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©2015 por Armário Erótico Todos Direitos Reservados. Criado orgulhosamente com Richardson Garcia

  • Richardson Garcia

Ele usa Dólmã - Capitulo 25

- Uma semana chef.

- Me chama de Stefano, Robson. Trouxe alguém para dormir aqui? – Cruzo os braços.

- Não, claro que não, respeito esse lugar.

A porta do vestiário abre e Lorena entra, ela assim como vocês sacou a cena completa;

- Lorena sabia disso? – Falo mostrando a cama improvisada.

Ela faz uma careta, olha para Robson e me responde;

- Sim, na verdade é culpa minha. – Ela diz com a sua bolsa de lado.

Escutamos mais gente chegar, com conversas e digo;

- Arruma isso, depois na minha sala os dois. – Aponto o dedo para ambos.

Eu me viro para sair e Robson pergunta;

- Vou ser demitido?

Eu não respondo ele, olho, espero ele terminar de falar e saio.

Ligo a cafeteira da cozinha e cumprimento os meninos que estavam batendo o ponto, e vou me trocar.

Lorena bate na porta entrando, e junto, Robson;

- Senta aí. – Falo enquanto me vestia.

Abotoo a Dólmã sentando na minha cadeira, os dois, extremamente sem graça me olhando;

- Foi tudo culpa minha Stefano. Robson estava na minha casa, mas o Jonas voltou e sabe como ele é.

- Voltou de novo com o Jonas Lorena?

- Você me conhece. E até arrumar um lugar, deixei ele ficar aqui.

- Porque não me falou?

- Amigo. – Ela olha em Robson me fala. – Com tantos problemas, não queria deixar você preocupado.

- Porque eu ficaria Lorena?

- Meu irmão é traficante no morro onde eu morava, e a muito tempo em guerra com as facções, meu pai sumiu, ele pegou a grana que tinha e pagou passagem para minha mãe voltar para cidade onde nasceu na Paraíba! E mandou eu dar um jeito. Trabalhar em uma cozinha profissional é um sonho que estou realizando aqui, todo dia aprendo algo novo. E ir embora com minha mãe não estava nos meus planos, se continuar em casa, eles me matam. Meu irmão vive escondido, não queria essa vida, sabe Stefano.

Robson calou a minha boca! Eu não sabia o que dizer;

- Não pode dormir aqui. – Falo tossindo, na verdade procurando palavras. – Se um vigilante sanitário sonhar isso eu estou muito fodido. O restaurante está.

- Me desculpe Stefano. – Ele diz.

- Arrume suas coisas, essa noite dorme na minha casa, depois resolvemos o que faremos. – Falo levantando.

- Não, obrigado, mas não... – Ele começa a recusar e tals, e eu já o interrompo.

- Robson, não é uma opção. Agora pode me deixar falar com Lorena, por favor?

- Sim, senhor. – Ele pega na minha mão, saindo.

Eu dou a volta, sentando na cadeira a sua frente;

- Desculpe amigo, eu tinha que fazer algo por ele.

- Entendo, ele não tem culpa. Mas depois eu resolvo isso com Robson. Tenho um problema.

- Falou com o Advogado hoje? – Ela pega em minha mão.

- Sim, ele mandou eu me preparar, pois o Dante recusou o acordo. Se chegar no juiz, todos meus bens, inclusive o restaurante, serão bloqueados, e isso pode levar anos.

Mal conversei com ela e Lívia chega;

- Oi bom dia Lorena... Aí desculpa a correria, é que tenho um dia cheio hoje. Posso falar com ele? É rápido.

Lívia fala abrindo a bolsa e tirando um caderno.

- Não tem problema, vou trabalhar, eu e seu irmão temos o dia todo para conversar. – Ela se levanta saindo.

Peço um café, e Lívia começa;

- Está tudo pronto, já mandei a proposta para o escritório de arquitetura, eles disseram ter o projeto perfeito....

- Tem certeza disso?

- Sim, temos que ter uma sede, e que lugar melhor que a Avenida Paulista?

- Quer montar um restaurante para a Tropicale e me diga, o que faremos com dois restaurantes?

- É o que vim conversar, sei que não irá deixar essa cozinha. Então pensei em contratar um chef.

- Dê fora? – Pergunto de sobrancelha em pé.

- Não Stefano, não me olha assim...

- Sei o que você quer Lívia.

- Stefano ele que ajudou a montar o cardápio e criar pratos da Tropicale, Giovanni está contigo desde o segundo ano. Confiamos nele.

Eu cheguei a me levantar;

- É o meu Suous Chef, não sou nada sem esse cara Lívia.

- Você tem gente a altura Stefano.

- Quem?

- O novato!

- Andou conversando com meus funcionários né? – Aponto o dedo para ela.

Que sorrindo diz;

- E tem mais...

- Quem?

- Não vou estar disponível vinte e quatro horas, preciso de alguém para gerenciar o Tropicale.

- Não! A Lorena não, está querendo demais, não tem conversa.

- Os dois restaurantes serão seus, as duas cozinhas suas, você vai mandar em tudo. Precisamos de gente de confiança.

- Troca o nome da fachada do Le’Bianco então, baixamos os custos assim.

Ela sorri virando sua folha;

- Enquanto recebo a proposta da construtora, falamos ontem com o Adrian, vamos fazer um comercial com ele, que acha?

- É uma boa, ele está em uma temporada.

- Sim, eu percebi ontem ele de olhos em você.

Mano tremi as pernas quando ela disse isso, e claro, como um bom ser humano, eu me fiz de doido;

- Ta falando do que menina?

- Ah Stefano, vem falar que não percebeu, ele estava te olhando como se olha um ídolo.

- Acho que esta doida Lívia.

- Imagine! Você e Adrian juntos... Seria coisa de novela sabe, porque ele é meio que funcionário seu, e jogador, meu Deus, isso seria uma bomba...

- Para de sonhar beleza. – Pego meu chapéu para ir trabalhar.

- Ele é gay?

- Eu não sei. – Falo saindo.

- Mas vocês não têm aquele negócio de “gaydar”? – Lívia pergunta na frente dos meninos.

- Livia vai trabalhar, assim como vocês, vão se mexendo... – Falo batendo palmas.

- Pensa no que eu disse. – Ela fala passando pelas portas.

No dia seguinte o advogado iria conversar com o Dante, para um novo acordo, caso ele recusasse era levar o processo ao juiz.

E isso eu não queria, eu não entendo, mas todos falam que será muito desgastante e meu restaurante estaria em perigo.

No fim do expediente, Giovanni era um dos últimos se trocando no vestiário. O Felix vem do salão;

- Está fechado senhor.

- Certo, hoje pode me levar e está liberado. – Fecho minha sala.

- Vai ficar bem?

- Sim, obrigado.

- Vou pegar o carro.

- Robson, pronto? – Falo mais alto.

- Já vou!

O Giovanni passa com sua mochila;

- Vai levar o garoto?

- Sim.

- Ele precisa Stefano, mesmo.

- Eu sei. E Giovanni, amanhã preciso que esteja aqui mais cedo.

- Ah, tudo bem, vai se atrasar?

- Não, é para uma reunião.

- Chego sim, sem problema Stefano.

- Pronto. – Robson vem com uma mochila.

- Até amanhã então... – Giovanni me cumprimenta saindo, junto a Robson também.

Bem, o Felix levou a gente, no caminho estava conversando com minha mãe, então, Robson ficou de papo com ele enquanto conversava;

- Mãe então ele ainda não me respondeu, mas irei falar com o Dr. Pedro assim que chegar em casa, ele não pode falar merda amanhã... Felix, volta ali no Santander por favor, tenho que pegar umas folhas de cheque. – Seguro no ombro dele.

- Tudo bem.

- “Assim que falar com ele Stefano me avisa, vamos embarcar daqui a pouco no próximo voo, mas me deixa mensagens”.

- Sim, senhora, mãe, vou ir no banco boa viagem para vocês, vão com Deus.

- Amem filho.

Desci do carro, e atravessando a calçada o Felix do meu lado;

- Ei tudo bem. – Digo sorrindo.

- Ainda não deixei o senhor e casa então faço meu trabalho.

- Ok.

O gerente do banco era conhecido e sempre estava no restaurante, então entrei com o Felix para ir falar diretamente com ele.

Era como se nós tivéssemos organizado, e marcado.

Dante estava saindo da sala dele, e estava acompanhado. De barba por fazer, boné preto e camiseta preta, bermuda, eu não nego, ele estava muito lindo.

Mas estava acompanhado, da tal secretaria, acho que se lembram dela;

- Olha só, quer meu telefone para chamar a polícia? – Ele mostra seu celular.

Felix fica mais próximo de mim;

- Não precisa, está passando o seu dinheiro para um Laranja? – Me refiro a ela.

- Olha como fala comigo. – Ela aponta aquela unha vermelha para mim.

Eu olho de baixo para cima e respondo a ela;

- Desculpa, eu não falo com gente da sua “laia”. Porque não aceitou o acordo? – Cruzo os braços encarando ele.

- Não vou te dar o gostinho de ficar com tudo. Eu já avisei, retira a acusação.

- Está me forçando a vender a casa dos meus pais para sanar sua sanidade Dante.

- Vai começar vendendo a casa Stefano. Espero que seu namorado tenha muito dinheiro porque ele é o próximo.

Dante passa com a insignificante do meu lado;

- Que fazemos? – Felix pergunta.

- Acho que nada, ele não sabia e muito menos eu sabia que o encontraria aqui, é o banco das empresas, nem passou pela minha cabeça.

Eu fui até o gerente, e o Robson entra no banco todo nervoso e assustado, escuto ele falar com o Felix atrás;

- Que foi garoto?

- Eu estava no carro e vi o Dante saindo, pensei que ele houvesse feito algo.

- Está tudo certo, e deixou o carro aberto?

- Nem sei.

Bem seguimos para casa, eu com a cabeça nas nuvens, pedi aos meninos que não contasse para ninguém desse encontro.

Em casa o Felix nos deixou indo embora. No jardim o Robson para e fica olhando;

- É muito linda sua casa.

- Obrigado, vem.

Entramos e já trancando a porta comento;

- Não tínhamos o costume, mas a casa fica toda trancada quando entramos e saímos, os alarmes ativados, a senha eu vou te enviar no celular.

- Tudo bem, só não sei se saberei mexer nisso. – Ele aponta para o painel.

- Digitou os números e hashtag.

- Beleza.

A Silvia aponta da cozinha e vem em passos rápidos;

- Que bom que chegaram, eu estou fazendo um bolo de laranja Senhor.

- Muito fofo da sua parte Silvia. Robson essa é Silvia, governanta aqui de casa, Silvia eu falei do Robson para você.

Ele beija o rosto dela, e comento;

- Leva ele no quarto e mostra a casa por favor, eu vou tomar um banho tudo bem.

- Sim, senhor.

- Tudo que precisar, de roupa de cama, a comida, tudo fale com ela. Robson pode se sentir em casa.

- Vai ser difícil.

- Ei, pelo menos aproveita então. – Seguro em seu ombro.

- Tudo bem, só não quero ser um peso.

- Vem filho, coloquei tudo que precisava no seu quarto... Vou te mostrar.



#Adrian



Quando seu corpo se acostuma a só ficar em casa, e ainda mais eu com licença e tudo que aconteceu no fim da última temporada. Eu fazia ideia de que iria sofrer ao voltar aos treinos. E assim foi.

Para vocês terem ideia, fiquei de muletas por um dia no hotel, por causa das dores. Mas como estava com acompanhamento dos médicos e eles disseram não ter problemas, estávamos lá.

O próximo jogo aconteceria em São Paulo, mas o treinador pediu que eu participasse dos treinos no Rio. O primeiro do ano, abertura da temporada não havia possibilidade de negar.

Foi alguns dias fora de casa, aquela rotina que confesso estar com saudades.

Não que seja segredo, mas falei duas vezes com Stefano nestes dias, estava sabendo que ele teria que vender a casa, e toda a treta que estava esse acordo. Mas algo deixei claro, queria ele no jogo. Inventou várias desculpas, mas confirmou.

Cheguei em casa em São Paulo, somente para almoçar com minha mãe e Margarida, depois segui com as equipes para o Estádio do Palmeiras.

No vestiário o Mariano chega em mim, abafando o som do telefone;

- Sua mãe e os seus convidados estão ai.

- Certo, Gabriela está com as credenciais.

- Tudo bem.

Como contratação, eu não fui confirmado como titular, o que não era bom.

Mas o primeiro tempo terminou empatado, e levamos uma puta chamada de atenção no vestiário, foi um sermão literalmente.

Voltamos, com o mesmo time, e o Palmeiras faz o primeiro gol. Com trinta minutos, mandam eu me aquecer.

Levantei fazendo os aquecimentos com acompanhamento, e o Treinador me coloca no jogo. Já entro passando as ideias dele, que havia me falado antes de pisar no campo.

O Flamengo começou um ataque frenético na defesa do Palmeiras. E nada, não finalizamos de forma alguma.

Foi preciso a prorrogação, para empatar o jogo, eu participei da jogada, com um dos passes, e na comemoração, consegui ver minha mãe, Stefano, Robson e Natalia na torcida.

Era segurar o placar pelos próximos segundos. E assim fizemos, antes de sair do campo cumprimentamos a torcida.

Eu até tirei a camiseta por causa do calor da tarde, e aproximando do vestuário sempre tem os jornalistas, mas eu não fiz nada no jogo, nada que mereça “visibilidade”, eu joguei poucos minutos.

Galera veio uma onda de jornalistas para o meu lado, e eu em entender, tinha que me abaixar e aproximar para entender o que estavam falando;

- Adrian, como é ter seu nome envolvido em um novo escândalo já no primeiro semestre do ano?

- OI?

- Dante Monserrano está processando Stefano Le’Bianco de traição, e seu nome é citado no processo como pivô.

- É verdade que deu-lhe um golpe fazendo Dante desmaiar?

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