• @richardsongaarcia

Eles e Eu - Capitulo 1 - Terceira Temporada

- Alguém me ajuda, aqui, por favor... Isso. Pode suturar Dr. Andreas.... Sugador...

- Dr. Duncan pressão caindo... Parada Cardíaca! - Fala a sua interna.

- Preciso de uma flanela molhada. Vamos virar ele rápido! Adrenalina! - Ordena Dylan!

- Sem resposta.

- Desfibrilador... carrega em 200! Afastem-se.

A primeira descarga não houve resultados, os médicos ao redor olhando, sem esperanças...

- Em 300! Afastem-se.

- Sem atividade senhor!

Dylan passa a mão para voltar os óculos ao lugar. Ele respira e diz;

- Hora da morte 10:23 da manhã. - Diz ele saindo da sala.

Seu interno se aproxima e retira suas luvas;

- Ele estava muito debilitado senhor! Não resistiria a um procedimento desses.

Dylan olha para ele ainda de máscara diz;

- Debilitado ou não. Não conseguimos salva-lo. Agora Dr. Andreas vá e diga a mulher dele que ela acabou de ficar viúva.

- Mas senhor, eu...

- Vá!

Ele retira sua roupa e vai para o consultório, pega a maleta, deixa o jaleco e coloca um sobretudo preto.

Saindo do prédio do hospital, "Great New York Hospital Association" a duas quadras do Central Park.

___________________________________________________________

 Tyler sentado no chão da sala junto ao seu pai, com a vista do Central Park bem a direita, o lugar bastante aconchegante, com quatro poltronas em volta da mesa de centro, onde faziam o dever de casa, atrás deles o sofá de três lugares branco, como se nunca houvesse sido usado, na parede um quadro do corcovado do Rio de Janeiro.

De cabelos cor de ouro e olhos claros como as aguas do mar no quadro atrás, Tyler tinha a pele clara como a de seu pai, um desenho de rosto perfeito de queixo cumprido, o cabelo volumoso e liso, sem penteado, vestido ainda o pijama, estudava ao lado de seu "velho";

- Mas como conheceu ele assim? - Pergunta o garotinho com o lápis na boca.

Seu pai puxa sua mão, tirando seu passa tempo, e responde com o olhar por cima dos óculos;

- Já lhe contei meu filho, foi no colegial. - Responde sem para de digitar no computador ultrafino, a sua frente.

- Sim pai, capitão do time de basquete, e ele futebol, mas e ai?

- Certo, mas depois vai terminar seu dever.

- Sim. - Os olhos da criança brilharam, com a resposta positiva, ele puxou uma almofada do sofá e se abraçou olhando seu pai.

Que tirou os óculos e fechou o computador se encostando no sofá;

- Como você sabe, eu era capitão do time de basquete, e o mais popular do colégio o TAG, só faltava namorar a líder de torcida, e do nada esse filho da empregada entra no colégio e toma tudo para si, ele jogava no time feminino de soccer, o futebol brasileiro. Meu filho, logo queria reivindicar o que nós tínhamos, eu já estava bravo quando ele estava conquistando seu espaço que até então me pertencia. Eu tinha que ser cordial, ele era de dentro de minha casa afinal, mas chegou ao ponto de pegar a líder de torcida, eu pirei, e para completar na época seus avos viajaram aqui para a cidade, para casa do meu avô, foi aqui, de frente para esse mesmo Park que nos beijamos pela primeira vez, na noite de natal, o Papai Noel havia me dado ali, o amor da minha vida...

Os olhos de Dylan estavam cheios de lagrimas, o de Tyler brilhava muito;

- Já desistiu de procurá-lo? - Diz Tyler segurando o braço de seu pai.

- As coisas não funcionam assim meu filho. E te falei, que eu o vi com outra pessoa, temos que seguir a vida, mesmo que não seja juntos. Mas chega né, está me enrolando e nada de dever de casa até agora, vamos, tenho plantão hoje.

- Vou ficar com a vovó?

- Sim, ela vem lhe buscar. Agora vamos sofrer juntos com álgebra aqui, onde parou?

#Dylan

Peguei os pratos que estavam próximos a eu e Tyler, havíamos tomado café na sala mesmo, os coloquei dentro da pia, e a pequena tv que havia na cozinha, noticiava a morte de uma grande empresário do Brasil, momentaneamente tudo para mim, se remetia a esse pais.

Voltei e o ajudei finalizar o dever de casa, acabamos demorando, pois sou péssimo em álgebra, na verdade eu estudava para ensinar ele.

Tomei um banho e peguei minha maleta, conferi para ter certeza não estar esquecendo nada, cheguei na porta do meu quarto;

- Tyler, pegue seu material do colégio filho, não esquece.

- Ta.

Depois de me arrumar, fui ao quarto dele, separei uma peça de roupa e ajudei com seus materiais;

- Lá tem cueca pai, não precisa.

- Certo, leve uma blusa de frio, acho que perdemos a sua roxa.

A campainha chamou e pegamos suas mochilas para sair;  

- Olá Senhora Torres, como foi o fim de semana? - Pergunto enquanto Tyler já pula em seus braços.

- Upa meu neto querido! Foi um horror, Romeu não sabe pescar, e levou um baita tombo, mas está tudo bem.

- Nenhuma lesão?

- Não ele está só com um pequeno hematoma na altura da coxa direita.

- Certo qualquer coisa leve ele no Great NY.

- Pode deixar. Vem conosco?

- Sim.

Desci e despedi de Tyler no carro, ele fica com a avó toda semana de quinta até sábado de manhã, são os dias do meu plantão, por volta de 48 horas. E a Senhora Torres é mãe do Oscar, se lembram dele.

Sim, me casei com ele, concebemos o Tyler no segundo ano de casados, mas logo veio a separação, por conta do meu trabalho, seis meses depois. Ele está fazendo uma especialização na sua área no Canadá. E Tyler é muito ligado aos avós, aproveito para ele matar a saudade e eu poder trabalhar.

Meu trabalho, o hospital era bem perto de casa, como disse a duas quadras, mesmo sendo Nova Iorque do tamanho que é.

Devem estar curiosos, mas Theo faz um ano e meio que não o vejo, ele se mudou para a costa leste dos EUA, aproximadamente 36 horas de viagem de carro e cinco de avião. Foi em uma festa da faculdade, onde se junta a turma e tals, vi ele acompanhado de um cara, possivelmente namorado, ele não me viu na oportunidade, mas Oscar foi até ele e falou de nós.

O hospital possui um aplicativo que chama os médicos em momentos de emergência, e nos comunicar entre nos, como um Whatsapp. O meu chamado de emergência disparou logo que cheguei na calçada do prédio.

Fui entrando e minha interna chega pegando minha maleta;

- Dr. Duncan, é urgente, na emergência. - Diz ela me entregando o jaleco.

Eu corri, ao abrir as portas uma paramédica se aproxima;

- É o cirurgião?

- Sou.

- Temos uma vítima de estrupo. É melhor se apressar.

- Mulher de 25 anos, encontrada em um beco, pode ter sido violentada, ela chegou com pressão 8 por 6, o exame indica trauma craniano severo, escuta pulmonar alterada, pupila dilatada. Está pronta para radiografia. Vamos nessa? - Eu fiquei e choque em um momento, ela se parecia muito com minha mãe, digo a cor do cabelo, e tals. - Ei?

- Sim. Mande abrir a CT. Avise que estamos subindo. Carregue o monitor portátil. Pegue um ventilador no respiratório. Farei as radiografias lá.

Subimos, e fizemos os exames, era a certeza da cirurgia, o que fomos em seguida, passei algumas horas por lá;

- Ela vai passar muito tempo na recuperação. Se sobreviver. - Comento.

- Tem o que? 1,60 altura, 50 quilos? E continua respirando depois do que esse cara fez? - Questiona o outro cirurgião que auxiliava.

- Se o pegarem deveria ser castrado. - Digo, ainda no procedimento. - Vê como suas mãos estão rasgadas? Ela tentou lutar.

- Tentou? Exame de estupro foi negativo. Ela o encheu de pancada. - Diz ele.

- Então, temos uma guerreira entre nós, uhul!

- Allison. - Dr. Andreas nos interrompe. - Seu.. O nome dela é Allison.

- Allison.

Bem a cirurgia ocorreu tudo bem, ela foi levada para o CTI. Eu fui até meu consultório, havia uma paciente me aguardando. Logo que terminei, iria visitar outra que havia operado e estava em observação;

No corredor um o Brad, enfermeiro chefe, se aproxima em passos rápidos;

- Bom dia Dr. Duncan.

- Bom Dia Brad, sabe que pode me chamar de Dylan.

- Dylan, então quando vamos jantar? - Pergunta ele entregando o prontuário da paciente que iria visitar.

- Já lhe disse Brad. - Falo de cabeça baixa, olhando o prontuário.

- Que não sai com enfermeiros?

- Não. - Fechei a pasta entreguei a ele e respondi. - Agradeço o convite, mas não.

Entramos no quarto a senhora estava se alimentando;

- Bom Dia, senhora Marta.

- Bom dia doutor. Então já posso ir para casa?

- Como foi a noite? Sentiu febre, dor de cabeça, vomito?

- Não senhor. - Mente ela, então Brad diz.

- Febre constante de 38 graus por volta de quatro da manhã, doutor. - Olho para ele.

- Então mais uma noite conosco Marta.

- Me faz companha hoje Brad?

Eu dou um sorriso olhando para ele e a responde.

- Mas será um prazer Marta, chame se precisar.

Saímos do quarto;

- Fique de olho, em qualquer alteração, pode ser que ela passe mais alguns dias conosco. E aceito seu convite, mas posso somente hoje. Está de plantão?

- Ainda vou jantar com você. - Diz ele rindo.

O app, chama, com um alerta da triagem.

- Tenho que ir.

Chegando na triagem, havia um garoto de 9 anos aproximadamente, ele havia se machucado em uma pista de skate, estava acordado, mas com um ferimento na cabeça e sangrava muito.

- Porque estão parados, o garoto está sangrando. - Grito com as enfermeiras em volta. - Onde está o médico responsável?

- Que escândalo e esse no meu setor. - Diz Franklin, o doutor responsável pela triagem.

- Levem ele imediatamente para fazer uma Tomografia, já estou indo... coloque gaze úmida faça pressão. Rápido! Escute Gabriel fique tranquilo, vamos cuidar bem de você. - A equipe saiu com o garoto, e Franklin ainda parado na minha frente. - Que deu em você? O garoto pode morrer. Onde está a família dele?

- Ele está consciente Dylan.

- Para você e Dr. Duncan, se acontecer algo com ele você será responsável. Vai procurar os pais dele.

Eu já estava indo para a cirurgia com o Gabriel, quando encontrei com o meu chefe, ele passava com outro paciente;

- Dr. Bennett! Escuta, depois precisamos conversar, é sobre o Dr.Franklin.

- Já falei Dylan, esquece ele, que ele esquece você. Agora estou ocupado. Com licença.

Se querem saber a cirurgia de Gabriel foi tudo bem, sem nenhuma complicação.

Não iremos entrar muito em detalhe, pois ainda tem bastante coisa neste relato.

Na noite de sexta feira, liguei como de costume para Tyler;

- Olá Sr. Torres, boa noite.

- Dylan ele já dormiu.

- Acorde ele.

- Mas querido, ele está tão cansado... Samanta, acorde ele e coloque o telefone para que eu possa falar com meu filho.

A ouvi chamar o pequeno;

- Oi... pai está tudo bem?

- Sim, meu filho, como assim já dormiu sem falar comigo.

- É que o senhor demorou hoje.

- O papai estava salvando vidas querido.. Agora deite que vou cantar para você.. "Eu canto pra você dormir... A terra gira sem ter fim... O sol se esconde não sei... Onde... Escurece a noite cresce... Eu canto e você já dormiu... A terra gira por um fio... A lua brilha, meu filho...Eu canto este acalanto.

Bem passei algumas horas do meu plantão. Como disse moro perto do trabalho, logo que sai, fui procurar um taxi, para ir buscar meu filho, ao pisar na rua e erguer a mão, um assovio, e ouço;

- Pai?

Era o Tyler, com o Oscar, de mãos dadas, me olhando;

- Viemos lhe buscar no trabalho. - Diz Oscar, com a cara sínica de sempre.

Sabem quando se bate aquele arrependimento, não de Tyler, nunca mas de minha historia com Oscar;

- É to vendo, não estava no Canadá? - Pergunto me abaixando e pegando Tyler no colo.

- Papai chegou essa manhã, e viemos te buscar, ele veio para ficar né Papai Oscar?

- Sim, agora é definitivo Filhão.

Meus olhos ainda procuravam a vergonha naquela sua face;

- Que bom, vamos então campeão, foi um plantão difícil hoje. -  Falei me virando de costas e saindo com Tyler.

- Mas pai, o Papai Oscar vai com a gente até em casa né? - Ele perguntou afirmando, até porque Oscar estava próximo, "de novo".

0 visualização
Assine para ser o primeiro a receber os capítulos 

Siga a gente:

©2015 por Armário Erótico Todos Direitos Reservados. Criado orgulhosamente com Richardson Garcia