• @richardsongaarcia

Eles e Eu - Capitulo 10 - Terceira Temporada

- Não tem nada. Vá comer a sobremesa conosco pode ser? – Ele diz para Tyler.

Bem nosso pedido chegou, e da nossa mesa Theo estava de frente para mim, claro, tinha que ser. Para piorar ele ficava trocando olhares comigo.

Brad deixa algumas cantadas no ar, me fazendo ficar sem graça perante meu filho, mas até então tudo bem.

Depois do jantar, graças Tyler não inventou de sair da mesa, eu quem sai.

Fui ao banheiro, depois de mijar, abri o box e Theo estava no lavatório me olhando;

- Que isso? – Pergunto, insinuando ele estar me seguindo.

- Que isso pergunto eu! Nem sai direito e o outro já toma conta?

- Cala a boca Theo.

Ele me dá um selinho e outro homem entra no banheiro, disfarçamos ele me fala, na pia ao lado;

- Irei falar com ela amanhã.

- Com ela? – Pergunto sem entender.

- Sobre nós, vou terminar o noivado Dylan.

Fiquei assustado e me sentindo como se estivesse pressionando ele;

- Não se sinta pressionado Theo e...

- Eu escolhi, isso já passou da hora, foi longe demais... e... – Ele iria falar mas o cara sai e fica ao nosso lado.

Eu sai na frente e depois ele.

Tyler estava quase dormindo na cadeira;

- Ufa, ainda bem que ele desligou. – Comento.

Pedimos a conta e direto para casa. E não, não houve nada, foi um encontro meio “fraco”. Mas ele insistiu para marcar novamente, claro eu e ele desta nova vez.

Em alguns dias, recebi a noticia... Estava em plantão quando Theo liga;

- Dylan, consegui a audiência! Está marcada. – Ele falou com uma péssima voz.

- Que ótimo, isso é bom não é Theo? – Pergunto.

- Não... – Ele respirou, e me esfriou todo o corpo. – Temos um contratempo, o advogado da família Torres entrou com uma liminar.

- Como assim Theo?

- Estou chegando e conversamos.

- Não, chegando em lugar nenhum. Me fala agora, Theo o que houve?

- A liminar autoriza a estadia de Tyler com Oscar até a data da audiência. E a juíza autorizou, sob a justificativa de ele ter pouco contato com o pai.

- Eu não me importo, com o que ela quer, ou acha. Tyler é meu filho, meu. Ele fica comigo.

- Dylan, não pode dificultar, ou impedir, ele tem que ir.

- Você não é pai. Você não entende. Era para você me defender, defender meu filho, não dar ele de mão beijada para aquele... Filho da mãe, eu mato Oscar. – Falei desligando o telefone.

Fui falar com Bennett para me liberar, pois iria pegar Tyler no colégio, eu tinha que conversar com meu filho antes da bomba explodir para o lado dele.

Chegando próximo a sala, a diretoria inteira estava reunida, chamei ele de fora;

- Preciso que me libere hoje, não tenho mais cirurgias, tenho uma coisa para resolver e...

- Ei Dylan, se acalme, pode ir, vai.

- Obrigado.

Peguei Tyler mais cedo no colégio e fomos para casa, eu inventei uma desculpa de ele ficar uns dias na casa do pai, bem, ele meio que caiu nessa, e a parte difícil ficou por minha conta.

A tarde Oscar e o advogado chegou para pegá-lo, eu atendi a porta;

- Não explique nada disso a ele, não o faça sofrer mais. Não invente coisas para meu filho Oscar...

- Nosso filho.

- Não estou de graça para o seu lado... Eu te mato Oscar! – Falei apontando o dedo para ele.

- Isso é uma ameaça? – Pergunta o advogado.

- Sim, é sim, e serve para você também.

Despedir de Tyler naquela circunstancia foi pior coisa a se fazer. Ele foi quieto e todo feliz, afinal, na mente de Tyler, era somente uns dias. E era o que eu esperava.

No dia seguinte no hospital, Theo foi lá para conversarmos, e ele explicar melhor como prosseguiríamos em relação ao meu filho... Porem no meio da conversa Bennett nos interrompe;

- Desculpe. Dylan preciso de você na minha sala, pode ser? – Diz ele com a mão no meu ombro.

- Claro, vamos lá! Theo a gente se fala.

No caminho até a sala dele, ele veio dizendo que o hospital fez algumas contratações e que iria precisar de mim, para auxiliar, assim como Jimmy.

Entrei na sala dele e me sentei, ele na sua cadeira, e de repente alguém entra na sala;

- Não resisti ao café Dr. Bennett, aquela máquina é uma das melhores. – Diz um homem entrando.

De paletó, crachá e todo descontraído;

- Adoro o café desta máquina. – Responde Bennett. – Dr. Wells, este é meu chefe da Neurocirurgia do Great New York Dr. Duncan, Dylan Duncan! Dylan este é Anderson Wells, Neuro contratado para sua equipe deste ano.

Sim, era o desgraçado da Fraternidade, da Kappa Alpha, era o que me faltava...

- Conheço ele, Dylan cursou o High School comigo.

- Prazer revê-lo Anderson. – Falei cumprimentando.

- Anderson tem um currículo muito concorrido, e um histórico de cirurgias impecável. – Diz Bennett.

- Não igual a este cara, Dylan seu experimento com o Método Duncan, é estudado em quase todo o mundo, fico feliz de vir para o Great e trabalhar logo com você. Agradeço Bennett.

Bennett feliz de novo e cumprimenta nós, quando os App chamam;

- Emergência Dylan. – Diz Bennett.

- Vamos Anderson! – Falei saindo da sala. – A emergência aqui é como em qualquer hospital, a diferença é que aqui é pior!

Nos vestimos e entramos na emergência;

- Dr. Duncan Aqui! – Fala Brad.

A Emergência estava lotada;

- O que houve? – Perguntei.

- Acidente de carro, um veículo invadiu uma peixaria, pelo menos 12 feridos.

- Certo o que temos? – Falei me aproximando ao paciente.

- Larry Dickerson, 86 anos. ECG oito, pressão sanguínea 100, pulso nos 120. – Começa o socorrista.

- Deformidades na tíbia e fíbula direita. Avise-me se for cirúrgico. Parece ter problemas maiores que uma perna quebrada. – Fala Brad.

- Amor? Deixe-me ouvir sua voz. Aquele carro quase o matou. – Dizia uma senhora muito bem vestida ao lado. Possivelmente a esposa.

- O carro bateu nele? – Perguntei.

- Não ele estava dirigindo, bateu com a cabeça no vidro, peito na coluna do volante. Carro sem airbags. – Responde Brad.

- Foi problemas no carro, foi o carro, não conseguiu pará-lo. Carro de colecionador antigo. – Responde a esposa.

- A pupila esquerda está apática. Dr. Wells irá levar o marido da senhora para a radiologia. Sou o Dr. Duncan, Dylan Duncan, ficarei responsável pelo seu marido, qualquer coisa me chame, mas agora senhora, Temos dois Policiais esperando para tomar seu depoimento sobre o acidente.

- Por favor eu quero ficar com meu marido. – Pede ela.

- Sim, mas dê o depoimento primeiro.

- Agora não, por favor.  – Insiste ela.

- Tudo bem. Pedirei que voltem mais tarde. – Confortei ela.

Quando falei as portas abriram e vi a imagem de uma moça cheia de sangue e cortes, mas com a correria todos estavam fazendo algo;

- Moça... Senhora. – Disse eu tentando ir para perto dela, mas não dava para andar direito. – EU QUERO UMA MACA AGORA! – Gritei me aproximando.

- Acho que estacionei num lugar proibido. – Sussurra ela antes de desmaiar sobre mim.

- ALGUEM ESTÁ ME OUVINDO, EU QUERO UMA MACA AQUI E AGORA! – Desta vez Franklin chega com Brad.

- Escuta aqui, isso aqui não é uma fera para você fica gritando, estamos cheios e... – Veio ele falar na minha cabeça.

- CALA A BOCA. – Falei quase cuspindo na cara dele, e colocando a paciente na cama. – Vocês levem para sala de Trauma, 1.

- Ocupada Doutor. – Responde Brad.

- Então arrume uma sala Brad, VAI.

- Não tem o direito de gritar comigo ou com meus subordinados. – Lá vem Franklin novamente.

Eu estava querendo ele vir estressar comigo, ou vir me encher, ainda mais com tudo isso.

- Subordinado aqui é você, sou do Staff e você não passa de um chefe de departamento, nem Ética se encaixa em você. Agora sai da minha frente antes que eu coloque você deitado em uma dessas macas. – Falei empurrando ele.

Subi para a sala de trauma, Anderson estava com o outro paciente nos exames, Brad estava tirando os cacos de vidro da moça que desmaiou.

Ao chegar na sala ela estava acordada;

- Cortes incríveis. – Comenta ele.

- Eu voei pela janela. Voei. – Responde a moça. – Espero que não tenha matado meu filho.

- Quero um Pediatra aqui. Vocês, um ultrassom. Gravida de quanto tempo? – Pergunto.

- Dez semanas. Ai! – Grita ela.

- Desculpe, desculpe. – Diz Brad.

- Tem cacos de vidro aí, tente pegar leve Brad. – Reprimo ele.

- Os médicos. São gatos. Todos são gatos. Eles são, não são? – Pergunta a paciente a uma enfermeira que auxiliava. - Não é só porque eu estou vestida de janela de carro? – Completa ela.

- Não. São um Colírio par os olhos.

Jimmy e o pediatra chegou, pois a moça começou a tossir com sangue, e eles tomaram, conta, Anderson me chamou, os exames do senhor estavam prontos, subi e ele estavam verificando os exames;

- Olha só Dylan. – Fala ele quando me aproximei... – Está com sangue no jaleco. – Diz ele.

- Me troquei, pensei ter tirado tudo, o que temos?

- Hematoma subdural e ar no mediastino. Olhe a espinha dele.

- Estenose espinhal? – Pergunto me abaixando e olhando direito.

- Sim. Estreitamento da espinha geralmente causado pela idade. Provoca dormência nas pernas e nos pés. – Explica Anderson.

- O caso dele é tão avançado que duvido que pudesse sentir os pés.

- O que significa... Dylan...

- Não deveria estar dirigindo.

- Me chamou? Hoje está uma loucura aqui, Quatorze feridos, dois mortos, que manhã. – Fala Jimmy entrando.

- Dr. Anderson Wells, este é o chefe da cardiologia, Dr. Jimmy. – Apresentei eles.

Jimmy olha os exames;

- Esse cara não deveria estar dirigindo.

- Eu sei. – Repondo.

- Fratura na traqueia. Está a caminho da sala de operação para a epidural? – Pergunta ele.

- Assim que ficar disponível.

Bem fui até a esposa do homem antes de entrarmos em cirurgia, ela estava na sala de espera. Depois de explicar todo o procedimento cirúrgico e ela;

- Por favor doutor, não deixe meu marido morrer, ele é tudo que eu tenho e...

Antes de ela terminar de falar, Theo se aproxima me interrompendo, meio que não o vi chegar;

- Preciso que assine uns documentos pra mim, por favor. – Fale ele se intrometendo.

- Theo, estou entrando em cirurgia, fora estar falando com a esposa do meu paciente. – Falei.

Ela olhou para ele. Theo deixou o casado na cadeira próxima e olhou para ela como se estivesse familiarizado.

- Essa é a Juíza Dickerson, quem assinou a liminar de liberação do Tyler. Senhora, ele é o Dylan Duncan, de quem a senhora transferiu a guarda provisório do filho. – Fala Theo.

Eu fiquei assustado, muito mesmo, ainda olhando para ele, percebi que ela abaixou a cabeça;

- Escute doutor, eu fiz o meu trabalho, fiz o que achava certo, mas...

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