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©2015 por Armário Erótico Todos Direitos Reservados. Criado orgulhosamente com Richardson Garcia

  • Richardson Garcia

Ele usa Dólmã - Capitulo 37

#Stefano


Eu esperei todos chegarem no restaurante, falei que haveria uma reunião grande no salão, para me ajudarem a preparar as coisas.

De decoração de mesas a preparação de uma grande mesa de café, eles fizeram em pouco tempo, então falei para Lorena chamar todo mundo para lá;

- Bom dia pessoal, olha, não vai ter reunião de ciente algum, rsrs, isso aqui é para vocês podem se servir a vontade.

Com todo mundo pegando algo, e se acomodando eu chamo minha irmã e Lorena para estarem comigo no comunicado;

- Bem, existe algumas razões para essa mesa, e estarmos todos reunidos aqui.... Vamos lá. Com parceria de minha irmã Lívia, iremos abrir um restaurante modelo para a Tropicale. – Todo mundo bateu palmas gritando. – Esse restaurante terá como Chef, nada mais, nada menos que o Giovanni.

Eles fizeram mais barulho ainda, chamando ele de traíra, de vira a “casaca”, Judas. Claro tudo em tom de brincadeira.

- E claro que irei precisar de um Sous Chef aqui no Le’Bianco, eu fiz a proposta ontem para a pessoa que aceitou mais esse desafio ao lado dessa família. Apresento a vocês o Novo Sous Chef do Restaurante, Robson.

Foi como um gol da seleção, jogaram ele para cima, até quebraram um prato na brincadeira.

Foi com esse clima que começamos o dia de trabalho, a minha irmã, ficou em um canto do salão, fazendo pequenas reuniões, para que tudo funcionasse na próxima semana.

Recebi o Dr. Pedro para assinar os papeis da casa. Afinal ela era minha, mas com o acordo de casar em comunhão parcial de bens, eu acabei passando metade dela pra Dante.

Durante o serviço, com o restaurante no movimento de sempre, tenho uma surpresa na cozinha;

- Chef o Adrian está aí. – Escuto a voz.

Para mim, quem me chama de chef, e diz informações do salão era a Lorena, mas não.

Os meninos riram então eu olho e Adrian na minha cozinha. Ele todo fofo com uma rosa na mão, se aproximando;

- Ei, coloca uma touca. – Falo apontando para ele.

Ele para, volta e coloca a touca e vem do meu lado;

- Pra você. – Me entrega a flor.

Coitado eu estava preparando um Aligot, que tem que mexer muito, por causa dos queijos.

Peguei sem jeito a flor, e vejo a cara dele de sem graça;

- Robson assume aqui.

- Sim, chef.

- Me desculpa, mas aqui é desse jeito...

- Tudo bem. – Ele beija minha testa.

- Mas obrigado pela flor, amei. – Cheiro a rosa.

Ele me beija na boca então. Gente foi como beijo na escola, todo mundo gritado, uns batendo palmas, eu vermelho como tomate;

- Vão trabalhar.

- Quero falar contigo. – Ele puxa minha mão.

Entramos na minha sala e ele encosta a porta, mas a Lívia a abre;

- Stefano eu preciso de você... – Ela olha Adrian e completa. – Desculpa não sabia que estava aqui.

- Tudo bem, pode entrar. – Ele diz abrindo a porta por completo. – É bom ter você aqui também Lívia.

- Aconteceu alguma coisa Adrian? – Pergunto.

- Não, pelo contrário.... Eu disse que tinha algo para você correto?

- Sim.

- Eu queria te devolver isso. – Ele coloca uma chave na mesa.

Eu olho para minha irmã sem entender, e então o Adrian tira do bolso o chaveiro que eu usava em minha casa;

- Que está fazendo com isso? – Lívia pergunta.

- Eu comprei. – Quando escuto isso, fico de boca aberta. – Eu comprei a sua casa, para devolver para você Stefano.

Gente eu fiquei sem ar;

- Porque fez isso? – Pergunto ainda aéreo.

- Porque estou cansado de todo mundo só tirar de você, todo mundo vem e te suga e vai embora, ninguém acrescenta em nada. Fiz isso porque você merece.

Eu sento na minha cadeira e começo a chorar desesperadamente, minha cabeça meio que deu uma pane na hora. Fiquei totalmente desnorteado.

Ele aproxima, se ajoelha e me abraça;

- Ei, que foi?

- Pelo amor de Deus, como eu vou te pagar isso? – Seguro em seu rosto.

- Não quero que pense nisso.

- Ninguém nunca fez algo do tipo assim para mim. – Digo aos prantos.

Ele me beija abraçando forte e escuto ele dizer baixo;

- Podemos ficar a sós?

Lívia sai, e ele puxa outra cadeira, se aproximando ao máximo de mim;

- Ei, me escuta. – Adrian limpa minhas lagrimas.

Eu olhava aquela chave e não acreditava por nada nesse mundo;

- Vou te dizer uma coisa de coração. Desde que te conheci, todo mundo que estava perto, só queria algo. Dependiam de você de alguma forma, Lívia, Dante seu amigo o Bruno, em partes sua família. E você vai cuidando tanto das pessoas, tanto que não faz o mesmo por você.

Fico dedilhando o chaveiro de cabeça baixa, ele segurando meus cotovelos, com suas pernas nas minhas;

- Eu não sei o que dizer. – Falo.

- Não fala nada, só me beija.

- Tenho vontade de bater em você, isso sim. – Empurro ele.

Que sorri e me beija, com aquela cara lerda, que só ele consegue fazer diz;

- Agora como agradecimento, vai transar comigo em cada cômodo daquela casa.

- Seu idiota, eu nem sei quantos cômodos tem aquele lugar.

Nos levantamos, e eu apoio ele em minha mesa e fico beijando ele, sei lá, não queria mais sair de perto.

- Oi, To Entrando! – Bruno abre a porta. – Eita Porra! Stefano?

Eu estava de frente para a porta, de pé, então eu foi a primeira pessoa quem ele vê. Adrian idiota como é, ao reconhecer pela voz, abaixa a cabeça em meu peito, ficando irreconhecível a Bruno.

Mas sabem o quão inconveniente ele é, ficou ali parado;

- Atrapalho? – Ele pergunta.

- Não, é o Dante. – Gesticulo mostrando Adrian.

Ele não gosta e me belisca próximo a virilha;

- Dante né seu viado. – Ele fala rindo.

- Aí, filho da sua mãe. – Eu me afasto.

Adrian se levanta, já diferente, até porque ele não gosta do Bruno, vem do meu lado e passa a mão em meu pescoço;

- Calma aí. – Ele entra. – Vocês dois? – Ele aponta o dedo.

- Sim, estou comendo o Stefano.

- Olha como fala. – Dou lhe um murro no peito.

- Estamos juntos. – Ele corrige.

- Parabéns ao casal. – Bruno diz muito sem graça.

- Ei vou nessa, tenho que resolver umas coisas. Te falar, marca um jantar na sua casa, quero falar com a Lívia. – Ele beija minha bochecha.

- Pode hoje?

- Sim, as oito. – Ele me dá um selinho.

- Eu quem decido o horário. Não sei quando saio do restaurante hoje, amanhã é o dia D.

- É mesmo, me liga quando estiver mais de boa. – Adrian segurava minha mão.

Para provocar, ele me beija, que até me morde o lábio.

- Tchau. – Adrian fala saindo.

Bruno chega a virar o rosto para mim;

- Que história é essa? – Ele se aproxima para se sentar.

- Amigo, depois te conto tudo, mas Bruno, não posso ficar muito aqui, tenho que voltar a cozinha. Está tudo bem? – Pego em seu ombro.

- Sim, ótimo, eu queria sua opinião em algo Stefano.

Saímos da sala, eu arrumando a minha Dólmã, digo;

- Fale, posso tentar te ajudar.

- Lívia me fez o convite para assumir a gerencia do Tropicale, o que ficará na Paulista, queria sua opinião.

- Difícil. – Gesticulo olhando a cozinha. – Você é formado Bruno, mas precisa de uma pratica ué, poderia ficar aqui no Le’Bianco, mas minha gerente é a Lorena.

- Ah eu falo com ela, se não se importar.

- Claro que não, depois fale com ela.

- Tudo bem, estou vendo que está querendo ir, vai, não quero atrapalhar.

- Obrigado, fale com ela.

- Amigo, outra coisa. – Ele segura em meu braço.

- Sim, Bruno.... Olha coloca uma touca e uma máscara, e vem aqui, preciso ajudar na cozinha. – Falo puxando ele.

Eu vou para as panelas, assumindo meu posto, e liberando o Robson, o Bruno chega do meu lado e então, solta a tal bomba;

- Stefano, antes de vir para cá eu vi no G1 que o Dante declarou falência. A Monserrano vai ser analisada pela justiça para que aceitem o status. Caso contrário irão processar ele.

Fico parado, olhando e acompanhando as borbulhas da cocção dos molhos. Não sabia o que dizer.

- Tem algo aí Bruno. – Olho nos seus olhos.

- Como assim amigo? Ele faliu, não tem dinheiro, perdeu tudo.

- Bruno o Dante, sem dinheiro? Eu não acredito, quando estávamos juntos, ele movimentava contas fantasmas da Corretora!

- Eu não dei amigo, disseram que poderá atingir o patrimônio dele e dos sócios.



#Adrian



Eu tinha uns exames médicos para fazer pelo clube, então passei parte do meu dia no hospital, com os médicos do clube.

A Gabriela trabalhava no escritório do Mariano, com o desligamento dele, autorizei ela ficar na minha casa, até porque eu estava trabalhando junto com ela e dispensava isso de locomoção, era mais fácil.

Então cheguei em casa, e minha mãe estava toda curiosa para saber da reação de Stefano, quando entreguei a chave.

Fiquei ali um pouco no seu quarto contando a ela, e a Margarida que estava dobrando umas roupas.

- Sabe se Gabriela está aí?

- Sim, filho, no escritório.

- Beleza, mãe, calma aí, vou descer porque está quase na hora dela.

- Vai lá.

Desço as escadas, e escuto vozes, sigo para abrir a porta, e percebo uma voz familiar.

Então abro a porta da sala, a Gabriela sentada na minha mesa, eu olho para ela entrando;

- Pensei que estivesse acompanhada. – Falo aproximando.

- E estou. – Ela aponta a caneta.

Ai meu Deus.

Sentado à esquerda, no sofá ao lado da prateleira alta de livros, o Cristian.

Mano!

Ele estava muito lindo, sério.

Mudou o corte de cabelo, deixou a barba crescer, estava mais forte, até que eu. De camiseta marrom, e calça branquíssima. Aquele olhar;

- Cristian?

- E aí. – Ele se levanta rapidamente, estendendo a mão.

Eu aperto, ainda tentando digerir sua presença;

- Pode nos deixar a sós por favor Gabriela? – Falo a ela.

- Sim, claro. Vou tomar um café. – Ela se levanta.

Eu pego uma agua ali mesmo, e ele se levanta;

- Desculpe aparecer assim, é que... – Ele segura em meu braço.

- É que nada Cristian! – Me afasto.

- Natalia te contou o que aconteceu né?

- Sim, ela comentou.

- Bem, agora estou aqui. – Ele gesticula com um sorriso.

Sinceramente, eu não entendi porra alguma;

- E?

- Estou aqui Adrian, vim de pedir desculpas, e quero que a gente continue de onde paramos, creio que consigo ver um futuro sabe.

Coloco o copo na mesa, sem acreditar, no que ouvia, e pior ter que responder;

- Eu já estou com alguém Cristian.

- Com quem?

- Não é uma boa hora para falar sobre.

- É um cara?

- Sim, é um cara.

- Rsrs, eu então fui jogado para escanteio? É isso?

- Você se jogou para escanteio.

- Eu estava comprometido Adrian. – Ele se aproxima novamente.

- Estava vivendo uma mentira, para sua família e da Ingrid.

- Eu gosto de você.

- Pois! Cristian, eu também gostava de você, na boa cara, muito. Mas encontrei alguém em quem eu pude confiar, e me mostrar sem medo.

- Está apaixonado por esse cara?

- Não. Eu posso dizer que estou amando ele.

Ele sorri sarcástico, se aproxima da porta para sair, e me olha;

- Ele é Acompanhante de Luxo?

- Não.

- Talvez deva ser aí, onde erramos, começarmos da forma errada.

- O erro não está nisso e sim em nós, em mim e em você.

- Posso? – Ele se aproxima para me abraçar.

Eu aceito e sinto aquele cheiro novamente dele, Cristian se afasta, ficando com o rosto próximo ao meu pescoço, e sua mão vai na minha nuca, sua boca, vem passando pela minha orelha, sinto sua respiração, caminhando para minha boca, ao se aproximar.

Eu puxo sua mão, descendo e virando o rosto, ele fica surpreso por um momento;

- Gostaria que me respeitasse. – Falo sem olhar para ele.

- Desculpe.

- Acho melhor ir embora. – Olho para ele.

- Acho que não deveria nem ter vindo. – Ele sai pela port.

Escuto ele sair pela porta principal de casa, nem me veio à cabeça, como esse cara conseguiu entrar aqui.

A Gabriela volta, e eu sentado no sofá onde ele estava;

- Tudo bem?

- Acho que sim.

- Toma, acabei de fazer. – Ela entrega uma xicara de café.

- Obrigado.

Gabriela se senta na cadeira e fica com os braços postos na mesa me encarando;

- Que foi? – Assoprando o café, olho para ela.

- Tenho uma notícia boa.

- Por favor.

- Houve um desfalque no time, me ligaram enquanto eu estava na cozinha. Você é titular do próximo jogo.

- Graças a Deus.

- Sim, mas Adrian, precisamos de um empresário, eu não estou conseguindo mais.

- Você Gabriela, porque não vira minha empresaria?

Ela sorri alto;

- De jeito nenhum, eu cuido da sua imagem, sou boa nisso, se vire e encontre alguém.

- Aff. Vou jantar na casa do Stefano e falo com a Lívia, acho que ela deve ter uns contatos. – Me levanto deixando a xicara na mesa.

- Porque não chama ela?

- Não pensei nisso.

- Seria uma boa.

- Ah, tenho um trabalho para você. – Coloco ambas mãos na mesa.

Olhando nos olhos da Gabriela.

- Vou até anotar, porque quando vem com esse sorrisinho. Fala Adrian.

- Quero que comece a estudar, tudo, de possibilidades a mercado, a reações de mídia e tudo sobre eu assumir um namoro com Stefano.

Ela deixa a caneta cair na mesa, de boca aberta igual a uma idiota;

- Está falando sério?

- Sim, quero que me passe todas possibilidades.

- Eu não sei se abraço você ou se começo a chorar de desespero, rsrs. – Ela se levanta.

Eu estava abraçado com a Gabriela, quando minha mãe quase derruba a porta;

- MEU FILHO, CORRE! – Ela fala desesperada.

Eu na verdade assustei, olhei para ela, que estava pálida;

- Que aconteceu? – Me viro.

- A TV, liga a TV. RAPIDO!

Nossa a minha mãe desesperada é pior pessoa possível.

Gabriela ligou na rede globo, e minha mãe pega o controle, passando para o SBT;

“- (...) Sim.... É uma informação em primeira mão, e uma bomba literalmente. Por algum motivo houve a demissão do Mariano Pontes como empresário do jogador, que veio à tona hoje. O próprio Mariano confirmou a mim que o Jogador reserva do Flamengo Adrian Raul é gay!

- Gente, Leo Dias mas tem fundamento essa notícia?

- Sim Mama! Segura essa, que é o escândalo do ano. Mariano disse que Adrian tem um romance com Stefano, o Chef do Le’Bianco. Disse que os dois tem um romance secreto, e fora da mídia, desde o casamento. E mais, ele confirma a denúncia de Dante Monserrano de Adrian ser o pivô da separação do casal. ”

- Eu estou vendo isso mesmo? Em rede nacional? – Gabriela estava tremendo como uma vara verde.

“- Mariano Pontes justificou ter aberto a boca agora, por se sentir injustiçado por ter sido mandado embora. ”

- Filho tem que processar esse cara, ele tem que pagar por isso. – Margarida fala.

- Que processar o que, tem que mandar matar, isso sim.

- Mãe, por favor!

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