• @rgpatrickoficial

Eles e Eu - Capitulo 11 - Terceira Temporada

- Sr. Dickerson. Irei fazer o que puder para salvar seu esposo. Theo, Os papeis, deixe no meu consultório. – Falei saindo.

É que não era a melhor das sensações lembrar de meu filho agora entendem...

Vamos para a cirurgia!

- Mais compressas, por favor? – Fala Jimmy.

- Como vai ai em baixo Jimmy? – Pergunto.

- Sem problemas. – Responde ele.

Seguinte eu e Anderson estávamos operando junto com Jimmy, fazendo o impossível para o paciente.

- Todos ficarão com ciúmes na república onde moro. – Fala Anderson.

- Porque? – Pergunta Jimmy.

- Estou com o gênio Dylan Duncan, o melhor neurocirurgião e o melhor cardiologista da ilha. Muito ciúmes. Rsrs.

- Ouviu isso Jimmy? Sou um gênio. – Brinco.

- Claro que é Dylan, rsrs... Droga. Vejo uma ruptura parcial em sua aorta. – Fala Jimmy.

- Tudo bem? – Pergunto.

- Terei que ampliar a incisão para chegar até a aorta. Teremos que virá-lo de costas e arrumar tudo de novo.

- Jimmy a pressão está la embaixo. Pode manter o controle ai? – Pergunto.

- Está entrando em choque e a laceração ficando maior.

- Precisa de Ajuda? – Pergunto.

- Preciso de quatro braços. Preciso que todos aqui me ajudem a vira-lo. – Pede Jimmy.

- Anderson, me deixe sozinho, auxilie.

- Sim doutor.

Parei meu procedimento para eles trabalharem...

- Agora vamos desprende-la e ver o que temos... Ainda está sangrando muito. Colocarei um grampo e oclusão parcial.

- 40 de Pronele. – Pede Anderson. – Pronto.

- Excelente, Anderson. Obrigado.

Concluímos com sucesso.

Antes de falar com a juíza fui a sala e assinei os papeis, a audiência era na semana seguinte.

Cheguei na sala de espera com Jimmy e Anderson;

- Senhora Dickerson, a cirurgia foi um sucesso, seu esposo está indo para o quarto, irei pedir que uma enfermeira lhe acompanhe, ele pode sentir incomodo pela anestesia, mas fique tranquila. – Falei.

- Ai, graças a Deus. Obrigada doutor, obrigada mesmo. – Fala ela me abraçando.

- Não foi nada, só fiz o meu trabalho. – Falei saindo.

- Que foi aquilo? – Pergunta Anderson me seguindo.

- Nada. – Respondo.

Finalmente dia da audiência, ai, espero que estejam preparados para esse desgaste.

Me troquei no hospital e fui direto para o tribunal, Bailey me encontraria lá, Theo pediu que ela estivesse presente.

Nem acreditava que eu viria meu filho. Cheguei cedo demais, fiquei aguardando em uma sala, logo Theo entra todo estranho.

- Desculpe a demora. – Fala ele colocando a bolsa de lado na cadeira.

- Está errado. – Falo abotoando a camisa dele certa.

O cabelo estava mal penteado, então questiono;

- Tudo bem com você?

- Sim, só estou tendo um dia péssimo.

- Escuta. Seu dia acaba agora, tem que entra lá e me fazer meu filho para casa, está me ouvindo?

- Está falando igual a Roberta, cadê Bailey?

- Ali, acabou de entrar. BAILEY. – Chamo ela.

Theo passa uma breve conversa para nós, sobre o que irá usar lá dentro;

- Podem entrar. – Fala um homem tipo um segurança.

Entramos, havia quase ninguém, nas cadeiras atrás a família de Oscar e Tyler.

Ele me viu e saiu correndo das cadeiras, eu também fui até ele louco;

- Ou meu campeão, está com saudade do papai? – Pergunto beijando ele.

- Sim, muita, já posso ir para casa? – Essa doeu.

- Calma, não é assim, vamos resolver umas coisas aqui, eu e seu Pai Oscar, ai depois vamos. Tudo bem?

- Todos de pé, para a Juiza Dickerson. – Fala um guarda.

Ao olhar ela estava me vendo com Tyler, do seu lugar. Bem tivemos que jurar perante a bíblia, e então começaríamos.

- Qual das partes possui a guarda interina da criança? – Pergunta ela.

- Meu cliente meritíssima. – Responde Theo.

- Certo. Bom ter você aqui novamente Doutro Castro, tem nos dado muito trabalho. – Fala ela com um sorriso para Theo.

- Só cumprindo meu dever.

- Quais são as causas? – Questiona ela novamente, desta vez para Oscar e seu advogado.

- Meu cliente solicita guarda permanente e pensão alimentícia. – Responde o advogado.

- E qual o problema com o Dr. Duncan?

- Tempo, Duncan não possui tempo para cuidar da criança, é ocupado demais mantendo seu tempo como o melhor neurocirurgião da ilha, e se esquece que possui um filho.

Ai como eu queria matar esse cara, A Juíza tirou os óculos e perguntou;

- Estou enganada ou a Acusação está tratando isso como pessoal?

- De forma alguma meritíssima.

- Vamos a acusação, suas testemunhas.

Bem, eles pediram aos avos de Tyler e até Oscar, e fizeram algumas perguntas a Bailey também, claro sobre o acidente.

E eu também fui interrogado por eles. Bem aproveitando Theo fez algumas perguntas e então veio Bailey;

- Bailey a quanto tempo trabalha na casa dos Duncan? – Pergunta Theo.

- Faz pouco tempo.

- Certo, qual sua relação com Tyler?

- Ele é o filho que eu não tive. – Tadinha, respondeu calmamente.

- Obrigado, quando foi contratada, recebeu todas as informações pelo Dr. Duncan?

- Sim, ele me contou tudo, sobre comida, horários, e manias de Tyler, ele é bem manhoso, e odeia comida quente, gosta dela fria dá para acreditar? Ah lembrei e também só dorme se Dylan cantar para ele, é como um ritual deles sabe... Acho que falei demais né.

- Tudo bem, somente isso meritíssima. – Agradece somente comigo e Bailey, Theo fecha os testemunhos.

- Meritíssima, eu gostaria de ouvir o pequeno Tyler. – Fala o advogado de Oscar.

- Não vai ouvir meu filho, ficou maluco. – Me levantei e falei para ele.

- Ordem. – Pede ela.

- Protesto! – Fala Theo.

- Somente um pergunta meritíssima. – Fala ele.

- Ta ok, traga o menor. – Responde ela.

- Protesto, Meritíssima, protesto. – Grita Theo.

- Recusado doutor.

- Vai colocar uma criança desta idade para ser ouvida em um tribunal? Onde está com a sanidade? Isso não é valido no julgamento, ele não tem palavra. – Theo estava louco da cabeça.

- Se não se controlar irei pedir que se retire doutor. – Fala ela.

Theo estava de pé, eu sentado, acho que se levantasse iria matar o Oscar.

O coitado passou calado me olhando, ele estava assustado, o viado pegou meu filho colocou na cadeira e então perguntou;

- Pequeno, vou te fazer uma pergunta, rapidinho e já deixo você ficar com sua vovó. – Tyler responde sacudindo a cabeça. – Com quem você quer morar?

Ele demora fica trocando olhares, comigo e seus avós;

- Com o papai. – Responde de cabeça baixa, e com vergonha.

- Certo ótimo, mas Tyler qual papai?

Ele aponta o dedo para mim e diz. – Pai Dylan.

Ai que vontade de chorar.

- Espero que esteja satisfeito. – Fala Theo. – Bem sabendo que você iria jogar sujo. Meritíssima, tenho algo para a senhora. – Fala Theo pegando um papel na mesa e entrega a ela.

- O que é isso doutor.

- Cópia do contrato de aluguel de Oscar, de um apartamento usado de fachada para passar a intenção que ele estava disposto a cuidar de Tyler, “dessa vez”.

- Protesto. – Fala seu advogado.

- Tenho também fotos tiradas de Oscar, durante todos os dias que a senhora liberou a guarda do menor a conviver com ele. Oscar saiu todos os dias, não ficando com a criança, sendo essa a alegação da liminar.

- Protesto. – Insiste ele.

- Aceito. Estas provas não são validas nesse tribunal Doutor Theo. – Responde ela.

Bem então o júri se reuniu, eu fiquei desesperado, pois Theo saiu da sala ficou no celular todo o momento, Bailey longe e Tyler com aquela gente que eu já estava com tanto ódio.

- Theo, o que está acontecendo? – Pergunto quando ele retorna.

- Roberta, está me deixando louco, sério, vou enlouquecer.

- Hum, falou com ela? – Pergunto.

- Falar com ela sobre o que? – Ele me respondeu com essas palavras.

Meus olhos se arregalaram, e ele segura mais braços;

- Foi mal, foi mal. Cabeça cheia Dylan, desculpe.

- É estou vendo.

- Eu tentei, mas ela havia experimentado o vestido e estava tão feliz, e eu a vi poucas vezes feliz depois do câncer.

- E não verá se deixar ela no altar Theo.

- O que?

- Aff falei demais.

Graças a Juíza retorna, eles se sentaram, ela pediu ordem para ler a sentença;

- A guarda do menor Tyler Duncan Torres permanece com o pai Dylan Duncan. Deixando a disposição os fins de semana, acordados verbalmente, somente com autorização do responsável para receber visitas. E fica atribuído 30% da renda de Oscar Torres ao menor, para cuidados, de saúde, alimentação e educação. Terminamos aqui.

Finalmente ela bate seu martelo.

A única coisa que ouvi foi Bailei gritando, rsrs.

Bem, pelo menos essa notícia boa, para me acalmar, minha pestinha de volta para casa.

Confesso que demorei para explicar a ele o que estava acontecendo, mas o que expliquei a ele nem foi perto do que tive que passar três dias depois.

Estava em casa com Theo sim, ele estava aqui conversando sobre a vida, os dois sentados na varanda. Ele do meu lado e eu com a taça de vinho com as pernas sobre as deles.

Bailey chega, ela havia ido buscar Tyler do colégio, ele mesmo nem nos viu, foi se trocar em seu quarto, Bailey vem e entrega a correspondência.

Galera passando os envelopes, Theo puxa um deles de minha mão a força;

- Que isso ta maluco. – Falei, e ele assustado.

- Não, esse não é pra você.

- Me entrega isso, antes que jogo você desse prédio Theo.

Ao tentar pegar, vejo que é;

- Seu convite de casamento? Theo. Theo.

- Desculpa, é que não sei o que fazer.

- Não sabe? Não sabe mas vem aqui tomar vinho comigo, vira homem! Meu Deus.

- Me desculpa Dylan. Cara isso não é fácil.

- Fácil não é você enrolar a coitada todo esse tempo, cara o que estou fazendo... Não te reconheço Theo.

- Dylan, se acalme, olhe tenho que...

- Ir embora, vai embora.

- Oi?

- Já está bom né Theo, vai para casa.

Levei ele até a porta meio que arrastado.

- Porque está fazendo isso? – Pergunta ele.

- Porque não estou te reconhecendo, esperei muito para ter você de volta, mas não é o Theo que conheci. Não fale comigo até que tenha decidido o que quer da vida. – Falei fechando a porta.

- Dylan. Dylan abre a porta.

Foram 2 dias recusando ligações e visitas de Theo, eu queria um pouco de consideração, comigo e Roberta, já era o bastante, isso ajudaria e muito.

Na real sabia que estava acontecendo algo, Theo não faz o tipo que engana ou mente, sabia que ele estava escondendo algo, mas tentei levar minha vida.

Depois do plantão, peguei Tyler no colégio, passamos na sorveteria que ele gostava de ir, fizemos o pedido e sentamos aguardando;

- Outra reunião? Caramba, tenho mais reuniões na sua escola do que no hospital meu filho. – Falo olhando uma notificação recebida no celular.

- É sobre o acampamento de verão pai. – Fala ele brincando com os guardanapos.

- Já conversamos, você não vai.

- Por dinheiro?

- Rsrs, não. Estou tentando férias com Bennett.

- Pai vamos no central park? – Diz ele olhando um panfleto de teatro na mesa.

Olhei no relógio, pensei;

- Vamos, sim, dá tempo.

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