• @rgpatrickoficial

Eles e Eu - Capitulo 21

~THEO CASTRO

Durante semanas o time estava se preparando para a grande final, e pior não aconteceria no #TAG, e sim na casa do adversário. O que deixava a gente mais tenso no caso.

Chamei todos, e queria ver o Dylan por lá, mas minha mãe achou melhor que não, eu não discuti.

Sexta feira, quatro e meia da tarde, o jogo começaria as cinco, se ganhássemos a taça estadual seria nossa.

Eu estava no vestiário com Joey e Peter, assim como eu eles estavam apreensivos, as meninas do outro lado.

Os três se trocara e ficamos esperando a hora de entrar, ouvindo gritos e gritos da galera ao lado de fora.

Entramos em campo com mais vaias do que gritos do nosso colégio, bem havia quase o #TAG inteiro lá, mas o adversário estava em maioria na torcida.

Em um breve aquecimento, eu assim como todos, ficou olhando na arquibancada, procurando conhecidos, no meu caso a Ashley e o Junior, mas não vejo eles.

- Susan, você viu Ashley lá em cima? – Me refiro a arquibancada.

- Não amigo, não chegaram ainda.

O Juiz anuncia 5 minutos para o início do jogo, todos já estavam sentados, em seus lugares. O treinador chamou a gente no canto do campo;

- Pessoal, não temos escolha a não ser, darmos a alma neste jogo. Treinamos e merecemos estar aqui, vocês merecem. – Ele bate em minhas costas, e eu seguro as mãos das meninas.

- Escutem quando meu filho perguntar sobre a medalha que eu ganhar hoje aqui, e será a de ouro, de campeão estadual, quero que vocês vão para casa e mostram a família de vocês essa medalha, todas jogam muito, não vamos deixar nos intimidar por estar na casa deles, vamos mostrar quem manda aqui!

- QUE SOMOS? – Susan Grita.

- TAG.

- QUEM SOMOS? – Ela repete, mais alto.

- TAG.

- Vamos mostrar quem manda nessa porra. – Completo juntando as mãos no meio da roda.

Susan vem me abraçando, e aperta forte. Eu correspondo e ela se afasta, com um olhar surpreso;

- Meu Deus. – Diz Pausadamente.

Ao me virar vejo o Dylan, com Ashley e Junior vindo mais atrás. De calça preta, camisa branca e jaqueta jeans, a cara dele, aquele sorriso de canto de boca, os olhos. Me tremi todo na hora que o vi.

A arquibancada do colégio levantou olhando ele, que estava de pé logo na entrada do campo, lindo, perfeito.

Eu imóvel por ver ele fora de casa e meio que em um lugar desses.

As meninas batendo em minhas costas repetidamente;

- Vai lá. Theo, anda logo. Vai! – Me empurravam.

- Tudo bem, tudo bem, eu vou.

Dei uma corridinha rápida até ele, cheguei dando um puta abraço;

- Não me contou que iria vir. – Falo todo bobo.

- Era surpresa.

- E você como está?

- Estou bem, estou ótimo, mas irei ficar melhor se ganharem.

- Theo, o jogo vai começar. - Gritou as meninas se posicionando no campo.

- Quero um gol em. – Ele segura em minha mão.

- Tudo bem.

Me virei saindo, uns cinco passos para dentro do campo, mas olhei para trás e voltei;

- Dylan. – Chamo ele.

Sabia que eu iria fazer isso, e já estava com aquele sorriso bobo dele. Beijei sua boca, segurando sua cintura, e deixando ele sentir minha língua, como senti a dele. Só escuto os gritos do campo, e alguns da arquibancada.

E então o juiz me chamou, me afastei de seus olhos brilhantes e bochechas rosadas, e voltei para o campo.

Apito de início de jogo, minha concentração voltou para dentro do campo junto com a apreensão, era nosso pior adversário, não poderíamos dar mole.

Logo nos primeiros vinte minutos eles fizeram um gol, mas foi impedido pelo bandeirinha, o Joey gritava do gol para as meninas;

- Fecha essa defesa. Fecha essa defesa. – Ele estava louco lá de trás.

A torcida estava gritando e bem presente, empurrando o time, mas dentro do gramado a história era outra, as faltas estavam em maior número em cima de nós, mesmo sendo garotas elas eram mais fracas que outros jogadores, então trombadas as levavam para o chão rapidamente.

No fim do primeiro tempo, o atacante deles bateu de frente com uma garota da defesa, ela caiu e teve que ser substituída.

No intervalo vi que minha mãe estava também na arquibancada, gritando e com um daqueles dedos de espuma, até listras no rosto nas cores do #TAG.

Estávamos tomando uma água todo o time no vestiário e o treinador entra;

- Vocês estão muito bem, a nossa defesa está excelente, mas pode melhorar, Peter precisamos de um contra-ataque rápido, o meio campo está com dificuldade de segurar a bola, a marcação deles está forte demais, a bola não passa, e ainda perdemos uma jogadora...

- Eu posso voltar se quiser treinador. – Ela diz.

- Não, vamos fazer esse ataque deles a nosso favor. – Ele gesticula.

- Mas treinador, a defesa deles, quando estamos com a bola se fecha como um murro, iguais a gente, como se estivessem estudado nossas jogadas.

- Isso Theo, eles sabem como jogamos, então vamos treinar a jogada da Susan.

- Pela esquerda? – Pergunto.

- Peter, e Lisa peguem o contra-ataque, e lançam para Susan e Theo... Os dois, podem duas formas, de cabeça que treinaram e direita.

Repassamos tudo ali no intervalo, mas já sabíamos que não seria fácil, as jogadas que o treinador passou foram tentadas inúmeras vezes, mas eles se ligaram e bloquearam, e marcaram pesado em cima do nosso meio de campo.

De volta ao jogo, com a atenção dobrada, pois até a arquibancada estavam tensos.

Eu e Susan então pegamos o contra-ataque, eu trouxe a bola, e cruzei o meio de campo para ela, fui chegando à área deles, a defesa já toda posicionada, ela então lança para mim, fui com a bola na área do goleiro driblei a marcação e chutei alto para o gol, a bola subiu em dois jogadores e o goleiro defendeu, Susan pegou o rebote e finalizou de cabeça.

- GOOOOOOOOOL!

Cara que golaço, acho que foi a melhor comemoração que já fizemos. Agora ou nós manteríamos ou continuamos a atacar. E seguimos assim, com eles atacando freneticamente e nós seguramos até o apito final. Foi um suspiro aliviado, ouvir aquele barulho;

- Fim de Jogo aqui em Dallas no Texas, e o time de futebol do TAG é campeão estadual pela primeira vez em sua história, o time invencível de basquete da região, agora ganha força com a bola no pé também, seu dinamismo em campo, e variedade de jogadores, levou hoje a medalha de ouro da temporada.

Ganhamos! Ganhamos! Cara eu abracei a Susan e só chorávamos, vi minha mãe vindo no gramado abracei ela que chegamos a cair no chão, pagando um mico né, Ashley veio louca, Junior, o Dylan, foi uma bagunça.

Depois passamos pela cerimônia de receber a medalha e a foto com o troféu, como não era um estádio, a torcida foi liberada a descer e comemorar conosco. Com seu time.

Além de nós, todo mundo queria falar com o Dylan, cumprimentar, ao mínimo dizer um oi.

Me troquei para sairmos, e seguindo para fora com os meninos, que seguiam para os ônibus;

- Então vamos? – Levo a mão na cintura do Dylan.

- Está me devendo um gol. – Só olho de lado para ele.

- Bem sei que vão sair para comemorar, eu vou para o trabalho. – Minha mãe me beija e depois Dylan, fazendo o mesmo com as meninas.

Entrando no carro da Ashley, ela e Susan na frente, eu, Dylan e Junior atrás.

- Para o shopping? – Ela pergunta.

- Quero comer por favor. – Digo alto.

Ela saiu com o carro, e Susan comenta;

- Que bela forma amigo de finalizar antes das férias.

- Nem me fale, tira um peso das costas.

- Ah, eu estava me esquecendo. – Ela se vira para trás.

Olhando para o Dylan, Susan tira de dentro de sua camisa o colar de Dylan, e entrega a ele;

- Obrigada, foi muito útil.

Juro, que não acreditei no que eu vi.


Meses depois...


~DYLAN DUNCAN

Não é estar curado, muito menos da ferida da perda dos meus pais. Mas era necessário MUDAR.

Depois de uns processos, meus avós me emanciparam, o que permitia viver longe deles, e a casa de meus pais sobre custodia do governo, foi liberado uma licitação de "uso e fruto", assim eu poderia usar, até minha maior idade.

Na minha idade recebia uma pensão pela morte de meus pais, pois somente com meus 21 anos seria liberado os bens em nome de meus pais.

Ethan praticamente passou as férias comigo, ajudando com o basquete, para eu pelo menos voltar em forma ao colégio, os treinos, estavam me ajudando muito, comigo mesmo eu digo.

Depois das férias, no último dia antes do início das aulas, Ashley e Susan dormiram na minha casa, e foram embora, logo a tarde.

Eu e o Theo pegamos no sono depois do almoço, acordamos com o céu já escuro;

- Porra preciso ir embora, tenho que arrumar minhas coisas do colégio. – Ele diz olhando a hora em meu relógio.

- Não mano, fica, dorme aí.

- Sabe que minha mãe vai encher o saco não é mesmo!

- Ela vai entender. E está só eu e você aqui, sozinhos, nessa casa enorme, cheio de vontade... – Puxo ele abraçando.

- Vontade de que?

- De fazer sexo ué.

Ele começou a rir, e ficou sem graça;

- Fala sexo com a mesma cara, você nem tem vergonha Dylan.

- O que, você faz sexo, mas tem vergonha de falar.

- Vou ligar para minha mãe. – Ele pega celular saindo do sofá.

- Vou subir e tomar um banho. – Vou subindo as escadas.

Ele fez um "joia" com a mão confirmando.

Tomei meu banho, tranquilamente, e meu cabelo estava péssimo, pois tomamos banho na piscina e estava puro cloro.

Escuto o Theo entrar no quarto, brinquei com ele;

- THEO, me ajuda corre aqui!

Deixei a porta pouco aberta ele, coitado, veio desesperado.

Ao se aproximar, segurei em seu braço trazendo-o para debaixo do chuveiro.

Ele ficou muito bravo, mas fui beijando sua boca, pegando em sua bunda que era durinha, passando a mão pelas suas costas;

- Sai. – Ele empurra.

- Oi?

- Agora eu vou tomar banho. – Ele fala sério.

- E não posso ficar aqui?

- Se ficar aqui não vou tirar essa água de piscina do corpo, rsrs.

Me sequei e sentado ali do lado dele, conversando, enquanto ele tomava seu banho;

- Vou reativar minhas contas que acha? – Pergunto Theo.

- Quais contas?

- Facebook, Instagram, e Twitter.

- Acho ótimo, você sempre gostou de postar, se estiver se sentindo bem em relação a isso, eu fico feliz.

- Vou secar meu cabelo. – Vou para o quarto.

Sequei meu cabelo, passando um creme pós banho, e me deitei, só de toalha, conferindo as redes sociais.

Ele sai do banho e com corpo ainda quente, sem beijando minhas costas e deitando sobre mim.

Me virei e ele veio deitando por cima me beijando, suas pernas nas minhas, seu corpo no meu, sua boca, molhada e macia, o beijo dele me deixava de coração acelerado, nunca irei me acostumar, com seus beijos com mordidas.

Theo parou de me beijar, abriu os olhos e um sorriso, com os olhos nos meus;

- Que foi? – Tiro seu cabelo do rosto.

- Nada.

- Porque está me olhando? – Abro um sorriso.

- Só conferindo que está mesmo acontecendo.

Rindo virei e deitado por cima dele voltei a beijá-lo;

- Eu poderia ficar aqui a noite toda, abraçado te beijando sabia.

E ficamos muito e muito tempo, até o clima "esquentar" mais, e mais.

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