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Ele usa Dólmã - Capitulo 30

#Stefano


Eu fui de terno para o restaurante, e o Dr. Pedro me acompanhou até o Fórum, não consegui trabalhar hoje de tanta ansiedade.

O Felix também estava por lá, pois já de rotina eu andar com ele. A única coisa que eu queria hoje era poder enfrentar o Dante sem precisar de ajuda.

Bem no Fórum, nós ficamos em uma sala separada, até uma moça levar a gente para onde seria feito o acordo, eu e o Pedro entramos primeiro, a testemunha que iria acompanhar todo o assinar dos papeis, e em seguida Dante entra acompanhado de seu advogado e um policial.

Como Dante não pode se aproximar de mim, por uma decisão do juiz, o Fórum era um local onde poderíamos estar próximos, para ocasiões extraordinárias. O policial estava presente mais para garantir a ordem, e que de forma alguma fosse descumprida.

Ele já sentou me encarando, foi olhar em seus olhos, eu me senti mal, muito mal, era uma sensação muito estranha, sinceramente? A vontade de vomitar, uma ânsia de vomito e nojo.

- Já conversamos, e o acordo está impresso, iremos ler, e assinar, todas as partes. – Dr. Pedro diz.

Ele entrega uma cópia para todos, que fazemos a leitura, eu tirando dúvidas com ele e Dante com seu advogado.

- É isso, Stefano você tem 7 dias para desocupar a residência, Dr. Pedro deixou eu mesmo cuidar da venda da casa. O valor da venda será depositado metade em cada conta, o valor não passará por nem minhas mãos e nem de seu advogado Stefano. De acordo?

- Sim.

- Dante?

- Estou de acordo.

- Dante este documento é a prova de pedido de arquivamento do processo de indenização, como parte do acordo. – Dr. Pedro entrega para ele.

Somente depois de ler a folha, Dante assina o acordo, eu faço o mesmo, e a testemunha.

- Porque ainda me olha com essa cara? Conseguiu o que queria, vai ficar com seu restaurante. – Dante fala me encarando.

- Isso não acabou. – Falo me levantando.

O policial abre a porta para eu sair, vou ao banheiro, pego uma agua e volto, mas todos já estavam de fora da sala.

O Felix aproxima no corredor e Dante olha para ele, depois fala para mim;

- Eu vou me casar Stefano, não precisa ficar andando com guarda costas, não sou louco.

Eu ignoro o que ele diz e seguimos para a saída, o que eu não contava era jornalistas ali.

- Não converse com eles Stefano, é melhor manter isso em segredo, sabe o porquê. – Dr. Pedro fala com a mão em meu ombro.

O Fórum tinha uma grade de segurança ao redor, e um lugar para os carros entrarem, acho que era usado para figuras importantes e presidiários.

Dante passa seguindo para o estacionamento, e fica de papo com seu Advogado;

- Vou buscar o carro. – Felix diz.

Adrian aponta no portão entrando no Fórum, acreditam que ele me apareceu mesmo, e em um carão!

Adrian parou na frente da escadaria principal, desceu do carro, dando meia volta. Ele estava muito simples, mas de forma elegante, de camisa de manga curta, botões meio abertos, óculos de sol com a lente mais clara, relógio, pulseira, e colar de ouro. Uma calça mais escura e de tênis.

Outro carro entra junto a ele, e desce um rapaz, aparentemente segurança. Adrian vem na escadaria e cumprimenta o Felix, eu aproximo, junto ao Dr. Pedro.

- Eu disse que iria vir. – Ele estende a mão.

Eu abraço ele, que pega na mão de Pedro;

- Ocorreu tudo bem?

- Sim, está feito.

- Vamos?

- Sim.

- Felix meu segurança vai acompanhar a gente, pode dar uma força aí na frente? – Adrian pergunta.

- Sim, claro, vão para onde?

Adrian me olha e responde;

- Condomínio Alphaville, vou te mostrar minha casa.

- Sim, senhor.

Felix sai para falar com o outro segurança, Adrian abre a porta do carro para mim, porque foi a primeira BMW que vejo que a porta sobe, e não se abre para o lado;

- Pedro, a gente se fala, muito obrigado por enquanto. – Pego em sua mão.

- Eu que agradeço filho.

Eu entro no carro e Adrian me ajuda com o cinto de segurança, com isso olho para fora, os jornalistas e fotógrafos quase pulando a cerca, literalmente;

- Não sei quem é mais louco, você ou eu.

- Haha’ isso é engraçado na verdade.

- Sim, mas de uma forma estranha.

Ele sai com o carro, dando a meia volta e passando praticamente ao lado de Dante no estacionamento, ele olha com um sorriso irônico no rosto, gesticulando devagar com a cabeça que não.

Pelos jornalistas foi digamos tranquilo, pois Felix ajudou a sair e como estamos nos carros podemos ter mais velocidade.

Ele calado dirigindo, com um olhar sereno, e eu pergunto, logo quando nos afastamos;

- Posso acrescentar que isso foi a maior loucura que eu poderia ter feito.

Ele coloca a mão em minha perna e diz;

- Calma, nem saiu a entrevista ainda, quando sair sim você vai ver que vai acontecer.

- Porque para o seu condomínio?

Ele abre um sorriso e diz;

- Nunca levei você ah minha casa, e também terá que mudar, não é, tem uma casa no condomínio que está alugando.

- Acho que terei que comprar e não alugar Adrian.

- Calma, vamos lá, você conhece e depois se decide.

- Tudo bem.

Entramos no condomínio de Adrian, e ele seguiu direto para sua casa, com pé direito alto, coqueiros imensos a frente, os vidros espelhados para cuidar da privacidade, a garagem a direita, muito linda mesmo.

Nós entramos, e já escuto um forro vindo do corredor;

- Aqui, vem comigo. – Ele me puxa pela mão.

Sua mãe e a empregada estavam por lá, tomando um café muito cheiroso, e rindo alto;

- Ai gente, não me disse que tínhamos visita meu Filho. – Ela se levanta ajeitando o cabelo.

- Não, se preocupe comigo. E se lembra de mim? – Beijo seu rosto.

- Mas é claro, vai cozinha para a gente hoje?

Eu dou uma risada e o Adrian fica vermelho na hora;

- Mãe por favor, cozinhar, Stefano é visita.

- Eu não to falando para ele fazer sozinho, eu e Margarida ajuda né? – Ela confirma com a moça.

- Sim, claro Edite.

- Stefano, um café, agua, suco, já que essas duas perderam o bons modos. – Adrian puxa a cadeira para mim.

- Haha’ um café por favor. – Falo me sentando.

- Eu te ajudo filho. – Margarida se levanta.

- Se fazer a janta eu te ajudo, depois você olha o que precisa fazer, eu mando comprar, qualquer coisa tá. – Edite sussurra para mim.

- Pode deixar, eu olho sim. – Deixo ela com um sorriso no rosto.

- Que está enchendo ele em mãe? – Ele grita.

- Contando que você tem ejaculação precoce.

- Há, Há Há, que engraçadinha a senhora está hoje. Stefano seu café.

- Obrigado.

Nos sentamos, todos a mesa, a Margarida “pôs” a mesa para um café;

- Escuta, que história é essa de Portugal? Adrian tem que acordar para a vida, filho não vai ter eu para o resto da vida.

- Mãe é coisa do Mariano, esquece.

- Adrian esse cara coloca você para assinar papeis que não sabe e manda você pra jogar na china. Eu já avisei abre o olho, abre o olho.

- Mãe as coisas não são assim.

- Como não, Margarida me contou que os caras do clube estiveram aqui em casa.

- Mãe tenho que analisar ainda, não dei uma resposta, e também era o sonho do papai que eu fosse jogar na Europa.

Ela olha para a Margarida, deixa a xicara quase quebrando, e me olha;

- Dá licença filho. Adrian Raul, não quero mais você falando que está fazendo as coisas pelo seu pai. Ele morreu, vive para você, é sua vida, e não a dele. Eu garanto meu filho, que onde ele estiver, está orgulhoso.

- Podemos mudar de assunto? – Ele gesticula por eu estar ali.

- Stefano é de casa, não se importa com isso não Adrian, me escuta, não vou ficar te avisando.

- Pois bem. Onde é a casa que a senhora estava olhando? – Ele serve mais café.

- No condomínio?

- Sim.

- Aqui, a da próxima esquina. Porque?

- Stefano terá que mudar.

- Eu estava assistindo na televisão, mas que homem mais filho da puta né, olha e eu que pensava que somente mulheres passavam por isso.

- Todos estão sujeitos Edite. – Respondo.

- Vai ter que se mudar por causa dele?

- Tenho que sair da casa, ela será vendida e dividiremos o valor.

- Se fosse minha amiga eu diria para virar lesbica, mas como é gay, vou te dar uma dica de ouro, e me escuta, eu não erro. Aliás vou até de ajudar.

- Ah, diga. – Falo rindo.

- Meu filho é um bom partido, rico, bonito, elegante e joga bola, já viu as pernas dele?

- CHEGA, mãe vamos conosco mostrar a casa para o Stefano, acha que é possível? – Ele se levanta.

Era muito engraçado os dois juntos, ele cheio de vergonha e ela com uma espontaneidade;

- Vamos, vamos, vamos... – Adrian apressava a gente.

Ela ligou para o sindico que encontraria a gente na casa, seguimos andando mesmo pela rua de pequenas pedras. Ele falando da vizinhança e tudo mais, a mãe deixando o lugar mais glamoroso que nunca.

Pessoal até chegarmos frente a tal casa, com o rapaz na porta, vocês não tem ideia do que estava a minha frente.

Uma casa de esquina, com um jardim todo “desenhado” a frente, a entrada em forma de meia lua, com vidros imensos, as duas pilastras escondia uma porta de quase seis metros de altura. A imponência e glamour eram as palavras da casa;

- Adrian está me achando com cara de cantor sertanejo? – Falo embasbacado.

- Muito foda ela né?

- Sim, mas acho que tenho dinheiro nem para alugar isso viu, rsrs.

O sindico veio cumprimentar a gente e apresentar a casa, e gente se eu for descrever o que vi dentro desse lugar, receberiam mais de um capitulo, isso eu garanto.

Era muito linda, a área das piscinas era como um clube particular, toda a casa com suítes e banheiras, e piso importado, serio perfeita.

Na suíte máster eu entrei com o Adrian para ver, mas escutávamos a mãe dele gritando no corredor. Olhamos o banheiro e closset, e seguimos juntos para a sacada.

Ele subiu e sentou no parapeito;

- Cuidado menino. – Falo colocando a mão em sua perna.

Ele sorri para mim. E fica olhando para a paisagem que aquela sacada proporcionava;

- Posso perguntar uma coisa? – Ele me olha.

- Sim, sempre.

- Sei que não tem nada a ver com isso, mas porque não me contou sobre a decisão da Lívia?

- Pensei que ela não teria a coragem.

- Ela teve.

- Me desculpe Adrian, me desculpe pela minha irmã.

- Não precisa pedir desculpas Stefano. – Ele segura minha mão. – Eu não preciso mais daquele dinheiro, e acho que Gabriela estava tão focada que isso foi o fim do mundo para ela. Mas não quero que sua irmã fique com essa visão que ela criou de mim. Não sou esse moleque que ela imagina.

- Lívia leva muito a sério o trabalho, desde que o Le’Bianco foi aberto, meus pais pressionam muito ela. Quando me casei, isso se tornou quase uma tortura para ela. Ficamos uns cinco natais sem a presença dela, afinal era só briga. A Tropicale é a chance dela.

- Eu entendo.

- Irei falar com ela.

- Tudo bem. – Ele me puxa me abraçando.

Eu fico sem jeito, pois Adrian estava naquela altura;

- E você. Portugal? – Pergunto.

Ele pula, passando as mãos em minha cintura, com nossos corpos próximos;

- Mariano inventou isso agora.... Na verdade o clube estava de olho, eu confesso que sabia disso. Mas uma transferência envolve muita coisa, e a última palavra sempre será a minha.

- Hum. – Respondo sem ânimo.

- Que foi? Não senti firmeza nesse Hum!

- É que você Adrian, sempre me coloca para cima, me dá uma energia boa sabe, me dá forças para correr atrás e enfrentar meu medos e pessoas. Agora quando é com você, enfrentar essas pessoas, você não faz o que fala para eu fazer.

- Nossa que tapa na cara. – Ele fala.

- Não foi a intenção. Sua mãe tem razão.

- Mas foi uma verdade. – Ele me abraça e fala. – Gosto de você que não mede palavras para falar comigo, é sempre você.

- Vou falar com minha irmã. Fale com seus assessores.

- Eu irei falar, obrigado pelas palavras.

- Ai que fofo, já posso chamar ele de genro? – Edite entra no quarto.

Dessa vez eu fiquei com vergonha, com o sindico e a Margarida olhando;

- Eu desisto da senhora. – Adrian abraça a mãe.

Descemos para a sala, e reunidos Adrian fala;

- Seguinte, ele precisa de uma casa, e eu me lembro de ter visto essa aqui no condomínio, explique, se está à venda ou para alugar?

- Certo, ela hoje é alugada para fins de semana, e feriados, o valor da diária é de 10 mil reais. O aluguel mensal podemos negociar, mas ficaria em torno de cento e noventa mil por mês. Ela está avaliada em torno de vinte e cinco milhões de reais.

- Está falando sério? – Edite questiona.

- Sim. – Ele com um sorriso.

- Meu filho, duzentos mil de aluguel por mês? Ela vem com o que uma Bruna Marquezine? Neymar dentro dela, por esse preço.

Até eu ri depois dessa. Eu peguei o contato dele, por respeito pelo seu tempo e dedicação, seguimos de volta para a casa do Adrian, conversando no caminho;

- Fica la em casa, não vamos se importar ne filho... E outra, adoraria morar com um chefe de cozinha.

- Mãe contrata ele, e pronto. – Adrian brinca com ela.

- Está maluco garoto, a diária de um chefe como o Stefano é mais cara que aquela casa.

- Haha’ Eu agradeço a atenção e carinho Edite, mas tenho que encontrar meu cantinho. A casa era da minha mãe, e tem uma carga emocionante imensa. Com histórias pelas paredes e cômodos, você deve saber como é.

- Nossa filho, isso torna as coisas mais difíceis.

- Sim.

Na casa dele, fui a cozinha, conversei com a Margarida, que me ajudou, e sim, eu preparei o jantar para eles. Adrian queria me matar, por ter ido nas ideias de sua mãe.

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