• @rgpatrickoficial

Eles e Eu - Capitulo 5 - Terceira Temporada

- Sem sinais vitais, incapaz de entubar.

- Doutora Sherley, Vamos. – Falei com a interna que estava no lugar. – Abra a bandeja de intubação. Há quanto tempo está parado? – Pergunto.

- Levei dez minutos para botá-lo no carro, 14 para chegar, total 24 minutos.

- Faz mais adrenalina. Sabe entubar Sherley? – Pergunto a ela.

- Nunca fiz antes.

- Já viu sendo feito?

- Umas duas vezes.

- Vem fazer uma agora.

- Tem certeza? – Pergunta ela pálida.

- Visualize as cordas vocais, puxe para cima, de olho no tubo, passe pelas cordas.

- Não consigo ver as cordas. O senhor deveria fazer isso.

- Você consegue. Não agite contra os dentes. – Puxe direto para cima.

- Saturação baixa, em 86%. – Diz a enfermeira.

Todos na sala olhando para ela, foi uma pressão fora do sério. Ela conseguiu, mas;

- Hora do óbito, 18:33. – Falo anotando, todos pararam, e saíram.

O protocolo foi ativado para o corpo ser retirado. Cobriram o corpo, e comento com ela ainda em choque;

- Não foi mal.

- O que?

- Não foi nada mal para sua primeira intubação.

- É algum tipo de piada?  O cara está morto. Ele morreu. – Afronta ela.

- Ele já estava morto quando chegou. Morreu no acidente. Estava morto há 15 minutos na ambulância, estava morto antes de eu lhe pedir para entubá-lo.

- Um pouco arrogante não acha? Foi trazido aqui para ser socorrido.

- Eles o trouxeram porque são legalmente obrigados. E eu a fiz entubá-lo porque sou obrigado a ensiná-la. E é assim que se apreende.

- Não. Não. Você devia ter feito todo o possível. – Diz ela enquanto eu anotava as baboseiras.

- Aquilo foi todo o possível.

- Que tipo de medico você é?

- O que está insinuando? Se não quer apreender comigo, tudo bem. Mas estou de plantão hoje na emergência, então faz um favor para nós dois, vá revisar os prontuários, talvez trabalhar com os papeis seja mais cômodo para você.

- É melhor

- Ótimo.

Passei no refeitório, e conversei com Brad e Tyler, iria entrar em cirurgia, e demoraria algumas horas, então pedi para ele colocá-lo para dormir, no meu consultório na hora.

Seria uma demorada cirurgia, Doutora Andreas, me acompanharia, e confio em Brad.

Juro a vocês estava na sala de cirurgia pensando o que fazer para o Theo, rsrsrs. Jantar é claro.

Sai de madrugada da cirurgia, fui direto ver como estava o Tyler, ao entrar assusto pois Brad estava dormindo sentado na minha cadeira, e Tyler deitado no sofá com seu cobertor.

- Brad! – Falo baixo chamando sua atenção.

- Nossa me desculpe, ele me fez cantar, e eu peguei no sono. – Disse ele se levantando.

Passou por mim e se esbarrou no pote de canetas, deixando cair, ele então pega, mesmo eu falando para ele não se preocupar.

Deixei minhas coisas para ajudar ele, mas já havia pegado, colocou na mesa, e eu passei perto dele novamente;

- Obrigado por cuidar dele, me ajudou muito, não pude deixa-lo com o pai, pois... – Brad me beija, um selinho, com a mão no meu rosto.

Quando terminou, eu estava de olhos arregalados, ele então pede desculpas saindo da sala.

Passei a mão na cabeça e sai.

A tarde do domingo sai do hospital, e fomos direto ao mercado, compramos algumas coisas, Tyler ainda estava cansado, assim como eu.

Comprei somente mais um vinho e fui para casa, tomei um banho e fui para a cozinha. Tyler deitou no sofá e acabou pegando no sono, é que ele acordou cedo demais, e eu não parei durante o dia também.

Preparei algo rápido e prático, um salmão fresco, uma salada de jardim crocante. Uma garrafa de vinho branco, mas não deixei tão formal, para não pressionar ele e tem Tyler também.

Theo estava atrasado, dezessete minutos, então acordei Tyler;

- Ei, meu filho, vamos jantar? – Falo abaixado no chão do sofá.

Ele se espreguiçou e disse;

- To cansado pai.

- Lave as mãos e o rosto no banheiro e venha jantar.

Ele sai caladinho todo amarrotado, e aquele cabelinho de anjo bagunçado, descalço, fiquei olhando isso e ouço a campainha, o que fez meu coração acelerar na hora.

Olhei no espelho da sala, tirei o pano de prato do ombro e fui atender, pelo olho magico se via o Theo.

De camiseta normal, cinza com bolinhas pretas, calça jeans escura, relógio, o cabelo como sempre, um desarrumado, “arrumado”, vai entender. Ele estava com o celular nas mãos;

- Estou atrasado né? – Pergunta ele.

- Precisa responder?

- Não me dou muito bem, com esse navegador do celular, estava no prédio vizinho brigando com o porteiro, cheguei a mostrar meu celular a ele.

- E aí?

- Ele me ensinou a chegar aqui, rsrsrs.

- Entre.

Ao entrar pela porta, a sala ficava a direita e a cozinha metros à frente, com a vista do Central Park, Theo ficou hipnotizado;

- Caramba Dylan, que vista mais foda, posso? – Pergunta ele indo em direção a sacada.

Eu só respondi com um sorriso, olhei no celular rapidinho, ele havia mandado mensagem;

- Me perguntou o que queria que comprasse? – Pergunto olhando a mensagem.

- Sim, você não respondeu, e estava atrasado... Três pratos Dylan? – Pergunta ele ao lado da mesa.

- Pai? – Chama Tyler no corredor.

Theo olhou ele, e se ajoelhou para cumprimenta-lo, Tyler estranhamente não se moveu, ficou imóvel, como se estivesse com medo, seus olhos arregalados, me aproximei;

- Campeão, este é o Theo, fala oi para ele. – Disse isso enquanto pegava ele no colo.

Aproximei e ele pegou na mão de Theo;

- Tudo bem com você Tyler? – Pergunta Theo.

Ele responde com a cabeça e me abraça, no abraço ele fala, próximo ao meu ouvido;

- Ele é igual na foto pai.

Eu fiquei vermelho, pois Theo questiona;

- O que ele disse?

- Disse que você é igual nas fotos. – Assim que falei, Tyler pede para descer.

Ele sai e corre para meu quarto;

- Tem fotos minhas Dylan?

- Tenho do livro da classe Theo. Ele o viu de lá. Sente-se.

Peguei o vinho e ele se acomodando, e Tyler chega com uma sacola de fotos, eu quase joguei a garrafa nele, rsrsrs.

Tyler veio segurando ela com as duas mãos, se sentou ao lado da cadeira no tapete no chão e esparrama aquele monte de fotos.

Eram das redes sociais, eu havia mandado revelar quase tudo, tinha coisa demais lá, e sim havia de Theo, de nós juntos, dele sozinho, dos meus pais, da mãe de Theo.

- Tyler, agora não meu filho, vamos jantar primeiro. – Falei colocando o vinho na mesa.

- Você tem foto da minha mãe Dylan, meu Deus, eu nunca vi essa, olha. – Ele saiu da cadeira e sentou no chão.

Tyler pegou uma foto, que estava eu e Theo, na universidade, uma selfie que ele tirou de nós em nosso primeiro dia na acomodação, logo atrás havia a foto que ele tirou quando eu estava dirigindo, chegando no campus, “acho que se lembram desta”.

Ele olhou, com os olhos brilhando, e Tyler diz;

- São vocês, olha. – Diz ele quase esfregando as fotos na cara de Theo.

Eu estava vermelho, que vergonha, rsrsrs. Theo pegava as fotos e comentava com Tyler;

- Estes são seus avós, seu pai aqui no canto, e segurando ele minha mãe.

- Sua mãe?

- Sim, ela trabalhava com seus avós...

Tyler falava com ele de um jeito. Eu provei o salmão e falei com eles;

- Vocês dois jantam, depois mexam com essas fotos, fiquei um tempo cozinhando, e está esfriando.

Eles riram juntos e sentaram, galera Tyler olhava para Theo de um jeito, que me deixava sem graça. Já jantando, comento;

- Meu filho, se ficar olhando desse jeito para Theo, ele vai embora, achando que você é doido.

Ele sorri e diz;

- Deixa o garoto.

Meu filho caindo de sono, mas conversando, contando do hospital da escola, eu fiquei mais calado, e Tyler piscando os olhos e falando.

Mas chegou em um momento que ele pediu para sair da mesa, levei ele para escovar os dentes, e deixei ele na cama dele;

- Pai, fala para o Theo esperar eu acordar, ta bom.

- Ta meu filho, agora dorme. Teve um dia cheio.

Voltei, e antes de me sentar Theo comenta;

- Ele é sua xerox, Dylan, você pai, quem diria. Parabéns, fez um ótimo trabalho com ele.

- Obrigado e Você vai se casar com uma mulher, quem diria.

Ele não disse nada, voltamos em assuntos da sua carreira, Terminamos de jantar, e fomos para a sacada, ele ficou mesmo impressionado com a vista.

De pé um ao lado do outro com as taças de vinho pela metade;

- Se eu morasse com uma vista desta na minha sala não sairia de casa.

- Já me acostumei... E como foi esse período no Brasil? – Pergunto.

- Excelente, fiz minha carreira lá.

- Quando voltou para a américa?

- Logo após a morte da minha mãe, vim e acabei ficando.

- E Roberta? – Dessa vez eu me virei para ele.

- Roberta. – Ele bebe um gole de vinho e se vira para mim, com um sorriso no rosto, passa a mão no nariz e diz. – Estamos namorando a 8 meses, então a pedi em casamento. Gosto muito dela.

- Gosta ou Você a ama? – Pergunto.

- Dylan, sabe que as coisas não são assim.

- Foi só uma pergunta Theo. Desculpe.

- Amamos uma pessoa somente na vida, é nisto que eu acredito, Dylan. E eu já amei. – Ele fala levantando a taça, como se estivesse apontando para mim. – É melhor eu ir.

Ele deixa a taça, ao canto, e se vira;

- Theo desculpe, espera.

- Esse era o clima que queria evitar. – Fala ele pouco alterado.

- Evitar o que? – Falo entrando atrás dele.

Theo se vira e me beija, meu corpo pegou fogo imediatamente, eu estava tão sem jeito que caímos no sofá, não consegui segurar a pegada dele.

Senti seu perfume, seu corpo quente, suas mãos, sua língua. Fiquei encostado no sofá menor, ele por cima de mim, segurando firme, o gosto do vinho foi se dissipando e aquela boca se revelou, junto as mãos super quentes.

Ele para de beijar e ficamos de testa com testa, sua mão subiu até meu rosto, ela estava tremula, Theo tira sua camisa.

Minha mão desceu naquele corpo, aquelas costas, até a calça jeans, apertada, sua bunda, suas costas, seu corpo quente, ele me beija novamente, outro de língua, bem gostoso.

Para e desce caindo no chão, ao lado do sofá, olhando para cima, e com a camisa em sua mão, olhei e ele estava de barraca armada, eu estava excitado.

- Esse clima que queria evitar. Esse.

A campainha chama, isso por volta de onze da noite, eu me assustei, levantamos, e fiquei sem graça pelo volume na calça, ele vestiu a camisa e diz;

- Preciso ir embora.

Eu não disse nada, só acompanhei ele até a porta, antes de abrir na meia luz, ele me olha e estende a mão, desta vez eu dei um selinho, mordendo seu lábio inferior, bem gostoso. A campainha atrapalha novamente. Ao abrir a porta, Oscar apoiado com a mão e de cabeça baixa.

- Eu realmente tenho que ir. – Diz Theo, passando por Oscar.

- Ah está explicado o porquê não me responde, e não retorna minhas ligações. – Diz ele para Theo que chamava o elevador. – Está vivendo seu antigo amor não é mesmo?

Theo graças a Deus não responde, somente olha, o elevador chega e Oscar se vira para mim dizendo;

- Eu quem lhe disse de ele estar na cidade.

- Veio para gritar? Fala logo.

- Quero ver Tyler.

- Vai para casa Oscar, já está bom por hoje sua cota de barracos.

- Se não me deixar entrar eu te denuncio de sequestro Dylan. Eu te processo.

Sabem o que eu fiz, levantei os olhos e bate à porta. Na boa galera eu tinha mais o que fazer. Ele gritou um pouco lá e acho que foi embora.

Ao fechar a porta eu fui para a sacada e sentei bebendo vinho, aquele agora era a parte da casa que eu mais curtia agora.

Acordei na segunda-feira com Tyler entrando e subindo na cama;

- Pai.. Papai, cadê o Theo, eu não achei ele. – Dizia pulando na cama.

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