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Ele usa Dólmã - Capitulo 40

Lorena, Bruno, Lívia e os garçons e segurança saíram. Na porta do salão eu beijo o Stefano, segurando ele pela cintura;

- Vai ficar aí?

- Não, acho que vou em casa, não sei ainda.

- Você está bem?

- Sim.

- Desculpa não poder te dar atenção hoje Adrian, desculpa mesmo.

- Ei, ei, ei. – Seguro em suas mãos. – Hoje é o seu dia, vai lá e arrasa como fez na minha cama ontem. – Falo próximo ao seu ouvido.

Ele me dá um selinho entrando, a porta nem se fecha e o Chef já grita lá dentro;

- Quero todo mundo foca, cozinhem como se fosse o ultimo dia.

Pelo vidro da porta, vejo ele ajeitando a sua Dólmã enquanto falava a cozinha.

A Gabriela envia mensagens perguntando sobre como eu estava e enquanto eu digitava a mensagem, Lívia e Lorena chegaram próximo;

- Adrian, está podendo falar? – Lívia comenta.

- Sim. – Bloqueio o celular.

- Olha, hoje esse restaurante se lotara de jornalistas, não vai ficar desconfortável não? – Lorena questiona.

- Não, estou acostumado, afinal de contas, estão aqui pelo Stefano, e pelo Le’Bianco, correto?

- Sim, todas reservas efetuadas são de críticos e especialistas em culinária.

- Eu pedi que Lorena falasse, para não ficar desconfortável depois.

- Gente por mim tudo bem... E seus pais?

- Vou buscar eles no aeroporto.

- Ok. Lorena coloca mais um lugar então na mesa dos pais de Stefano tudo bem?

- Vou colocar.

- Quer ir comigo?

- Ir?

- No aeroporto, buscar meus pais!

- Tudo bem, eu vou.

- Lorena avisa meu irmão, que fomos ao aeroporto. – Lívia grita saindo.

Se vocês acharam estranho esse convite, imaginem eu! Fiquei meio sem entender, mas aceitei, afinal, daria a ela uma chance é claro.

Entramos no seu carro, saindo, o percurso era um tempinho bom, por causa do transito;

- Ele está bem determinado a conquistar essa estrela, não é? – Puxo assunto.

- Stefano? Fala disso desde os quatorze anos de idade. E quando ele quer alguma coisa, é outra pessoa.

- Sim, vejo ele dentro da cozinha, é difícil reconhecer.

O silencio volta a se instaurar, odeio quando isso acontece, eu então coloco a mão no som e ela fala;

- Queria ter esses minutos para lhe dizer que.... Aquelas desculpas não foram sinceras. – Ela não me olha, fica fixada no volante.

Eu olho para Lívia, e surpreso com sua sinceridade respondo;

- Eu sei, sinto isso que ainda não estamos bem.

- Me desculpe. – Nesse momento ela me olha.

- Não entrei nesse carro, por você, ou pelo seus pais! Foi pelo Stefano.

- Eu sei, e confesso ter um pouco de ciúmes.

- Rsrs, espero que seja um ciúme saudável, porque eu amo seu irmão Lívia.

- Todos que estamos perto, sabemos disso Adrian.

- Pois é.

- Me desculpe por ser infantil, e não enfrentar da forma certa, sua entrada em nossa família.

- Eu te desculpo. – Faço um carinho em seu cabelo.

- Obrigada.

- E Tropicale?

- Bem, os projetos serão apresentados ao Stefano na próxima semana. Se tudo der certo as obras começam em breve.

- Posso lhe falar algo, e que não saia desse carro?

- O que?

- Me prometa!

- Sim.

- Não confie em Bruno.

- Adrian já falei com o Stefano, eu sabia que tinha dedo seu! Olha confio em Bruno...

- Vai deixar eu terminar?

- Vai lá...

Contei tudo que havia acontecido, minha sorte era a prova, as mensagens. Ela não disse nada.

Prometeu manter segredo e só disse que tomaria uma atitude em relação ao garoto.

Bem no aeroporto de Guarulhos, eu tive a má sorte de encontrar com alguns fotógrafos, e pior, eles estavam me fotografando com a Lívia.

Eram três que conseguiram essa “exclusiva”. Eles acompanharam até o portão de desembarque, e depois que seus pais chegaram, foi minha sorte. Pois o Desembargador Manoel é sempre acompanhado por seguranças.

Mas fomos acompanhados até os carros por eles. Depois que ficou mais tranquilo, quando saímos;

- Manoel, Dona Elizabete, me perdoem por isso, não sabíamos. – Falo olhando para o banco de trás.

- Fica tranquilo filho.

O Manoel estava falando ao telefone, por isso não respondeu.

O pai do Stefano é totalmente ao contrário dele, voz grossa, é um homem grande, forte, com barba e cara de mal, rsrs.

Ele desliga o telefone e manda a seguinte questão;

- Que história é essa de você comprar a minha casa Adrian? – Ele pergunta com aquele jeitão dele.

- Casa do Stefano Manoel. – Elizabete bate no braço dele.

Eu cheguei a me ajeitar com o cinto de segurança, para olhar para ele;

- Senhor eu não achei justo, Dante bater nele, e fazer com que Stefano abra mão de onde mora, enquanto ele sai ileso, sem nenhum processo. Eu comprei a casa por injustiça com seu filho.

- Obrigado querido. – Elizabete agradece.

- Sabe de uma coisa Adrian. Quando o restaurante dele entrou na lista de um dos melhores de São Paulo ele me comprou aquela casa. E não aguento mais a Elizabete falando na minha cabeça...

Ela interrompe ele, dizendo;

- Quero voltar a morar aqui, já que Manoel não precisa mais ficar em Brasília.

- Depois vamos sentar e conversar.... Quero comprar a casa de volta!

- Tudo bem, fico feliz, mas a casa é do Stefano agora.

- Gente olha isso. – Lívia chama a atenção.

Pessoal a porta do restaurante estava lotada, carros buzinando, pessoas descendo, algumas pessoas fazendo fotos, e estacionar ali era impossível;

- Pai avisa seus seguranças, vou descer vocês na entrada, e vou procurar estacionamento.

Assim fizemos, a Lorena ajudou com uns seguranças do Restaurante, e sabemos que não estavam ali por mim, mas havia alguns na frente do Le’Bianco, meio que sabendo da minha presença ali.

Eu entrei com a ajuda dos seguranças, que fizeram um excelente trabalho, e depois os pais de Stefano.

A Lorena nos levou a mesa, para ir se acomodando e tudo mais.

Era muito diferente dos dias normais do restaurante, onde está lotado de clientes, e o serviço não para. Hoje para os jornalistas presentes, o serviço seria o mesmo para todas as mesas.

Acho que se lembram do menu de quando eu trouxe minha mãe, e nos sentamos na mesa com os pais dele, pois é, Stefano conseguiu novamente a proeza de sair quase 250 pratos idênticos, desde a entrada a sobremesa.

Era como se o prato de Lívia fosse uma cópia do meu, serio, assusta a semelhança.

Eu achei interessante, pois havia toda uma equipe dentro da cozinha, acompanhando tudo, a preparação, empratamento, tudo! E no salão, três cristaleiras, onde os pratos foram expostos para os fotógrafos.



#Stefano



Tensão, nervos à flor da pele, a equipe errando. Os críticos da Michelin grudados em tudo que era feito, serio, que dia.

- Os serviços acabaram, todas as mesas foram servidas. – Lorena entra na cozinha.

Todo mundo, parou o que estava fazendo e começamos a bater palmas, que alivio.

Fui na minha sala, me troquei, colocando outra Dólmã, ao sair falo com o Robson;

- Ei troque sua Dólmã e venha comigo.

- Sim Chef.

Pela primeira vez no dia, vou a mesa dos meus pais, quando abro a porta as pessoas batem palmas, eu agradeço o geral.

E foi inevitável, eu fui passando de mesa em mesa, conversando e sendo educado.

Nessas de ir para lá, vir para cá, percebo ao lado de fora literalmente uma parede de fotógrafos, era por causa do Adrian. Eu olho para ele que estava na sobremesa.

Lindo, fino, educado e engraçado, estava sendo ele, sem nem ao menos se ligar que estava acontecendo ao lado de fora.

Vou na mesa deles e abraço, e beijo meus pais, conversando com eles e ao lado de Adrian ele coloca a mão em minha cintura e diz o seguinte;

- Não ganho nem um beijo?

Eu olho minha mãe, que estava com a mesma cara de quando assiste uma Novela da Globo.

Abaixo e dou um selinho nele.

- Parabéns, cada dia só fica melhor. – Ele comenta.

- Obrigado.

- Vocês são lindos juntos, então estão namorando tem quanto tempo? – Minha mãe pergunta.

- É temos que fazer um jantar comemorativo para as famílias, mas sem você na cozinha Stefano. – Meu pai fala.

Eu fiquei tipo que eu respondo, o Adrian ficou vermelho, muito vermelho, rsrs;

- Não estamos namorando. – Respondo.

- NÃO? – Meu pai pergunta.

- Não ainda. – Adrian aperta minha cintura. – Quero fazer um pedido especial.

- Serio? – Eu olho.

- Sim. – Ele responde, para eu mudar de assunto, rsrs, pois voltou a apertar no mesmo lugar.

- Gente tenho que terminar de passar nas mesas, eu volto já.

Depois de terminar de cumprimentar todos, o Robson já aguardava ao lado de fora, junto com Lorena. Tiramos algumas fotos para a imprensa e estava feito. Agora era esperar o resultado.

Fiquei na porta principal, agradecendo a presença de todos, e conversando.

Isso foi em torno de duas horas. Eu volto a mesa de meus pais, que estavam bebendo vinho, com Robson e Lorena sentados na mesa.

Os meninos da cozinha, estavam finalizando as coisas também para irem embora.

Me sentei com eles, por volta de três e meia da tarde, conversando e bebendo vinho.

- E então, quando sabemos a resposta? – Adrian me pergunta.

- Em algumas semanas, se Deus quiser.

- Você arrasou! Parabéns. – Ele me beija. – Por favor, um brinde ao Stefano por favor. – Ele levanta a sua taça.

- Ao Stefano. – Todos dizem.

Nós fomos sair e fechar as coisas, por volta de cinco e meia da tarde, meus pais bêbados, para vocês terem ideia, o Robson quase saiu carregado.

- Vou levar eles para casa. – Lívia fecha a porta do carro, com meus pais.

- Também já vou, me deixa em casa Adrian?

- Sim, vamos. – Ele diz pegando a chave do carro.

Despedimos de todos, mas Adrian teve que ajudar a levar o Robson para o carro da Lorena que ele estava muito mal.

- Vai lá para casa? – Ele entra colocando o cinto.

- Não, não tenho roupas.

- Ei, vamos, tenho jogo e não vou te ver nos próximos dias. – Ele segura em minha perna.

- Tudo bem, se importa de passar na minha casa, como disse não tenho roupas.

Ele liga o carro, e com aquela carinha mais safada, Adrian Diz;

- Pode ficar pelado, não vou me importar.

- Fica você.

- Eu fico.

- rsrs, eu sei!

Chegamos na casa do Adrian, e não havia ninguém, eu olhei na cozinha e ele vem do corredor do escritório;

- Vou ligar para elas. – Ele pega o celular.

Gente, eu subo para deixar minha mochila e, deixo ele com uma bola, fazendo embaixadinhas.

Quando volto ele estava falando com a mãe e ainda com a bola, fiquei olhando e nada de ele errar;

- Também te amo.... Se liga estão no aniversário do afilhado dela, perguntou se quer ir?

- Não, mas se quiser, tudo bem.

- Mando um presente, vou ficar contigo.

Fico olhando ele literalmente dançar com aquela bola, e Adrian pergunta;

- Que foi?

- Você é bom.

Ele sorri, com aquela cara mais lerda e diz;

- Você também é excelente no que faz, ontem de frango assado, porra.

- Aff, cala a boca.

- Vem, pega.

- A bola?

- Sim.

O idiota aqui, foi cair na brincadeira, a cena era literalmente de uma criança tentando pegar a bola de um profissional. Com o pé, impossível, ele fazia uns movimentos que eu demorava para sacar onde estava.

Com a mão, eu tentei com as mãos e nada! Então, empurro ele, mas continua com a bola. Não tive escolha e pulo em Adrian, derrubando ele no sofá.

Caímos com tanta força que quebramos o móvel.

- Meu Deus. – Falo ao ouvir o barulho.

Ele rindo como idiota;

Eu me levantei para olhar e não sei onde, mas quebramos;

- Tranquilo era da minha mãe.

- Está falando sério?

- Sim.

- Nossa eu dou outro para ela Adrian, eu pago.

- Tudo bem, depois eu converso com ela.

- Ah e vai dizer o que?

- Que estávamos transando, e você sentou com muita força.

Cara de deboche para ele;

- Você é muito lerdo viu, como gosta de falar besteira. – Vou subindo as escadas.

- Vai onde?

- Tomar um banho.

- Bate uma para mim lá, que já vou te deixar louco. – Ele volta a se envolver com aquela bola.

- Cuidado viu.

- Que é?

- Quem muito fala, pouco faz.

Nesse momento ele derruba a bola, Adrian corre subindo as escadas, e eu vou direto para o quarto entrar no banheiro e me trancar.

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