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©2015 por Armário Erótico Todos Direitos Reservados. Criado orgulhosamente com Richardson Garcia

  • Richardson Garcia

Ele usa Dólmã - Capitulo 32

Eu paro para abastecer o carro, e pego minha carteira e tiro o cinto;

- Vai sair?

- Vou ir na Conveniência, quer algo?

- Não, obrigado.

- Vem comigo.

- Não.

- Anda logo Stefano. – Desço do carro.

- Meu Deus do céu, Adrian Raul.... Tira uma foto comigo por favor, sou muito seu fã. – O frentista se aproxima.

- Tiro uma foto se você completar aí para mim. – Entrego as chaves para ele.

- Mas claro que sim.

Não tinha movimento algum no lugar, o Stefano atravessa e todo cheio de vergonha me acompanha.

Isso já era meia noite e dez, nós entramos e pessoal tinha um cheiro de pamonha, sabem aquelas que acabam de serem feitas, pois é;

- Boa noite, olha esse cheiro é pamonha? – Pergunto a balconista.

- Sim, ei você é o Adrian Raul? – A garota arruma o cabelo.

- Eu mesmo... Seu Nome?

- Pode me chamar de Rafa.

- Escuta Rafa, vocês vendem pamonha aqui? – Stefano tira as palavras da minha boca.

- Sim, vendemos aqui e distribuímos para alguns lugares, querem provar? – Ela pergunta.

- Duas por favor. – Falo a ela.

A menina sai e o Stefano questiona;

- Vamos comer aqui?

- Sim, não tem ninguém. Vou pagar aqui. – Falo saindo.

O rapaz estava lavando o vidro do meu carro, eu aproximei até assustado;

- Se começar vai ter que lavar ele inteiro em.

- Seria uma honra.

- Quanto ficou?

- Cento e trinta, e uma foto.

- Olha... – Confiro o dinheiro na carteira. – Vou te pagar duzentos, para conferir a agua e óleo.... Trezentos na verdade, calibra os pneus também, vou pegar a estrada agora. – Entrego o dinheiro.

- Não cobramos por esse serviço Adrian. – Ele fica sem jeito com o dinheiro na mão.

- É uma gorjeta, para você postar a foto algumas horas depois que eu sair, e se perguntar, eu estava sozinho. – Falo guardando a carteira.

- Sim, senhor.

Tiramos a foto, e volto para a conveniência, a Rafa colocou uma mesa para a gente e Stefano já estava sentado;

- Me vê uma coca cola.... Vai beber algo Stefano?

- Uma agua por favor.

Ela sai para pegar as bebidas, e ele comenta;

- Sabe quanto tempo eu não como uma pamonha assim.

- Nossa, quanto tempo eu não me sento para comer em lugares públicos.

Stefano é fresco, vocês sabem disso, é o tipo de cara que sabe se portar diante de qualquer pessoa, de Rainha Elizabeth ao Obama. E ele ali todo humilde, sendo ele mesmo, sabe sem pressão, era lindo de se ver.

- Huum, caralho isso é bom demais. – Ele fala de boca cheia.

- Nossa é do jeito que eu gosto, docinha. Rafa. – Grito para ela. – Me vê mais quatro para viagem por favor.

- Sim, o senhor também vai querer? – Ela fala com Stefano.

- Quero o telefone do proprietário, pois quero colocar no meu restaurante, isso é bom demais. – Ele responde a ela.

Eu fico olhando para ele e quando percebe fica sem graça;

- Que foi estou sujo?

- Não é que não me canso de ficar olhando para você.

- Cantada meio fraca Adrian. – Ele sorri.

- Aqui moço, esse é meu pai, ele quem cuida das pamonhas. – Rafa volta com um rapaz, que chega me olhando.

- Prazer sou João...

- Stefano, prazer. – Eles se cumprimentam.

- Adrian.

- Eu conheço você, é um prazer, ter vocês aqui no meu estabelecimento.... Minha filha disse que queria falar sobre as pamonhas.

- Sim, posso ver onde fabrica? – Stefano se limpa.

- Claro, me acompanhe.

Ele se levanta pegando sua agua e eu acompanho eles. Entramos na cozinha, onde tinha duas mulheres embalando as pamonhas e Stefano olhando tudo. Cumprimentamos elas e eu fico ao lado de João e Rafa, com Stefano andando pela cozinha do cara;

- É muito limpa, parabéns, é difícil encontrar lugares assim. – Ele olhava ao redor.

- Não é porque somos pobres que temos que ser porcos né, temos que cuidar de tudo que nos resta... – Uma senhora fala.

- A senhora está certa, tem poucas coisas na nossa vida que tem valor, e são elas mesmo que sejam banais para algumas pessoas, tem seu valor. – Ele fala segurando o ombro dela.

- Sim, isso mesmo filho.

- Posso? – Stefano pede para provar a massa.

- Sim. Pegue aqui. – A senhora dá-lhe uma colher.

Ele experimenta e levanta uma sobrancelha e lava a colher, bebe um pouco de agua e prova novamente;

- Senhor João, não identifiquei o óleo nela, que utilizam no lugar do óleo de soja? – Ele pergunta.

- O garoto é inteligente, rsrs. Meu usamos gordura do leite, a manteiga pura, o óleo é só para completar.

- O senhor compra isso?

- É da nossa fazenda.

- Conseguem produzir quantas pamonhas por dia?

- Quase quinhentas.... Se tivéssemos mais maquinas, poderia dobrar a quantidade.

- É muita coisa, só para vocês e tudo ser artesanal. – Eu comento com ele.

- Senhor João eu gostei da sua receita e do senhor, vou te ligar, quero comprar algumas pamonhas para meu restaurante.

- Se quiser envio amanhã para o senhor, é um restaurante grande? Precisa de quantas 50?

Eu ri quando ele disse isso, o Stefano me olha, e lavando a colher fala;

- Eu estava pensando em umas 250 para começar.

- Eu teria que passar a noite fazendo pamonhas.

- Vamos conversar depois, não precisa ter presa, aqui está meu telefone, me ligue na próxima segunda-feira, é que estou de mudança.

- Ótimo, eu ligo sim.

- Obrigado, foi um prazer. – Ele pega na mão do senhor.

A Rafa entrega as sacolas e eu pego a carteira;

- Quanto ficou?

- São cortesia da casa. – João fala.

- Não, mas...

- Eu insisto.

- Tudo bem, mais uma vez obrigado.

Agradecemos saindo e entrando no carro;

- Conhecia esse lugar? – Stefano pergunta.

- Não.

- Levando para a sua mãe?

- Sim, ela e Margarida.

Enquanto falávamos eu saia com o carro, e pensei que ele não iria notar;

- Adrian, sabe que está saindo da capital?

- Sim, vamos para outro lugar.

- Onde?

- Guarujá, você conhece?

Ele ri, pensando eu estar brincando;

- Está falando sério? Adrian você me pegou de moletom para levar para a praia... e vai dirigir até lá durante a noite?

- É uma hora e meia, relaxa.

- Não acredito nisso, eu te mato, vamos voltar quando?

- Amanhã Stefano, relaxa.

- Vou relaxar, estou sem mala e de moletom indo para a praia.

- Ei pega meu celular e aluga um Airbnb se não vai literalmente dormir na praia. – Falo desbloqueando.

Ele não me responde, olha com cara de deboche pegando o celular.

Stefano todo alegre escolhendo onde iriamos ficar e passando e passando, e questiona;

- Tem cartão adicionado a conta aqui?

- Sim, pode alugar.

Escuto o sinal da notificação do aplicativo do cartão e ele diz;

- Beleza, está feito.

- Quanto ficou a diária?

- Dois mil.

- O QUE? Falei para alugar um quarto não fechar uma pousada Stefano.

- Me tirou de casa à meia noite, de moletom, me fazendo cruzar o estado, e não vou dormir em qualquer lugar vai pagar por isso.

- Coloca aí no Waze, e você também que terá que pagar isso essa noite. – Digo com cara safada para ele.

Ele faz uma careta e gente, o Alex me liga, rsrs, o telefone conectado no Bluetooth do carro;

- Alo.

- Adrian desculpa a hora, mas estava aqui fazendo o fechamento de contas do mês, e me caiu um debito de dois mil reais, do Airbnb, confere?

- Sim, estou indo para o Guarujá Alex.

- Ah de boa, aproveitando aqui, a quebra do contrato do Cristian tem uma clausula de...

- EI, EI, EI. Nos falamos depois estou acompanhado.

- Nossa falei merda né?

- Não, mas continua falando. – Desligo o telefone.

Gente o clima de silencio por alguns segundos e então;

- Cristian é?

Stefano exclama com ironia;

- Trabalho, nada demais.

E pela primeira vez eu presencio ciúmes da parte dele, sei que pode não significar nada, mas para mim foi um “passo” importante;

- Eu vi pelo seu desespero.

- Stefano eu não tenho ninguém. – Aperto sua perna.

- Eu não disse nada.

- Vai ficar bravo é?

- Eu não estou bravo Adrian. – Ele tira minha mão.

- Você não está me olhando.

Ele não me responde, me ignora, ali do meu lado;

- Cristian foi um cara que recebia para transar comigo. Ele ganhava para manter o sigilo.

Diferente da reação que eu esperava, Stefano fica surpreso e me solta;

- Você tinha um Scort?

- Nossa só nos Estados Unidos chamam assim, rsrs.

- Ué no Brasil é Garoto de Programa né?

- Está mais para acompanhante de luxo.

- Foi o que eu disse, Scort.

- É isso ai.

- Alex disse que terminaram o tal contrato, porque em?

- Ele vai se casar, e eu não aprovei a atitude de ele continuar com isso.

- Ah, entendi, bonito de sua parte.

- Foi difícil.

- Gostava dele?

- Eu pensava que sim acredita. Até conhecer você.

Ele volta a ficar sem jeito, e traz sua mão até minha nuca, fazendo um estilo de cafune em meu cabelo.

Chegamos perto das duas da madrugada no hotel, e eu queria matar o Stefano. Acreditem, ele me reserva o “Transamérica Prime Guarujá”, era um fígado para se hospedar em um hotel dessa categoria, ainda mais na suíte que ele colocou a gente.

- Não sei se mato você aqui, ou te jogo lá de cima. – Falo para ele no balcão.

- Não converse com alguém que esteja de moletom em um hotel desse nível. Até eu me arrependi agora.

- Senhores, precisam de ajuda com a bagagem?

- Não obrigado.

- Iremos acompanha-los até a acomodação.

O rapaz nos levou até o quarto, mostrando e explicando rápido as coisas e horários. Liguei para minha mãe dizendo o que aprontei.

Ele estava deitado na cama ao celular, eu deito do seu lado e fico olhando para ele;

- Que foi? – Stefano não me olha.

- Nada ué, só te olhando.

Ele deixa o celular e fala;

- Precisamos sair amanhã cedo, para comprar uma roupa para mim, serio não dá, rsrs.

Eu beijo ele, e fico fazendo carinho em seu cabelo;

- Vamos dormir?

- Sim, estou cansado de dirigir.

- Eu avisei, mas você inventou essa loucura.

Desligo as luzes puxando o cobertor, e tiro minha roupa, ele faz o mesmo.

Me aproximo abraçando ele, e sentindo seu cheiro, serio fui com o intuito de dormir abraçado com ele, mas Stefano se vira e começa a me beijar, nada demais, porem quando sinto sua língua, ele chupa a minha e eu faço o mesmo, meu “brinquedo” acorda para a vida.

E inevitavelmente ele leva a mão na minha cueca, “eu não estava preparado para isso”. Seu aperto foi meu sinal verde, me viro deitando sobre ele, na verdade beijando sua boca, queixo, pescoço, peitoral, caralho ele todo.

Mano Stefano se vira ficando de costas para mim, eu vou morder sua nuca e ele empina de um jeito para mim, que eu fiquei sem graça. Serio foi gostosa demais aquela sarrada, o encaixe perfeito.

Até fiquei de joelhos com aquela bunda em mim, segurei seu cabelo com força, só para sentir aquele momento, voltando a deitar, e com ele me beijando, e minhas mãos dentro de sua cueca.

Os dois com falta de ar, e respiração forte, Stefano me abraça forte, foi muito estranho nessa hora, muito mesmo. E se afasta, senta nos pés da cama;

- Tudo bem?

- Calma... É que eu não consigo Adrian.

Eu me aproximo abraçando ele, que se afasta mais ainda, ele se levanta, como se estivesse com nojo de mim;

- Eu te machuquei Stefano? – Pergunto preocupado.

- Não, de jeito nenhum, você é um fofo, o problema sou eu.

Me aproximo abraçando ele, que já estava frio, com as mãos geladas e soadas, e o coração disparado;

- Me desculpe, eu não consigo, me desculpe mesmo.

- Olha para mim.... Não se preocupe, eu espero.... Está me ouvindo, quando estiver pronto, eu estarei.

- Obrigado. Obrigado.

Fiquei alguns minutos abraçado com Stefano, tentando passar confiança para ele e depois, nos deitamos, mais uma vez, dormimos juntos.

Na manhã seguinte logo cedo, o Stefano acorda todo preocupado, por causa das roupas.

Me fez procurar uma loja no google maps, para irmão comprar algo para ele.

Somente depois de comprar camisetas, bermudas e cuecas ele me deixou em paz, e meu dia começou;

- Podemos tomar café agora? – Falo com as sacolas na mão.

- Sim, vamos comer na orla, que já descemos para a praia. – Ele fala entrando no carro.

- Para quem nem queria vir, você está bem animado em! – Falo guardando as sacolas.

Ele somente sorri. Com várias opções para comer na “Praia dos Tortugas”, ficamos em um quiosque e pegamos algumas besteiras mesmo. Acho que a ansiedade para entrar na agua era maior.

Ele deixa as coisas em uma das sobrinhas e tira a roupa;

- E aí, vamos?

- De jeito nenhum, essa agua deve estar um gelo. – Falo me sentando.

- Você me trouxe até aqui, e não vai entrar na agua Adrian?

- Não, estou de boa.

- Não te falo nada. Eu vou, cuida das minhas coisas.

- Vai la.

Areia, e agua salgada não é comigo, fiquei curtindo o resquício de sol que havia.

Do meu lado a mochila com o celular do Stefano vibrando sem parar, tanto que eu até me acostumei com barulho.

Ele entrou naquela agua gelada, ficou um tempo curtindo, e eu lá, procurando sol.

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