Assine para ser o primeiro a receber os capítulos 

Siga a gente:

©2015 por Armário Erótico Todos Direitos Reservados. Criado orgulhosamente com Richardson Garcia

  • Richardson Garcia

Ele usa Dólmã - Capitulo 24

Terminamos de comer, o Stefano comenta para sua família como anda os processos e tudo mais sobre Dante, e graças a Deus a Natalia acaba com o clima formado;

- Eu vi ali na porta que podemos entrar na cozinha, verdade isso? – Ela diz com a mão no ombro de Stefano.

- Sim, podem sim.

- Eu quero ir conhecer. Vamos Adrian?

- Sim, eu conheço, mas não vi em funcionamento. – Falo deixando o guardanapo.

- Aproveito e trago a sobremesa. – Stefano fala se levantando. – Sandro, por favor. – Ele acena para o garçom.

Que se aproxima e retira os pratos, trocando novamente vinhos, taças e talheres;

- Porque trocam o vinho? – Natalia pergunta quando afastamos.

- O cardápio que escolhi para a mesa de vocês leva toda uma harmonização de sabores, então tem um vinho para cada prato.

- Ah que inteligente, rsrs.

Ele sorri, e entrega toucas para nós. Junto com mascaras, para caso aproximássemos dos preparativos.

Ele então abre a porta dizendo a cozinha;

- Temos visita, se comportem. – Stefano grita.

Ele fala e a nossa direita um dos cozinheiros coloca fogo na panela, serio, foi tão alto que eu me assustei. Quando ele grita, todos claro, olham, e aparece os comentários;

- Ah não acredito, Adrian? – Fala um cara de chapéu alto como o Stefano.

- Giovanni fica ai, depois levo ele... Jaime me ajuda a te ajudar... Esperem aqui. – Ele acena para nós. – Olha, assim, e assim... Percebe a decoração, a altura é o importante dessa sobremesa.... Quando liberar pede atenção ao garçom.

Era outra pessoa de Chef naquela cozinha, o profissional de Stefano era extremamente perfeccionista, estressado, autoritário e ignorante.

Parados como estatuas com medo de atrapalhas, passava garçons por nós, cozinheiros com preparativos.

Eu e Natalia ficamos de frente para a mesa de preparação e montagem, é perfeita, a forma que é feita, centenas de comidas e todas idênticas;

- Aqui, podem vir. – Ele ascena.

Explicando de praça por praça, é assim como chamam, o que cada um fazia, ele chega em um rapaz, eu não me lembrava seu nome, mas conhecia ele;

- Conheço você. – Falo cumprimentando ele.

- Robson, sim nos vemos no casamento, prazer. – Ele diz a mim e Natalia. – Viu aí Giovanni, Adrian Raul se lembra de mim. – Ele se exibe.

- Esse molho precisa de manteiga Robson. – Stefano diz passando.

- Sim, Chef.

- Este é o Giovanni, meu Sous Chef, é quem comanda a cozinha quando estou no salão ou ausente. Meu braço direito e irmão. – Stefano apresenta ele.

- É um prazer, conhece-la. – Ele cumprimenta a Natalia. – Adrian não vou contar ao Robson que temos uma foto junta né, ele é ciumento.

- Haha, eu não sei de nada. – Falo sorrindo. – Escuta, todos aqui são Flamenguistas?

- Sim.

- Sim.

- Também.

Quase todo mundo confirma, então faço a proposta;

- Tenho um jogo aqui no sábado, estão todos convidados, eu passo os ingressos. Acho que o horário não atrapalha no funcionamento aqui Stefano.

Os meninos gritam e ele fala sério;

- Vou pensar no caso de vocês... Giovanni a sobremesa da minha mesa?

- Tiramisù, Chef. – Ele mostra os pratos logo nas suas costas.

Aparentemente uma torta inglesa, com o nome do restaurante salpicado de cacau em pó.

Eu e Natalia pegamos os pratos, junto com o Stefano e mais um garçom, levamos até a mesa. Eu me servi é claro.

Quando nos sentamos, com Stefano explicando a sobremesa Natalia se aproxima de meu ouvido falando;

- Se continuar a olhar para ele assim vão perceber.

Eu fico incomodado com o comentário, talvez seja porque fosse verdade não!


#Stefano



Quase uma guerra no fim do jantar, para saírem sem pagar. Nem meu pai e nem Adrian aceitaram o jantar por conta da casa;

- (...) Você trabalha demais filho, e não custa nada, vamos pagar sim. Cadê a carteira Manoel? – Minha mãe puxa o braço do meu pai.

- Ela tem razão pode trazer a conta. – Adrian concorda com seu cartão em mãos.

O restante tomava seu café, e eu comento com Lorena ao lado;

- É que esse menu foi criado na semana passada, e ainda estou tentando deixar ele mais acessível. Não é por vocês, mas os vinhos e espumantes usados para as harmonizações são bem caros. – Tento explicar da minha forma.

- Não se preocupe filho, foi o melhor jantar da nossa vida, e acho que estou falando pela mesa. – Edite fala segurando meu braço.

- Obrigado. Lorena, a conta!

Ela sai e retorna com uma puta conta de jantar. O jantar ficou cinco mil e duzentos. Os vinhos e espumantes como eu alertei, ficaram perto de vinte e um mil.

- Gente nunca tive a impressão de ter comido ouro, mas se acontecer um dia, esse vai ser o preço. – Edite olha a conta.

A mãe do Adrian era muito engraçada, e até eu ri com seu comentário.

Com o restaurante mais tranquilo, vou até a cozinha e volto a mesa, por várias vezes, em uma delas o Adrian estava de pé, para sair.

- (...) Mas quando o senhor volta?

Ele estava colocando a blusa de frio falando com meu pai;

- Não sei ao certo, depende muito dela, sabe como é.

- Então quando estiverem em São Paulo, ou Rio peçam a Lívia para me avisar, iriei liberar as entradas do estádio ao senhor.

- Obrigado filho, foi um grande prazer jantar com vocês essa noite.

- O prazer é todo meu, acredite senhor. – Ele ajuda a Natalia a colocar o casaco. – Stefano vejo vocês no próximo jogo? – Ele diz gesticulando comigo e Lívia.

- Por mim fechado. – Ela responde.

- Tenho que ver a agenda do restaurante.

- Tudo bem.

Ele pega em minha mão agradecendo o jantar, cumprimento, me despedindo de sua mãe e namorada.

Bem com meu pai na cidade o Dr. Pedro estava correndo contra o tempo, pois eles assim como eu queríamos uma resposta de tudo que estava prestes a acontecer.

E marcado para um café da manhã no próximo dia na minha casa, eu nem dormi direito.

Eu acordo mais cedo, para ajudar a Silvia na cozinha, pois Lívia também dormiu por lá.

Desço as escadas, olhando pelos vidros que estava com uma densa neblina. Silvia já tinha adiantado bastante coisas, eu preparei um bolo, e algumas panquecas, que minha mãe sempre gostou.

Eles meio que desceram juntos para comer. Com a mesa posta, Silvia sentou ao meu lado, meu pai a ponta da mesa, minha mãe do meu outro lado e Lívia a frente.

- (...) amei ele, um fofo, educado, muito bonito. – Minha mãe, comenta de Adrian, com minha irmã.

- Nem me olha assim mãe, ele namora.

- Mas é um ótimo partido filha.

Chego a engasgar com café nessa hora;

- Adrian trabalha para nós, namora e não faz meu tipo.

- Não vi o problema, sua mãe era minha secretaria. – Meu pai intromete.

Eles estavam discutindo, e eu escuto a campainha, levanto mais rápido que Silvia para abrir ao Dr. Pedro.

Ele entra cumprimentando meu pai, depois minha mãe, e Silvia, se sentando em minha frente.

Se serve, falando com meu pai, de alguns assuntos, de interesse deles, até minha mãe questionar;

- Então vamos ao que interessa. – Ela limpa as mãos.

Ele pega a pasta ao lado, e tira uma pasta, folhas e entrega ao meu pai;

- Bem na tarde de ontem foi entregue toda a proposta do acordo para Dante. – Ele diz cruzando os dedos.

- E então? – Pergunto ansioso.

- Ele nem abriu a proposta, nem pegou os papeis. E recusou.

Eu fiquei sem entender, todo mundo olhando, calado, esperando ele terminar de falar;

- Dante disse que não vai abrir mão do restaurante, e não importa o que fará com a casa. Ele quer que vão ao tribunal.

Eu engulo seco;

- Como ele sabia disso tudo? – Lívia pergunta.

- Eu não sei filha, foi como se ele houvesse participado da nossa conversa.

- E agora? – Pergunto.

- Todos os bens, seus, quanto dele serão bloqueados, e divididos ao meio, conforme a separação de vocês. – Meu pai responde colocando os papeis na mesa.

- Peço que comece a pensar sobre o restaurante. – Ele diz me olhando.

- Pensar o que? – Questiono.

- Se ele levar isso a frente do juiz, tudo será vendido.

- Ele foi agredido, Dante foi preso, está sendo acusado de agressão, isso não tem peso para o juiz? – Lívia fala.

- Não, não vai ajudar muito. E um processo desse tamanho pode levar anos.

- Só tem um jeito, preciso falar com o Dante. – Digo me encostando na cadeira.

- De forma alguma. – Meu pai repreende.

- Não deixarei fazer isso filho, nunca na vida. Quem sabe o que ele pode fazer novamente com você.

- Mãe abri esse restaurante com vinte e um anos, com intuito de colocar ao menos uma Estrela Michelin naquela fachada, e vou conseguir. Não será o Dante dando birra que vai me impedir do meu sonho, eu vou falar com ele.

- Se fizer isso pode complicar mais as coisas. – Dr. Pedro fala.

Pensem o quanto eu ouvi por causa de ter falado isso!

Mas sim, eu iria fazer isso. E outra coisa, esse advogado parece estar jogando pelo Dante, porque não faz nada, e quando faz, vem com ideias mirabolantes, como se tudo resolvesse da forma como ele pensa, beneficiando somente um dos lados.

Lívia Iria levar meus pais ao aeroporto e depois passaria no restaurante, tínhamos que resolver umas coisas, pois ela iria viajar.

Eu fui trabalhar, ah já ia me esquecendo, o Felix estava comigo, meio que dirigindo somente, estes dias, e trabalhando no restaurante. Ele se ofereceu e era como um extra.

Nesse dia cheguei cedo demais, raramente eu abro o Le’Bianco, como hoje.

Entro e antes de ligar as luzes percebo que no vestiário tem alguém. Me aproximo com pouco de medo, e com a luz acessa, e um barulho de escova de dentes, fico mais tranquilo.

- Robson! – Pergunto espantado.

Só não eu , mas que ele, me olha com a boca cheia de espuma;

- Chef! Bom dia.

De regata preta, toalha no ombro e de samba canção;

- Bom dia. – Ele enxagua sua boca. – Como entrou aqui?

Robson fica igual a estatua e começa a gaguejar;

- É.. que eu, não....

- Eu não to entendendo nada... – Falo seguindo para deixar minha mochila que trouxe hoje.

Quando olho, ao lado dos armários, no vestiário dos funcionários uma cama no chão. Eu fico parado olhando aquilo.

Me viro e ele estava mega sem graça, e não precisava dizer anda, afinal de contas, era claro o que estava acontecendo ali.

- Quantos dias já faz isso? – Pergunto deixando a mochila.

0 visualização