• @rgpatrickoficial

Eles e Eu - Capitulo 19

⚠️ATENÇÃO CAPITULO COM GATILHO EMOCIONAL SOBRE QUADROS DEPRESSÃO⚠️

~THEO CASTRO


No dia seguinte...

Quando acordei, Dylan não estava no quarto, eu lavei meu rosto e fui para a cozinha onde estava ouvindo a conversa dele com Mr. George. Tomando seu café acompanhado do seu cachorro, me olha, e eu entro falando;

- Isso aí se alimenta bem, porque vamos soar hoje. - Me sento a sua frente.

- Theo está muito frio, vai querer... - Dylan olha para fora.

- Na. Na. Não, Sem desculpas, vamos congelar la fora então, mas vamos jogar.

- Ok.

- E minha mãe?

- Disse que foi olhar um emprego.

- Mas gente, aquela é outra, não para por nada.

Tomamos café juntos, colocamos uns moletons e saímos, junto a bola que o Ethan deu a ele e seguimos para a quadra perto de casa, não havia sol, e sim muito vento, ou eu ajudaria o Dylan, ou iríamos congelar ali.

A praça estava vazia, a quadra também, como era relativamente cedo. Chegamos e começamos aquecer. Dylan correndo de um lado para o outro, eu todo convencido peguei a bola e fiz uma cesta, não contente fiz a segunda. Duas seguidas, meu sorriso estava de orelha a orelha.

Na segunda jogada a bola vai para perto dele, que estava fora da quadra, o filho da mão de uma distancia grande joga a bola, fazendo uma cesta, e ainda me encarando;

- Quer humilhar é? - Cruzo os braços.

Disse indo e pegando à bola, então travamos uma disputa ali. Só então o Theodoro aqui foi entender o porquê ele era o capitão do time, gente Dylan não me deixava pegar na bola, eu passei muita raiva, ele estava brincando comigo já, rindo e me fazendo de idiota.

- Theo você é muito ruim.

- Não precisa lembrar. - Falava sem paciência.

Ele então errou um passo, um! eu peguei essa bola e sai correndo;

- Não pode andar mais de três segundos sem quicar a bola. Está fora. - Ele diz serio.

- A bola está com quem? Comigo, eu mando, você que está fora. - Aponto para ele.

Rindo ele vem para cima, eu vou correr mas ele me derruba no gramado. Foi uns instantes como nos velhos tempos.

Dois idiotas deitados no gramado gelado, ambos segurando a bola;

- Hey, estão jogando? - Ouvimos na quadra.

Olhamos, e era uma turma de garotos, mais altos e mais fortes que nós;

- Já terminamos. - Falo levantando.

- Se quiser pode jogar com a gente. - O garoto moreno diz.

- Acredite, não quero, eu falo rindo.

Eu e Dylan limpamos o gramado das roupas, para ir embora, mas eles chamam novamente;

- Hey, falta um, entra ai. - Ele olha para Dylan.

Eu então o empurro, ele sem falar nada, aceita. Olha todos ali eram mais altos que o Dylan, mas o garoto era fora de serio, claro não era melhor que os grandalhões, mas sim, ele tinha uns passos rápidos, disso eu entendia. Acho que ele precisava daquilo, deste fim de semana, de sair, de fazer algo além de ficar em casa com seu cachorro.

Semana Seguinte...

Ao chegar à aula na vejo o Junior em seu armário, cheguei e fechei à porta com força o assustando;

- Ta maluco Theo, quer me matar? - Ele praticamente grita.

- Sim, quero. - Olho com raiva. Falei dando uns murros no braço dele.

- Que foi, mas gente... - Ele se afasta. - Que foi?

- Me disse que iria ensinar a jogar basquete. E até uma gravida amamentando ganhava de mim... - Continuo socando ele.

- Para Theo. - Ele começa uma crise de risos. - Você também é muito ruim para apreender... Jogou com quem?

Aff olhei para os lados e respondi a ele;

- Dylan... - Faço uma pequena pausa. - Ele está na minha casa.

- E como ele está? - Junior arregala os olhos.

- Bem melhor do que chegou, parece outra pessoa, sinto que está melhorando sabe.

- Imagino, ele sofreu bastante.

Ashley chegou quando estávamos no refeitório. Contei para ela como foi o fim de semana, Junior também estava curioso, para saber do Dylan.

Depois da aula nesse dia, minha mãe liga, dizendo que estava fazendo um teste em um dos trabalhos que olhou e que chegaria mais tarde. Então na hora de ir embora, eu fui como um doido ne, sozinho com o Dylan novamente, minha cabeça cheia de ideias para inventar algo para fazer.

Mas infelizmente me lembro como se fosse hoje!

Aquela cena fica em mim, de uma forma estranha, pois não lembro muitos momentos de Dylan mal.

Quando entrei em casa, ele estava meio caído no corredor, chorando, chorando muito, meio que desesperado.

Mas desesperado ficou eu, pois havia muitos comprimidos perto dele. Eu gritei quando vi aquilo.

- DYLAN, DYLAN, você tomou algum desses comprimidos? - Me joguei no chão. - ME RESPONDE.

Havia alguns ainda em sua mão, eu joguei para longe, ele me olhou, os olhos cheios de lagrimas, e sua cabeça faz que NÃO, para minha pergunta.

- Nem fazer isso eu consigo. - Ele diz.

Eu abracei ele, com tanta força, tanta força.

- Por favor não faz isso... Dylan eu te imploro. - Digo próximo seu ouvido.

- Não fala para sua mãe. - Ele afasta, limpando o rosto.

- Você não prometeu! - Eu limpo as lagrimas de seu rosto.

Ele mostra o dedo mindinho. Porra nesse momento eu que fiquei emocionado. Cumprimentei ele com meu mindinho, e fiquei olhando seus olhos, e nossas testas se encontraram, deixando nossos rostos mais pertos.

Ajudei ele, arrumei aquela bagunça, e ele tomou um banho, e ficou deitado, pois ele estava com a mania de trocar o dia pela noite.

Por falar em noite, eu tenho um sono pesado, e dificilmente acordo na madrugada, mas hoje foi inevitável.

Fui a cozinha, tomei um copo de água, liguei a luz e me sentei na mesa da cozinha, logo em seguida minha mãe veio, pegou um leite, e se sentou;

- Não está conseguindo dormir? - Ela segura minha mão.

- Não.

- Como você está?

- Eu, estou bem.

- E ele?

- Aí mãe, Dylan dá um passo para frente e dois para trás. Não está fácil.

- Eu converso muito com ele meu filho, e ele está me contando todas os seus meios de ajudar a ele.

- É estou tentando. - Falo cabisbaixo.

- Sabe de uma coisa. - Ela levanta meu queixo. -Tudo de bom que fazemos aqui, volta em dobro, Deus está vendo o que está fazendo por ele, acredite, você será muito bem recompensado meu filho.

- O Dylan saindo dessa mãe, já está bom para mim.

- Ai meu filho. Vem aqui... Mamãe te ama viu. - Ela me aperta, me deixando constrangido mesmo estando sozinhos.

~ASHLEY

Havíamos marcado um filme para assistir na casa do Theo, meio que obrigamos ele, rsrs. Eu peguei o Junior em sua casa, que era caminho e seguimos.

Parei o carro para Junior tirar a bike do Theo do caminho, e estacionei frente a garagem deles. Eu que toquei a campainha, pois mandar mensagem para ele não olhava o celular a tempos. Dylan que abre a porta;

- Oi. - Ele diz estranhamente tímido.

- Oi.

- Entrem, Theo está tentando colocar fogo na cozinha.

Assim que ele fechou a porta o Junior foi andando até a cozinha eu pedi que o Dylan ficasse;, Dylan se vira e eu pego em seu braço;

- Sim.

- Quero me desculpar. - Falo seguindo com ele para a sala. - Pedir perdão pela forma que te tratava no colégio... Eu gostava de te deixar furioso.

- E você conseguia.

- Me perdoe também pelas coisas que falava, eu fui uma idiota.

Ele me abraça, e diz baixo;

- Não se preocupe com aquilo ok.

- Obrigada. - Aperto ele.

- Amiga não pega ex de amigo... É lei. - Theo entra na sala com uma bacia de pipoca.

Não comentamos, só caímos na risada.

Assistimos uma comedia romântica. Se acabando com pipoca e chocolate que Junior trouxe.

Ao Final do filme que até acabou cedo, Theo se levantou e saiu correndo;

- Me esperem aqui.

Até pensei ter ido no banheiro. Ele volta com um baralho;

- Que acham de a gente jogar “truco”? - Theo todo animado.

- Truco? - Eu olho estranha para ele.

- É gente Truco... ah esqueci que vocês não conhecem, mas se quiserem posso ensinar, no Brasil é o jogo que todo adolescente sabe.

- Por mim tudo bem. - Concordo.

Quase uma aula de historia! Que palestra e quantidade de regras, mas vamos... Começamos a jogar. Acabou que me deixaram com o Junior, e Theo e Dylan, um sentado de frente para o outro. Só jogando para apreender mesmo, eu ja achando estar entendendo, e já na última jogada eu havia saído com o “zap” (4 de paus a maior carta do jogo), e truquei em Theo;

- Trucou!

Ele é um ótimo professor, pois, Theo blefou, e eu peguei ele no "pulo";

- 6!

Significa que ele cobria, eu então bato a carta na mesa, gritando com o Junior que estava mais feliz que nos todos juntos, Theo ficou rindo sem graça e o Dylan comentou com ele;

- Ensinou bem.

Ele somente sorri, muito, muito sem graça.

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