• @rgpatrickoficial

Eles e Eu - Capitulo 17

~DYLAN DUNCAN


Essa pequena reunião de amigos, acabou virando em uma pequena festa, lideres de torcida e o time de basquete estavam entre nós.

Ficamos curtindo até o anoitecer, as meninas estavam dançando ao lado da piscina, como Stella estava com as amigas, eu dei a ela espaço, e fiquei com os meninos. Eu sentado na piscina, com as pernas dentro e eles na agua.

- Hey! Dylan, se liga. - Ethan me encosta. - Carol não para de olhar para você.

- Ficou maluco, ela é amiga da Stella mano. - Jogo agua nele.

Chegamos a um ponto nessa noite, que eles encontraram até bebidas dos meus pais. Já por volta das sete da noite, eu entrei para ir no banheiro, com cuidado por causa do chão molhado.

Segui pelo corredor abaixo das escadas, que era mais escuro e só os meninos sabiam desse banheiro.

Quando entrei, escuto passos rápidos, era a tal Carol;

- Dylan, rápido que eu estou apertada. - Ela estava com a mão frente ao short curto.

- Entra então. - Falo dando passagem.

A garota entra e fecha a porta;

- Vi que estava me olhando na piscina. - Ela diz chegando em mim.

O idiota aqui diz;

- Você não estava apertada?

Carol sorri, e me beija, sua boca estava gelada, acho que pela bebida, ou por estar toda molhada. Eu me afastei assustado;

- Carol alguém pode entrar.

- Relaxa. - Sua mãos passa por toda minha barriga, descendo. - Nossa você é forte em.

Ela me puxa pela bermuda, e sem pensar beijo ela, passando a mão em sua cintura.

E a porta não estava nada trancada. Ela nem foi encostada, pois se abriu sem fazer nenhum barulho.

Stella de pé, me olhando ao lado de Ryan.

Meus olhos arregalaram, ela pula para dentro do banheiro, mas ele segura ela. Eu sai aproximando dela, que só gritava;

- Eu vou matar vocês dois.

Meio que abracei ela, afastando para a Carol sair, mas Stella descontou a raiva da garota em mim, e com força.

Murros e tapas, ela estava louca;

- Acabou Dylan, acabou, não temos mais nada.

- Stella espera, você não entendeu. - Tendo segurar ela.

- Entendi sim, eu vi Dylan. - Ela cuspiu em mim. - Vamos Mary não fico mais um segundo aqui.

Resumo da noite? A festa acabou, não por falta de bebida e nem energia mas sim falta de clima.

Segunda feira, Gloria me acorda toda doida;

- Acorda seu safado, esqueci de você e está atrasado para a aula. - Ela puxa meu cobertor.

- Bom dia! E meus pais? - Levanto a cabeça procurando o celular.

- Estão a caminho, falei com sua mãe, eles chegam antes do almoço... Agora levanta, que a primeira aula você já perdeu.

Minhas ressacas duravam dias de preguiça e dores de cabeça. Eu me arrastava de uma aula para a outra.

Durante o intervalo, eu peguei um suco de laranja, não estava com fome. Me sentei na mesa do time, os meninos foram chegando aos poucos e as Lideres também. Sentaram atrás de mim como se não conhecessem.

A essa altura o colégio inteiro sabia do que havia acontecido. E mais, falavam que eu já tinha pegado todas as lideres.

Time de Futebol chegam todos juntos brincando e conversando, e o de sempre, minha troca de olhares, lenta e profunda entre mim e Theo.

Eu não estava em um bom dia, sentia algo ruim em mim...

Não sabia eu que isso iria se agravar.

Em um dos televisores do refeitório, a programação do colégio, mudou para o noticiário, eu levantei para pegar outro suco, e talvez uma fruta.

E todos estavam me olhando, uns apontando para a TV. Eu olhei ao redor, pessoas assustadas, nervosas e de olhos arregalados.

A reportagem ao vivo, mostrava um acidente de carro, o veiculo havia saído da pista.

O carro, era meu, o meu carro.

Por um milésimo de segundo, pensei ter sido roubado, mas a mente buscou rapidamente... Meus pais estavam com ele. Olho para a entrada e o diretor correndo;

- Mr. Duncan, me acompanhe, imediatamente. - Ele segura em meu braço, me tirando do refeitório.

Eu não tinha percepção de nada, ele estava falando e eu sem entender uma palavra.

Ele me levou para fora, para o estacionamento, entramos no seu carro e seguimos para o hospital. Eu estava por dentro em uma situação, todo o meu corpo tremia, uma angustia tomava conta, uma insegurança e incerteza.

A primeira cena ao chegar, foi a de Gloria sendo amparada por uma enfermeira. Ela se vira me olhando, e fica estática, me aproximo dela;

- Que aconteceu? - Falo enquanto ela vem me abraçando.

Gloria não falava, ela não conseguia, só chorava, isso me deixou extremamente desesperado. Ficou uns segundos em meu abraço, e então saiu um medico da emergência.

Ele pegou em minha mão se sentando no sofá, e começou a narrar a pior coisa que já ouvi em toda minha vida.

- Mr. Duncan, preciso que fique calmo, e que respire fundo, sou o doutor no caso de sua mãe e pai...

- Como eles estão? - Interrompo ele.

- (...) O carro saiu da pista, e capotou três vezes. Eles foram socorridos ainda com vida, quando chegaram fizemos o impossível, mas eles não resistiram. Dylan sinto dizer que não consegui salvar seus pais.

~THEO CASTRO

Se essa tragédia pegou vocês de surpresa, imaginem o Dylan! O Colégio interrompeu as aulas naquela tarde, e no dia seguinte ficamos de luto.

Acompanhei junto minha mãe a parte mais difícil, as preparações para velório, essas coisas. Os avos de Dylan chegaram de Nova York naquela tarde.

No velório, o colégio apareceu em peso, por respeito e empatia com o Dylan.

Time de basquete todo uniformizado, outros usando uniforme do colégio. Professores, pessoas do hospital onde eles trabalhavam, muitos apareceram prestar sua ultima homenagem e condolências.

Primeiro dia de aula depois do acontecido, foi péssimo, pois todos ainda estavam naquela vibe, péssima. No armário de Dylan tinha flores, bilhetes. Eram muito carinhosos, todos.

Em casa, minha mãe, não comia, não dormia, eu estava preocupado para caramba com ela. Nesse dia quando cheguei, peguei ela chorando novamente;

- Não conseguiu dormi de novo? - Entro no quarto.

- Não.

- Mãe a senhora precisa descansar. - Deixo a mochila, subindo na cama com ela.

- Eu sei, mas não consigo parar de pensar o quanto eles me ajudaram meu filho, quando eu estava precisando, e agora Dylan precisa de mim e não posso ajudar. - Ela chorava de soluçar.

- Como assim, a senhora passou os últimos dias lá.

- Ele embarcou essa manhã para casa dos avós.

- Mas assim, do nada?

- Sim, é melhor mesmo tirar ele daqui um pouco, e ficar com os avós, é a única família que ele ainda tem né Theo.

- Sim, mãe.

Fiquei deitado, abraçado com ela, ouvindo, ouvindo e ouvindo, até ela pegar no sono. Eu fiquei na cama, para ela poder descansar ao máximo.

Dia seguinte, tive uma surpresa, Ethan e Ryan estavam me esperando onde eu deixava minha bike, na porta do Colégio.

Quando cheguei eles falaram quase juntos;

- Ei Theo! Então é verdade, ele se mudou para Manhatan ?

- Sim, Ethan, embarcou ontem. Também não fala com vocês? - Pergunto trancando minha bike.

- O cara precisa de espaço... Valeu.

Semanas Depois...

Com o passar dos dias, as coisas iam voltando ao normal... Mas não existia normal mais par ao colégio TAG.

Ryan se tornou Capitão do Time de Basquete, assumindo o posto que era do Dylan, por anos.

Eu fiquei no time de futebol como de costume, jogos vindo, e estávamos bem. Mas ganhar não tinha o mesmo gosto, as mesmas comemorações.

Nada deixou todos surpresos, que Ryan começar a namorar Stella. Todos achavam o time de basquete perder normal, mas isso não.

Ashley saiu das líderes de torcida depois que ela começou a namorar.

E Dylan, sei que querem notícias dele, bem a pouco tempo minha mãe estava falando com ele no Skype, ela faz isso toda semana. Ele estava diferente, magro, mais cabisbaixo, não tinha aquele "vigor" e olhar para cima que sempre teve. Seus sorrisos apareciam quando estava com o Mr. George que ele amava tanto.

Em uma conversa com a avó dele, ela contou que Ele só ficava no quarto e não estava se alimentando bem. O que deixou minha mãe de cabelo em pé.

Minha mãe também não estava lá essas coisas, se alimentava só comigo brigando com ela, e a cada notícia do Dylan era semanas sem dormir, ela realmente o amava, havia apegado um amor incondicional ao garoto. Mais um filho na verdade.

Terça-feira, eu cheguei em casa depois da aula, havia um taxi parado. Eu entrei e minha mãe correndo de um lado para o outro da casa;

- Mãe o que foi? O que está havendo? - Deixo a mochila no sofá.

- É o Dylan, Theo. - Ela falava rápido colocando coisas na mala. - Ele tentou se matar, o Dylan, dá pra acreditar?

Levei um choque nesse momento, fiquei muito surpreso;

- Mas como assim? Ele está bem?

- Ele tentou cortar os próprios pulsos meu filho. - Meu coração se esfriou, e fiquei muito mal, com seu comentário. - Está no hospital, eu vou para NY, te ligo quando chegar lá. Não dá pra ficar conversando agora filho, vou perder o voo.

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