• @rgpatrickoficial

Eles e Eu - Capitulo 4 - Terceira Temporada

- Está, não foi nada.

- Podemos? – Pergunta ele se referindo em entrar no prédio.

- Porque? – Pergunto, ainda me limpando.

- Quero falar com você.

Entramos e Bennett vem ao meu encontro, logo que nos vê entrando;

- Dylan, não conseguiu salvar Adam? – Pergunta ele se aproximando e cruzando os braços.

- Não, senhor. Houve movimentos e a mãe do garoto ficou perturbando ele durante a “Halo tração”. Desculpe.

- Não, tudo bem, é que nunca perdeu uma assim. Qualquer coisa me chame... e o senhor é? – Pergunta ele alongando o pescoço em direção a Theo.

- Theodoro Castro senhor, sou amigo de Dylan. – Diz ele cumprimentando Bennett.

- Dr. Bennett, prazer, tenho que ir, estão me aguardando.

- Amigo? – Perguntei.

- Estou andando com você, acha que posso dizer a ele que vou processar o hospital.

- É melhor, deixar para lá.

Fomos até o refeitório, estava bem vazio esse horário, sentamos, e eu peguei um café;

- Dylan, eu não trabalho mais com a família da senhora Neiva, e estou fora do processo contra o Dr. Jimmy. Mas consegui convence-los do contrário, aceitaram o acordo.

- Porque?

- Por você, também tenho que voltar ao Brasil.

- É... Agradeço Theo, de coração.

- Não a de que. Bem tenho que ir... – Ele se levantou, e pegou a maleta, vi uma aliança.

Ele percebeu que olhei, tocou e a rodou no dedo;

- Vou me casar, dá para acreditar. Eu me casando.  – Diz ele com um brilho nos olhos.

Não, não dá para acreditar!!!

- Fico feliz por você e Christian, felicidades a vocês.

Ele sorriu e se sentou;

- Não, não é com o Christian... – Interrompe ele.

- Só não me diga que é o Oscar?

Ele dá uma gargalhada, daquelas bem gostosas, porra como era bom fazê-lo sorrir;

- Definitivamente não. Ela se chama...

- Ela?

- Ela se chama, Roberta.

Eu engoli seco, e olhei bem no fundo dos olhos dele e disse;

- Parabéns, para você e Roberta, felicidades...

- Agora tenho que ir, é sério Dylan, vim somente lhe comunicar, me senti na obrigação. – Ele se levanta.

Vira para sair eu seguro em sua mão, foi automático... Não sabia ao certo o que dizer;

- Janta comigo!

- Oi?

- Não. Sim. Janta lá em casa, antes de viajar.

- Não tenho certeza se é certo Dylan.

- É só um jantar, uma forma de agradecimento por terem aceitado a proposta. Uma forma de agradecer.

- Tudo bem, aqui... Meu número, me ligue. Agora tenho que ir. Bom ver você.

- Digo o mesmo.

Quase abracei aquele cartão, eu juro.

O restante do meu dia de trabalho, foi pensando se fiz certo, fiz errado, mas isso, mas aquilo.

Eu liguei no dia seguinte, marcamos para o domingo, pois eu teria um plantão no sábado.

E contar algo a vocês, no sábado à tarde, estava me preparando para ir trabalhar, Tyler estava vendo TV. O telefone chama e ele quem atendeu;

- Meu papai está no banho vó. – Ouço ele falar.

De toalha vou até a sala;

- Sua avó Tyler? – Pergunto pegando o telefone.

- Sim, Pai Oscar ta doente.

- Oi, Sr. Torres!

- Dylan, desculpe incomodar, mas Oscar não poderá ir pegar Tyler hoje.

- Estou saindo para o trabalho, como não pode? – Pergunto já bravo.

- Foi em uma festa ontem e está...

- Beleza já entendi, obrigado por avisar Senhora Torres. – Desliguei o telefone antes de começar a brigar com a coitada, que não tem nada a ver com a merda.

- Pai Oscar está bem? – Pergunta ele no sofá, com as mãos no queixo.

- Tyler, arruma sua mochila, vai trabalhar com o papai hoje.

- Ah! Sério? – Grita ele saindo correndo.

- Sim, rápido, vamos. – Falo dando tapas na bunda dele.

Tyler gosta mais de ir para o hospital que eu, ele dá um pouco de trabalho lá, mas eu não tinha opção.

Ele sempre leva um cobertor que ele dorme, um livro e sempre tenta levar doces na mochila, fico de olho, pois “pasmem” última vez que ele foi comigo deu chocolate a um paciente que estava no pré-operatório, imaginem o problema.

Iria passar a noite no hospital, meu plantão iria terminar no domingo à tarde. Logo que cheguei, no lugar onde nós funcionários se reuniam, como um vestiário, o Brad chega depois de mim, já começou a gritaria ai;

- Não acredito! Tyler, por aqui... – Abaixa ele abraçando meu filho, que parecia ter eletricidade passando nas veias, com sua alegria. – Vamos pegar chocolate nas maquinas e dar para os pacientes? – Pergunta Brad rindo.

- VAMOS.

- Brad, para, e você rapaz, vou passar esparadrapo, amarrando você no pé da minha mesa, se comporte Tyler.

- Tá pai.

Trocamos de roupas e saímos, deixei as coisas dele no meu consultório e fui até Bennett que estava saindo do seu plantão;

- Olá senhor, vim avisar que Tyler veio comigo hoje. – Falo com ele no braço.

- Oi campeão, como vai?

Ele vergonhoso não responde, e sim me abraça, mas pega na mão de Bennett;

- Dylan, nada de chocolate. – Diz ele rindo.

Descemos para a emergência, onde encontraríamos a Dr. Andreas. Tyler foi correndo quando a viu, eles se abraçaram, pois havia um tempo que não via ele;

- Fique de olho nele, vou dar uma olhada em meus pacientes pré e pós-operatório, já volto.

- Sim, senhor.

- Doutora, nada de chocolate ou algum tipo de doce, por favor.

Fui com Jimmy fazer uma avaliação, em uma paciente que iria operar, e precisava do meu parecer.

Ele vinha no fim do corredor, e aguardei, para entrarmos, a moça estava com sua amiga como acompanhante;

- Olá senhora Cristina, sou Doutor Dylan neurocirurgião, e este é o Doutor Jimmy cardiologista, viemos avaliar...

Ela me interrompe e comenta segurando a mão da amiga;

- Dê os parabéns para a pessoa quem contratou vocês doutores, são muito lindos. Com esses médicos problemas nos olhos não vou ter, são um colírio. – Ela sorri junto com a amiga.

É claro que rimos do comentário;

- Senhora, Jimmy é casado e será pai, eu além de ser pai, sou gay. – Ela abre um sorriso e comenta.

- Também somos Doutor, ainda não somos mães, mas pretendemos. – Comenta sua namorada.

- Então estamos entre “amigos”... – Diz Jimmy, descrevendo o quadro da cliente.

Ouço sorriso, e a voz de Tyler, pouco baixa, iria sair, mas Jimmy pede para explicar o porquê de eu estar lá, expliquei a ela, com a cabeça fora da sala. Quando saímos, ele comenta;

- Esse sorriso é de Tyler? – Pergunta ele, anotando algo no prontuário.

- Sim, é dele.

Andando no corredor olhando nas salas, e vejo a Dr. Andreas na sala de um cliente pós-operatório analisando o quadro para Brad, era um garoto de uns 14 anos, estava fazendo careta para Tyler, que estava sentado nos pés da cama.

Cheguei e todos ficaram sério, Tyler se virou, tirei ele de cima da cama e disse;

- Não pode subir nas camas filho, tudo bem.

- Pai, o senhor cuidou dele, ele me contou.

Ajudei a Doutora e Brad, terminei minha rota com o Jimmy, e fomos jantar, todos juntos no refeitório. Estávamos mais é falando da vida dos outros, e jogando conversa fora.

Uma observação, sabem como mulheres gostam de pais solteiros, galera, todas enfermeiras ficavam me olhando, e davam, bolo, doces, muita atenção a Tyler, esse é o porquê ele gosta tanto do hospital. Mesmo sendo perigoso confio levar ele.

Ainda comendo recebo um chamado da recepção, eu recusei, por não ser importante, o procedimento era a pessoa esperar, neste caso, quando terminei de jantar, fui rapidinho ver o que era;

- Eu já volto, só ver o que querem, elas nunca sabem fazer nada mesmo. – Falo para Brad, Tyler e a doutora.

Desci e cheguei na moça, chamando a atenção dela;

- Britney me chamou?

- Sim, senhor, doutor aquele homem fez um escândalo aqui, quer porque quer falar com o senhor. – Diz ela se levantando e apontando com a caneta.

Era Oscar, estava péssimo, eu olhei e falei com ela;

- Chame a segurança.

- Sim, senhor.

Cheguei nele, que estava com mais um senhor sentado e outro garoto, na sala de espera;

- Me chamou? – Pergunto ao lado.

Ele olha e se levanta;

- Porque falou com minha mãe daquele jeito, onde está Tyler? – Disse ele bem próximo a mim.

Foi dessa forma, eu dei um passo para trás;

- Você está bêbado Oscar?

- Eu bebi, ontem, mas...

- Tyler está comigo, eu estou cuidando dele como sempre, e não falei com sua mãe, eu desliguei o telefone, só isso.

- Vim buscar ele, chama ele, vou levar ele para casa.

Cheguei a abrir um sorriso irônico;

- Desse jeito, você não vai nem mesmo chegar perto dele, escute, vá para casa, tome um banho e uns analgésicos.

Me virei para sair, ele segurou no meu braço;

- Cadê meu filho Dylan.

- Não encosta em mim. – Falei tirando seu braço.

- Doutor. – Diz o segurança se aproximando.

- Quero meu filho, não saiu daqui sem ele. – Disse pouco mais alto Oscar.

- Faça o que estou te falando, não me faça te expulsar daqui.

Ele ameaçou partir para cima de mim, o segurança segurou antes mesmo de se mover;

- Tire ele do prédio, e certifique que não volte.

Nem terminei de falar e a emergência solicita o médico de plantão, era grave, sinal laranja.

Desci de cabeça quente, uma interna estava entrando com a maca, junto a equipe de paramédicos;

- Passando! Motorista de 40 anos sem cinto num carro capotado após colisão.

- Trauma 1. – Falo indo com a equipe.

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