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©2015 por Armário Erótico Todos Direitos Reservados. Criado orgulhosamente com Richardson Garcia

  • Richardson Garcia

Ele usa Dólmã - Capitulo 31

Mas como a Margarida é mineira, e tem uma cozinha muito parecida com a da Silvia, eu consegui me virar com seus ingredientes. Preparei um jantar rápido, mas muito bom mesmo para eles, com a ajuda dela, exagerei nos temperos “caipiras”.

Eu jantei na casa do Adrian, passei essa tarde com ele e sua família, sabem o porquê?

Precisava me desligar de tudo ao meu redor um pouco, as coisas estavam difíceis e complicadas, e sair um pouquinho de sua bolha, sempre faz bem.

As oito e meia da noite, eu saio da casa dele, com o Felix me aguardando para seguirmos para casa;

- Como estava o jantar Felix? – Pergunto descendo as escadas.

Ele sorrindo responde;

- Melhor impossível senhor.

- Obrigado.

Adrian ao meu lado, com a mão em meu ombro;

- Tem que me visitar mais, serio, preciso passar mais do meu tempo com você.

Felix entra no carro para tentar dar a impressão de privacidade;

- Obrigado, eu estava precisando de sair assim.

- A proposta da minha mãe está de pé, mas terá que dormir comigo.

- Haha idiota, valeu por lembrar da casa. Mas aquela ali é fora do meu orçamento.

- Você vai conseguir Stefano, e ainda vai sair por cima.

- Obrigado. – Falo puxando a maçaneta da porta.

- Nenhum beijo de despedida? – Ele segura minha blusa.

Eu sorrindo, volto e beijo sua bochecha, mas antes de chegar e saber da minha “trolagem”, ele vira o rosto me beijando na boca, me fazendo sentir sua língua. Terminando o beijo mordendo meu lábio inferior;

- Agora pode ir. – Ele abra a porta.

- Idiota. Obrigado pela noite.

- Eu que agradeço.

Foi a primeira noite em que senti falta do Adrian, uma falta diferente, mas eu sabia comigo que apaixonado não estava, era uma necessidade de estar perto, não sei explicar ao certo.

Como se ele fosse essencial para mim. E claro eu admiro ele de tal forma, só por me respeitar e entender que eu preciso desse tempo, é muito grandioso essa atitude da parte dele.

Então, de volta a realidade? A minha realidade?

Eu cheguei em casa com a Lívia puta, pulando metros de altura de raiva;

- Celular fora de área e a última imagem que eu tenho é sua saindo com o Adrian do Fórum. Tem ideia de como isso ficou Stefano? – Ela gritava enquanto eu subia pelas escadas.

Ela termina, eu paro e me viro;

- Queira você ou não, eu e Adrian estamos tendo algo.

- O que?

- Eu não posso te obrigar a nada, e nem exigir algo, afinal de contas a Tropicale é sessenta por cento sua. Mas se não pedir desculpas para o Adrian, terá cem por cento da empresa.

- Pedir desculpas por um erro dele?

- Quem errou foi você Lívia. Fale com ele. Tem até o fim da semana. – Volto a subir os degraus.

- Não to acreditando nisso – Ela resmunga.

Na manhã seguinte a única coisa que eu queria era meu restaurante e trabalhar, cheguei cedo no Le’Bianco. Tão cedo que me esqueci de Robson, nem sabia se ele havia dormido em casa.

Mas já sabem quem eu peguei logo cedo né? O Valdir verdureiro, ele fazia até uma careta ao me ver. Coitado sofre mesmo comigo.

O normal é ele abrir a traseira do caminhão e descer o pedido, quando me vê, ele abre desce as escadas e atravessa a rua para tomar café;

- Bom dia Valdir. – Falo aproximando.

- Bom dia Sr. Stefano, com está?

- Eu estou bem, que tem de bom para mim?

- As folhas e especiarias estão fresquinhas.

- Ótimo. – Falo subindo as escadas.

Nesse dia, diferentemente dos outros, ele ficou comigo, acompanhando, eu separando as coisas e experimentando.

- Bom dia Valdir, haha o Chef pegou você hoje? – Giovanni entra no caminhão.

- Sim, bom dia.

- Bom dia chef.

- Bom dia Giovanni, olha que acha de pegarmos umas alcachofras para o Robson? – Pergunto apontando para ele.

- Ele iria surtar Stefano.

- Ótimo, pode pegar.

Fui escolhendo e eles descendo as coisas, depois ajudei a guardar.

A dispensa é dividida, próximo ao vestiário dos meninos fica o local das verduras, por ser mais fresco, eu estava meio que fechado lá dentro guardando as coisas e escuto sorrisos da Lorena.

Termino de guardar as coisas e abro a porta, dando de cara com ela aos amassos com o Robson.

Lorena e Robson!

Vocês tem ideia disso.

Quando ela me vê dá um tapa na cara dele, acho que foi o reflexo;

- Safado!

- Ai, sua maluca.

- Safado ele? Você que estava despendurada na língua do garoto e ele é o safado?

- Ai Stefano me desculpa. Sei que...

- Não sabe não Lorena, não sabe. É regra criada por você de não ter relacionamento entre funcionários. Que eu faço agora?

- Me desculpa chef, foi culpa minha, eu quem dei em cima, e eu que procurei. – Robson diz com a mão na cintura.

- A culpa é dos dois Robson, Lorena tem que ser exemplo. Nossa deixa eu trabalhar agora, depois me preocupo com vocês dois.

Começamos os trabalhos e Robson hoje estava todo calado, os meninos até enchendo a cabeça dele, por estar tão quieto.

A Lorena mais seria que o normal. Só entramos em um clima bom quando Giovanni contou da sua promoção, e todo mundo chamando ele de traíra.

Eu almoço pouco antes do serviço do salão iniciar, assim como todos.

Eu me sentei essa manhã e Lorena veio falar comigo, já chegou dizendo;

- Me desculpa amigo.

- Amiga, não tem problema, mas terá que se explicar com a cozinha. – Falo mordendo os lábios.

Ela coloca a mão na cabeça;

- Como chef não permito vocês manterem algo as escondidas, não dos funcionários. Assim como os meninos do salão, se esconder algo assim, você perde o respeito, e não pode.

- Eu não sei o que faço amigo.

- Se aceitar a proposta da Lívia não tem problema, mas não seria mais a Maítre do Le’Bianco.

- Eu não queria falar aquele dia, mas não deixo esse barco aqui de forma alguma, e ontem eu liguei para ela agradecendo.

- Te amo.

- Eu também te amo Stefano.

- Mas vai resolver esse lance seu com Robson.

- Ai que raiva de mim... Serio tanto macho na terra eu vou atrás do mulato. Mas sabe que tenho uma quedinha pelos cafuçus né amigo.

- Haha’, não. Mas agora te entendo.

- Eu não aguento aquele vocabulário de gírias e a pegada deles, Stefano o Robson tem uma pegada, que saio de perna bamba.

- Ei, ei, ei. Sem detalhes por favor, estou almoçando.

- Ah e me conta aquele babado. Adrian te buscar foi muito cena de novela amigo, vai quero detalhes...

- Ele me levou para casa dele, mostrou uma casa lá, foi muito fofo, fiz janta para a mãe dele. Ai amiga, que eu faço.

- Dá para ele.

- Não idiota.

- Não estou pronto para enfrentar outro relacionamento.

- Desculpa Stefano, mas está mentindo.

- Oi?

- Amigo, desde que te conheço, e olha que tem data isso, na faculdade, quando eu era cabelereira, você nunca ficou sozinho. Sempre tinha alguém.

- Mas eu não gosto do Adrian, e não quero decepcionar ele.

- Amigo, o cara está se empenhando muito, o que eu acho, minha opinião. Que você está focado muito nisso aqui, na sua irmã, na sua família, como sempre. Faz o seguinte, dá uma chance, pequena que seja, para tentar despertar algo, se realmente não conseguir, fala com o Adrian.

- Tudo bem, vou fazer.



#Adrian Raul



Bem como eu estava no Rio de Janeiro, por causa dos jogos e treinos, não pude estar com o Stefano quando a entrevista dele veio ao ar. E ela veio como uma bomba, afinal ninguém esperava, e ele ainda falar sobre tudo.

Lembro de estar no hotel, arrumando minhas coisas para voltar, e a TV do quarto ligada, a manchete no jornal falando sobre o caso.

Antes de embarcar para São Paulo eu liguei por várias vezes a Stefano mas ele não atendeu.

Cheguei pouco tarde da noite em casa, por volta de onze horas. Deixo minhas coisas no quarto indo ao quarto da minha mãe, para cumprimentar ela;

- Oi... Cheguei. – Falo subindo na cama.

- Não vi você entrar, estou tão viciada nessa série.

Beijo seu rosto, pegando pipoca do seu colo;

- Sex Education?

- Sim.

- Mãe não tem idade para assistir serie adolescente.

- Eu gosto, deveria ter uma dessa na minha adolescência, é muito boa.

- Sim.

Termino de assistir o episódio com ela e fico olhando no celular, vendo se ele estava online;

- Que foi? Que está te preocupando? – Ela resmunga.

- Liguei para o Stefano ele não me atendeu.

- Liga de novo ué.

- Está tarde.

- Liga logo Adrian, para de frescura.

Peguei o telefone e ele me chama, até assustei. Me levanto saindo do quarto e ela grita;

- Isso vai dar em casamento.

Entro no meu quarto atendendo ele;

“- Oi.

- Oi, me ligou Adrian?

- Sim, como está?

- Quase em quarentena fugindo de fotógrafos.

- Bem vindo ao clube.

- E você, como está?

- Estou bem, liguei por estar com saudades.

Consigo ouvir seu sorriso pelo telefone;

- Eu também, quando volta para São Paulo?

- Cheguei faz algumas horas já. Estou assistindo Netflix com minha mãe. E você que faz?

- Lendo umas notícias aqui sobre ontem.

- Isso não vai te fazer bem Stefano.

- Eu sei.

- Posso te ver hoje?

- Acho que não precisa pedir esse tipo de coisa Adrian.

- Rsrs, já, já chego aí.

- Tudo bem.

Nem preciso dizer que cheguei em minutos na casa dele né, rsrs.

Quando me aproximo vejo que ele estava sentado na escadaria ao lado de fora, aproximo com o carro e abro a porta.

Ele sorrindo com aquela linda boca pergunta;

- Não vai entrar?

- Não, chega ai.

Stefano se aproxima do carro olhando sem entender;

- Que foi?

- Entra vamos dar uma volta.

- Estou de moletom Adrian.

- Entra logo Stefano. – Puxo seu braço lentamente.

Ele entra bufando de raiva e fecha a porta, ao pegar o cinto de segurança, puxo seu braço beijando sua boca, ele me corresponde logo de início, me fazendo sentir sua língua e boca macia;

- Saudade do seu beijo. – Falo olhando para ele.

- Vamos para onde?

- Eu não sei, andar, sair de casa. – Falo saindo com o carro.

- Preciso é aproveitar o resto das horas que tenho aqui.

- Então, que decidiu? – Falo saindo do condomínio.

- Amanhã vou olhar um lugar para ficar, alugar mesmo, e terei que colocar todas as minhas coisas em um armazém, porque não tenho espaço para tudo isso.

- E seus pais?

- Ainda bem que estão fora do Brasil, mesmo assim uma fera.

- Se precisar ficar na minha casa tudo bem, vou viajar em breve novamente.

- Outro jogo? – Stefano coloca a mão em minha perna.

- Sim, em Recife agora.

- Entendo.

Eu coloco a mão sob a sua e continuo pilotando somente com uma das mãos;

- Como foi hoje?

- Difícil. – Ele responde olhando pela janela.

- Foram muito invasivos?

- Invadiram a cozinha hoje Adrian.

- Está falando sério Stefano?

- Sim, clientes reclamando do tumulto na porta do restaurante, jornalistas atrapalhando desde pedidos por telefone e também tentando entrar disfarçados no Le’Bianco. Um deles invadiu a cozinha gritando, fazendo perguntas para mim, oferecendo até dinheiro. Felix pediu para que eu consiga reforço para ajudar ele.... Estou cansado, esse é meu sentimento.

- Vamos para Recife comigo, você sai dessa bagunça, e ainda vai estar comigo.

- Rsrs’ Eu trabalho Adrian, por mais que eu queira, mas eu trabalho.

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