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©2015 por Armário Erótico Todos Direitos Reservados. Criado orgulhosamente com Richardson Garcia

  • Richardson Garcia

Ele usa, Dólmã - Capitulo 5

É como um sono pesado, eu sentia meu coração acelerar, mas não houve dor alguma! Desse sono muitas pessoas não acordam.

Eu abri os olhos, que estavam pesados, em outro lugar, olhei para frente a Margarida, e o Mariano em um quarto de hospital.

Ela me olha e sai gritando o medico, o Mariano falando e falando, e eu sem escutar e entender ele direito.

Depois fazer alguns exames rápidos, o médico comenta comigo;

- Você passou por um quadro de overdose de drogas! Sentira ânsia de vômito, dores de cabeça, e fraqueza, por causa da medicação. Mas logo poderá ir para casa.

- Obrigado!

A enfermeira pega uma prancheta saindo, e a Margarida entra no quarto, ela segura minha mão e beija minha testa;

- Como você está filho? – Diz fazendo carinho no cabelo.

- Como se estivesse comido algo estragado.

- O medico disse que pode ter essas reações com os remédios. Adrian, se prepare, Mariano está com a macaca lá de fora!

E por falar nele, entra fechando a porta, e desliga o telefone.

Ele me olha com uma cara, estava putasso;

- Você não imagina o que estou tendo que fazer para amanhã não estamparem sua cara em jornais!

- Eu sei foi mal. – Falo baixo.

- Eu prometi para o seu pai, que iria cuidar de você, assim como ele cuidava. Mas cocaína Adrian, tenha paciência! Eu estava dormindo, quando me ligaram dizendo que você foi hospitalizado, e eu achando que era algum problema de saúde.

O médico bate entrando no quarto, com uns papeis a mais em mãos. O Mariano fica calado;

- Com licença... Alguns dos exames ficaram prontos... – Todos ficamos de ouvidos atentos. – Não poderei te liberar essa manhã... - Mariano coloca a mão no rosto. – A substancia ainda se encontra no organismo, e estamos te medicando para o contrário. Ficara em observação por no mínimo doze horas.

Mariano se senta no banco coçando a cabeça;

- Meu Deus, o jogo da final! – Ele exclama baixo.

- Os médicos do clube estão a caminhos, eles vão pedir acesso a todos os exames e irão te examinar também.

Dessa vez eu fiquei assustado! Pronto, perdi meu contrato. Mariano pega o telefone e liga para Gabriela;

- Gabriela quero sua equipe aqui, imediatamente! – Ele desliga o telefone e me olha, se levantando. – Não conseguimos esconder deles seu estado e o que houve. Vou ligar para o presidente do Palmeiras e ver o que consigo. – Mariano sai do quarto.


#Stefano Le’Bianco



Pico de almoço, Lorena entra na cozinha com o telefone do restaurante na mão;

- Stefano lembra o evento do casamento? Que você fez a degustação?

Ela fala andando atrás de mim na cozinha.

- O que tem ele?

- Posso fechar?

- Se concordarem com o contrato sim.

- Beleza.

Ela sai, e eu vou auxiliar os meninos nas massas quando ela volta;

- Felipe está no salão! - Grita ela pegando uns copos.

- Felipe? Aqui?

- Sim que eu falo?

- Mande ele esperar, vê se não quer nada.

- Ok.

Não pude sair correndo, tive que ao menos organizar as coisas, o que demorou um pouco.

Quando pude sair, levei algumas sobremesas e vejo ele almoçando ao canto, voltei a cozinha peguei um mousse e levei até ele;

- Ah que carinho, sabe que não precisa. - Ele diz usando o guardanapo.

- É novo, será minha cobaia. - Falo me sentando.

- Deixe me ver.

Felipe da uma colherada e prova pela segunda vez!

- Isso é muito bom, que azedinho é esse?

- Blueberry.

- Nossa está maravilhoso.

- Obrigado.... Você não vem muito aqui, aconteceu algo?

Ele mudando semblante do rosto e diz;

- É sobre o Tropicale.

- Aí não vem com essa cara Felipe.

Ele se limpa novamente e afasta a taça com a sobremesa, abre sua pasta e tira uns papéis;

- Lívia me enviou o orçamento do projeto.

- Sim eu aprovei.

- Ok, Stefano, mas tem um problema.

- Qual?

- Não há dinheiro em conta suficiente. - Ele morde os lábios por dentro.

- O Que? Felipe não tem retiradas, o restaurante não tem reformas, e eu mesmo assino os depósitos, são diários. Como não tem dinheiro? Me explica isso!

- Tem, mas não estão lá.... Está ocorrendo saques mensais nas contas do restaurante Stefano, todos transferidos para a conta da Monserrano (...) - Ele me entrega os extratos.

Meus olhos arregalam, ao ver os valores;

- (...) A autorização a Dante movimentar as contas do Le'Bianco, partiram de você. Com isso não temos dinheiro para liberar para Lívia.

Deixo o papel e encosto na cadeira, meio atordoado ainda;

- Liberei sim. Ele disse que iria fazer uns investimentos porque o dinheiro parado nas contas do banco não rende nada.

- Eu concordo com isso Stefano, ele está certo, mas desse montante todo, a poupança de emergência do Restaurante foi comprometida, e a Tropicale corre riscos. Vim te alertar.

- Obrigado Felipe, vou falar com Dante, a gente pode conversar mais tarde? Eu te ligo

- Ótimo, irei ficar aguardando.

- Obrigado pela atenção.

- Que isso Stefano, só estou fazendo meu trabalho.

Eu fui com aquela folha para a cozinha e fiquei pensativo em um canto, então tiro minha Dólmã, e falo a Giovanni;

- Vou sair, a cozinha é sua. Fala com Lorena por favor.

- Sim, Chef.

Chamei um UBER e fui até os escritórios da empresa do Dante.

Não era tão longe do Le’Bianco, o carro me deixou, eu subi até o andar onde se localiza o escritório. E fui passando pelas mesas com o pessoal, cheios de computadores, com aquelas métricas do pregão de mercado de ações.

Fui inúmeras vezes até aquele lugar. A sala do Dante era a última, no fim do corredor, com a mesa da secretaria a frente e um espaço exagerado para ele.

No caminho de uns dez a treze metros, cumprimento o pessoal, e a mesa estava vazia a frente de sua sala, eu abro a porta.

Lá estava o desgraçado do meu marido, quase beijando sua secretaria. Ela estava com as mãos apoiadas na mesa ao lado dele, com os peitos quase na cara de Dante, ele com a cadeira virada para a direção dela, com a mão na sua cintura, não vi ao certo.

Os dois olham, e ela fica ereta imediatamente;

- Stefano? – Ele exclama surpreso.

Eu respiro três vezes;

- Boa tarde senhor.

- Sai daqui! – Falo sem olhar para cara dela.

A garota pega algo na mesa e sai da sala, o Dante se levanta, e vem em minha direção;

- Veio me ver foi amor?

- Tira a mão de mim Dante! – Eu me afasto.

- Ela só estava me mostrando os...

- Peitos né? Nossa não to acreditando nisso... – Falo seguindo até a janela. – Como você não presta!

- Amor não estávamos fazendo nada.

- Eu não sou idiota Dante. E muito menos cego!

- Se não veio para me ver, aconteceu algo? – Ele retorna a cadeira.

- Sim, aconteceu! Agora estou entendendo o porquê me chamar de amor, demonstração de carinho da frente dos outros, você estava aprontando né?

Falo com o telefone de sua sala tocando.

- Para de paranoia Stefano... Alô...

- Larga esse telefone Dante. – Falo bravo.

- Depois te ligo. Que foi agora? Está me preocupando, você não é assim!

- Quando me pediu acesso as contas do Le’Bianco, disse que iria fazer alguns investimentos...

- Sim, e eu fiz.

- Dante, você secou as contas do restaurante! Logo vou ter fornecedores na minha porta cobrando.

- Eu investi o dinheiro Stefano, não foi gasto.

- O que custa você me falar? “Stefano vou pegar tal valor, mais esse valor, mais isso, mais aquilo”.

- Não temos mais dialogo. Você chega eu estou dormindo, eu saio você está dormindo. Criamos uma rotina em que nos vemos no trabalho Stefano. – Ele gesticula na sua cadeira.

- Eu tenho o restaurante, Dante.

- E eu tenho a corretora, Stefano, e não uso ela como desculpas.

- Não estou usando ele como desculpa. – Grito na sua frente.

- Está sim, tudo para você é restaurante isso, restaurante aquilo. Não transamos tem mais de um mês, nem sei mais como é você.

- Você está certo, não levamos uma vida de casados.

- Não, vivemos juntos, mas nem se ver conseguimos.

- Acho melhor então a gente dar um tempo.

Ele me olha, com a testa enrugada diz;

- Somos casados não tem como dar um tempo.

- Tem sim Dante!

- Presta atenção no que está falando Stefano.

- Quero que tire suas coisas de casa, vou pedir a Silvia para te ajudar.

- Tem certeza do que está me pedindo?

- Tenho...

- Ok.

- Quase me esqueço, quero que transfira o dinheiro de volta, todo ele.

Ele solta uma risada sarcástica;

- Isso vai demorar uns três dias, não funciona assim.

- Sem enrolar Dante, eu te conheço.

- Não tem como Stefano.

- Olha vou me sentar aqui, quando terminar as transferências me avisa ok. – Falo sentando no sofá da sua sala.

Ele fica me encarando por segundos e faz algo no computador e algumas contas, passa a mão no rosto, e pega o telefone;

- Preciso das chaves de acesso de todas as contas da Monserrano.... Me ouviu, na minha sala agora!

Eu me levanto, preparo um café na máquina ao lado, e Dante questiona;

- Lívia conseguiu o que queria né?

- Se ela conseguiu a parceria com o Carrefour? Sim, conseguiu.

- Quando ela torrar seu dinheiro, não me vem falar que avisei.

Um rapaz entra na sala, e eles fazem juntos os procedimentos de transferências, isso durou uns minutos, até Dante falar;

- Pronto, está feito, confere. – Ele aponta com a caneta.

Pego o celular entrando no aplicativo e conferindo;

- Obrigado.

- Não tem de quê!

Antes de voltar para casa, eu fui ao restaurante que estava quase por fechar!

Entrei pelos fundos, e os meninos já estavam arrumando a cozinha, fui até o meu escritório ao lado, liguei avisando o Felipe do dinheiro, e para ele prosseguir com Lívia.

Então o Giovanni entra na sala;

- Com licença, tem um tempo Stefano? – Ele tira o chapéu, todo tímido.

Já sabia que ele iria pedir, algo, conheço meu Sous-Chef;

- Claro, entra aí.

- Estava conversando com os meninos, com Ângelo e Jaime e precisamos de ajuda na cozinha Chef.

- Mas eu ajudo Giovanni.

- Stefano, realmente estamos precisando de mais alguém nessa cozinha, e não é de hoje, você precisa contratar mais um cozinheiro, eu fico com o serviço, e Ângelo e Jaime cozinhando não estão dando conta.

Eu sentei na cadeira, respirando fundo;

- Ai meu Deus.

- Eu sei o quanto você odeia treinar novatos, mas estou sendo sincero contigo.

- Tudo bem! Pede para esperarem, que vou falar com todo mundo.

- Tudo bem. – Ele sai.

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