Assine para ser o primeiro a receber os capítulos 

Siga a gente:

©2015 por Armário Erótico Todos Direitos Reservados. Criado orgulhosamente com Richardson Garcia

  • Richardson Garcia

Ele usa Dólmã - Capitulo 41


#Adrian Raul


Stefano foi tomar um banho, e eu fui tomar um “Epocler”, pois bebi muito mais cedo. Tirei a jaqueta, deixei a blusa, e o tênis, descendo para a cozinha somente de bermuda de moletom.

Aproveitei coloquei uns pães na torradeira e peguei uma galeia, colocando no balcão, enquanto meus pães esquentaram, liguei a TV da Margarida.

Foi direto, liguei na Record, onde passava um jornal aqui de SP;

“- A Justiça de São Paulo acaba de bloquear todos os bens de Dante Monserrano, presidente da Corretora de Valores Monserrano, alegando que seu pedido de Falência era inconsistente. Vamos ao vivo em frente a instancia onde a decisão acaba de sair, boa noite William.

- Boa tarde a todos, Bem Jorge é exatamente o que acaba de comunicar. Depois e alegar falência da Corretora, a justiça fez o levantamento e não aceitou a alegação. Sendo assim, os bens em nome de Dante estão oficialmente bloqueados e serão usados para quitar todas as dívidas da empresa entre processos e funcionários que receberão todos os direitos previstos.

- É isso, obrigado Willian, voltamos a qualquer momento com mais informações sobre o caso. Me chame a qualquer hora, estarei aqui.

- Pode deixar, boa noite.

- Boa noite... E vamos continuar, porque aqui as notícias não param... ”

Minhas torrada, “torraram”, rsrs. Quando me viro para tirar elas o Stefano estava parado olhando a Tv;

- Que susto filho da mãe. – Falo surpreso.

- Foi mal.

- Você viu?

- Sim.

- E tudo bem?

- Não há mais nada que ele faça que me atinja. Eu superei.

Eu me aproximo dele, pegando em sua mão;

- Fico feliz, de verdade em ouvir isso.

- Ele só está pagando pelo que fez comigo. E com as pessoas, Dante não era uma boa pessoa, e eu demorei para entender. E pessoas assim, apreendem da pior maneira possível.

Abraço ele, beijando ao lado de sua testa em seu cabelo e Stefano fala;

- Se algum dia não querer mais, por favor, chega em mim e fala. – Eu afasto e olho para Stefano. – Hoje eu sei que gosto muito de você Adrian, muito mesmo.

- Ei, eu também, eu te amo Stefano...

- Eu não sei se consigo passar por algo assim de novo.

- Ei olha para mim. – Seguro em seus ombros. – Não posso prometer que estaremos juntos até o fim de nossas vidas. Mas enquanto eu estiver do seu lado Stefano, eu prometo, te respeitar e te amar, está me ouvindo? (...) agora para com esse pensamento negativo.

Eu abraço ele, bem forte;

- Ei aceita uma torrada?

- Essa? – Ele olha para a queimada.

- Se quiser.

- Que você sabe cozinhar Adrian? – Stefan senta na bancada.

- Agua.

Ele dá uma gargalhada, pegando o pode de geleia;

- Rsrs, aí você é o melhor! – Stefano lê o rotulo.

- Vai querer ou não?

- Sim, pode colocar aí para mim.... Onde comprou isso?

- No mercado.

- Não como nada enlatado Adrian. – Ele me faz uma careta.

- Mas isso não é lata, é vidro. – Pego mostrando a Stefano.

Ele sorri, dizendo;

- Comida industrializada.

- Nossa mas você é fresco demais.

Stefano cerra o olhar, e se levanta abrindo a geladeira;

- Que tem aqui... cadê as frutas?

Mostro a ele, que pega alguns morangos, uma panela, e agua, e limão, colocando no fogo e preparando algo.

- Que vai fazer?

- Calma, vou mostrar.

Eu aproveito e preparo um chá, afinal agua eu sei cozinhar, rsrs.

Mano ele vem com a panela, e em um prato coloca aquela espécie de pasta de morango e no congelador por alguns minutos.

Stefano depois de um tempo pega e passa na torrada me entregando;

- Agora me diz qual é a melhor.

Eu não respondi, fiquei calado, só comendo mais, nem precisava dizer algo né.

Minha mãe chega com Margarida, e olha da porta mesmo;

- Margarida corre que o Stefano está na cozinha, rsrs.

Ela vem rindo, a gente cai na risada com ela toda acelerada;

- Eu sabia, que estava cozinhando... gente que é isso?

- Geleia de morango.

Pronto, agora ele e minha mãe para falarem na minha cabeça, de não comprar coisas industrializadas e isso e aquilo.

Na conversa, eu coloquei a TV no mudo e lá ficou, minha mãe então vê a foto do Dante novamente no noticiário, todos olhamos, e escrito na manchete estava. “Monserrano perde tudo”.

- Tudo bem Edite. – Stefano diz.

- Que nada, vou desligar. – Ela pega o controle. – Minha mãe que dizia... “Ex bom é espetinho”.

- Nossa que piada ruim mãe.

- Come meu filho, caladinho de boca cheia você fica melhor.

Deitamos cedo, pois ele estava exausto e eu também, de acompanha-lo nesse dia.

Bem, eu embarquei para o Rio de Janeiro logo pela manhã, tínhamos um jogo e nada confirmado para a imprensa, mas tinha quase certeza de ser titular. E minha presença nos treinos do time, eram bem melhores.

No primeiro treino do dia, eu aluguei um apartamento para ficar quando estava no Rio, próximo ao CT do Flamengo.

Peguei meu carro, chegando no Ninho do Urubu o CT de Treinamento Oficial do Clube na Vargem Grande, havia um exército de jornalistas.

O normal era entrarmos tranquilamente e sempre havia crianças ali na frente, tirávamos fotos liberamos autógrafos, mas nesse dia precisei da ajuda da segurança para conseguir pilotar até dentro do recinto.

O time estava na academia, eu me troquei e segui para lá. Algo que a gente espera em situações assim são atitudes diferentes das pessoas. Para mim eles olhavam outra pessoa de tão estranho que eu estava.

Mas fui surpreendido, afinal de contas foi normal, os contatos, conversas, tudo. O que de certa forma não deveria soar estranho, para mim no caso.

Fiz meu treino e nada do treinador falar da escalação.

Eu fiz o possível para Stefano vir para o Rio, mas ele tinha algumas coisas importantes do Tropicale para resolver.

Gostaria de ter ele no próximo jogo, mesmo sem a confirmação eu estava confiante. Afinal de contas era um jogo importantíssimo para o time, e seria uma das melhores oportunidades para eu me “mostrar”.

Flamengo e Grêmio, no Maracanã, não seria um jogo fácil.

Semana seguinte, mais de sete dias sem ver Stefano, ele me liga por vídeo chamada minutos antes do jogo;

- Calma aí, vou entrar no banheiro, está muito barulho. – Falo saindo do vestiário. – Pronto.... Está onde? – Olho ao redor.

- Sim, vamos assistir ao jogo aqui na casa do Giovanni, está todo mundo... Gente manda oi para o Adrian. – Ele vira a câmera.

Todo mundo grita, o Giovanni que percebi já estar alterado, já veio mandar boas energias e agradecer. Retribui o carinho de todos, e Stefano segue para a cozinha, onde estava mais tranquilo;

- Ei, me perdoa mesmo, por não estar aí com você.

- Tudo bem, você está, aqui. – Coloco a mão no coração.

- Eu te amo!

OI?

Vocês também leram isso???

- O que disse? – Chego o celular mais perto.

- Eu te amo.

- Seu viado, me fala isso por vídeo chamada, eu não posso te abraçar e nem te beijar agora, e você me fala isso?

- Vai ficar bravo?

- Não, porque eu também te amo, não tem ideia da minha alegria em ouvir isso de você.

- Eu sinto, consigo sentir.

- Amor, tenho que voltar, já está quase na hora.

- Amor?

- Sim, ué.

- Haha’ está vermelho Adrian.

- Aff, desliga logo, idiota!

- Ei, bom jogo, a você e a equipe, eu não entendo muito bem, mas estou aqui, assistindo e torcendo por vocês.

- Obrigado, significa muito para mim ouvir isso de você.

- Beijo.

- Beijo nessa boca gostosa.

Flutuando.

Foi como voltei para o vestiário.

- Coloquem os uniformes e vamos entrar garotas. – O Auxiliar do Técnico grita. – Temos um estádio lotado aí aguardando vocês.

Eu olho no espelho, e me lembro do que Stefano havia acabado de falar, o sorriso fica estampado na minha cara.

Entramos no estádio com fogos de artifícios, e uma multidão de torcedores, creio que nunca joguei para uma torcida tão grande.

Fui para o banco, e de pé, para o hino nacional, e então o apito do início do jogo.

Vocês não têm ideia da ansiedade que é você estar sentado em um jogo como esse.

No início, aos cinco minutos, o primeiro cartão contra o Grêmio, e o clima do jogo ficou bem quente.

Aos dez minutos Gabriel manda de cabeça no gol e o goleiro defende.

Mano eu e os meninos estávamos em pé, com as jogadas, loucos da cabeça, é horrível a sensação, uma ansiedade que toma conta. O estádio ecoando gritos e vozes dos amantes de futebol.

Aos quarenta do segundo tempo o gol, Bruno Henrique! Mano até a gente correu para o gramado, gritando como loucos, foi um golaço.

Tivemos mais alguns lances perigosos e eles ainda poderiam empatar.

Intervalo.

Eu fui entrando e o Treinador antes de chegarmos ao vestiário, ao meu lado, segurando meu combro ele diz;

- Se aquece, vai entrar agora.

- Sim, senhor.

Minhas pernas tremeram na hora, o calafrio subiu na coluna.


#Stefano Le’Bianco



- Ai amiga, eu já falei, mas Bruno é cabeça dura, não escuta mais, ele faz o que quiser da vida. – Falo com a Lorena.

- Já avisei, larga dessa sua amizade, não vale nada, aquela cobrinha.

- Gente o segundo tempo vai começar. – Robson grita.

- Já vamos. – Respondo.

Estávamos na cozinha, falando da vida dos outros é claro, mesmo sem entender, nós voltamos para a sala;

“- Autoriza o Arbitro, quarenta e cinco minutos e mais o tempo de acréscimo. Que quer o senhor Patrício, para que se conheça quem se classifica... E tem alteração aí?

- Tem sim Galvão, o Centroavante Adrian Raul entra para jogar nesse segundo tempo, é a alteração ditada pelo técnico.

- Adrian que está passando por um momento singular em sua vida.... Infelizmente em pleno século vinte e um, ainda se noticia casos como o dele na televisão.

- Eu concordo plenamente Galvão... A mídia especializada deve julgar e questionar o próprio Adrian em seu desempenho dentro de campo e não ficar perguntando aos dirigentes do time como é ter um escândalo da vida pessoal do jogador.

- Isso é uma discussão longa meu amigo, muito longa...”

- Gente que ótimo que foram, plausíveis nos comentários, porque Adrian não merece isso... – Lorena comenta.

“- E o Flamengo tem a primeira Chance a BOLA TOCADA para trás, Bruno foi no lance, desvio foi feito e a bola subiu. É escanteio para o Flamengo.”

- Gente do céu, não tenho coração para isso não. PENALTI! – Cheguei a me levantar. – Gente foi Pênalti, o Adrian saiu Rolando.

Os meninos rindo, Robson e Giovanni gritando Falta, e Lorena vem do meu lado;

- Amigo, Pênalti é naquela areia do goleiro, ali é só falta.

- Ah, que susto... mesmo assim.

1 visualização