• @rgpatrickoficial

Ele usa, Dólmã - Capitulo 2

Era uma festa de gala, e eu de calça jeans branca, camiseta preta e uma jaqueta. E olha que quase sujei minha calça. Já o Dante estava a vestido a caráter.

Bem chegamos, com os manobristas pegando o carro, e entramos, passando por alguns fotógrafos.

A Lívia estava logo na entrada, toda fodona;

- Ai meu Deus, não me diga que esqueci de avisar que era uma festa de gala. – Ela diz se aproximando.

- É Dolce & Gabbana. – Falo puxando a jaqueta.

- Olá, Dante. – Ela o cumprimenta.

- Lívia. – Ele fala já com uma taça de champanhe na mão. – Vou ir no banheiro.

- Stefano, estou tentando descolar uma parceria com o pessoal do Carrefour, preciso que venha comigo.

- Porque eles.

- Para a “Tropicale” Stefano.

- Ah, sim.

- Preciso que conheça algumas pessoas. – Ela diz me guiando pelo braço.

Bem conversamos com uma individuos, tinha figuras públicas no lugar. O Dante ficou no bar, conversando com algumas pessoas.

Eu e Lívia fazendo um pequeno trabalho, que ela gosta para a cassete, que é “aparecer”.

- Senhor Guedes, aqui está meu irmão, Stefano Le’ Bianco. – Ela fala a um senhor.

- Olá é um prazer, Lívia falou do senhor. – Falo pegando em sua mão macia.

Era um velhinho, de baixa estatura, muito fofo, rsrs.

- Então é você o Chef atrás do Le’Bianco?

- Sim, o próprio.

- Escuta preciso da receita daquele “Scallopine do Chef”.

- Podemos negociar! – Falo tirando risadas das pessoas que estavam com ele.

- Eu nunca comi algo parecido, me conte o segredo?

- Fica no Molho, Senhor Guedes, quando voltar no restaurante levo o senhor na cozinha.

- É um jovem promissor Stefano, bem sua irmã quer uma seção para o Tropicale nas redes Carrefour do país.

- Sim, seria uma promoção para as filiais, e de quebra iriamos divulgar a sua empresa. Sei que não tem a necessidade, mas estarmos atrelados a empresas com seriedade faz toda a diferença, o senhor sabe muito bem o que estou falando.

- Claro, esta certo sobre isso. Lívia me apresente a proposta, tem meu número.

- Tenho sim, senhor.

Mais uma troca de elogios e agradecimentos, saímos com ela apertando meu braço;

- Não sei como consegue.... Eu congelei na frente dele.

- Haha’ ele me ajudou puxando o assunto.

- Ah achei, quero que conheça o senhor Pontes também...

Lívia me fala, puxando para a esquerda. Em uma roda de homens, ela entra, chamando a atenção de um deles;

- Mariano, boa noite meninos.... Mariano este é Stefano Le’Bianco, o meu irmão que havia lhe falado. – Ela diz com a mão no ombro dele.

Mariano é o cara que me aprontou estes dias atrás no restaurante. Lívia me apresentou e eu abro um sorriso muito irônico olhando para ele que fica estático! Sem reação alguma;

- Ah, já nos conhecemos. – Ele fala extremamente sem graça.

- Sim, sim, foi o senhor que se recusou a ser atendido pela minha Maítre por ela ser Travesti!

Falo encarando ele, Lívia fica branca por eu ter falado a frente de todos ali;

- Aquilo foi um mal entendido. – Mariano tenta escapar.

- Bem, Stefano, o Tropicale é o principal patrocinador do jogador Adrian Raul, que está em ótimo momento, e essa parceria está nos trazendo bons rendimentos, para ambas as partes. – Lívia tenta sair do assunto, e levanta a bola um pouco.

Na roda havia algumas pessoas de terno, e bem vestidas, como estávamos de pé, de costas para nós, o Adrian estava sentado, de calça jeans, moletom e um colete jeans, de cabelo com muito gel.

Ele olha para trás, por tocarmos em seu nome e se levanta, beija a minha irmã, a cumprimentando e diz pegando em minha mão;

- Olá, e obrigado por aquela noite, ajudou muito.

- Não foi nada. Lívia podemos ir? – Eu queria muito sair de perto daquele Mariano.

- Claro, me deem licença senhores. – Saímos de perto.

Eu seguindo, passando pelas mesas, procurando o Dante, em qual mesa estava e ela toda assustada;

- Me fala o que foi aquilo Stefano?

- Aquele cara é um filho da puta! Humilhou a Lorena dentro do meu restaurante.

- Eu mesma que fiz a reserva, achei que seria uma boa eles conhecerem.

- Lívia, nada contra o garoto, é um anjinho, agora aquele homem! Me dá nojo. – Nos sentamos.

O Dante conversando com algumas pessoas e eu falando com minha irmã;

- Assinamos o contrato a pouco, e como disse é muito positivo a parceria Stefano.

- Eu não me importo Lívia de você cuidar disso, confio em você. Mas se eu tivesse conhecimento desse tal Mariano, não atrelaria minha empresa a esse tipo de pessoa.

- Stefano ele não é figura pública, é só um empresário, a Tropicale está sendo visibilizada através do Adrian.

- Tudo bem, se assim for.

Ficamos conversando, por encontrar pouco, com tantas viagens dela. Bebemos algumas taças de champanhe, e pouco antes de começar eu fui ao bar pedir uma agua.

Eu estava encostado, com os cotovelos no balcão, e aguardando o garçom atender um casal;

- Então é você que paga meu salário? – Adrian fala chegando ao meu lado.

- Você deve receber milhões, eu creio que 1% disso tudo eu contribuo. – Solto um sorrido, descontraindo.

- Acredite não é assim.

- Uma agua por favor, sem gelo. – Digo ao rapaz.

- Duas! – Adrian sobrepõe. – Então quando já viu algum dos jogos dessa temporada?

- De futebol?

Ele sorri e diz que sim, gesticulando com a cabeça;

- Eu não gosto, não entendo nada.

- Sua empresa investe muito, deveria comparecer.

- Não cuido disso, comigo é cozinha e fogão, minha irmã que é responsável pelos negócios.

- Então?

- O que?

- O jogo, quando irá?

- Ah.... Vou algum dia, prometo.

- Te espero. – Adrian pega a agua saindo.

- Espera, qual é o time?

Ele dá uma rápida gargalhada dizendo;

- Palmeiras.

- Obrigado.

Pego a agua voltando para a mesa, e percebo que Dante já estava alterado, ele deixou cair uma taça que estava ao seu lado esquerdo.

Rapidamente veio garçons para limpar, mas isso chama a atenção;

- Amor quero ir embora. – Ele fala segurando meu braço.

- Amor, nem começou ainda.

- Stefano eu quero ir embora, isso aqui está chato para cassete.

- Vão começar o Leilão agora Dante, espera mais um pouco. – Lívia dia baixo.

- Ninguém pediu sua opinião aqui, estou falando com meu marido! Stefano se você não for embora eu vou.

- Dante, espera um pouco, deixa pelo menos que comecem!

- Porque quer jogar dinheiro fora com isso, quer aparecer paga para ser capa de alguma revista! Fica indo nas ideias da sua irmã, ela só quer dinheiro, e mais dinheiro... Deixa de ser idiota... – Ele sai Falando, pela porta.

Eu me levanto, e sigo ele, que não tinha condições alguma de ir embora, e as chaves do carro estavam em seu paletó.

Dante descendo as escadas e eu atrás dele;

- Dantes espera.

- Você, busca meu carro, um jaguar branco! – Ele fala jogando as chaves para o manobrista.

- Dante você não vai embora pilotando, está bêbado. – Puxo ele pelo paletó.

- É italiano, cuidado! Vamos comigo Stefano, vamos amor. – Me abraça e envolve os braços em minha cintura.

- Dante nem começaram, eu tenho que marcar presença.

- Você não queria um tempo comigo? Então, vamos para casa, eu abro aquele vinho, a gente faz aquele amor gostoso na banheira... Liga para a Silvia prepara aquele banho que você gosta.

- Dante não, estou te pedindo por favor.

- Seu carro senhor. – O garoto diz.

Ele me solta seguindo para o carro, eu fico olhando e tive que tomar uma atitude, não poderia de forma alguma deixar isso acontecer.

Segui para o carro e falei bravo com ele;

- Vai para o outro banco Dante.

- Eu sabia amor, que você ficaria comigo.

- Fica quieto Dante. – Ele fica me pegando.

Peguei o celular e envio uma mensagem de voz para a Lívia, porque se eu ligasse, iria ouvir muito;

- “Lívia estou levando o Dante para casa, está super bêbado, sabe como ele fica, depois vai no Le’Bianco, para conversarmos melhor.”

Ela somente envia um “emoji” com olhinhos virados para cima. Significado: Ela estava Puta.

O Dante foi falando de trabalho na minha cabeça, até em casa! Sinceramente? Eu pensava no menu que trabalharia no dia seguinte, isso era mais conveniente para mim.

Bem deixo o carro na porta de casa, pois se entrar na garagem, aquela quantidade de escadas o Dante nunca chegaria la em cima. Descemos comigo acompanhando ele, e foi uma grande dificuldade passar pela escadaria.

Deixei ele no quarto resmungando algo e vou ao banheiro, tirar aquela roupa, e tomar um banho. Quando volto ele estava dormindo já.

Puxei o cobertor, e colcha da cama, mas ele estava com um cheiro tão forte de álcool, que eu nemquis me deitar, pego meu travesseiro, e celular e vou para o quarto da frente de hospedes.

Na manhã eu cheguei logo pela manhã, bem cedinho no restaurante. O UBER parou e quando desço vejo o Giovani abrindo a porta, ele para e fica me olhando, e aguardando eu atravessar a rua;

- Caiu da cama hoje Stefano?

- Bom dia para você também!

- Bom dia. - Entramos, pois estava um vento frio ao lado de fora.

- Quero aproveitar e pegar as verduras mais frescas.

- Tenho pena do Valdir quando você fala assim.

- Estou pagando e posso escolher ué.

Ligamos as luzes, pré-aquecemos alguns fornos, e os garçons chegando para irem preparar o salão.

Giovani fala assim, pois eu atraso o verdureiro o Valdir toda sua rota, porque quero entrar no caminhão e escolher eu mesmo.

No começo da semana é normal, abrirmos só para o almoço, a partir de quinta, às vezes quarta feira seguimos com almoço e jantar.

Hoje por volta de onze e meia os pedidos chegando aos poucos, Giovani no comando, e eu nós preparos.

Na minha cozinha tudo que sai pela a porta do salão passa por mim, para não autorizar erros de preparos e sabores, e nem quero falar em apresentação.

- Stefano o Dante está no salão! - Lorena diz entrando na cozinha bem rápido. - Preciso trocar esse lenço acabei me sujando sem ver.

- Giovani vou para o salão, não deixa esse molho sair sem provar ele, está muito ácido! Alguém concerta isso imediatamente. - Falo aos auxiliares.

Confiro meu avental saindo, o restaurante não estava tão cheio, mas sempre foi reflexo da cozinha!

Segui até a mesa em que o Dante estava, era uma turma do seu trabalho, sempre que podiam almoçavam no Le'Bianco, afinal não pagavam conta e comiam a melhor refeição possível.

- Olá senhores, bom dia. - Chego a mesa com a mão no ombro de Dante.

- Bom dia chefe! - Uns cumprimentam.

- Amor senta aqui. - Dante puxa a cadeira.

- Não posso, a cozinha está uma loucura hoje!

- Não vai fazer desfeita né?

Um dos meninos perguntam.

Me sento procurando a Lorena no salão, ela me olha ao sair da cozinha e se aproxima;

- Lorena por favor, um espumante, poder ser um Chardonnay, e o pedido da mesa será o menu do dia.

- Sim senhor, com licença. - Ela sai.

Os meninos que estavam a mesa trabalhavam com Dante a um tempo. E eu os conhecia, somente um deles, aparentemente novato que não tive contato ainda.

Os meninos conversando, e ele me encarando, eu olhei por duas vezes, esses momentos foram que eu fiquei desconfortável;

- Stefano seus cozinheiros devem comer do bom e do melhor né? Ei boa ideia, não tem uma vaga de estagiário aqui no Le’Bianco não? Preciso para de sair com Dante porque ele só come nos lugares mais caros. – Fala Ricardo.

Esse era um dos mais inconvenientes da turma dele, é aquele cara que vive fazendo piadas idiotas;

- Na verdade Ricardo, uma curiosidade sobre a cozinha, não almoçamos, só os funcionários do salão!

- Como assim? Vocês cozinham sem comer? – Ele fala com todo mundo rindo.

- Todo e qualquer refeição que sai daquela porta é provada, por mim, ou pelo meu SousChef, antes de entrar no salão, para não conter erros! Tenho seis anos de restaurante e nunca um prato meu voltou para cozinha.

- Então de qualquer forma vocês comem de tudo?

- Pode se dizer que sim Ricardo, e depois de três, ou quatro horas preparando e provando comida, você não quer mais fazer alguma refeição se é que me entende.

- Claro, com certeza.

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