o processo, precisa comparecer com um advogado.

- Algo mais?

- Preciso que assine este documento.

- Rsrsrsrs, vai esperando... – Falei subindo.

Minha cabeça chegou a esquentar com tanta coisa de uma só vez.

Cheguei em casa, Bailey estava fazendo janta, e os meninos dormindo no sofá, a varanda cheia de brinquedos;

- Olá Doutor, como está? – Diz Bailey se aproximando e secando a mão no pano de prato.

- Olá, não acredito que está fazendo janta... Você é um anjo. – Falei abraçando ela.

Acho que ela estranhou, mas eu estava tão cansado, e exausto de tudo;

- Sim, senhor não sabia quando chegaria...

- Me perdoe Bailey, a namorada de um amigo chegou na emergência eu não poderia deixa-la na mão.

- Fique tranquilo Doutor, como falei aquele dia não tenho marido é só eu e Justin.

- Agradeço de coração, mesmo.

Outro abraço. Pedi ela para ir tomar um banho, logo que voltei arrumei a mesa e chamei os meninos;

- Ei vamos jantar, vamos? – Falei perto de Tyler.

- Vamos Justin, temos dois ônibus ainda para pegar. – Diz ela chamando seu filho.

- Fique mais essa noite, está tarde, e ficaria mais tranquilo se dormir aqui, como disse não tem ninguém lhe esperando mesmo.

- Não quero incomodar.

- Fique, por mim.

- Certo.

Jantamos e os meninos contaram o dia deles, e Justin, o filhinho de Bailey ficou perplexo quando contei o que eu fazia.

Depois que eles arrumaram a sala, eu estava no escritório estudando umas coisas rápidas e Tyler entra;

- Pai... – Fala ele apontando o dedo para a estante.

Era onde eu guardava seus jogos de vídeo game, Tyler era viciado;

- Me mostre seus deveres prontos que pegamos o que você quiser.

Ele saiu e veio mostrando os cadernos.

- Certo qual será?

- Pode deixar, eu pego.

- Tyler, se afaste, essa estante é solta, não ouse subir.

- Mas eu já subi pai.

- Eu disse que não era para subir, essa estante cai em cima de você. Tyler se prepare para dormir.

- Mas pai por favor.

- Por favor digo eu, escove os dentes e vá para seu quarto, que já estou indo.

Ele saiu triste, fui fazê-lo dormir e Bailey já havia ido para o outro quarto, a coitada deveria estar exausta.

No dia seguinte eu estava de folga, acordei a tarde, quase a noite, comi algo, e com Tyler ainda no colégio, eu passei no hospital para dar uma olhada em Roberta, antes de pegar meu pequeno.

- Dr. Duncan, não está de plantão hoje. – Diz Bennett me cumprimentando.

- Não, que bom que lhe encontrei, e Jimmy? Bennett fiz cirurgia e procedimentos cardíacos sem um Cardio no hospital, pense se eu deixasse alguém morrer na cama.

- Você foi excelente, as instrumentadoras me contaram suas técnicas, está de parabéns Dylan. Sua suturarão foi filmada. E só tem elogios, suas mãos valem ouro em Nova Iorque, vem pacientes de todos os lugares para operar com o senhor, agora com essa fama.

- Não quero mudar de área, Bennett para com isso e me arruma um Cardio, e rápido.

Ele queria que eu ficasse com a Cardiológica só pode, para ficar de bajulação assim.

Onde a Roberta estava eu não poderia entrar sem roupas especiais, fui no vestiário me troquei e peguei meu jaleco no consultório, só aí desci, fui sem crachá para não vir ninguém solicitar atendimento.

Na verdade, não era meu plantão é claro, passando pela emergência estava uma loucura aquele Franklin era péssimo em gestão.

Cheguei no quarto de Roberta e Brad estava lá, rindo alto com Theo, bem entrosados, quando entrei ele se assustou se levantando do sofá;

- É assim que se comporta quando estou fora senhor Brad? - Pergunto ironicamente.

- Desculpe doutor, eu já vou.... - Diz ele saindo.

Peguei o prontuário rindo conferi os exames;

- Oi Roberta, Doutor Duncan, como passou a noite, teve dor de cabeça, tontura? Olhe aqui.... Aqui!

Ela respondeu com a cabeça;

- Como ela está Dylan? - Pergunta Theo.

- Bem, muito bem. Irei aguardar os exames desta tarde, para dar um parecer sobre o restante do tratamento.

- Agradeço Dylan.

Eu iria falar com meu advogado, mas não custava nada;

- Posso falar com você? - Disse chamando ele para fora do quarto.

- Sim, mas é sobre Roberta?

- Não! Cara vou falar como amigo agora. Preciso da sua ajuda. - Falei próximo a ele.

- Sim aconteceu algo?

- Na verdade vai acontecer! A família de Óscar está me processando, um advogado deles me procurou para um acordo, querem demarcar dias para Tyler ficar comigo e com eles.

- Acredite Dylan, mas não será só isso. Se eles conseguirem depois vem outro e outro processo.

- Como assim?

- Seguinte, Tyler é próximo de você, mas caso ele tenha uma convivência que prove o contrário o juiz pode decidir por outra pessoa a guarda. Dylan você trabalha muito.

- Eu entendo, mas está falando que ele quer a guarda do meu filho.

- É uma hipótese! Olha vou dar uma olhada no processo, me passe o telefone deles irei te ajudar.

- Agradeço.

Passei o contato e deixei nas mãos dele.

Vamos a frente com alguns dias...

Fui pegar Tyler no colégio e a diretora dele estava na frente do colégio este dia, me olhando de rabo de olho;

- E ai campeão! - Falo entrando no colégio.

- Pai!

- Senhor Duncan! Espere!

Ela disse, deixou um pai de aluno e veio em minha direção;

- Olá Sra. Rodrigues! Tudo bem?

- Sim, ótima. Posso falar com você? - Não sei como imaginaram essa cena, mas eu dei uma olhada para ele, que segurava a minha mão com força.

- Sim, claro...

- Senhor estão passando alguma dificuldade? Um problema financeiro? Sei que pode parecer impertinente mas podemos ajudar, acredite!

Eu fiquei com vergonha da pergunta, e com aquele sentimento de que não era comigo que ela falava.

- Não... porque?

- O acampamento de verão, Tyler me disse que estão sem dinheiro...

Gente comecei a dar gargalhadas dele, e dela é claro!

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