• @richardsongaarcia

Eles e Eu - Capitulo 12 - Terceira Temporada

Pegamos os sorvetes e saímos, era a 4 quadras de onde estávamos. Esse teatro era de fantoches toda semana tinha uma apresentação, neste dia com Tyler, passando perto do lago indo em direção ao local.

Eu já havia acabado com meu sorvete, estava segurando a mão dele, quando ouvimos;

- Socorro. Alguém, Socorro. – Gritava uma mulher de perto da agua.

Apertei a mão de Tyler quando vi direito, era uma criança nos braços da mulher;

- PAI. – Tyler chama como se entendesse que teria que ajudar.

Subi ele no colo e fui até ela, algumas pessoas chegaram e ajudaram, a garota de aproximadamente 6 anos tinha caído na agua e afogado;

- Alguem, por favor me ajuda. – Repetia ela.

- Abrem caminho, licença. Sou médico, fique tranquila. Abrem espaço. – Gritei pegando ela no colo.

Coloquei ela no chão e disse;

- Você fica com meu filho, você ligue para o 911. E você abre espaço.

Não havia pulso, temperatura havia caído, comecei com a massagem cardíaca, e respiração boca a boca, três minutos seguidos até o socorro chegar.

No central park havia uma “via” para tramitação de ambulâncias e oficiais;

- Qual estado? – Pergunta o paramédico.

- Três minutos de massagens sem sucesso, temperatura baixa e...

- Quanto tempo na agua?

- 4 minutos. Temos que entubar, pegue uma tela para monitorar...

- Deixe conosco senhor. – Fala ele.

- Sou médico, fique tranquilo.

- Ótimo ajude aqui por favor.

O procedimento era alguns minutos de reanimação, mas nada, colocaram ela no soro, e medicação, então seguirão o protocolo, levar para o hospital. Mas sem para a atividade de reanimação.

Prepararam ela, então me afastei, peguei Tyler que estava em choque, abracei ele e saímos, fui abraçado com ele, que não dizia nada.

- Ela morreu pai? – Perguntou ele bem baixo.

Ainda me segurando.

- Não, eles levaram ela, porque não dá pra cuidar aqui no parque não é mesmo? Ainda quer ir no teatro?

Ele só respondeu balançando a cabeça. Em casa dei um banho nele, que ficou brincando na cozinha mesmo, enquanto eu fazia o jantar.

Ainda não havia tomado meu banho, estava de calça jeans, óculos. Jantando com Tyler.

Ele ainda estava preocupado com a garota, me fez ligar no hospital e saber noticias, as enfermeiras haviam me dito que ela morreu, não sabia o que fazer, contar o não contar a Tyler, mas ele estava tão perturbado com isso que não disse. Eu menti.

Somente isso o acalmou, ele dormiu no sofá da sala minutos depois. Levei para sua cama, e coloquei seu cobertor.

A campainha chama, era onze e trinta e oito da noite, conferi o relógio e nem acreditei pelo horário, eu iria tomar um banho, fui para meu quarto mas tocou novamente, peguei uma camisa e fui atender, antes que Tyler acordasse.

De toca preta e jaqueta de moletom escura, Theo estava de pé lá me olhando, quando abre ele escorado na parede, respirou e disse;

- Eu fiz, falei com ela.

Não queria recompensar ele por isso sabe, creio que compreendam. Mas sai e abracei ele, bem forte.

Entramos e ele jantou, pois ainda não tinha comido nada. Eu tomei um banho enquanto isso.

Gente quando sai do banho, ele estava dormindo no sofá de tão exausto;

- Ei, vem, vamos para cama. – Falei chamando ele.

Ele saiu todo desconjuntado e deitou la, o cobri e também deitei.

Acordei no dia seguinte com Theo me beijando e abraçando;

- Me desculpe, fui um idiota estes dias todos.

Abre o olhos com aquele imenso sorriso bem a frente;

- Era para estar dormindo. – Fala ele subindo em mim.

- Desculpa por? – Pergunto.

- Não ter insistido antes, não ter ficado nos EUA.

- Ei, Ei. Relaxe, as vezes as coisas são o que são.

- Eu te amo Dylan, desde que o vi naquele aeroporto ao lado de minha mãe. – Disse ele me beijando.

A porta do quarto se abre e Tyler entra gritando;

- Pai. Pai. Pai. – Seus olhos se arregalaram ao ver Theo deitado comigo. – Theo, Theo. Theo esta aqui.

Ele sobe na cama, todo feliz;

- Que felicidade é essa menino? – Pergunto.

- Bailey fez panquecas. Pediu para eu te chamar para o café da manhã, vou avisar ela que Theo também está aqui... BAILEY THEO VAI TOMAR CAFÉ TAMBEM.

- Acorda todos os dias com ele assim? – Pergunta Theo.

- Não, é que eu acordo ele assim, não durmo muito em casa.

- Tenho que resolver as coisas com Roberta, ela saiu ontem, vou acompanhar a retirada das suas coisas do meu apartamento. E tenho uma audiência de um cliente.

- Certo, vou trabalhar logo mais, se precisar de ajuda.

- Não, relaxe, preciso resolver isso, eu mesmo. Valeu.

- PAI.

- Vamos tomar café antes que recebo uma multa de perturbação da ordem do prédio, por causa de Tyler.

Na verdade tomei um banho e os meninos foram tomar café, quando cheguei na cozinha, Theo estava saindo. Me sentei e Tyler pergunta logo de cara;

- Pai, Theo vai vir morar com a gente?

Eu estava tomando uma xicara de café, cheguei a me queimar;

- Ai, Caramba. Meu filho.

- Só perguntei.

Bailey me olhou de trás do balcão, esperando minha resposta;

- Chega aqui. – Falei chamando-o para sentar no meu colo. – Não, sei, Theo está com uns problemas, e se ele quiser vir, não tem problema, não é?

- Não, tudo bem, eu iria gostar de ter outro....

- EPA, que ótimo querido, vai se arrumar tem aula já, já.

- Na verdade Oscar vem pega-lo Dylan. – Fala Bailey.

- Ai que ótimo, vai filho, se arrume então, vou ligar pro seu pai.

Nem precisei a campainha chamou, Bailey foi atender e ele entra;

- Bom dia. – Não responde, somente olhei. – Meu filho está pronto?

- Se arrumando, pode esperar ai! – Falei para ele não ir entrando.

- Que bom que você e Theo resolveram a vida! Nasceram um para o outro...

Ele começou com um papo furado, sem sentido, me levantei falando a Bailey;

- Tyler está quase pronto, fecha a porta para mim flor, vou me arrumar para o trabalho.

- Sim, senhor... Ele não gosta muito de você. – Ouço ela falar a Oscar.

Me troquei e para sair, tive que descer no mesmo elevador que Oscar;

- Tyler, nada de doces, vamos sair as 20:00 não atrasa Oscar.

- Hum vão onde? Sair com o Theo?

- Já sabe do Theo pai?

Ainda bem que o elevador abriu. Cheguei no trabalho e escutem isso, por incrível que pareça, estava tranquilo, pois é.

Fiz alguns exames, acompanhei uns pacientes, pré e pós operatórios, algumas consultas.

Estava no meu consultório, quando o Anderson passa, bate na porta e entra;

- Ei, doutor, estão lhe chamando na recepção, vou descer, me acompanha?

- Sim, antes que eu durma aqui.

Desci com o Anderson olhando e explicando de um paciente que estávamos dividindo, ele foi pegar um café e cheguei no balcão da recepção;

- Ashley, mandou me chamar? – Pergunto debruçado no balcão.

- Sim, doutor, aquela moça de rosa.

- Obrigado.

A moça de braços cruzados falando ao telefone em voz bem alta, quando me aproximei, disse;

- Senhora!

Era a Roberta, ela se virou e me deu um tapa na cara, todo mundo olhando aquela cena, quase explodi na hora;

- Ficou maluca? Que tem na cabeça? Merda?

Me desculpem, mas perdi a cabeça na hora;

- Seu imprestável, como tem coragem, sabe o que eu fiz da minha vida para isso?

Ela gritava, e todo mundo olhando, até os seguranças se aproximando, eu só pensava, em matar o Theo quando ver ele;

- Amor, ta fazendo o que aqui? – Pergunta Anderson se aproximando e segurando na cintura de Roberta.

- Ah era só o que me faltava. – Falei virando os olhos e rindo.

- Vim lhe ver, não me atende. – Falou ela retribuindo o abraço com um selinho.

Cruzei os braços, olhando para ela e pergunto;

- Que massa, estão juntos a quanto tempo?

- Dois meses. – Responde Anderson. – Conhece a Roberta?

- Rapaz eu conheço demais ela, rsrsrs. – Falei rindo, pois não segurei. – Depois temos que conversar, eu operei ela.

- Não me disse que foi operada pelo Dr. Duncan? – Ele pergunta a ela.

- Pois é... Tenho que ir amor, vou entrar no trabalho jaja. Até mais Doutor. – Fala a desgraçada se despedindo.

Sai rindo, mas rindo, Anderson veio atrás e pergunta;

- Está tudo bem?

- Está tudo ótimo. Escute é bom saber que Roberta está bem, que tal um jantar lá em casa qualquer dia destes?

- Seria ótimo, vou combinar com ela. – Responde ele.

Seu App chama em seguida ele sai doido para a emergência. Gente eu fique naquela raiva e sem saber o que fazer, contar ou não a Theo. Minha vida estava parecendo uma novela mexicana, isso sim.

Bem o restante do dia de trabalho foi até de boa, eu iria buscar o Tyler no colégio esta tarde, havia conseguido sair mais cedo, ou era como eu pensava.

Fui até a sala de Bennett para avisa estar saindo, ele estava terminando uma ligação, fez um pedido para eu esperar com a mão.

Olhei a hora no relógio e ele termina. Respira, passa a mão na cabeça;

- Lembra que lhe falei da chefia da equipe Dylan. – Diz ele se encostando na mesa.

- Lembro, mas nem quero saber, Bennett minhas férias estão ai.

- Não posso te ajudar meu amigo, vai vir antes que esperávamos.

- Porra Bennett, não pode esperar estes dias? Ficou 19 anos no cargo, o que seria trinta dias?

- Dezenove anos esperando Dylan. Já falei com a diretoria, vão falar com você.

Eu nem respondi, sai da sala, e fui embora. Vocês devem estar pensando, “ganhar mais dinheiro”, “ser chefe, mandar”. Nada disso iria ganhar mais, dinheiro, trabalho e carga horaria, tudo aumentaria, e eu já nem tempo tenho, imaginem.

Peguei Tyler no colégio, foi o seguinte é dia de Oscar ficar com ele, mas tem uma festinha de um amigo que o pai dele vai acompanhar, só que não poderia pegar ele no colégio, eu iria dar banho e preparar ele Oscar o busca mais tarde.

Saindo do colégio ele veio subindo em mim;

- Apreendeu a andar para que mesmo em Tyler? – Pergunto pegando o no colo.

- Nossa pai o senhor nem fica comigo direito. – Fala ele cruzando os braços.

- Rsrs, ouhn meu Deus, cheio de drama né aprendendo com quem posso saber?

- Com o Theo.

- Só podia ser, nem mudou e está te enchendo de manias.

Bailey estava saindo de casa, despedimos dela, aproveitei para pagar o mês trabalhado, porque sou desses que esquece tudo.

Em casa dando banho em Tyler converso com o pequeno...

- (...) Isso é bom ou ruim pai? – Pergunta ele sobre a proposta.

- É bom filho, muito bom, para o trabalho sabe. Mas ruim para você.

- Porque?

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