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©2015 por Armário Erótico Todos Direitos Reservados. Criado orgulhosamente com Richardson Garcia

  • Richardson Garcia

Ele usa, Dólmã - Capitulo 6

A Lorena entra colocando o malote no cofre, e de braços cruzados na minha frente;

- Que foi?

- Que foi pergunto eu, que aconteceu? Que cara é essa. – Ela fala amarrando o cabelo com uma caneta.

Contei o que eu vi, e ela questiona;

- Ai amigo, e como você está?

- Com raiva, muita! E meio perdido, em que seria o certo a fazer.

- Sem essa cara para o meu lado Stefano. – Lorena se levanta rápido.

- Me ajuda amiga.

- Eu amo você, fez coisas por mim que minha família não fez. Mas sabe minha opinião sobre ele. Não gosto, você merece coisa MUITOOO melhor. Ele não vale nada, e toda vez que perguntar para mim vou dizer a mesma coisa, está perdendo tempo da sua vida com aquele homem.

Com o rosto apoiado nas mãos vejo o pessoal na cozinha aguardando;

- Para completar minha vida, Giovanni quer mais um cozinheiro.

Ela cai na risada dizendo;

- Olha aí, mais uma oportunidade para você ocupar a cabeça, e esquecer o Dante.

- Como assim?

- Você odeia treinar novatos, e isso te ocupa a cabeça. Mas escuta eles estão certos, hoje sem você isso aqui virou uma feira.

- Não tenho escolha né.

- Vai logo.

Me levanto saindo. Os meninos estavam reunidos na cozinha, que já estaca limpa, a Lorena fica ao meu lado esquerdo quando saio;

- Bem meninos, e menina... Giovanni veio falar comigo e pediu a contratação de mais um cozinheiro! Explicou o andamento da cozinha sem mim, e entendo que para vocês seguirem as regras do chef, estão se sobrecarregando. Como foi assim na contratação do Jaime, quero saber a opinião de vocês...

- A “mise en place” chef, nós conseguimos, por você ensinar com maestria, mas quando começa o serviço, tem atrasos. – Ângelo comenta.

- Sim, hoje com sua saída, colocamos o Atila para ajudar, assim não atrasar os serviços. – Jaime completa.

- Verdade isso Atila? – Questiono.

- Sim, chef.

Atila para os que não se lembram, é o responsável pela limpeza da cozinha.

- Então estamos de acordo, Lorena peça para fazerem o anuncio, você sabe como é.

- Sim, chef.

- Bom descanso a todos e obrigado pelo tempo de vocês.

Eles saem, e acompanho os meninos fecharem tudo. Pois em casa eu teria uma bela de uma tarde.

Tomei meu banho, e próximo a hora de Dante chegar, peguei um vinho na adega, e me sentei na sala e estar bebendo e aguardando-o.

Acho que o vinho foi para ajudar se precisar falar algo, pois nunca enfrentei ele na vida!

Na hora como de costume, chega ele, estaciona o carro, e vem teclando no celular, tão focado que não me vê sentado, somente ao entrar e ligar completamente as luzes;

- Stefano! Que faz aí?

- Pensou?

- Pensou o que? – Dante guarda o celular no paletó.

- No que te falei mais cedo.

- Que você quer um tempo?

- Sim.

- Olha eu tive um dia cheio, seu teatro na Monserrano me fez trabalhar o dobro para cobrir aquele buraco.

- Teatro meu? Você quem fez merda, não vem me culpar. – Falo me levantando.

- Você bebeu?

- Não, estou bebendo.

- Ah que ótimo, vou tomar um banho. – Ele segue na escada.

- Dante quero você saia de casa.

Falo com ele subindo as escadas, Dante para me olha e volta alguns degraus;

- Porque eu tenho que sair?

- Porque está me traindo! Talvez seja uma justificativa.

- Não estou traindo você.

- O que eu vi hoje então?

- Stefano, acho que anda próximo demais da Lorena, e com sua irmã de volta falando na sua cabeça, você está um pé no saco. Vou repetir de novo, porque está bêbado. Eu não estou te traindo. – Ele fala pausadamente. – Agora vou subir e tomar um banho, estou exausto e chego em casa e você vem me perturbar ainda.



#Adrian Raul


Ao sair do hospital, o Mariano avisou sobre a quantidade de jornalistas e repórteres na porta, mesmo preparando uma “saída alternativa”;

- Você não fala, não respira, não olha para eles! Não me complica mais. – Mariano fala no elevador.

Os seguranças se aproximaram, me entregam um óculos, e dão as instruções;

- Mãos no meu ombro, cabeça baixa, não para enquanto eu não parar, vamos fazer um cordão até o carro.

- Ok.

Eles abriram as portas e começou a bagunça, gritaria e flash. Foi um empurra, empurra até o carro e difícil chegar lá.

Entro com rapidez, e escutando câmeras batendo nos vidros, e piscando aquelas luzes freneticamente.

Na minha casa tinha mais carros do que na minha propria festa de aniversário. Eu entrei, com algumas pessoas da turma de assessores, e representantes do time.

- Senta aqui Adrian. – Mariano fala mostrando a poltrona.

Eu estava calado, sem falar nada, me sentei e o advogado do clube fala;

- Adrian depois de várias conversas e acordos, nós decidimos o seguinte. A imprensa dissemos que teve uma intoxicação alimentar, na festa de ontem. Afinal de contas você tem registro seus na festa de Leandro.

- Eu vi isso, mas e as consequências? Perdi o jogo da final. – Completo.

Ele troca olhares com o Mariano e responde;

- Será vendido, na próxima temporada, e abrirá mão de cinquenta por cento do seu valor de mercado. Isso para cobrir o prejuízo que será do jogo de hoje sem você. Ou o clube lhe processa.

Olhei para o Mariano que estava péssimo, assim como eu.

- Não tenho escolha?

- Desculpe, não.

- Tudo bem.

Uma equipe do advogado sai de casa, depois de trocar uma ideia rápida com o Mariano. A Margarida me traz um suco e eu me sento na mesa com a equipe de assessores contratada.

Mariano fecha a porta retornando e fala ao meu lado na mesa;

- Gabriela quero sua equipe trabalhando a todo vapor, o seu projeto para a carreira do Adrian será colocado em pratica. Relacionamento, redes sociais, e tudo mais naquele papel. Eles vão vender e negociar Adrian da forma deles! Então temos que subir o valor imediatamente o quanto antes...

- Como vai fazer isso, se eu não estou jogando, não estou em campo, quer aumentar valor como?

- Acho que consigo fazer isso. – Gabriela diz.

- Vou para o meu quarto. – Me levanto.

Não queria ficar ouvindo eles falando de mim. Quando estava subindo as escadas a campainha toca, como eu estava mais próximo abro a porta.

Meu Deus, era a minha mãe.

Cabelo com penteado, alto, roupa de cor vibrante, unhas maior que as mãos, e uma bolsa imensa. Essa é a dona Edite pessoal;

- Mãe?

- Meu filho... – Ela me abraça.

Estava com um perfume fortíssimo;

- Benção!

- Deus te abençoe querido, como está? Vi na Tv que você estava mal. – Ela fala passando o dedo em meu olho, como se estivesse sujo.

- Estou bem mãe... – Eu falando e ela se curvando olhando para dentro.

- Que isso? – Ela vai entrando. – Isso aqui virou escritório? – Ela chega na sala de jantar.

- Quem chegou? – Margarida vem correndo da cozinha.

- Minha mãe, traz um remédio de dor de cabeça para mim por favor. – Já peço.

- Edite por favor, estamos trabalhando para salvar a carreira do seu filho, então dá um tempo. – Mariano diz.

- Não quero saber o que estão fazendo, ou deixando de fazer. Fora todo mundo.

- Mãe deixa eles.

- Claro que não, essa casa é sua, único lugar que tem para fugir desses urubus.

- Edite por favor! – Mariano fala gesticulando com a cabeça.

- Ele está doente e vocês só querendo saber de dinheiro.

- Adrian foi hospitalizado com overdose de cocaína. – Ele responde.

Chego a encostar na pilastra;

- Escuta aqui. – Ela aponta o dedo na cara dele. – Overdose de cocaína, maconha, álcool, de arroz com feijão, eu não tô nem ai! Quero todo mundo fora dessa casa AGORA! – Ela grita.

Eles começam a fechar computadores e pegar papeis, e ela falando, e falando, e falando, com eles em casa ainda;

- Essa gente só quer dinheiro, tem que ficar esperto Adrian, colocam você para fora de casa, quando vai ver está sem nada. Já falei, cuidado! Tem que acordar para a vida meu filho, daqui a pouco estão te roubando e você não sabe.

Eles passavam olhando para ela, e ela com aquela cara de deboche;

- Escuta contrata um segurança, e rápido! Isso aí. – Ela aponta para Mariano. – É funcionário seu, manda embora e pode contratar quantos quiserem, com seu pai não podia fazer isso, mas com essa gentinha aí. É rua.

- Ei, dona Edite, vai ficar quantos dias? – Falo segurando as mãos dela.

- Algumas semanas... Cadê a Margarida? MARGARIDA... – Ela segue gritando até a cozinha.

Era possível escutar ela lá de dentro falar mal do Mariano. Ele o Mariano era o melhor amigo do meu pai!

Meu pai Edson Raul, era meu empresário, ele quem cuidava de tudo, graças a ele que eu tenho o que tenho hoje em dia! Mas infelizmente ele veio a falecer, e deixou Mariano em seu lugar, foi pedido dele. Mas Mariano é muito mais ambicioso que meu pai, e isso me inclui em suas ambições.

Eu fui até o UBER que minha mãe deixou do lado de fora coitado esperando;

- Olá boa tarde. – Falo saindo.

- Meu Deus... Adrian? – Ele se emociona bastante ao me ver.

- Oi, prazer... – Digo estendendo a mão.

- Sou muito seu fã, me chamo Wesley, posso te dar um abraço? – Ele abre os braços.

- Claro.

- Cara falei a minha mulher, quem marcar o pênalti da final de 2018, meu primeiro filho teria o nome do jogador.

- Ah ta zoando?

- Não, olha aqui o Adrian... – Ele fala mostrando uma foto da criança.

- É muito fofo, gente, rsrs. Parabéns.

- Obrigado, posso tirar uma foto?

- Claro.

Pego seu celular tirando uma self, e quando me viro vejo que ele está com uma telinha dentro do carro assistindo ao jogo;

- Começou foi? – Pergunto.

Ele começa a tirar as malas do carro e responde;

- Sim, precisamos empatar para manter os pontos da competição... Graças aos seus dois gols da semana passada. Eu vi na televisão, como você está?

- Eu fiz merda Wesley, não foi o que estão dizendo. Foi erro meu. – Falo meio cabisbaixo.

- Todo mundo erra Adrian, é do ser humano.

- Valeu. – Falo dando alguns tapas em seu ombro.

- Posso pedir uma última coisa? – Ele fala sorrindo.

- Fala.

- Autografa o vidro do meu carro, ali no para-brisas, só para eu olhar para ele e lembrar de você todo dia.

- Rsrs, vamos lá, onde? Tem uma caneta aí.

Ele mostra, bem à frente do banco do passageiro, eu assino. Wesley me ajuda com as malas até dentro, e levo ele até na porta.

Quando fecho a porta principal, minha mãe passa subindo as escadas;

- Mãe dá uma gorjeta para o Wesley aí no aplicativo, ele me ajudou com as malas até aqui dentro. – Falo encostando a porta.

- Eu não, depois eles acostumam, e você tem que ficar dando dinheiro para essa gente. Adrian tem que apreender a ser pão duro, dinheiro acaba tá.

- Ai meu Deus, rsrs. Você não muda né. Me dá seu celular aí.

Eu tirei um print da tela, onde mostrava o perfil dele no aplicativo, fui no meu Instagram e fiz uma publicação de agradecimento ao cara.

Depois de minutos a repercussão começou, aí que fui entender o que havia feito, era o que Gabriela disse, sobre dar valor ao público.

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