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©2015 por Armário Erótico Todos Direitos Reservados. Criado orgulhosamente com Richardson Garcia

  • Richardson Garcia

Ele usa, Dólmã - Capitulo 4

Vou para casa, pois noite passada fiquei até tarde e o treino foi daqueles!

Depois de passar pela portaria do condomínio, vejo na esquina carros em minha casa, já fazia ideia do que esperava por mim.

Com um dia carros bloqueando minha garagem, abaixo o vidro e aperto na buzina sem pausa, deixando ela soar alta e incansavelmente, até alguém correr lá de dentro para remover o carro;

- Desculpe Adrian, pensei...

- Pensou que não tem carta né. - Fecho o vidro entrando com o carro.

O garoto ficou bem sem graça!

Desligo o carro, entrando no elevador, aperto para subir direto para o andar dos quartos, mas um infeliz, o chama no piso principal.

Já sabem de quem estou falando né?

As portas se abrem e Mariano estava de frente, com a mão apoiado na parede;

- Liguei e disseram que saiu faz uma hora do treino.

- Vai me seguir agora?

- Estamos te aguardando. - Ele se afasta.

E deixa a visão de uma mesa com oito pessoas, incluindo o motorista burro lá de fora. Só para constar eu não conhecia ninguém;

- Outra equipe Mariano? - Pergunto tirando os óculos e aproximando. - Olá a todos!

- São a nova equipe de assessores que contratei.

- Oito pessoas? - Falo ao lado da sua cadeira.

Esse aparato todo dentro da minha sala de jantar;

- Cada um é especialista em algo, imagem pessoal, redes sociais, e visibilidade e...

- Para que precisam de mim? - Cruzo os braços.

- Assine esses papéis, e escute a Gabriela! - Ele empurra alguns papéis a esquerda. Eu puxo a cadeira ao seu lado e é sempre assim, com equipe nova, sempre ficam intimidados.

O silêncio se instaura, eu olho para o Mariano, que fala;

- Diz Gabriela, o que estávamos discutindo... – Ele gesticula com as mãos.

- Bem senhor... Adrian! Desculpe... - Ela gagueja.

- Pode falar, relaxa, tranquilo. - Falo sorrindo acalmando ela.

- Estávamos discutindo sobre sua imagem pessoal que é transmitida ao seu público e sugerimos algumas mudanças!

- Já ouvi isso antes, mas diga...

- Então! Primeira coisa, relacionamento, faz 1 ano desde seu último namoro, e se ouve falar muito pouco de garotas que você sai. Segundo mais presença nas redes sociais, mesmo sendo uma das pessoas com mais seguidores no Brasil, tem que alimentar esse público. E temos uma lista de empresas que querem fazer parceria com essa imagem que idealizamos para você..

- Essa é a lista? - Aponto para o papel na sua mão.

- Sim.

Ela me entrega.

- Não irei entrar em um relacionamento para alimentar sites de fofocas. – Digo olhando o papel. - Não tem nada de errado com meu Instagram e com meu público. E última coisa, consiga essas parcerias com o que você tem, faça isso e serão contratados. - Empurro os papéis para o Mariano. - Esses valores estão errados, não foram o que Alex me passou.

- Vou conferir. - Ele olha disfarçadamente.

Deixo a caneta saindo e subindo para meu quarto.

Coloco uma música qualquer e tiro o tênis, colocando o celular para carregar.

Olhei as mensagens, os meninos conversando sobre a festa essa noite, e tals. Eu até confirmei presença, mas não estava muito afim.

Liguei o vídeo game e tv, deitei na cama, enquanto o jogo se iniciava o Cristian envia mensagens, uma foto do ingresso do niver. Uma foto da credencial dele.

Não conversamos muito por mensagens, eu então só enviei para ele, que buscariam ele as oito.

Joguei um pouco, e fui tomar um banho, eu estava dentro do closset procurando uma roupa e a Margarida minha babá entra no quarto.

Chamo ela assim, pois está na minha família desde o meu nascimento, hoje ela vive comigo.

- Filho vai querer que façamos o jantar hoje?

- Não, não precisa vou sair. – Falo pegando algumas peças.

- Estas estão todas passadas Adrian. – Margarida diz entrando.

- Obrigado. Ei agora o Mariano deu para fazer reuniões aqui em casa?

- Eles almoçaram e ficaram na sala falando e falando e falando.

- Almoçaram aqui? – Falo deixando as roupas.

- Sim.

- Margarida dia de treino é sua folga, você sabe disso, não precisa nem estar em casa se não quiser.

- Mas ele pediu né Adrian.

- Vou falar com o Mariano.

- Filho não precisa, fica tranquilo.

- Você vai direto para o céu aturando gente como ele.

- Você também, rsrs.

- Que acha? – Falo mostrando a combinação das peças.

- A preta, você fica muito bem de preto.

- Pede um motorista, daquela empresa que usei na semana passada. Do mesmo jeito, quando colocarem o cara no telefone me passa que vou falar com ele.

- Tudo bem, vou ligar... E vou fazer um sanduiche, você come antes de sair. – Ela fala saindo.

- Beleza, já desço.

Eu me vesti, e sentei na cama olhando as mensagens do celular quando o telefone no criado mudo toca;

- Pronto.

- Ele está na linha, filho.

- Obrigado (...) Alô.

- Boa noite, pode me chamar de Alê senhor.

- Alê, vai pegar um rapaz, na rua Icaro Sydow, 185. Bairro Morumbi, ele se chama Cristian. Te espera as oito.

- Sim, senhor, anotado. E vai para onde?

- Ele irá te informar.

- Sim, senhor.

- Obrigado.

Então vamos a festa, eu fui pilotando, e a parte chata disso são as entradas, sempre tem muitos fotógrafos, e você tem que ir com cuidado, o problema é não enxergar nada.

Era aniversário e um amigo de um clube antigo que treinei. E como havia dito, lá estava eles, ao ver um carro diferente correm para cima, com uma enxurrada de flash.

Os seguranças vieram na porta, ajudando a descer, e passar até a entrada, peguei uma nota de cinquenta e entrego a um deles, pedindo para cuidar do meu carro.

Entrando havia tipo um púlpito com duas recepcionistas, muito lindas;

- Ola boa noite, Adrian Raul. – Falo pegando a carteira.

- Boa noite, não precisa de identificação, aqui sua pulseira. – Ela diz estendendo. – Seja bem-vindo.

- Obrigado.

A outra então pergunta antes de eu sair;

- Podemos tirar uma foto? Grande fã.

- Claro.

Elas tiram as fotos de ambos celulares, e eu sigo falando com algumas pessoas.

O som já era bem alto, estilo de boate, e vários garçons, passando.

Vou até meu amigo, dar os parabéns para ele, chego encoxando ele pelas costas, e Leandro dá um pulo;

- Ah Viado! – Fala vindo me abraçar.

- Quanto tempo mano.

- Galera esse aqui é o melhor assistente de bolas do campeonato, sabem de quem estou falando, ele é o cara. – Leandro fala me abraçando.

- Não sou o cara não... E você que campanha em cara, Parabéns. – Falo ainda com seu braço em meu pescoço.

Todos os amigos mais próximos de Leandro eram jogadores, ou estavam na área, ficamos conversando ali no meio. Bebendo e rindo com eles vejo o Cristian passar ao fundo.

Ele nem havia me visto.

Pedi licença para os meninos, e fui até ele, que estava em um sofá, com algumas garotas;

- Olá boa noite, meninas... E ai Cristian, beleza? – Falo cumprimentando ele.

Cristian se levanta e me abraça de lado. Eu me aproximo abaixando e beijando o rosto das duas garotas que estavam com ele;

- Ingrid minha namorada, e sua melhor amiga a Alice. – Ele fala segurando a bebida com uma das mãos.

- Prazer, Adrian Raul. – Falo piscando para elas.

Eu conversei um pouco com eles, me sentei na mesa de centro, a tal Alice era meio fortinha e muito engraçada, nós estávamos rindo e falando besteiras.

Sei que estou apresentando varias pessoas para vocês nessa festa, mas não se preocupem, somente Cristian e meu melhor amigo o Gael.

Depois de um tempo com eles, o Gael chegou, galera nem eu sabia que ele estaria nessa festa.

Quando me viu veio correndo para abraçar;

- Meu Deus, quanto tempo mano...

- Ah que saudade cara.

Com a força que Gael veio, nos dois caímos no chão. Todo mundo ao redor rindo é claro, mas ele sempre foi meio louco assim.

Ele quase que me carregou para uma turma de pessoas que ele estava, conversei rápido, e veio algumas atrações da festa começaram. Parabéns, bolo, presentes, discurso e fotos muitas fotos.

Eu já estava pouco alterado, fiz até uma pausa nas bebidas, e tomei pouco de agua, sempre funciona comigo.

Eu também não consegui ficar com o Cristian, somente em um dos momentos, que estavam tocando funk, e todo mundo dançando é claro.

Ele veio na mesa e sentou ao meu lado, o Gael estava ficando com uma garota na hora;

- Pensei que tinha relaxado essa tarde? – Ele fala me encarando.

- Relaxei, você sempre me relaxa. Mas em casa o Mariano estava de volta, com aquela história de assessores.

- Caramba Adrian.

- Sim, estão querendo me arrumar namoro falso, e alterar meu instagram. – Digo terminando a agua.

- Olha que chato!

- Sim, um pé no saco. Ter que respeitar a decisão de pessoas que não sabem o que estão fazendo.

- Acho que posso te ajudar em relação ao namoro. – Ele diz sorrindo.

- Não to afim disso agora cara, desde meu pai, não tenho cabeça para muita coisa.

- Vou te apresentar ela. Talvez já conheça...

- Mano se liga, chega aí, quero te mostrar algo. – Gael me chama.

- Vai lá trocamos ideia depois.

- Beleza.

Segui o Gael que entrou no banheiro de deficiente do lugar, que era bem maior.

La tinha dois caras, um mais baixo e magro, o Peter, e outro mais forte, cabelo bem penteado e com um perfume muito forte, o Bruno;

- Que é cara? – Pergunto com Gael fechando a porta.

- Olha isso irmão. – Gael tira cocaína do bolso.

De olhar era visível a qualidade daquilo;

- Não mano estou de boa cara. – Falo gesticulando com a mão.

Os meninos separando as carreiras do pó e o tal Bruno fala;

- Já puxou antes?

- Sim, mas estou de boa, tem mais de ano cara. – Falo encarando Gael.

- Ah Adrian, essa eu trouxe dos Estados Unidos, tem ideia do quão difícil foi para conseguir isso... Bruno faz uma daquelas para ele, só experimentar.

Eu fico com uma cara meio sem graça de negar isso a Gael, e ele ainda completa;

- Só confere beleza. – Ele diz passando na minha boca.

Caralho que era aquilo, o Bruno fez uma carreira bem mais leve eu então, tirei uma nota do bolso do paletó e enrolei.

Abaixei me aproximando do prato improvisado, e puxo toda aquela carreira de prazer. Aquele pó era tão forte, que me derrubou na primeira.

Dei um passo para trás e sentei na privada fechada. É instantâneo, sobe direto e parece que injetam adrenalina na veia.

É uma injeção de euforia, de excesso de energia.

Saímos e dançamos, dançamos muito. Eu ainda puxei mais umas duas vezes, isso por volta de duas da manhã.

Com o fim da festa e eu drogado, chamei o Gael e uma turma para a minha casa, bom que alguém foi pilotando para mim enquanto fazia merda.

Já chegamos fazendo barulho no condomínio, foram o Gael e o Peter e o Bruno, algumas meninas. O Cristian não estava incluso, na verdade eu nem tinha visto ele desde a nossa última conversa.

Em casa mostrei ao pessoal a sala e piscina, e subi para tirar essa roupa desconfortável.

Fiz uma bagunça no meu closset, e coloquei uma bermuda do futebol sem perceber, e uma camiseta qualquer.

Quando saio vejo o Bruno dentro do meu quarto;

- Que você quer?

- Estou procurando um banheiro.

- Pode usar aqui. – Aponto para a porta.

Esperando ele sair, deito na cama, tentando colocar o celular para carregar, eu estava tão louco, sem controle total das minhas ações, que dormi ali.

Cara acordei, me movendo, sentindo um peso em minhas pernas, e estava quente, muito quente. Olhei e o tal Bruno estava me chupando.

Isso mesmo, o cara estava pagando uma para mim! Eu nem pude curtir, pois não me lembro bem da sensação, e estava tão ruim que meio que apaguei novamente.

Lembro de acordar descendo as escadas com o auxílio do Bruno, o som estava alto, e tinha gente dançando na minha mesa de centro.

E volto a apagar, não tenho certeza se foi a memória que realmente não me lembro. Ou foi nessa hora que eu tive uma overdose.

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