• @richardsongaarcia

Ele usa Dólmã - Capitulo 39

Logo que ligo o chuveiro o Adrian entra;

- Posso escovar?

- Sim, entra.

- Não vai querer mesmo? É rápido, eu ligo a banheira para você. – Ele diz pegando sua escova e pasta dental.

- Não precisa, relaxa.

- Hoje o Cristian veio aqui em casa. – Ele diz encostando na pia.

Escovando os dentes e de frente para mim;

- Que ele queria?

- Acredita que veio me pedir para voltar, que sabe que errou, que poderíamos seguir em frente.

- E você?

Ele sorri com a boca espumada e diz;

- Que estou amando um cozinheiro aí.

- E ele?

- Não gostou muito.

Desligo o chuveiro, pegando minha toalha e ele ainda lá parado me olhando;

- Que foi? – Pergunto me secando.

- Você é muito lindo.

- Para Adrian, sabe que fico sem graça, me vendo pelado.

- Vem aqui. – Ele me abraça. – Tu é lindo, gostoso pra cassete, e não tem que ter vergonha, porque é perfeito pra mim.

- Precisa atualizar seus status de “Perfeito”.

Ele sorri me beijando;

- Tem secador aqui? – Pergunto abrindo gavetas.

- Sim, ali no canto.

Eu me abaixo e o viado bate na minha bunda;

- Adrian eu já falei sobre esses tapas, se aparecer uma estria... Que maquiagens são essas? – Pego a nécessaire.

- É da minha mãe. – Ele pega da minha mão.

Adrian sai do quarto, todo tímido;

- Não tem problema você se montar de Drag, eu ainda vou gostar de você. – Grito ligando o secador.

- Aí Stefano me chupa.

Ele fala do quarto.

A Margarida vem pegar as coisas, conferir como ele estava e se havia comido.

Depois de secar meu cabelo, e escovar os dentes eu deito procurando algo na TV, o Adrian não estava no quarto, mas era possível escutar ele falando com a sua mãe.

Eu não sei vocês, mas quem não gosta de provocar o parceiro em?

Escuto ele vindo no corredor, então me viro na cama, ficando de bruços, com o controle na mão, de olhos fechados, e claro, uma bermuda de tecido leve que marca bem, sem camisa.

- Minha mãe... – Ele fala entrando.

Como vê como estou, se cala, fecha a porta trancando-a, e desliga a luz do quarto, ficando somente os abajures.

- Nossa dormiu rápido. – Ele beija minhas costas.

Ele se ajeita na cama, e mexe um pouco, eu sem ver, não sabia exatamente.

Gente, serio, o que eu fui arrumar viu. Eu percebo ele tirando a bermuda e cueca, volta a se ajeitar e diz;

- Já que dormiu, vou bater uma aqui.

Claro e obvio que eu olhei para ele;

- Com um cara desse do seu lado vai se masturbar? Você é gay por acaso?

Ele rindo vem me abraçar, beijando;

- Se quiser pode bater para mim.

- Cala a boca. – Empurro ele.

Fui brincar com Adrian ele bruto demais, me derruba da cama, o viado meio que me acertou com um chute.

Não me machuquei, mas fiquei uns minutos deitado no tapete;

- Meu Deus. Me perdoa, rsrs. – Ele vem rápido. – Quem mandou você ser mole Stefano. Te machuquei?

- Sim, sai de perto.... Aí me ajuda aqui. – Pego em sua mão. – Você é muito bruto, o ultimo que me bateu está falido, fica esperto.

Ele ri, tipo, muito e comenta;

- Nossa que piada pesada.

- Eu sei, desculpa. – Falo voltando a deitar.

Ele deita e desliga todas as luzes, me abraça e começa a beijar minha bochecha e orelha, pescoço, me segurando de lado.

Eu viro beijando sua boca, e deito por cima de Adrian, correspondendo e beijando ele com vontade.

Suas mãos em minhas costas, adentrando a bermuda, voltando em minha nuca. Eu com a mão em seu cabelo macio e a outra em seu bíceps.

Como ele estava pelado, e excitado desde que começou a me beijar, estávamos em um sexo ali sem penetração de tão gostoso e quente estava aquele momento.

Ele me segura pela coxa e vira na cama, ficando em posição de frango assado, ele tira minha bermuda.

E vem beijando minha barriga, com a língua em meus peitos e mordendo meu pescoço, me fazendo envolver naquele lençol e tanto tesão.

Volto a beijar sua boca, sentindo ele forçar já em mim, eu me ajeito ali de frango assado mesmo, e tentando ficar mais confortável, enquanto ele continuava, me tirando o folego.

Meus braços envolvidos em seu rosto, que estava me assistindo a delirar.

Quando ele coloca tudo, eu sentindo todo o seu corpo no meu, Adrian faz o pior em uma posição dessa, que é ir devagar nos movimentos.

Assim me fazendo sentir, tudo, cada “pedacinho”. Ele passa segurando uma das pernas e acelerando pouco mais, me fazendo gemer baixo.

Ele ali, abraçado, me deixando louco de tesão, aquele calor, aquela boca, as mordidas, sua língua, o toque carinhoso que Adrian tinha no sexo, era o que mais me despertava o desejo.

Ele vai acelerando, mais e mais, e eu sem aguentar mais, me toco gozando, acho que ele estava esperando. Ele segura forte, enfiando fundo e gozando, estava com a sua boca na minha e gemendo, me olhando com um olhar como se fosse me devorar. “De novo”. E logo a cara de satisfeito, de cansado, de apaixonado.

- Acho que vamos ter que tomar outro banho. – Ele fala.

- Sim.

Nós tomamos um banho juntos, e ele foi pegar uma agua, eu até iria esperar ele, mas peguei no sono antes.


#Adrian Raul



Eu desejo a vocês que possam um dia acordar com a pessoa que amam, a sensação de estar junto, estar seguro, e ter um sentimento tão forte, mas tão forte que é compartilhado por ambos os corações.

Acordamos juntos com o despertar do seu celular;

- Bom dia. – Ele fala se espreguiçando.

- Bom dia.

- Desculpa, é que tenho que chegar cedo hoje. – Ele se levanta.

- Posso ir com você? – Falo sentado na cama.

- Adrian pode, vou fazer um café da manhã para os meninos. Mas estaremos sendo analisados e não pode ficar na cozinha, mas até antes de começar o serviço sim.

- Tudo bem, vou para te ajudar nesse café então.

- Então vem. – Ele pega em minha mão me puxando.

Eu tomei um banho, enquanto ele sim, arrumava o cabelo, fazia sua higiene e se maquiava, afinal de contas, Stefano iria cozinhar hoje para jornalistas.

- Vou poder almoçar lá? – Pergunto aproximando dele.

- Sim, mas não tem problema os jornalistas no lugar?

- Não, eu pensei muito sobre ontem, não vou dar o gostinho de estar mal para o Mariano.

- Fico muito feliz em ouvir você falando assim.

- Obrigado. – Beijo sua bochecha.

- Adrian! – Stefano se afasta.

- Que foi?

- Não terminei, depois te beijo.

Ele fala sério, e abre um sorriso fazendo graça.

- Aff idiota, vou me vestir.

- Certo vou ligar para o Felix, marquei com ele, vou mandar ele me esperar no restaurante.

Eu coloquei uma calça jeans normal, camiseta de manga longa branca e uns óculos me deixando com o semblante mais sério.

Bem, claro que eu fui na minha BMW, se bem que saímos cedo demais de casa, mas durante o dia eu sabia que seria uma correria.

Bem, pessoal no Le’Bianco, eu cheguei com o Stefano que abriu o restaurante, depois chegou a Lívia junto com a Silvia, e o Felix com Lorena.

Stefano programou para fazer um café da manhã com seus funcionários pois o dia seria muito estressante.

Bem preparamos tudo ficando ali na cozinha mesmo, pois ele comentou que o salão foi todas as mesas remodeladas para o dia de hoje.

Ele estava ajudando a Silvia com uns omeletes e eu de avental, e touca com a barriga no fogão;

- Pode mexer assim, filho. – Silvia me mostrando como fazia.

Stefano do meu lado picando umas coisas, e gente com certeza já viram, ou assistiram nos programas de culinária eles cortando folhas e tudo, com uma rapidez.

Mas é diferente quando está na sua frente;

- Nossa não aguento ficar olhando, cuidado com esse dedo.

- Relaxa Adrian, passei anos da minha vida praticando só isso...

Ele estava totalmente diferente, sabe, muito profissional hoje;

- A mesa está pronta. – Lívia se aproxima.

- Pode pegar as coisas ali filha, estou deixando tudo de lado. – Silvia responde.

- Temos uma nova Chef na cozinha. – Falo abraçando ela.

O Stefano olha de lado, e a Lorena comenta;

- O Stefano ficou com ciúmes.

A gente claro, não perdeu a oportunidade de zoar. Bem terminamos, com os meninos chegando, aos poucos.

- Que hora eles chegam? – Stefano fala com sua irmã.

- Acho que eles vêm para o almoço. O papai disse que queria te prestigiar.

- Se meu pai almoçar aqui Adrian, você pode ficar na mesa com eles, você também né Lívia?

- Sim.

- Ótimo, eu fico. – Respondo com minha omelete no prato.

- Adrian posso falar com você? – Lorena chega pegando em meu braço.

- Claro. Deixa só eu pegar um suco aqui.

Ela entra na sala do Stefano o que eu achei estranho, eu fecho a porta e ela se senta;

- Escuta, ontem quando soube do que fizeram com você, fiquei muito mal, muito mesmo.

- É foi bem difícil.

- Aconteceu do mesmo jeito comigo.

- Diz ser exposta?

- Sim, como a gente fala, expulso do armário. Eu sei o quanto doí Adrian. Eu sei o que está sentindo agora.

Ela já me derrubou só com essas palavras, eu seguro o copo com as duas mãos e abaixo a cabeça;

- Não posso estar mal agora Lorena, Stefano precisa de mim.

- Sim, não pode, enfrenta isso agora.

- Tem o Futebol, e agora que consegui, eu acho que não tenho tempo de sofrer sabe. – Me seguro para não chorar.

- Todos nós temos o tempo de sofrer, rsrs. No caso direito. Deixa eu te falar uma coisa, quando aconteceu comigo o que eu mais queria era ter alguém em quem eu pudesse apoiar. Sabe chegar e me abraçar...

- Foi o que ele fez ontem.

- Sim, você tem o Stefano e ele tem você. Olha. – Ela segura minha mão. – Eu conheço ele tem muito tempo, muito tempo mesmo. Olha nos meus olhos, Adrian eu nunca vi tanta felicidade em alguém igual vejo em Stefano quando estão juntos. Aproveita ele, e se apoia, se precisar é ele quem vai te dar forças. Tudo bem.

- Sim.

- E olha, eu estou aqui sempre que precisar.

- Posso te dar um abraço? – Falo me levantando.

- Claro.

Nossa é tão bom, ouvir, sentir o coração de alguém que passou por algo que você também, é acalentador.

A porta se abre e Bruno vê a gente junto;

- Ah, mas vocês não têm vergonha não? Na sala do Stefano? – Ele fala quase gritando.

Peguei meu copo saindo, passo por ele;

- Bom dia.

Claro que todo mundo olho, gente os funcionários todos ali, o cara chega de manhã gritando;

- Que ouve? – Stefano pergunta.

- Eu estava conversando com a Lorena. Mas não sei o porquê do escândalo, acho que ele pensou que estávamos transando. – Abraço Stefano.

- É recalque Adrian, fica tranquilo, esse é o barulho que as cobras fazem quando querem o que é dos outros. – Lorena passa falando.

- Gente por favor, hoje não. – Stefano pede a eles.

Bem com todos funcionários reunidos, e comendo, conversando, espalhados ao redor da mesa de café;

- Bem pessoal, queria falar umas coisas, antes que o dia mais especial do ano comece. – Stefano confere o relógio, deixando seu copo na mesa.

Todos se calam, olhando para ele, e se posicionando melhor, para ver e ouvi-lo;

- O menu de hoje foi feito em várias oportunidades, e todos nessa cozinha já provaram! Mas quero dizer algo, se o Le’Bianco conquista essa estrela, já informo um aumento de salário de todos. E quero que entendam a importância, porque caso não conseguirmos, é muito perigoso, estamos arriscando! Acima de tudo só quero agradecer a todos, pela paciência comigo, e dedicar seu tempo em busca do meu sonho.

Ai que lindo, rsrs.

Todos batemos, palmas, e ele pede silencio, todo vermelho;

- Aproveitando a deixa de termos convidados hoje, como manda a tradição... Giovanni, vem aqui a frente por favor.... Você também Robson.

Os dois se aproximaram, e Stefano continua;

- Bem, a passagem de seu posto de Sous Chef para o Robson! Que começa hoje seu reinado.

Gente foi engraçado a cena, o Giovanni se ajoelhou para o Stefano que retirou seu chapéu e se vira para o Robson, jogando o dele no chão. E coloca o chapéu maior no garoto.

Jaime para sacanear traz uma colher de pau e entrega para ele. Os meninos sacaneando e pedindo discurso, estavam fazendo uma bagunça na verdade.

Depois de eles terminarem, arrumamos as coisas e o Stefano tinha que liberar a cozinha, pois o trabalho lá dentro iria se iniciar.

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