• Richardson Garcia

Eles e Eu - Capitulo 6 - Segunda Temporada

#Luiz

Saímos da academia, eu e o Anderson, ele demorou mais, pois sempre tomava uma ducha para não entrar soando no quarto, ele era meio fresco;

- Vamos fazer o ritual com Dylan essa noite.

- Não vai me ouvir não é mesmo.

- Já disse Luiz, Dylan é forte candidato, sem contar na história de vida, um exemplo legal.

- Ele é gay Anderson.

- Luiz, quem é você para falar do Dylan, sendo que comia o novato no começo do ano.

- Eu estava bêbado, e não faço mais isso.

- Eu sei, décima terceira regra da KAT, “O que é feito sobe efeito de álcool não é colocado em discussão”. E tem aquele namorado dele, como é mesmo o nome?

- Theodoro.

- Isso, o garoto tem uma força de vontade, só não autorizei a sua seleção por ser brasileiro.

- Acha que os padrinhos não deixariam?

- Não.

Conversávamos durante o caminho para a fraternidade. Logo na esquina, encontramos uns jogadores do time de futebol, sorte a minha que Theodoro não estava entre eles, continuamos e Anderson disse;

- Viu o Álvaro? Que estava com a camisa no ombro?

- Sim, o que tem ele?

- Te falei do Oscar, porque ele está pegando o carinha agora!

- Como assim?

- Steve me contou que eles estão saindo, casal todo apaixonadinho, é precisa ver! Opa, Dylan logo ali. DYLAN.

#Oscar

Estava jantando com o Álvaro no refeitório do campus, eu estava todo iludido sabem, com coraçõezinhos nos olhos, acho que por ele estar me tratando diferente!

Sentados um do lado do outro, em um banco, estávamos comendo já a sobremesa;

- Ei traga uma agua por favor.

- Para mim também.

Falamos ao garçom que passava;

- Preciso cortar meu cabelo!

- Está lindo assim.

- Está me dizendo isso desde ontem, será que posso confiar.

- É claro. Ah e te falar, queria te perguntar, porque saímos daquele jeito da festa ontem, Theo parecia apreensivo. Ao falar com ele hoje, disse que não era a melhor pessoa pra me responder.

- Pedi ele para não falar nada.

- Sobre.

- Bem Álvaro, eu e o Luiz, membro da fraternidade, ficamos algumas vezes, e ele é meio paranoico.

- Qual foi a última vez que ficaram?

Poxa, respirei fundo para responder;

- Poucas semanas?

- Poucas quantas?

- Duas.

- Tudo bem.

- Então, como estava dizendo...

Ao falar isso, o garçom colocou o copo de Álvaro e ao colocar o meu, ele pegou o prato, mas esbarrou no copo fazendo cair de lado, porem o suficiente para me molhar;

- Ai, merda! Brincadeira.

- Caramba, me desculpe, me perdoe, vou pegar um pano.

- Um pano? Acha que um pano vai resolver isso, ai mas que merda, Álvaro vamos! Vamos antes que eu congele aqui. E você preste mais atenção... Cristian.

#Theo

Levei maior bolo do meu namorado, pois é, era por volta de umas onze da noite, voltei para o prédio de alojamentos, Dylan iria ter o esperado ritual de iniciação e eu não poderia participar e nem dormir naquela noite, era maior frescura se é que me entendem.

Eu estava de jaqueta preta, short rosa e tênis, protegendo do friozinho, ao passar por uma das ruas das fraternidades assoviaram para mim, eu relevei e ouvi me chamarem;

- Theo!

Era o Cris, ele saia do jardim de uma das casas, no fim dava para ver uma fogueira, ele se aproximou sorrindo;

- O que faz essas horas sozinho?

- Eu estava, na...

- Cristian, rápido vai queimar seu marshmello!

Gritaram dos fundos;

- Ei porque não vem comigo, estamos assando Marshmello, vai gostar.

- Não sei está tarde.

- Iria para seu quarto não é mesmo, então vamos vai ser legal.

Fui com ele que me abraçou no caminho chegando a galera que estava reunida;

- Pessoal este é Theo, meu amigo, é brasileiro, então tratem bem ele.

- Oi pessoal.

Cumprimentei de um por um, me sentei próximo a Cris, e perguntei preparando meu Marshmello;

- Essa fraternidade tem um proposito, ou é somente uma casa para universitários?

- Somos da turma do teatro, música, e Fred é escritor, não é mesmo Fred.

Disse ele para o cara do outro lado da fogueira. Vamos lá aquela breve resumida marota, conversei muito com o Cris e eles resolveram contar histórias de terror, aff não sei se lembram, mas eu não sou muito fã. Pois é, eu disfarçava e as vezes tampava os ouvidos, pena que isso não me impedia de me assustar.

Os Marshmellos já acabando, eu estava satisfeito, mas Cris foi pegar outro pra ele, até então não havia percebido ISSO. Que bunda, o garoto levantou e não sei se por causa da calça que ficou meio que caída estilo Justin Bieber, galera, era redondinha, sabem aquela hora que você vira os olhos para cima e depois o rosto, isso desse jeito que acabou de fazer, rsrsrs. Foi minha atitude para ignorar.

- Theo. Theo! Ei.

- Ah, oi, desculpe.

Porra ignorei demais, Cris teve que chamar minha atenção;

- Estava pensando em que?

- Nada.

- Sei, fixou o olhar para cima e ficou parado.

- Não, é o jogo de amanhã, só estava pensando no jogo.

- Então será contra o reservas do colégio né?

- Sim. Será fácil.

- Você já é titular?

- Sim, mas estou de meio campo.

- O que tem?

- Jogo melhor de atacante, é minha posição, mas como sou novato, tenho que fazer o que mandam.

- Atacante?

- Sim.

- Rsrsrs’ tabom, vou acreditar cara.

- É sério, vai no jogo amanhã que te provo.

- Beleza, vou sim, será que horas?

- Ah, duas e meia.

- Certo.

Olhem conversamos tanto, mas tanto, qualquer papo tinha pauta entre nós, e mesmo com a quantidade de pessoas na fogueira, nos ignoramos, como se não houvesse mais ninguém, estávamos em um papo muito bom.

Era madrugada quando ele foi comigo até a porta dos prédios dos estudantes, fui dormir e olhei no celular nenhuma mensagem de Dylan, beleza.

#Oscar

- Dylan te traz até o apartamento é?

Theo hesitou em responder, ele meio que gaguejando disse;

- É... Sim. E você e Álvaro?

- Bem estamos ficando, mas nada demais, até porque, não falei com o Luiz ainda.

- Oscar, fala enquanto é tempo, Luiz não bate muito bem da cabeça, e o que está fazendo é falta de ética.

- Eu sei, vou falar com ele amanhã.

- Boa sorte.

Com um boa noite, me virei para o lado e puxei o cobertor, Theo estava certo, eu também já tinha decidido falar no dia seguinte com o Luiz, para deixar isso claro.

Na manhã seguinte acordei pouco atrasado, Théo já havia saído para o café e as aulas, eu estava colocando os materiais na mochila e fui no banheiro arrumar o cabelo, quando sai Luiz estava do lado de dentro trancando a porta, ele estava com a mochila pronto para a aula também;

- Oi bom dia.

- Bom dia.

Falou com um sorriso se aproximando, e agindo como se nada ocorreu, passou a mão na minha cintura e me beijou;

- Tem um tempo que não ficava contigo.

- Pois é, Luiz a gente precisa conversar.

- Sei...

Ele me deitou na cama e beijando, olha vocês me entendem não é mesmo, um homem daquele em cima de você, aquela calça jeans apertada, marcando as coxas e deixando a saliência da bunda muito mais grande, seus braços e bíceps saltando da blusa de frio e se desenhando sobre o pano.

 Luiz me beijava com vontade, ele curtia morder minha boca, e passar a língua na minha orelha, e como retribuição aquela sarrada de calças jeans;

- Acho que vamos perder a primeira aula.

Disse ele tirando a jaqueta. Alguém tentou abrir a maçaneta e então bateu na porta, ele meio que se levantou e disse;

- Ignora, deixa.

- Mas pode ser o Theo.

- Ele e o namorado dele estão me deixando de saco cheio.

Luiz se levantou e ficou atrás da porta, passei a mão na minha roupa e disfarcei o volume e abri a porta, era o Álvaro;

- Bom dia, atrasado.

Ele me beijou, foi um passo para trás, o suficiente para Luiz fechar a porta com uma das mãos, foi cena de filme de terror, meu coração disparou;

- O que está fazendo?

Perguntou Luiz vindo para cima de Álvaro, que não conseguiu responder, Luiz pegou na gola sua camisa ergueu ele, e depois abriu a porta, jogando Álvaro para fora, ele fechou a porta e olhou para mim. Pensei que iria me jogar da janela aquele momento.

- Luiz calma, era isso que queria falar com você.

- E porque não falou antes em?

- Você não deixou, foi me beijando e tals.

Seus olhos cerraram, ele pegou a mochila e saiu do quarto, que grande merda eu tinha feito, parabéns para mim.

Tinha que explicar a Álvaro e a Luiz de novo.

Não encontrei o Álvaro nas aulas, só depois do almoço, com Theo, eles estavam no vestiário, junto com o time, assim que eu entrei Theo gritou;

- Vamos para o campo, galera, vamos, vamos.

Meio que sabia o que estava acontecendo, só Álvaro ficou, ele estava sentado no banco amarrando a chuteira;

- Eu queria conversar sobre essa manhã.

- Acho que não é uma boa hora.

- Álvaro por favor.

- Já sei de tudo Oscar, não precisa gastar sua saliva comigo.

- Tudo o que?

- De mim é claro, o que você acha de mim, sua história com o Luiz, e que nojo Oscar, até com o Dylan cara, quem você respeita?

- O que? Quem te disse isso.

- Agora importa? Deixa eu ir para o jogo, é o melhor que eu faço, e você, gostaria que morresse, mas sumir já está de bom tamanho.

#Theo

Fiquei no banco de reservas, que merda, e pior, meu dia estava lindo, não consegui falar com o Dylan, é o terceiro jogo que ele perde, eu mato ele.

Detalhe Cris estava na arquibancada, ele me olhou lá de cima sorrindo com as mãos fazendo sinal, como se eu não fosse entrar em campo, me levantei e ergui os ombros sorrindo, pois, o jogo iria começar e eu estava de colete reserva, quando senti um empurrão, era o Oscar, olhem primeiramente eu assustei, mas logo entendi;

- O que você foi inventar para ele? Culpa sua, foi falar mentiras sobre mim.

Ele novamente me empurrou, mas Oscar só era um rostinho lindo, o empurrão que dei nele o fez cair no chão;

- Primeiro não encosta em mim, e segundo não precisei falar nada pra ninguém, avisei você.

Ele veio novamente, eu peguei em seu braço virando e fazendo ele ficar de costas, e joguei ele no chão novamente, Álvaro chegou rápido saindo do campo;

- Que isso ta maluco Oscar?

- Agora fala que não contou nada para ele, fala seu sínico.

- Só não quebro sua cara porque não vale a pena.

Falei apontando o dedo para ele;

- Foi o Luiz que me disse, não o Theo, ficou louco.

Meu celular chamou era o Dylan;

- Álvaro tira ele daqui, antes que eu perca a cabeça.

Sai do barulho da arquibancada e atendi;

- Alo.

- Nossa amor que foi?

- Porra Dylan agora não, está onde? Que barulho é esse?

- Depois a gente se fala.

- Dylan, onde você está?

- Em Seattle.

- Oque?

- Eu estou te ligando para contar.

- Ligando Dylan, está fazendo o que aí?

- Vim com o Anderson, é coisa da fraternidade.

- Ah que bom saber, quando chegar me procura.

- CASTRO, PRECISO DE VOCE, ENTRA AGORA.

Gritou o treinador, que merda. Desliguei o telefone e sai correndo, e já sabem né, não fui bem, o time ganhou, mas eu estava puto, com tudo e todos, qualquer coisa era motivo de briga, e xingamentos, querem saber o que apertava meu coração? Dylan. Sim, ele estava diferente, e não era recente, já fazia um tempo, atitudes os incriminavam, e eu sofria calado.

Ao terminar o jogo sai me esquecendo de Cris, fui tomar um banho, estava exausto, e pior cheguei a levar bronca do treinador, pelos meus resultados péssimos. O que ocorria na demora para conseguir chegar a atacante.

Tomei um banho no vestiário e fui para o quarto, ao chegar Oscar estava deitado em sua cama, aparentemente chorando, eu entrei coloquei a mochila no chão e a empurrei para baixo da cama;

- Theo.

Só olhei para trás, ele sentado continuou;

- Me desculpe, não deveria ter feito aquilo.

- Não mesmo.

- Fui infantil e não pensei, me perdoe.

- Se fosse qualquer um, eu não daria a mínima, mas relaxa, ta de boa.

- Como foi o jogo?

Aff ele foi tocar no assunto, me sentei no chão de frente para ele e disse;

- Foi a pior coisa que eu já fiz em campo.

- Foi por minha causa? Eu posso falar com o treinador, ele vai entender...

- Foi Dylan.

Nesse momento Oscar se levantou e sentou do meu lado;

- Quer conversar sobre?

- Não... Ele está em Seattle, Seattle Oscar, poxa poderia mandar uma mensagem, ligar dizendo que iria, sei lá.

- A Fraternidade vai ocupar muito o tempo dele agora Theo, é não sei se você entende, mas para esses garotos aquilo é a vida.

- É a vida mesmo. Mas deixa para lá, vou dar uma volta!

Deixei ele e sai do quarto, na verdade fui na casa do Cris, queria me desculpar por ter saído sem falar com ele, ao bater na campainha ninguém abriu, novamente e nada, eu estava ouvindo gritos e pulos na agua, dei a volta e entrando meio que sem graça, estava Cris e outro cara, sobre umas boias grandes brincando com duas garotas, muito bonitas por sinal;

- Olha quem apareceu, e aí jogador.

- Engraçadinho, podemos conversar?

- Sim.

Puta que me pariu, antes eu entrasse na piscina e falasse com ele lá dentro, o tempo estava com sol, porem havia uma brisa fria no ar, ao Cris sair da piscina, só não babei não sei porque, ele estava com uma sunga preta, e havia um volume em sua sunga ele não era malhado, mas fortinho digamos assim, o cabelo sem desfazer, ao se aproximar notei que em sua pele estava com calafrios do vento, ele se aproximou tremendo o queixo;

- Pegue.

Falei entregando uma toalha que estava perto para ele;

- Vem aqui.

Nos sentamos na escadaria da casa, ele se secando, eu virei para ele e disse;

- Cara queria me desculpar por sair de lá, daquele jeito.

- Relaxa, não tem problema.

- Não serio fui um idiota, é que aconteceu algumas coisas e estava muito estressado.

- De boa, essa é sua desculpa para jogar daquele jeito?

- Ata te entendi, no próximo jogo faço um gol para calar sua boca.

- É você tem sangue brasileiro, honre isso.

- Cala a Boca Cris.

- Ei tenho que ir trabalhar, se não se importa.

- Não relaxa.

Fui para o meu quarto, e dormir durante a tarde, a noite jantei com o Oscar e voltei, pois, tinha um trabalho para fazer, infelizmente só com o Dylan na cabeça.

Eu estava me arrumando para deitar, o Oscar já havia pegado no sono quando baterão na porta do meu quarto, ao abrir era o Cris;

- O que faz aqui essa hora?

- Pegue seu casaco, rápido.

Peguei e saímos, ele estava com uma toalha no ombro, tentei descobrir o que ele iria fazer, ou onde me levaria e nada, bem andamos para fora do campus e entramos nos fundos de uma residência.

Cara havia uma piscina gigante com luzes dentro, perfeita e saia um vapor dela, por ser aquecida, Cris tirou a roupa e entrou;

- Você está maluco?

- Entra.

- Tem alguém na casa?

- Não sei.

AHHHHH, tirei a roupa e entrei, ficamos um pouco conversando e falando besteira, ele me zoando por causa do colégio, quando vimos uma luz nas escadas da casa, saímos como loucos na piscina, mas não nos viram.

Atrás de uns arbustos, ele se secou e vestiu a roupa, eu peguei a toalha me secando e ao passa-la no cabelo percebi que ele estava me olhando;

- Que foi?

- Nada.

Me vesti e voltamos, literalmente correndo para os dormitórios, subimos as escadas e chegando no meu andar eu cai, cara ele deu uma gargalhada alta;

- Ei vai acordar as pessoas. Me ajuda.

Me apoiei nele que não parava de sorrir, e eu também entrei na dele, ao chegar no andar, Dylan estava escorado na porta do meu quarto com o ombro, e virado para mim com os braços cruzados, no chão uma mochila;

- E eu pensando que você estava sozinho em.

Não tive medo, afinal não fiz nada demais, a forma que ele falou o Cris se assustou e me olhou;

- Tudo bem Theo?

- É Theo tudo bem.

Repetiu Dylan;

- Não fale desse jeito comigo, tentando colocar sua culpa em mim.

- Acho melhor eu ir.

- Valeu Cris, a gente conversa depois.

Falei enquanto ele descia as escadas;

- Cris?

- Cristian para você que não o conhece.

Me aproximei e juro que Dylan achou que eu iria abraçar ele, tirei as chaves falando;

- Me dá licença esse é meu quarto.

- Vai ser assim, não vai querer conversar?

- Hoje não, e acho que o chefe da sua tribo está te chamando.

Falei entrando e trancando a porta, me sentei na hora, as lagrimas começaram a sair quando Dylan, me chamou, uma, duas, três vezes e saiu. 

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