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©2015 por Armário Erótico Todos Direitos Reservados. Criado orgulhosamente com Richardson Garcia

  • Richardson Garcia

Ele usa Dólmã - Capitulo 21

#Adrian Raul


Já que mensagens o Cristian ignorava, eu resolvi ligar.

Chamou várias vezes, eu já puto novamente, ele atende;

- Alô, oi Adrian?

- Me encontra no hotel.

- Ah estou ocupado agora. – Ele fala.

- Me entendeu?

- Sim, já vou.

Desliguei o telefone, sem dizer mais nada.

Nosso acordo foi um valor para que ele possa estar disponível quando eu ligar. Ele concordou com os termos, então todas as vezes, sem exceção do que ele estava por fazer, deixava e me encontrava.

Como eu já estava no caminho, acabo chegando primeiro, pego as chaves com o recepcionista e subo.

Fico sentado na cama impaciente, por ele ter me atendido e não respondido as mensagens.

Cristian entra no apartamento logo em seguida, por volta de uns 10 minutos após eu entrar.

Ele tira a jaqueta que estava usando e fala;

- Deixa só eu passar uma agua no corpo aqui, beleza. – Ele fala com ela enrolada nas mãos.

- Não precisa, não vamos fazer nada. – Falo sem olhar para ele.

Cristian fica todo assustado, olhando de olhos arregalados;

- Aconteceu algo? – Ele coloca a blusa de lado.

- Sim, aconteceu porque não responde minhas mensagens. – Me levanto encarando ele.

Cristian estava olhando surpreso por eu nunca ter falado assim com ele;

- Não queria falar daquilo com você por mensagem.

- Mas nem pessoalmente pelo jeito né Cristian?

- Me desculpe. – Ele come as unhas me olhando.

- Vai se casar? – Encaro ele.

- Sim.

- Não sei qual sua religião e nem se ela aprova o que estávamos fazendo, mas te chamei aqui para dizer que não iremos mais ficar.

- Porque não? – Ele aumenta o tom de voz.

- Antes você namorava, e nunca me falava dela. Você vai se casar Cristian. Não é a mesma coisa.

- Adrian eu preciso desse dinheiro.

- Rsrs, dinheiro, estou ouvindo muito essa palavra ultimamente. Creio que já está bom o que tirou de mim.

Ele se senta na cama, fica todo atordoado, eu pego as chaves e carteira abrindo a porta;

- Alex vai entrar em contato para finalizarmos isso.

Eu saio do quarto, e quando chamo o elevador, escuto ele quebrar algo lá dentro.

Vamos então ao início da próxima semana, dia da apresentação no Flamengo, uma sexta feira.

Levei minha mãe é claro, e a Natalia, seria a forma de anunciar nosso namoro. Mariano e Gabriela estavam com nervos à flor da pele, afinal de contas, o deles também estava na “reta”.

O estádio do Maracanã no Rio de Janeiro não é exatamente do Flamengo, mas para nós brasileiros, era praticamente do time. O majestoso estádio foi escolhido para a apresentação dos novos jogadores contratados pelo time.

Chegamos por volta de dez da manhã, entrando diretamente para os bastidores, e mesmo com segurança reforçada, não havia jornalistas, mas alguns torcedores, pedindo autógrafos e fotos.

Descemos em um tipo de estacionamento, com várias pessoas, e organizadores, e se escutava a torcida. Eu já havia jogado no Maracanã algumas vezes, mas nunca tive uma apresentação como esta.

Não era exclusiva, seria para as 4 contratações do time, e eu ainda fui emprestado do Palmeiras, era como uma “permuta” entre os times, feita com jogadores.

Vamos lá, seguindo para o vestiário, com um rapaz e um segurança, vou falando com o Mariano;

- (...) Entra você, depois minha mãe e a Natalia juntas. Gabriela onde são as cadeiras mesmo? – Olho para ela.

- Mariano fica a esquerda, sentado logo nos bancos dos jogadores, onde ficarão os técnicos. Tem cadeiras com os nomes das duas a direita, mas eu vou estar lá. Edite vai subir o túnel e ir para a direita, mas tem que entrar com a Natalia.

- Tudo bem... Filha onde tem banheiro aqui? Preciso retocar essa maquiagem. – Minha mãe fala cutucando ela.

- Podem vir comigo... Boa sorte Adrian. – Gabriela sorri.

Beijo minha mãe, e Natalia, seguindo com o Mariano. Eu já havia conhecido o time, e alguns dos jogadores.

No vestiário, os novatos estavam com seus empresários, e integrantes do Flamengo. Entro cumprimentando todos, e conhecia somente dois deles.

- Aqui Adrian, linda não? – Mariano mostra a camiseta e meu “armário”.

A frase grifada no armário negro, “Uma Vez Flamengo, sempre Flamengo”. Um pequeno cofre para os pertences, como celular e carteiras. A camiseta estendida com seu nome a mostra, o short ao lado, uma garrafa de “Gatorade” agua e um copo, com três chuteiras, e um par de chinelas de dedos.

Me troquei de roupa, e estava colocando as chuteiras, quando o presidente do time entra no vestiário, cumprimentando e agradecendo, explicando como seria e o que faríamos, também questionando se estava tudo certo, e algum tinha alguma dúvida.

Na verdade, estava é ansioso, rsrs.

As onze e meia estávamos seguindo para o gramado. Mariano, minha mãe e Natalia a frente, e eu junto aos meninos atrás.

Nossos familiares já entraram, subiram a famosa rampa.

Mesmo já ter entrado, já ter jogado, só não marcado gol no Maracanã, ser apresentado foi um dos momentos marcantes.

Por vez cada um entrou, eu fui o penúltimo, subo a rampa, ouvindo os gritos dos torcedores, e sigo acessando pelo tapete vermelho, até um palco perto do centro onde os meninos estavam.

Depois das fotos, nós fizemos umas embaixadinhas e nos amostramos com as bolas.

Em seguida respondemos algumas perguntas e mais fotos com os dirigentes e presidente do time. Depois eu segue até umas crianças que estavam no campo, a maioria queria autografo, fui assinando e conversando com eles.

E então aos jornalistas, me aproximei até com medo pela quantidade de microfones;

- Adrian... Adrian, é oficial agora como jogador do Flamengo, se mudará para o Rio de Janeiro?

- Olha ainda não me decide, mas tem uma grande chance.

- Adrian, Julia do Sport TV. O Flamengo não gastou diretamente com você, por ser um acordo entre os times! Como é para você ser mais aplaudido e mais esperado que Roberto? Onde o time investiu milhões.

- Olha, não é questão de dinheiro, eu não sei de Roberto, mas sou Flamenguista de coração, creio que a torcida se simpatize.

- Obrigada.

- Adrian, Vagner da Band News. Vestindo a Camisa 17, é ou não é em homenagem ao Grande Jobson Raul?

- Sim, eu pedi ao presidente essa oportunidade e ele proporcionou eu fazer essa homenagem ao meu velho. É a realização de um dos sonhos dele, e meu é claro, o número 17 é para eternizá-lo na minha trajetória.


#Stefano



Sábado a tarde, na sala da minha casa, sentado com uma taça de vinho, o Dr. Pedro na poltrona a frente, minha irmã e Bruno a esquerda, ele nos explicava como estava o andamento da minha separação.

- (...) Estudei todos os documentos que me enviou, sobre a separação Stefano será o seguinte perante o Juiz! – Ele gesticula com as mãos. - Metade da Casa é sua, metade do Stefano. Metade da corretora é sua, metade do Dante. Metade do Le’Bianco é sua, metade é do Dante. A Tropicale é o seguinte, Lívia, como Sócia Majoritária, tem 50% da empresa, e 25% para você e 25 ao Dante.

- Calma. Meu Deus! – Lívia passa a mão na cabeça.

- Isso está certo? – Bruno o questiona.

Eu falo que sim concordando com a cabeça;

- Stefano e Dante se casaram com Comunhão Parcial de Bens, será assim sem um acordo.

Peguei a taça de vinho e bebo um gole, e fico pensativo, eles conversam algo que eu nem ligo, até o Bruno me chamar a atenção;

- Amigo! – Ele encosta em mim.

- Oi.

- Stefano, está tudo bem?

- Processando o Dante, acham mesmo que ele vai abrir mão do restaurante? – Falo com a taça.

- Podemos vender a casa dividir o dinheiro entre vocês, você abre mão da corretora, e o Dante abre mão do Le’Bianco e da Tropicale. – Diz o Dr. Pedro.

- Se ele fazer isso doutor, perde milhões, tem ideia disso? – Lívia pega a garrafa de vinho.

- Não, não. É muito dinheiro para abrir mão. – Bruno diz.

- Eu abro mão do que ele quiser, mas que Dante não entre mais no Le’Bianco. – Falo olhando para os meninos.

- Vamos então tentar o acordo. – Dr. Pedro fecha uma das pastas. – Entrei com um Processo contra o Dante de Indenização moral, cobrando 15% do patrimônio da Corretora, que consta em seu nome. O valor atualizado é de R$ 1.950,000.

Eu fico calado, olhando ele falar, pois sinceramente depois do que ouvi que coloca o restaurante em risco, me perdi nas suas palavras;

- O Segundo processo, de Agressão ele será condenado a pagar cesta básica, a uma instituição de caridade ou assinar o nome no Fórum por 24 meses.

- Que aconteceu na semana passada? Depois que ele foi preso por invadir o restaurante? – Pergunto.

- Confirmado o que lhe falei antes, ele foi preso, notificado e advertido, por ter descumprido uma ordem do juiz. Indico que deixei seu segurança ciente do perigo. Caso ele se aproxime de alguma forma de você, ligue imediatamente para a polícia, outra dessas e coloco ele na cadeia por mais tempo.

- Tem mais alguma coisa? – Pergunto.

- Não! Isso é tudo, seus pais chegam amanhã, tenho uma reunião logo pelo almoço, para explicar a eles o que falei a vocês aqui.

- Então tudo bem, pode enviar os documentos eu assino amanhã, entrega para a Lorena. – Me levanto.

- Fechado, espero ter entregue amanhã para ela. – Ele vem apertar minha mão.

- Obrigado!

- Senhor o jantar está pronto. – Silvia aparece atrás de nós.

- Pode servir.

O Dr. Pedro preferiu não jantar conosco, e foi embora, eu e minha irmã, jantamos na presença do Bruno.

- (...) Ontem teve a apresentação do Adrian no Flamengo, em vinte e quatro horas, ele ganhou quase duzentos mil seguidores. Conversei com o Mariano, e vamos ter uma reunião com o Flamengo. – Lívia nem mastigava, só falando.

- Porque? – Pergunto de boca cheia.

- Vou negociar meios de patrocínio da Tropicale.

- Não! – Falo seco.

- Porque não?

- Espera Lívia, deixa termos uma primeira resposta do Dante sobre esse acordo. Estou com um pressentimento ruim.

- Stefano acha mesmo que ele não vai abrir mão do restaurante? A corretora vale mais que a Tropicale e o Le’Bianco juntos.

- Ele invadiu o restaurante com uma ordem do juiz. Acha mesmo que ele vai fazer isso assim, de mão beijada. Falo me limpando com o guardanapo.

Bem ficamos discutindo sobre esse assunto, até o fim do jantar, ela tomou uma xicara de café e começou a pegar suas coisas para ir;

- Vamos Bruno? – Lívia pergunta pegando sua bolsa.

- Vou dormir aqui hoje amiga.

- Ah, tudo bem então, amanhã vou pegar o papai e mamãe no aeroporto e trago eles para cá, logo cedo. – Lívia me beija.

- Tudo bem, já estou me preparando.

- Beijo, com Deus. Tchau amigo, beijo Bruno.

- Tchau querida.

Bruno se senta no sofá, colocando os pés no móvel, e eu subo para tomar um banho;

- É só uma agua no corpo, já desço. – Falo subindo as escadas.

- Que horas ele vem? – Bruno pergunta deitado.

- Adrian falou que iria jantar e viria, acho que umas dez ele chega.

- Porque você não entrega amigo? Por favor. – Bruno fala de mãos unidas frente o rosto.

- Porque você vai pedir desculpas para ele novamente. Me espera não demoro. – Subo rápido os degraus.

Tomei um banho rápido, pois o Adrian iria vir aqui em casa, para Bruno lhe devolver o dinheiro. Pois ele não quis encontrar sozinho com ele, disse não confiava, por isso ofereci minha casa.

Aqui em São Paulo estava um tempo muito louco, calor durante o dia e frio a noite. E depois do banho esfrio mais ainda. De moletom eu desci com meu celular chamando;

- Oi! – Falo passando pelos corredores dos quartos.

- Seu porteiro é Corintiano não consigo subordinar ele para entrar. – Fala Adrian.

- Haha, um momento.

- OK.

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