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Eles e eu - Capitulo 18

⚠️ATENÇÃO CAPITULO COM GATILHO EMOCIONAL SOBRE QUADROS DEPRESSÃO⚠️


~THEO CASTRO

Até hoje, nove dias de viagem, nove dias com minha mãe fora de casa. Ela estava no hospital acompanhando o Dylan. Isso ajudou e muito tanto ele como ela, que passavam noites conversando.

Aqui no colégio, o diretor conseguiu um treinador para o time de Futebol, ele estava exigindo muito de todo o time agora, para entender melhor como éramos e saber nosso jeito de jogar.

Nos corredores, ao sair de uma das aulas, eu meio que encontro a Ashley toda sorridente;

- Oi bom dia! - Falo pegando em sua mão, e andando juntos.

- Bom dia, The adivinha, tenho novidades.

- Diga.

Eu te contei que Ryan convenceu a Stella de não dançarem no jogo de vocês, certo?

- Sim, mas eu não importo, eles se merecem.

- Calma... Então falei com o Diretor e ele autorizou que eu montasse um time de Lideres para o time de Futebol. - Ela grita gesticulando.

- Mentira!

- Sério.

Abraço ela rodando no meio do corredor, chegamos a esbarrar em uns meninos;

- E adivinha Theo quem me chamou para um encontro? - Ashley arruma o cabelo.

- Quem?

- Susan.

- Nossa ela demorou em.

Ashley me acerta um tapa, mudando o tom de voz;

- Você sabia?

- Sim, sou o cupido dessa relação.

- Ai amigo, as coisas parecem estar voltando ao normal.

- Menos para o Dylan né!

Ela me acompanhou até minha bike;

- Sua mãe chega hoje ne?

- Sim.

- Tem noticias dele?

- Na mesma Ashley.

- Se ela não chegar hoje, me liga eu durmo na sua casa de novo.

- Valeu, obrigado.

Beijei seu rosto saindo. Fui embora, pois não me lembrava o horário do voo da minha mãe, deixei anotado na agenda ao lado do telefone na nossa ultima conversa.

Quando virei a esquina, o susto. A casa estava aberta, pensei das duas uma, ou minha mãe chegou ou fui assaltado.

Joguei a bicicleta no jardim e sai correndo, quando entrei dei de cara com ela. Pulei abraçando minha mãe e ela faz sinal de silencio para mim;

- Shiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii.

Quando ela disse isso o Mr. George veio nos meus pés. Olhei a frente o Dylan dormindo no sofá de casa.

Me aproximei pois ele estava diferente, cabelo pouco bagunçado e nada parecido com aqueles penteados dele loucos dele, sobrancelha por fazer, e pelos no queixo, e uma olheira em volta dos olhos, ela veio me puxando para a cozinha, e o cãozinho junto.

Abraçamo-nos e ela estava aparentemente bem melhor, havia feito um café, nossa como era bom ter mãe em casa.

- Como ele veio? - Pergunto baixo.

- Os avos o autorizaram passar esse período de recuperação aqui, e comigo ele estava melhor também sabe.

- Recuperação? - Falo meio sem entender.

Ela segura minha mão sentando na mesa, falando baixo para ele não acordar, e também não ouvir.

- Theodoro... - Quando escuto meu nome completo, chega a dar um calafrio. - Ele foi diagnosticado com uma depressão profunda, e precisa de uma atenção diferente. Dylan perdeu os pais assim, do nada, e filho preciso da sua ajuda. A família dele me salvou quando cheguei aqui, e agora é hora de retribuir ao menos um pouco do que fizeram, e preciso de sua ajuda. - Ela fala serio comigo, segurando em meus braços, e me olhando nos olhos.

A ultima vez que Dona Gloria falou assim comigo, era para comunicar que estava mudando para os EUA, para procurar uma vida melhor, tanto para mim quanto para ela;

- É claro mãe. - Falo beijando seu rosto.

Subi para arrumar minhas coisas e as malas dele estavam no meu quarto, eu sorri por lembrar o barraco que ele aprontou na casa do avô por isso de dividir o mesmo quarto, arrumei minhas coisas liberando espaço nas gavetas e no guarda roupas.

- Oi. - Escuto uma voz roca e sonolenta.

- Hey, e ai. - Pego em sua mão.

- Estou invadindo sua casa né.

- Relaxa, olha deixei um espaço pra você no armário, e acho melhor deixar essa sua mochila aí para o Mr. George subir na cama. - Aponto para a sua mala de mãos.

- Obrigado. - Ele passa sentando na cama e abrindo a mala maior. - Ah Theo, posso pedir uma coisa?

- Sim.

- Não conte para ninguém no colégio que estou aqui tudo bem.

- Tudo bem, bico fechado... Precisa de mais alguma coisa?

- Não estou de boa.

- Vou tomar um banho então.

Ele entrou, conversou comigo, e tudo isso escondendo seu braços esquerdo. Estava com uma faixa e um tipo de luva preta, do pulso até a mão, meio que impedindo ele de movimentar o pulso.

A energia de Dylan estava diferente, percebi que tinha que ir com mais calma, em passos lentos com ele.

A noite quando deitamos eu o ouvi chorar, e se levantar, o garoto não dormia a noite, foi uma semana levantando e andando e ficando na sala, na cozinha, no quintal. Mr. George que fazia companhia para ele, mas sim, pelo menos quando eu estava em casa ele não dormia, isso estava afetando até a mim.

Tanto que em um dos dias de aula, eu estava dormindo na mesa, no intervalo;

- Theo, THEO. - Olho até meio torto para Ashley. - Mas gente que isso, que cara é essa? - Ela coloca a bandeja na mesa.

- Não estou dormindo muito bem. - Falo deitando a cabeça novamente.

- Que foi agora?

- Dylan não dorme a noite e isso está meio que me deixando pilhado.

Ela fez um silencio rápido e falou;

- Estava sonhando?

Quando percebo que eu falei, olhei rápido para ela;

- Que está acontecendo amigo?

- Dylan está na minha casa.

- Desde quando?

- Tem uma semana e meia já. Mas olha é segredo viu.

Contei para ela esses meus últimos dias, como ele estava e os detalhes, é minha amiga, confio nela. Ela ja estava dividindo sua comida comido nesse momento;

- (...) Eu já passei por isso, não chegou a ser uma Depressão Profunda, mas eu não queria ficar sozinha, queria estar sempre acompanhada, tinha medo de fazer alguma besteira. Muitas mudanças de humores...

- Ashley eu sei de tudo isso, o que te ajudou? Preciso ajudar ele...

- Amigos, meus amigos me ajudaram muito. Falar não adianta nada, "Ah você vai ficar bem, esta tudo bem". Essas besteiras não adiantam. É sair, fazer o que gosta... - Ela corta o assunto quando Ethan passa ao nosso lado. - Fala com ele, os dois eram inseparáveis não? - Ashley se refere ao garoto.

- Não. - Neguei rapidamente.

Mas minha mente foi buscando o que tinha de recordação de Dylan e Ethan, e ela estava certa, os dois andavam juntos do dia todo, diziam no colégio que eles eram amigos desde o jardim de infância.

- Pode funcionar. - Ashley abre um sorriso ao me ouvir.

Levantei e fui na mesa do time de basquete, e claro, Ryan não perde a oportunidade;

- Que quer favela? - Ele tenta tirar sorrisos dos meninos.

- Apreende a jogar pra vir falar comigo irmão. - Falo serio, para ele nem vir de graça. - Posso falar contigo? - Olho Ethan.

Ele se levanta, e eu saio do refeitório, vou até os corredores dos armários, paro de canto e ele fica encarando;

- Qual é Theo?

- É o Dylan... - Eu nem falo e ele interrompe.

- Ele está bem?

- Sim... Na verdade não.... Preciso de sua ajuda, mas tem que guardar segredo mano.

- Que foi?

- Dylan está na cidade. Na minha casa. Ele não está nada bem, e achei que uma visita sua, faria bem a ele.

- Claro, pode ser hoje, depois da aula?

- Sim, Ashley leva a gente.

- Beleza.

Pronto, eu voltei a mesa pedindo Ashley uma carona, e seguimos para as ultimas aulas do dia.

No caminho até minha casa eu contei e conversei com ele, para estar mais por dentro de tudo.

Quando chegamos, eles ficaram no carro, eu entrei, como de normal;

- Mãe. - Falo alto por não ver ninguém.

- Aqui. - Escuto sua voz da cozinha.

- Cadê o Dylan? - Falo beijando seu rosto.

Lavando louça ela mostra ele no quintal com o Mr. George. Deixei minha mochila na sala, até pensei em falar com ele, mas achei melhor não, eu arrisquei.

Fui no carro buscar o Ethan, ele entrou e passou direto, saindo para o quintal.

Foi uma cena bonita, ele deixou a mochila, e Dylan para olhando. Ele se aproximou pegando na sua mão o puxando;

- MANO. - Ethan diz muito emocionado.

Foi um abraço demorado, e bonito de se ver. Minha mãe da janela, olhou para mim abrindo um sorriso.

Os dois se sentaram no gramado e ficaram conversando, minha mãe pediu que a gente saísse para deixar eles mais a sós.

Levei um suco para a Ashley no carro, minha mãe ficou conversando com ela, e eu entrei indo no banheiro, passei pela porta vendo eles.

Ethan entregou uma bola de basquete a ele;

- Isso você não pode ficar sem, rsrs. - Ele diz colocando-a nas mãos de Dylan. - E tem isso... Está lembrado? - Ethan tira o uniforme de capitão do time de basquete, entregando a ele.

Isso tinha que ajudar de alguma forma.

Eles tiveram um tempo legal de conversa, quando Ethan saiu, Dylan foi para os quartos, e eu pergunto;

- Então como foi?

- Não conheço aquele cara que está lá dentro, meu melhor amigo, Dylan não está aqui. - Ele aponta. - Juro, Espero ter ajudado.

Ele estava mais calado, diferente, e falou isso, como se estivesse com um nó na garganta.

Primeira tentativa já tinha ido, vamos para a segunda agora.

Dylan sabia que eu levei seu amigo lá, mas não comentou, não disse nada sobre.

No dia seguinte...

Cheguei no colégio, louco procurando o Junior. Ele estava pegando suas coisas no armário, já cheguei pulando;

- Cara preciso de você. - Assusto ele com minha excitação.

- Que isso mano, para estão todos olhando. - Ele fica envergonhado.

- Me ensina a jogar basquete.

- Está querendo entrar no time é? Trair o futebol?

- Não idiota, você sabe não?

- Sei.

- Então me ensina.

- Ah certo, depois da aula? - Ele concorda por ser meu amigo, mas ainda com desconfiança.

- Fechado. - Abro meu armário pegando minhas coisas.

Não foi um dia de aula, eita esporte difícil, isso porque eu tinha felicidade com bola.

Todos os dias depois da aula eu e Junior iríamos para a quadra e ele me dava uma aula, todo santo dia;

- Sério Theo, parece uma galinha pulando para fazer cesta. Relaxa e concentra mano. - Ouvia isso a todo momento.

- Quer ver o que eu aprendi.

Peguei a bola fazendo uma embaixadinha e chutando rumo a cesta. Eu fiz uma cesta com o pé, rsrs.

Ele não gostou, e cortou minha comemoração jogando a bola em minha cabeça;

- De novo, desta vez usando as mãos.

Foi uma ótima semana, eu estava feliz, ansioso na verdade, logo na sexta feira ao chegar em casa Dylan estava tomando um sol aos fundos de casa, coisa que ele não fazia, muito.

Tomei um banho, e quando passo pelo quarto da minha mãe, ela estava se arrumando;

- Vai sair?

- Vou a igreja, vai querer ir comigo? - Ela pergunta penteando o cabelo.

- Não, vou ficar em casa, Dylan vai?

- Vou perguntar ele, mas acho que como você vai ficar ele vai preferir ficar em casa.

Entrei rápido no banho, e quando me troquei voltando para a sala, ele estava com os pés no sofá controle em mãos passando os canais.

- Ela já foi? - Sento no sofá ao seu lado.

- Sim, e o jantar ficou por nossa conta. - Ele aponta o controle para mim.

- Eu sei só cozinhar agua.

Um FUCKING sorriso sai da boca de Dylan, eu não precisei fazer muito, foi estranho para mim, ah muito tempo não via assim.

- Eu faço então, você lava a louça.

- Fechado. - Coloco os pés no braço do sofá.

- Então pode ir.

- Não brinca, já tem louça suja? - Falo me levantando.

Eu tive que lavar as coisas, antes com certeza depois do jantar também.

Dylan começou a arrumar as coisas antes de eu terminar, então ficamos os dois na cozinha;

- Quer ajuda? - Pergunto secando as mãos.

- Pega o macarrão por favor. - Ele aponta para a dispensa.

Peguei o tal pacote, e abro, ele então diz;

- Coloca na agua.

- Mas precisa lavar antes?

Dylan chega a se apoiar na pia, rindo de mim;

- Lavar macarrão Theo?

- Eu não sei, por isso estou perguntando.

- Só colocar... Acabou o bacon? - Ele pergunta.

- Sim.

- Poxa. - Dylan fala meio para baixo.

- Quer que eu vá comprar?

- Não, não precisa, eu me viro aqui.

- Eu vou, minha bike está ai.

- Está tarde.

- Eu vou comprar o Bacon, e amanhã você joga basquete comigo? - Encaro ele.

- Basquete, com você?

- Sim, está com medo de perder?

- Combinado.

- Promete? - Falo mostrando o dedo mindinho para ele.

- Que isso Theo? - Ele faz uma cara de perdido.

- Ai eu esqueço! No Brasil quando se faz uma promessa, temos o costume de se cumprimentar com o mindinho, significando que é uma promessa inquebrável. - Vou falando e segurando em sua mão e fazendo o que eu digo.

- Eu prometo. - Ele me olha diferente.

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